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Pesquisadores de Massachusetts desenvolvem estudo que prever câncer de mama até 5 anos antes do diagnóstico

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Identificar pacientes em risco de desenvolver cancro da mama tem sido um foco fundamental para os investigadores que procuram reduzir o número de mortes relacionadas com o cancro da mama

Com MGH

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um modelo de aprendizagem profunda que pode prever o câncer de mama a partir de imagens de mamografia até cinco anos antes que os médicos possam fazer um diagnóstico clínico.

Os pesquisadores desenvolveram um modelo de aprendizagem profunda que pode prever o câncer de mama a partir de imagens de mamografia até cinco anos antes que os médicos possam fazer um diagnóstico.

O câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres e é responsável por cerca de 500.000 mortes a cada ano em todo o mundo. Atualmente, existem muitos tratamentos eficazes para o câncer de mama, mas o sucesso do resultado ainda depende do diagnóstico precoce.

Diagnósticos tardios requerem tratamentos mais agressivos, que acarretam efeitos colaterais consideráveis ​​e muitas vezes falham. Portanto, identificar pacientes em risco de desenvolver cancro da mama tem sido um foco fundamental para os investigadores que procuram reduzir o número de mortes relacionadas com o cancro da mama.

Programas de rastreio que utilizam mamografias são utilizados para permitir a detecção precoce e o tratamento do cancro da mama. Porém, esse tipo de rastreamento exige um exame cuidadoso de cada mamografia em busca de sinais de anormalidade, o que exige grande esforço devido ao grande número de mulheres que devem realizar o exame.

Além disso, como as imagens são revisadas manualmente, permanece um elemento de subjetividade e o risco de erro humano. Para acelerar a revisão das mamografias e permitir uma avaliação objetiva do risco, os investigadores têm trabalhado para desenvolver modelos informáticos que possam examinar de forma rápida e fiável as imagens da mamografia quanto ao risco de cancro da mama.

‘Padrões únicos de tecido mamário’

Usando informações de mais de 90.000 mamografias realizadas no Massachusetts General Hospital (MGH), uma equipe do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT desenvolveu um novo modelo de aprendizagem profunda que detecta padrões sutis de alterações no tecido mamário que o olho humano não consegue detectar.

Programado usando mamografias e resultados conhecidos de mais de 60 mil pacientes, o modelo identifica precursores de tumores malignos e pode prever, a partir de uma mamografia, se uma paciente tem probabilidade de desenvolver câncer de mama.

Ao contrário da avaliação dos principais fatores de risco, como idade, histórico familiar de câncer de mama, estado hormonal e densidade mamária, o modelo de aprendizagem profunda do MIT identifica padrões indicativos de câncer de mama. As previsões baseiam-se, portanto, em dados e podem ser feitas até 5 anos antes do desenvolvimento do cancro. Desta forma, o rastreio proporciona uma avaliação de risco individual que pode ser utilizada para personalizar programas de rastreio e prevenção de acordo com cada paciente.

Constance Lehman, professora de radiologia na Harvard Medical School e chefe da divisão de imagens mamárias do MGH, comentou sobre a pesquisa:

Desde a década de 1960, os radiologistas notaram que as mulheres têm padrões únicos e altamente variáveis ​​de tecido mamário visíveis na mamografia… Esses padrões podem representar a influência da genética, hormônios, gravidez, amamentação, dieta, perda e ganho de peso. “Podemos agora aproveitar esta informação detalhada para sermos mais precisos na nossa avaliação de risco a nível individual.”

O modelo foi utilizado para identificar retrospectivamente mulheres com alto risco de desenvolver cancro da mama a partir de quase 89.000 mamografias de rastreio consecutivas realizadas entre 2009 e 2012. Colocou correctamente 31% de todos os pacientes que subsequentemente desenvolveram cancro da mama no decil de maior risco. O valor correspondente obtido utilizando o modelo Tyrer-Cuzick existente foi de apenas 18%.

É particularmente surpreendente que o modelo funcione igualmente bem para brancos e negros, o que não acontecia com ferramentas anteriores. Se validado e disponibilizado para uso generalizado, isto poderia realmente melhorar as nossas estratégias atuais para estimar o risco.

A equipe pretende tornar seu modelo parte do padrão de atendimento. Ao prever quais as pessoas que desenvolverão cancro no futuro, as estratégias de gestão podem ser adaptadas em conformidade, prevenindo o desenvolvimento do cancro da mama e salvando vidas.

Fonte:

Yala A., et al. . Um modelo baseado em mamografia de aprendizagem profunda para melhor previsão do risco de câncer de mama. Radiologia. doi.org/10.1148/radiol.2019182716

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Mega-Sena: aposta acerta seis números e leva sozinha R$ 158 milhões

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bilhete da Mega-Sena - Metrópoles

Uma aposta feita no Ceará faturou o prêmio de R$ 158 milhões da Mega-Sena 2979, nesta terça-feira (3/3). O ganhador é um bolão com cinco cotas feito na lotérica Sorte Mais Brasil, em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Esse é o maior prêmio do ano até o momento da Mega-Sena.

Outras 128 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 38 mil cada. Já 7.902 fizeram a quadra e vão faturar R$ 1.034,09 cada. Os detalhes das apostas ganhadoras podem ser conferidos no site da Caixa.

As seis dezenas sorteadas foram: 18-27-37-43-47-53. O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Próximo sorteio

O próximo sorteio da Mega-Sena será na quinta-feira (5/3). A estimativa do prêmio é de R$ 45 milhões.

As apostas podem ser feitas até às 20h do dia do sorteio pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.

Como apostar na Mega-Sena

Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Bocalom não descarta aliança com MDB e PSD após definição de novo partido, mas rejeita qualquer acordo com esquerda

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Pré-candidato ao governo afirma que diálogo com emedebistas e sociais-democratas é possível; sobre Petecão, lembra parcerias anteriores: “Não vejo dificuldade”

Questionado especificamente sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom afirmou não ver dificuldade em abrir diálogo. Foto: captada 

Em meio à reorganização do tabuleiro político estadual, o prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de abrir diálogo com partidos como MDB e PSD, mas condicionou qualquer negociação à definição da legenda pela qual disputará as eleições de 2026. A declaração foi dada durante coletiva no auditório da Acisa, após Bocalom anunciar sua saída do PL.

Questionado sobre uma aproximação com o MDB – que perdeu espaço na base governista com a consolidação do nome do senador Márcio Bittar ao Senado ao lado do governador Gladson Cameli –, o prefeito afirmou: “Tudo é possível depois que a gente firmar o pé dentro de uma certa sigla”. Segundo ele, somente após a definição partidária será possível aprofundar tratativas sobre vice e alianças mais amplas.

Sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom declarou não ver dificuldades para um eventual diálogo. “Não vejo dificuldade, porque ele foi parceiro muitas vezes com a gente em outras eleições”, concluiu.

O prefeito reforçou, no entanto, que o passo inicial é definir a legenda pela qual disputará o governo em 2026. “O que a gente precisa é definir logo o partido que nós vamos estar, para que a chapa, tanto federal como estadual, esteja organizada. Depois a gente começa a conversar sobre vice e alianças”, afirmou.

Embora tenha demonstrado abertura para partidos de centro, Bocalom foi enfático ao descartar qualquer aproximação com legendas de esquerda. “A única coisa que não tem possibilidade é qualquer coisa com PT, PCdoB, esses partidos. Jamais eu nem sento à mesa para conversar. São partidos verdadeiramente de esquerda”, disparou.

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SUS inicia teleatendimento para dependentes de jogos e apostas

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O acesso ao teleatendimento é feito pelo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado. Para utilizar o serviço, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo ou acessar a versão web e fazer login com a conta gov.br
Caça-níqueis online grátis - APOSTAS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3/3) que o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada a partir de parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem expectativa inicial de atender 600 pacientes por mês.

“Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização”, afirmou Padilha durante simulação de teleatendimento na unidade do hospital em São Paulo (SP).

O serviço será disponibilizado a partir do aplicativo Meu SUS Digital e é voltado a maiores de 18 anos, podendo incluir familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro fica disponível 24 horas por dia, em ambiente digital, por meio da plataforma digital. Segundo o Ministério da Saúde, os dados seguem as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A iniciativa é financiada com R$ 2,5 milhões do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e surge em meio ao aumento das preocupações com apostas virtuais no país.

A busca espontânea por atendimento presencial ainda é considerada baixa, muitas vezes por constrangimento, receio de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. O formato remoto, segundo o ministério, vai buscar ampliar o acesso ao cuidado de forma mais reservada e acessível.

A medida integra uma estratégia mais ampla do governo federal. Entre as ações estão a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, criada pelo Ministério da Fazenda para permitir o bloqueio do acesso a sites de apostas autorizados, e o Observatório Saúde Brasil de Apostas, canal de compartilhamento de dados entre as áreas da Saúde e da Fazenda.

Como acessar

O acesso ao teleatendimento é feito pelo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado. Para utilizar o serviço, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo ou acessar a versão web e fazer login com a conta gov.br. Na página inicial, o usuário deve clicar em “Miniapps” e, em seguida, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

A ferramenta oferece um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil, com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático.

Nos casos classificados como de menor risco, o aplicativo orienta a buscar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Após o preenchimento do formulário no Meu SUS Digital, as orientações para a consulta são enviadas por WhatsApp. O modelo prevê telemonitoramento e integração com os serviços do SUS.

Como funciona

A equipe é composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário. Há ainda articulação com a assistência social e com a atenção primária, para encaminhamento à rede local do SUS nos casos em que for preciso atendimento presencial.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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