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PGR defende continuidade de investigação sobre mortes de Dom e Bruno

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Augusto Aras esteve em Tabatinga, no Amazonas, nesse domingo

 Por Alex Rodrigues

O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu a continuidade das investigações sobre o assassinato do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, para que sejam “avaliadas” as possíveis “conexões” entre os envolvidos e as organizações criminosas que atuam na região amazônica. Aras esteve, nesse domingo (19), em Tabatinga (AM), onde participou de reuniões com lideranças indígenas, procuradores da República lotados no estado, além de autoridades estaduais e federais responsáveis pela investigação do duplo assassinato.

“Deixamos claro o nosso apoio e nosso compromisso em contribuir para que o caso seja totalmente esclarecido e todos os envolvidos sejam responsabilizados”, declarou Aras, em nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República, nesse domingo (19).

Segundo Aras, também é necessário aprofundar as investigações a fim de definir se compete ao Ministério Público federal ou estadual acompanhar o caso. Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram emboscados e mortos, há duas semanas, enquanto se deslocavam da comunidade ribeirinha de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM).

Três suspeitos de participação no crime estão detidos. Além disso, a força-tarefa que reúne órgãos de segurança federais e estaduais e que investiga o caso já anunciou que ao menos outras cinco pessoas podem estar envolvidas no assassinato. Embora a apuração ainda não tenha sido concluída, a PF antecipou, no último dia 17, não ter encontrado indícios de que o crime tenha sido encomendado.

A União dos Povos do Javari (Univaja) discordou da conclusão da PF. A entidade – para a qual Bruno prestava serviços desde que se licenciou, sem vencimentos, do seu cargo na Funai – afirma ter repassado informações sobre organizações criminosas que atuariam na região e que poderiam ser as responsáveis pelas mortes do indigenista e do jornalista. Em nota, a entidade solicita que as investigações continuem e que nenhuma hipótese seja descartada. “Só assim teremos a oportunidade de viver em paz novamente em nosso território, o Vale do Javari”, diz a nota.

Segundo a PGR, representantes indígenas reforçaram “a necessidade do Estado cumprir seu papel de fiscalização e combate ao crime naquela área”. “O procurador-geral da República se comprometeu a realizar a interlocução com o Ministério da Defesa e discutir a possibilidade da edição de decreto que autorize Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o Vale do Javari, ainda que de forma temporária, de modo a reforçar a presença das forças policiais no local”, informa a PGR, em nota.

Reestruturação

Além de defender a continuidade das investigações sobre o crime, Aras disse que dará continuidade à reestruturação do Ministério Público Federal (MPF) na região amazônica. A medida administrativa já tinha sido anunciada em maio deste ano, como uma providência para reforçar o trabalho do MPF na região, com a implementação de 30 novos ofícios.

“Desse total, dez serão exclusivos de atribuição regional. Isso significa mais procuradores da República para ajudar colegas lotados em cidades como Tabatinga, por exemplo”, afirmou Aras, em Tabatinga. “Volto a Brasília disposto a mover as instâncias do Estado para a defesa da Amazônia e seus cidadãos, sejam eles indígenas isolados ou não”, acrescentou Aras.

Entre as pessoas que se reuniram com Aras estavam os coordenadores das câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e Criminal do MPF e também o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena. Há tempos a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão defende a urgência do Estado brasileiro “aprimorar as políticas ambientais e de proteção de defensores de direitos humanos”, reforçando a atuação dos órgãos de controle na Amazônia.

Em uma nota pública divulgada no último dia 17, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão afirma que o Poder Público tem “sistematicamente negligenciado sua obrigação de preservar tanto o meio ambiente quanto os povos originários, não apenas na região do Vale do Javari, mas em outras áreas indígenas demarcadas”. A acusação é refutada por membros do governo federal.

No último dia 8, o presidente da Funai, Marcelo Xavier, assegurou que, em apenas três anos, o governo aplicou cerca de R$ 82,5 milhões para a proteção dos territórios indígenas e de suas populações, e realizou mais de 1,2 mil ações fiscalizatórias.

“Só para se ter uma ideia: no [território] Yanomami, no ano passado, nós apreendemos mais de cem aeronaves, apreendemos também mais de 80 mil litros de combustível e mais de 30 mil quilos de minérios. Inúmeras prisões, busca e apreensões, lacração de postos de combustível que davam suporte para essa atividade ilegal”, comentou Xavier.

Edição: Kelly Oliveira

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Democracia Cristã se reorganiza no Acre e anuncia nova Executiva com foco em protagonismo político

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O Partido da Democracia Cristã (DC) inicia um novo ciclo político no Acre com a posse de sua nova Executiva Estadual. A reestruturação segue as diretrizes da Executiva Nacional e marca uma fase de atuação mais estratégica, pragmática e voltada ao fortalecimento institucional da sigla no estado.

À frente do partido assume o experiente líder político Walter Damasceno, que passa a comandar o DC com a missão de ampliar o diálogo, fortalecer alianças e preparar o partido para os desafios eleitorais que se aproximam. A vice-presidência será ocupada pelo ex-deputado Edvaldo Souza, jornalista com trajetória consolidada no acre enquanto a Secretaria-Geral ficará sob a responsabilidade do empresário Gladson Menezes, reconhecido por sua capacidade de articulação e experiência na formação de chapas competitivas.

Segundo Walter Damasceno, a nova Executiva chega com o compromisso de construir um projeto político sólido, alinhado às demandas da sociedade acreana. “Vamos ocupar nosso espaço com responsabilidade, defender propostas concretas e trabalhar pelo desenvolvimento do Acre, sempre colocando o povo em primeiro lugar”, afirmou.

Para Gladson Menezes, o Democracia Cristã entra em uma nova fase, pautada pela democracia interna, participação coletiva e abertura para novas lideranças. Ele destaca que o partido já trabalha na construção de nominatas fortes e na apresentação de candidaturas competitivas, incluindo projetos para a Câmara Federal, ampliando a representatividade do Acre em Brasília.

O presidente nacional do DC, João Caldas, reforça que o partido passa por um realinhamento em todo o país, com foco na modernização, fortalecimento das bases estaduais e ampliação de espaços políticos. Segundo ele, a Executiva nomeada no Acre conta com total respaldo da direção nacional para firmar parcerias estratégicas e consolidar um projeto político consistente no estado.

Dentro dessa agenda de fortalecimento institucional, o presidente estadual Walter Damasceno deverá cumprir, nos próximos dias, uma série de compromissos políticos, incluindo reunião com a vice-governadora do Acre, Mailza Assis, para dialogar sobre pautas de interesse do estado e possíveis convergências políticas.

Da Assessoria

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Internet nas salas de aula: Acre acelera conexão das escolas públicas e projeta cobertura total até 2026

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Dell Pinheiro

O Acre dá passos firmes para reduzir a desigualdade digital na educação e já colhe resultados concretos. Mais de 600 escolas públicas de educação básica no estado passaram a contar com acesso à internet, beneficiando diretamente estudantes, professores e equipes pedagógicas. A iniciativa integra o programa Escolas Conectadas, ação do Governo Federal que busca transformar a rotina escolar por meio da conectividade.

Com esse avanço, o Acre acompanha o desempenho nacional, onde 68% das escolas públicas brasileiras já estavam conectadas em 2025. A expectativa para o próximo ano é de um salto ainda maior: a meta do programa é levar internet a todas as escolas acreanas, com a inclusão de outras 828 unidades, além de alcançar as 138 mil escolas públicas existentes no país.

A estratégia não se limita à instalação de equipamentos. O foco é promover o uso educacional das tecnologias digitais, estimular novas práticas pedagógicas, apoiar a capacitação de professores e ampliar o acesso dos alunos a plataformas de aprendizagem, conteúdos digitais e ferramentas que favoreçam a inovação no ensino.

Avanço do programa no Brasil

Segundo o governo federal, somente em 2025, aproximadamente 22,8 mil escolas passaram a ter acesso à internet por meio de políticas públicas coordenadas pelo Ministério das Comunicações, com apoio de instrumentos como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). As ações reforçam a política de inclusão digital na educação básica em todo o território nacional.

O programa Escolas Conectadas prevê um investimento total de cerca de R$ 9 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões são provenientes do Novo PAC. Desde o lançamento da iniciativa, em setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram destinados à conexão de escolas estaduais e municipais em todas as regiões do Brasil.

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Diarista sofre choque elétrico, queimaduras e queda de quatro metros durante serviço em Rio Branco

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Acidente ocorreu no bairro Nova Estação enquanto trabalhador realizava troca de telhado; vítima foi levada ao centro cirúrgico

O diarista Francisco de Oliveira Lopes, de 60 anos, sofreu um choque elétrico, queimaduras e caiu de uma altura aproximada de quatro metros na manhã deste sábado (24), enquanto realizava um serviço na Rua Macapá, no bairro Nova Estação, em Rio Branco.

De acordo com informações de testemunhas, Francisco havia sido contratado para substituir o telhado de um apartamento de dois pavimentos. Durante o trabalho, ao manusear uma placa de zinco, o material acabou encostando acidentalmente na rede de alta tensão, provocando uma descarga elétrica no trabalhador.

Com o impacto do choque, o diarista perdeu o equilíbrio e caiu na parte interna do imóvel, chegando a danificar o forro da residência. Ele sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em decorrência do acidente.

Moradores acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou inicialmente uma motolância para os primeiros socorros e, em seguida, uma ambulância de suporte avançado. Após receber atendimento no local, Francisco foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável, mas precisou ser levado às pressas ao centro cirúrgico para a realização de procedimentos em razão das queimaduras.

Após o acidente, a fiação de alta tensão permaneceu exposta no local. Até o fechamento desta matéria, a concessionária Energisa ainda não havia comparecido para realizar o isolamento da área e o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica.

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