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Petecão confirma que esteve entre a vida e a morte na UTI e agradece carinho dos acreanos
O senador Sérgio Petecão (PSD) concedeu entrevista à Folha do Acre na noite de quinta-feira (5), por telefone, diretamente de Brasília, onde segue sob cuidados médicos. Petecão saiu nesta quinta-feira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde esteve em estado grave após contrair uma superbactéria.
O senador deu alguns detalhes do que lhe aconteceu e afirmou que o médico ficou surpreso quando viu o resultado de seus exames.
“Ele era um amigo e me disse que pelo que ele estava lendo nos exames era um milagre eu estar vivo ali na frente dele porque todo meu corpo estava mal e todas as taxas alteradas. Era tipo mal mesmo,
como se fosse entre a vida e a morte. Imediatamente fui para UTI e ninguém chegava perto de mim sem ter máscaras. Eu lembro de algumas coisas”, diz.
Petecão afirma que quando recobrou a consciência não quis que o assunto fosse divulgado para não assustar os amigos.
“Tenho amigos em todo o Acre e não queria assustar ninguém. Eu ainda estou me recuperando, já em casa, mas com todo cuidado médico e enfermeiros”, diz.
Petecão tranquiliza os acreanos e diz que está mais firme que nunca. “Quero aproveitar esse espaço da Folha do Acre e dizer aos meus amigos que estou bem e em breve estarei aí”, diz.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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