Acre
Polícia Civil intensifica o combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Acre
No Acre, a Polícia Civil (PCAC) tem desempenhado um papel fundamental no combate à exploração sexual infantil, especialmente durante o mês de maio, conhecido como Maio Laranja. A instituição tem fortalecido suas ações e esforços para investigar e reprimir casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Para acolher melhor às vítimas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso sexual, foi criado o Projeto Bem-Me-Quer, que padroniza a estrutura do ambiente para receber as vítimas de violência sexual. Foto: Assessoria PCAC.
Por meio das delegacias especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), a Polícia Civil concentra seus recursos e equipes no enfrentamento desse tipo de crime. Essas unidades dedicam-se a apurar denúncias de abuso sexual, exploração sexual, pornografia infantil e outros delitos relacionados, sempre priorizando a proteção das vítimas.
De acordo com o delegado-geral da PCAC, Henrique Maciel, a instituição trabalha em estreita colaboração com outros órgãos e instituições envolvidos na proteção e assistência às vítimas, como o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Secretaria de Assistência Social e os conselhos tutelares. “Essa parceria é essencial para garantir uma resposta integrada e eficaz diante dessas situações delicadas”, disse o chefe de polícia.

Delegada de Polícia Civil, Mariana Gomes, idealizadora do projeto Bem-Me-Quer, diz que esse é um grande avanço no combate a crimes tão sensíveis e, infelizmente, frequentes. Foto: Assessoria PCAC
O delegado Alberto Dalacosta, da Decav, discorre que em maio foram realizadas diversas ações que resultaram em cinco prisões de pessoas já condenadas pelo crime de estupro de vulnerável: “Estamos trabalhando de forma intensa para coibir qualquer tipo de crime, mas solicitamos à sociedade que denuncie esses criminosos.”
Para acolher melhor as vítimas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso sexual, a PCAC criou, em 202, o Projeto Bem-Me-Quer, que institui a padronização da estrutura do ambiente, recepção, acolhimento e atendimento às vítimas de violência no âmbito de Polícia Civil do Estado do Acre. As crianças vítimas são atendidas em uma sala aconchegante que as deixem à vontade para relatarem tudo o que ocorreu.
O projeto foi idealizado pela delegada de Polícia Civil, Mariana Gomes, e funciona atualmente em quatro cidades do interior do Acre: Sena Madureira, Manoel Urbano, Senador Guiomard e na cidade isolada de Santa Rosa do Purus, e a tendência é que se estenda para todo o interior do estado e localidades que não dispõem de especializadas.

As crianças vítimas são atendidas em uma sala aconchegante que as deixem à vontade para relatarem tudo o que ocorreu. Foto: Assessoria PCAC
“Esse projeto demonstra um grande avanço e reforço do comprometimento da PCAC no combate a crimes tão sensíveis e, infelizmente, frequentes, especialmente no interior do estado, pois devemos ter um olhar diferenciado para as vítimas e atender aos comandos legais protetivos”, explicou a delegada.
A Polícia Civil também enfatiza a importância da prevenção, por meio de palestras, workshops e capacitações direcionadas a professores, pais e responsáveis. Essas atividades visam orientar e alertar sobre os sinais de abuso, os cuidados necessários e a forma correta de agir diante de situações suspeitas.
O combate à exploração sexual infantil é uma responsabilidade de toda a sociedade, e a Polícia Civil do Acre tem se empenhado em exercer seu papel de forma eficiente.
Entretanto, é necessário o envolvimento e a participação ativa de todos os cidadãos, para que juntos possam garantir um ambiente seguro e protegido para as crianças e adolescentes, livres do abuso e da exploração sexual.
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Acre
Professora implora cirurgia neurológica urgente a governador Gladson Cameli e relata risco de morte após espera de um ano por procedimento no Acre
Cremilda Lopes Rodrigues, de 58 anos, professora aposentada, aguarda desde fevereiro de 2025 a realização de uma angioplastia com implante de stent intracraniano para tratamento de aneurismas cerebrais, em Rio Branco. Segundo laudos médicos apresentados pela paciente, o caso é considerado urgente devido ao risco de ruptura.
O procedimento foi solicitado pelo médico neurologista Rogério Ivan Ortiz. No entanto, a cirurgia não está sendo realizada no Hospital Santa Juliana, unidade onde executa os atendimentos cirúrgicos do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Estado.
Cremilda gravou um vídeo relatando a situação e pedindo apoio das autoridades. No apelo, afirmou viver sob constante preocupação enquanto aguarda a marcação do procedimento.
“Eu tô aqui como mãe, como vó, pedindo misericórdia das autoridades. Faça alguma coisa, porque não é fácil viver assim. Eu preciso que o governador do Estado do Acre compre stents para que essa cirurgia seja menos invasiva.”
Segundo a professora, o primeiro laudo médico foi emitido há cerca de um ano e encaminhado ao Ministério Público. Um novo documento, entregue há aproximadamente um mês, reforçou o pedido de urgência.
“Segundo o neurocirurgião, eu corro um alto risco de vida desses aneurismas sangrarem. Se sangrar, minha chance de sobreviver é de cerca de 2%.”
A paciente também relata que, pelo método cirúrgico convencional, existe risco de perda de visão, pois o aneurisma estaria comprimindo um nervo óptico. Enquanto aguarda a cirurgia, ela afirma que precisou mudar de residência com a família por conta da situação de saúde.
De acordo com Cremilda, ao longo do período ela recebeu promessas de apoio, mas nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento. A apreensão aumenta à medida que o procedimento não é agendado e o risco apontado em laudo médico permanece.
O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos de saúde responsáveis.
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Acre
Prefeitura de Rio Branco cobra repasses federais para a Assistência Social do Acre na 36ª Reunião da CIT SUAS
A reunião teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos
Com o objetivo de cobrar os recursos prometidos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na manhã desta quarta-feira (11), o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, esteve presente na 36ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), realizada na Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 9º andar, Sala 902, em Brasília/DF.
O encontro teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que, até o momento, não foram repassados pelo governo federal, apesar de promessas anteriores.
João Marcos Luz, que também atua como gestor da política de assistência social no estado do Acre, enfatizou as dificuldades enfrentadas pela região, especialmente diante do aumento no fluxo de imigrantes e dos danos causados pelas alagações.
O gestor apontou que os repasses, previstos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ainda não chegaram, o que tem gerado um grande prejuízo para a ampliação das ações de apoio a quem mais precisa, como as políticas voltadas para pessoas em situação de rua.
Além de cobrar a liberação dos recursos, Luz pediu especialmente o envio de verbas para os municípios de Rio Branco, Epitaciolândia e Assis Brasil, que enfrentam grandes desafios no atendimento à população vulnerável, como idosos e mulheres vítimas de violência.
Ele destacou a importância de o governo federal honrar seus compromissos financeiros, especialmente em um cenário de crescente demanda por serviços públicos de assistência social.
“Estamos em uma situação muito difícil no Acre, e não podemos ficar de braços cruzados. A prefeitura de Rio Branco, por exemplo, está arcando com 80% dos custos dessas ações sociais, utilizando recursos do IPTU, que deveriam ser destinados a outras áreas. O governo federal precisa assumir sua responsabilidade e garantir que os recursos cheguem aos municípios, onde as necessidades são urgentes”, afirmou João Marcos Luz.
A falta de repasses tem impactado diretamente o planejamento e a execução das políticas públicas em diversas frentes, prejudicando a qualidade do atendimento à população em situação de risco.
Luz finalizou seu discurso reforçando que não se pode esperar mais tempo pela liberação dos valores prometidos, uma vez que a situação no estado requer respostas imediatas.
O encontro na CIT SUAS é um dos muitos espaços em que gestores municipais buscam cobrar a atuação do governo federal para garantir o adequado financiamento e execução das políticas sociais em todo o Brasil.
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Acre
Sejusp firma parceria para garantir economia de recursos públicos
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, realizou na manhã desta quarta-feira, 11, reunião de alinhamento para discutir importações diretas de tecnologias de segurança e armamentos.
Com objetivo de adquirir equipamentos de ponta para os operadores de segurança e garantir a máxima economicidade do recurso público, a Sejusp realiza uma parceria com o Banco do Brasil. Essa parceria visa apoio especializado em contratos de câmbio, garantir que o fluxo de pagamentos acompanhe o ritmo das necessidades da segurança pública no Acre e a redução da burocracia nas transações internacionais.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, reitera que essa parceria representa um passo para melhores condições de investimento público. “O Estado está comprando produtos de alta performance com custos significativamente reduzidos, então temos equipamentos de melhores condições de trabalho para as forças de segurança, para proteger o cidadão acreano”.
“Evitando as margens de lucro de revendedores nacionais, a Sejusp consegue fazer o orçamento render mais, revertendo essa economia em mais equipamentos e melhores condições de trabalho para as forças de segurança”, destacou o chefe do setor financeiro da Sejusp, Eric Oliveira.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE









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