Marcos Vinícius falou de momento de terror que passou ao lado da sua filha e lamentou atual situação da segurança pública
Da ContilNet
Mesmo abalado após viver momentos de terror com a filha de 10 anos na noite desta terça-feira (9), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre, Marcos Vinícius Jardim, participou da sessão solene dedicada ao dia do Advogado na Câmara de Vereadores, na manhã desta quarta-feira (10). No fim da solenidade, ele concedeu entrevista à imprensa.
Marcos Vinícius contou que sofreu com pressões psicológicas por parte dos assaltantes, ele foi amordaçado e amarrado junto com a filha de 10 anos enquanto os criminosos faziam um verdadeiro arrastão em busca de objetos de valor pela casa.
Marcos Vinícius foi vítima de assalto na noite de terça (9) /Foto: OAB/AC
“Eles estavam bastante alterados, fizeram ameaças, tinham uma arma em punho, me amordaçaram e amarraram pés e mãos da minha filha, cerca de uma hora de muito terror”, relatou o presidente.
Perguntado sobre as mudanças que fará após virar mais um nas estatísticas de cidadãos vítimas de assalto no Estado, Marcos Vinícius disse que tomará cuidados e deverá mudar a sua rotina, porém, o caso de cunho pessoal não deve interferir nos projetos em que desenvolve na OAB visando à segurança pública.
“Logicamente, é uma situação pessoal que vai mudar a minha rotina, mas isso não muda em nada meus princípios em relação a tudo que eu defendo, desde processos como também questões sociais em que a OAB atua. A Violência urbana infelizmente venceu, a cada dia surge uma nova vítima, realmente o Poder Público hoje é incapaz de dar segurança à sociedade acreana”, desabafou Marcos Vinícius.
Entenda o caso
Na noite desta terça-feira (9) a residência de Marcos Vinício Jardim foi alvo da ação de criminosos. Após amordaçar e amarrar ele e a filha de 10 anos, os criminosos saíram levando o veículo modelo Fusion e ainda alguns objetos de valor com aparelhos, dinheiro e joias. Na manhã desta quarta-feira (10), praticamente tudo o que havia sido roubado do advogado foi abandonado próximo ao Posto Amapá, na Via Verde.
A polícia agora faz investigações e análise de imagens dos lugares em que os criminosos passaram para auxiliar na identificação dos suspeitos.
O fortalecimento da Defesa Civil Municipal tornou-se uma das marcas da atual gestão da Prefeitura de Rio Branco. Ao relembrar a trajetória de organização do órgão, o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom destacou que a estruturação da unidade não foi apenas uma decisão administrativa, mas uma missão pautada na experiência prática e no compromisso inegociável com a segurança da população.
A sensibilidade para a importância de uma Defesa Civil atuante surgiu ainda em 2005. Naquele ano, diante de uma crise de queimadas sem precedentes que atingiu o estado, o atual gestor, então prefeito no interior, foi o único a decretar situação de emergência, mesmo enfrentando resistências políticas à época. A decisão permitiu a chegada de reforços, como o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, e resultou na preservação da histórica Fazenda Bonal, salvando centenas de hectares de seringueiras e pupunha, além de proteger a economia e o meio ambiente da região.
Desafios e Transformações
Ao assumir a gestão da capital, o cenário encontrado era de uma Defesa Civil que existia apenas formalmente. “Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. Para liderar esse processo de transformação, a gestão investiu na valorização técnica do órgão, com a atuação do coordenador municipal da Defesa Civil, tenete-coronel Cláudio Falcão, cuja trajetória de dedicação foi fundamental para estruturar e consolidar a unidade.
Atualmente, a Defesa Civil de Rio Branco conta com equipes capacitadas, logística de resposta rápida, estrutura adequada e foco permanente na prevenção e no monitoramento de riscos, o que tem garantido maior eficiência no atendimento à população em momentos de emergência.
“Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O principal indicador desse trabalho é a preservação de vidas. Mesmo diante de eventos climáticos severos e enchentes históricas registradas nos últimos anos, Rio Branco mantém um dado expressivo em comparação a outros centros urbanos do país: zero óbitos decorrentes de desastres naturais.
“Estou muito feliz de ver um grupo de pessoas comprometidas em salvar vidas. Em qualquer lugar do Brasil, eventos dessa magnitude costumam registrar óbitos, mas aqui não tivemos nenhum. Isso é fruto de uma Defesa Civil preparada e que trabalha com foco na prevenção”, ressaltou o prefeito.
Integração e Reconhecimento Nacional
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a atuação integrada da gestão municipal foi determinante para garantir o atendimento às famílias atingidas pelas enchentes, incluindo o acolhimento daquelas que precisaram ser encaminhadas para o abrigo público instalado pela Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a ação conjunta da Prefeitura foi essencial para garantir o atendimento e o acolhimento das famílias afetadas pelas enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Defesa Civil é fundamental. Nenhuma prefeitura, especialmente de capital, pode funcionar sem uma Defesa Civil estruturada. Mas isso só acontece com o apoio direto do chefe do Executivo. Em Rio Branco, temos o respaldo do prefeito Tião Bocalom para avançar cada vez mais, seja com equipamentos, viaturas, estrutura física ou capacitação. A Defesa Civil do município cresceu exponencialmente nas duas gestões e hoje é referência, com reconhecimento nacional e até internacional”, destacou Falcão.
Com uma estrutura sólida e em constante aprimoramento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma que a Defesa Civil é mais do que um órgão de resposta a emergências: é um instrumento essencial de proteção à vida e de apoio direto ao cidadão nos momentos de maior vulnerabilidade.
Você precisa fazer login para comentar.