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Polícia Civil do Acre inaugura “Closet Solidário” para acolhimento de vítimas de violência doméstica e sexual
Ao longo da semana, diversos parceiros, entre eles a Defesa Civil, empresas locais e a sociedade civil organizada, realizaram doações que foram fundamentais para abastecer o “Closet Solidário”

“Closet Solidário” oferece roupas e itens de higiene para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e sexual em Rio Branco. Foto: assessoria/ PCAC.
Na tarde desta sexta-feira, 13, a Polícia Civil do Acre (PCAC) deu mais um passo importante no acolhimento de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e sexual em Rio Branco, com a inauguração do projeto “Closet Solidário”. A iniciativa oferece roupas limpas e produtos de higiene pessoal para vítimas que, ao chegarem à Delegacia de Atendimento à Mulher ou Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescentes Vítima (DECAV) para realizar denúncias, muitas vezes se encontram em condições de extrema vulnerabilidade, com roupas rasgadas, sujas de sangue ou lama.
O projeto foi idealizado pela delegada, Dra. Elenice Frez, coordenadora da DEAM, que percebeu a necessidade de oferecer um atendimento mais humanizado e acolhedor. “Muitas vezes, essas mulheres e crianças chegam aqui fragilizadas, não apenas pela violência sofrida, mas também pela condição em que estão. O ‘Closet Solidário’ foi pensado para que possamos ir além do atendimento policial e proporcionar um momento de dignidade e conforto para essas pessoas”, destacou a delegada Elenice Frez.
A ideia foi abraçada pela Direção-Geral da PCAC, que, por meio do delegado-geral Dr. Henrique Maciel, garantiu todo o suporte necessário para a concretização do projeto. “Esse é um projeto de grande importância social. Estamos não apenas cumprindo nosso dever de investigar e punir crimes, mas também nos preocupando com o acolhimento das vítimas, garantindo que elas tenham um atendimento digno em um momento tão delicado de suas vidas”, afirmou o delegado-geral Henrique Maciel.

Doações de roupas e produtos de higiene pessoal foram realizadas por parceiros como a Defesa Civil, empresas locais e a sociedade civil organizada. Foto: assessoria/ PCAC.
Além do apoio da Polícia Civil, o “Closet Solidário” contou com a contribuição de parlamentares. A deputada estadual Antônia Sales destinou uma emenda parlamentar para custear a fabricação do mobiliário do espaço, enquanto o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, liderou uma campanha de arrecadação de roupas femininas, infantis e infantojuvenis, além de itens de higiene pessoal, como sabonetes, cremes dentais, shampoos, fraldas e pomadas para assaduras.
Ao longo da semana, diversos parceiros, entre eles a Defesa Civil, empresas locais e a sociedade civil organizada, realizaram doações que foram fundamentais para abastecer o “Closet Solidário”. Essas doações vão desde roupas até produtos de higiene, reforçando o compromisso coletivo de apoiar as vítimas e promover um atendimento mais humanizado nas delegacias.
O “Closet Solidário” atende a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) e a Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima, sendo uma iniciativa voltada para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social, com foco especial em vítimas de violência doméstica e sexual.



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VÍDEO: Alcolumbre mantém quebra dos sigilos de Lulinha

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3/3) manter a decisão da CPMI do INSS que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A decisão foi anunciada durante uma sessão do Senado. A medida foi embasada em um parecer da Advocacia do Senado e rejeitou um recurso apresentado pela base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para anular as quebras contra o filho do petista.
Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados pelos governistas não foram suficientes para confirmar a “suposta violação das normas regimentais e constitucionais” da CPMI do INSS.
As quebras foram aprovadas na quinta-feira (26/2), em uma sessão marcada por tumultos. Os pedidos haviam sido apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.
- Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu que os parlamentares contrários se manifestassem. Ele contabilizou sete votos contra os requerimento — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.
- O governo defende que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos.
No recurso, os parlamentares da base de Lula criticaram a condução dos trabalhos de Viana e argumentaram que as medidas aprovadas na última quinta deveriam ser suspensas. Viana negou qualquer irregularidade.
Ao analisar o pedido dos governistas, Davi Alcolumbre afirmou que, ainda que fossem considerados os parlamentares apontados pelo governo, não haveria maioria para rejeitar a quebra dos sigilos.
“O número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Isso porque o quórum de presença do momento, mostrado no painel e verificado na votação anterior, era de 31 parlamentares. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale a 16 parlamentares”, disse.
“Diante desse quadro e considerando o parecer da Advocacia do Senado, esta Presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI do INSS não se mostra evidente e inequívoca, razão pela qual — em respeito aos precedentes — não se faz necessário, no presente momento, uma intervenção da Presidência da Mesa do Congresso na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, acrescentou Davi Alcolumbre.
Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o filho de Lula é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal. Uma das iniciativas mencionadas previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.
Questionamento durante a sessão
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou, ainda durante a sessão que quebrou os sigilos de Lulinha, a condução dos trabalhos de Viana. E afirmou que houve erro na contagem.
Logo após o resultado, ele chegou a pedir que o senador anulasse a deliberação, mas teve o pleito rejeitado pelo presidente da CPMI.
“No momento da votação, 14 parlamentares votaram contrários aos requerimentos. Há um contraste visual entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, argumentou Pimenta.
No recurso apresentado a Alcolumbre, o grupo afirma que Carlos Viana desempenhou a sua função de forma “acerba e antidemocrática”.
“O senador incorreu, em tese, em violação a tais deveres, ofendendo não apenas a Constituição da República e a normativa interna do Senado Federal, mas também os princípios estruturantes do regime democrático e representativo”, dizem os parlamentares.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Acre recebe gestores de ensino de São Paulo para conhecer modelo de prevenção à violência nas escolas
Representantes da rede estadual de ensino de São Paulo estão no Acre para conhecer de perto as estratégias desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) voltadas à prevenção da violência e à promoção de uma convivência mais segura nas escolas da rede estadual.

A visita ocorre após um encontro realizado em Brasília, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reuniu representantes de diferentes estados para discutir políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar no ambiente escolar. Durante o evento, as iniciativas desenvolvidas pelo Acre chamaram a atenção da equipe paulista, especialmente pela forma como o estado articula diferentes instituições da rede de proteção para atuar de maneira integrada com as escolas.
Uma das unidades visitadas nesta terça-feira, 3, foi a Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Sebastião Pedrosa, localizada no Segundo Distrito de Rio Branco. A escola atende estudantes de diversos bairros da região e tem se destacado por experiências bem-sucedidas na prevenção da violência e na promoção de um ambiente escolar baseado no diálogo e na convivência.

De acordo com Daniele Quirino, diretora de Clima, Convivência e Proteção Escolar da rede estadual de São Paulo (DiCLIP), a forma como o Acre organiza essa articulação institucional foi um dos pontos que mais despertou o interesse da equipe.
“A gente ficou muito impressionado com a maneira como o Acre faz a articulação da rede de proteção. Estamos falando da integração entre diferentes instituições, como assistência social, saúde, conselho tutelar e Ministério Público, para garantir que os estudantes estejam protegidos e seguros no ambiente escolar”, destacou.

Segundo ela, estudos apontam que um ambiente escolar seguro e acolhedor é fundamental para o processo de aprendizagem.
“Hoje já sabemos que a convivência e a proteção escolar são fatores essenciais para a aprendizagem. Não há aprendizagem se o estudante não se sentir seguro e acolhido dentro da escola”, acrescentou.
Acre adequa ações ao programa Escola que Protege
Assim como São Paulo e outras redes de ensino do país, o Acre aderiu ao Escola que Protege, programa do governo federal voltado à prevenção da violência nas escolas e ao fortalecimento da convivência escolar.

Segundo Mylla Almeida de Oliveira, chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, o estado já desenvolvia ações semelhantes por meio do Observatório de Segurança Escolar, iniciativa que articula diferentes instituições da rede de proteção.
“Sabemos que a escola tem limites enquanto espaço pedagógico e não consegue lidar sozinha com todas as situações. Por isso, temos uma articulação muito organizada entre a rede de proteção e instituições como Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, CRAS, CREAS e a área da saúde”, explicou.
Com a adesão ao programa federal, a rede estadual passa a alinhar e adequar as estratégias já existentes às diretrizes nacionais.
“No Acre, muitas dessas ações já aconteciam por meio do Observatório de Segurança Escolar. Agora, com a adesão ao programa Escola que Protege, vamos adequar e fortalecer essas iniciativas dentro das orientações do Ministério da Educação”, acrescentou Mylla.
Escola que fortalece o diálogo com a comunidade
Na Escola Sebastião Pedrosa, o trabalho desenvolvido tem como base a aproximação entre escola, estudantes e comunidade. A gestora da unidade, Sandy Guedes, destaca que o diálogo e a transparência são fundamentais para fortalecer essa relação.

“Acredito que o principal fator é a transparência. Precisamos conversar com todos, manter a comunidade informada sobre o que acontece na escola. Isso faz com que todos se sintam mais seguros e confiantes no trabalho que está sendo desenvolvido”, explicou.
Atualmente, a escola atende cerca de 490 estudantes matriculados e também oferece cursos técnicos. A procura por vagas é grande e há inclusive lista de espera para ingresso na unidade.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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‘Tem sido desesperador’, diz mãe de menino autista diagnosticado com síndrome rara que causa paralisia em Xapuri
orlan Melo de Lima Júnior tem 3 anos, é de Xapuri e trata a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) no Hospital da Criança em Rio Branco. Em agosto do ano passado, família sofreu acidente grave e ficou com sequelas

Família enfrenta dificuldades financeiras e emocionais após diagnóstico de síndrome rara no filho. Foto: Arquivo pessoal
“Quando recebemos o diagnóstico, ficamos em desespero pois nosso filho é uma criança ativa que ama correr e brincar. Naquele dia entramos em pânico ao saber da doença que causa tetraplegia e que serão meses de reabilitação, mas espero que tudo fique bem com meu filho”.
Ainda emocionada, a estudante acreana Euricleia Barbosa de Souza, de 24 anos, contou que os dias têm sido difíceis após o filho autista Jorlan Melo de Lima Júnior, de apenas 3 anos, ter sido diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), considerada rara e autoimune, em fevereiro.
A família, natural de Xapuri, no interior do Acre, trata a doença do filho no Hospital da Criança em Rio Branco desde quando recebeu o diagnóstico e onde ele permanece internado desde então.
A SGB é uma condição neurológica grave em que o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico, resultando em uma inflamação dos nervos que, por sua vez, leva à fraqueza muscular, dormência e, em casos mais graves, paralisia, como aconteceu com Jorlan.
No caso da criança, foi a partir de vômito e de uma fraqueza muscular na perna, ocorrida em 31 de dezembro do ano passado, que a família percebeu que alguma coisa estava fora do normal. “Ele foi levado ao hospital pois havia quebrado [a perna] devido à fraqueza, mas a neuropediatra imediatamente pediu novos exames”, disse Euricleia.
O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré foi dado no dia 17 de fevereiro, quase dois meses depois. Contudo, antes de saber da doença, Jorlan Júnior recebeu ao todo quatro atendimentos médicos entre a primeira internação e o diagnóstico.
“A gente levava ao hospital em Xapuri, mas dias depois o vômito voltava. A descoberta da síndrome foi um grande desespero pois ninguém esperava. No momento, o Jorlan está estável, graças a Deus mais ainda não consegue andar”, destacou a mãe.
A avó da criança, Lene Melo, compartilhou da aflição dos pais ao relembrar a vida saudável e ativa do pequeno.
“O Júnior, uma criança forte, super saudável que corria bastante e brincava muito, adoeceu no dia 24 de dezembro, apresentando sintomas de dengue e alguns dias depois do início dos sintomas, começou a apresentar fraqueza muscular nas pernas evoluindo para paralisia das mesmas passando depois para os braços es as mãos, chegando ainda a ter dificuldade para respirar”, complementou.

Jorlan Melo de Lima Júnior, de três anos, foi diagnosticado com a rara Síndrome de Guillain-Barré no Acre. Foto: Arquivo pessoal
Família sofreu acidente de carro há seis meses
Antes do diagnóstico, a família passou por um momento traumático após sofrer um acidente na Estrada da Variante, em Xapuri, no dia 16 de agosto. Na época, o pneu estourou e o esposo de Euricléia, o mecânico Jorlan Melo de Lima, de 25 anos, perdeu o controle do veículo que capotou. O automóvel era emprestado de um amigo da família.
O pequeno Jorlan, diagnosicado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde os dois anos, chegou a ficar entubado em estado gravíssimo por conta do acidente, mas logo se recuperou. A mãe da criança, no entanto, ainda tem sequelas do acidente que a impedem de trabalhar.
“Ainda estou me recuperando, visto que tive uma lesão medular incompleta e agora que estou voltando a andar, mas a gente tem muita fé que logo vai ficar tudo bem”, declarou.
Devido à condição de saúde limitada, a mãe da criança não pode trabalhar e o pai precisou vir para capital, onde o tratamento do filho está sendo feito. Apesar do atendimento gratuito e adequado às necessidades da criança, a renda da casa tem contado com ajuda de familiares.
“Tem sido desesperador. Muitas dificuldades em poucos meses e estamos fazendo arrecadação pra custear as despesas, mas graças a Deus o Estado e as pessoas têm nos ajudado bastante”, afirmou.

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