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Brasil

Pesquisa aponta que brasileiros ficaram mais individualistas na pandemia

Valorização da própria segurança, busca por poder econômico e social e desejo de aproveitar mais os prazeres da vida estão entre as prioridades dos brasileiros

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Brasileiros ficaram mais individualistas e até egoístas durante a pandemia, diz pesquisa – Foto: Renato S. Cerqueira

Camille Couto e Beatriz Puente, da CNN

Diante do medo de ser infectado e das preocupações decorrentes da crise econômica, brasileiros passaram a valorizar mais a própria segurança e a de parentes próximos, no que diz respeito à saúde e ao bem-estar; desenvolveram atitudes mais individualistas e de dominância, com relação ao dinheiro e à posição social, e ainda despertaram um desejo maior de aproveitar a vida, segundo estudo realizada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e publicada na revista científica “Personality and Individual Differences”.

A pesquisa contou com a participação de 578 brasileiros – 70% eram mulheres com idade média de 39 anos.

O objetivo é medir a estrutura dos valores humanos (por meio de um questionário de padrão internacional utilizado pela Pesquisa Social Europeia); o nível de preocupação com a Covid-19, relacionado à infecção e à recessão econômica através de duas perguntas: “O quão preocupado você está com a chance de você ou de uma pessoa muito próxima ficar doente e sofrer severamente com o cornavírus?” e “O quão preocupado você está com a chance de você ou de uma pessoa muito próxima sofrer com a recessão econômica ocasionada pela crise do coronavírus?”; além de medir o nível de estabilidade emocional dos participantes, também utilizando um formulário de padrão internacional.

De acordo com os dados observados, o medo desencadeado pela realidade da pandemia levou a uma predominância dos valores relacionados à segurança, ao poder e ao hedonismo (ligado ao prazer). Todos eles estão situados em um campo muito individualista.

Valores como universalismo e benevolência, voltados para uma postura que transcende ao próprio indivíduo e se abre para preservar e proteger o bem-estar de todas as pessoas e da natureza, não foram observados com predominância.

“Os valores que observamos sobressaindo entre os brasileiros não são tão desejáveis, quando pensamos em um contexto colaborativo de sociedade, uma vez que motivam ações e pensamentos mais restritos a um ciclo pequeno de pessoas, ao invés de pensar no coletivo. Despertam ações individualistas e egoístas, colocando o seu próprio prazer acima do de outras pessoas. Valores altruístas e de atenção ao coletivo parecem ter diminuído”, explica Ronald Fischer, psicólogo e pesquisador do IDOR.

Os pesquisadores destacaram que estas características foram predominantes em indivíduos classificados como emocionalmente instáveis, que apresentam maior nível de ansiedade e variação no quadro emocional. Intitulado Values and COVID-19 worries: The importance of emotional stability traits, o estudo integra a plataforma de pesquisas “Ciência IDOR contra a COVID”, formada por dez outras frentes relacionadas ao novo coronavírus.

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Brasil

Corpo de "Sicário", o espião de Vorcaro, é liberado pelo IML de BH

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Material cedido ao Metrópoles
Sicário

O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como “Sicário”, chegou ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte, na tarde deste sábado (7/3). Ao Metrópoles, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o cadáver foi liberado após exames para a família dar prosseguimento ao velório e ao sepultamento. Ele morreu nessa sexta-feira (6/3) após dois dias internado em um hospital da capital mineira.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral. O óbito foi declarado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia. A defesa disse que não há informação sobre o enterro de Sicário. 

A Polícia Federal relatou que Luiz Phillipi tentou suicídio na Superintendência Regional da PF depois de ser preso na terceira fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master.

Luiz Phillipi é apontado como um dos contratados da “milícia pessoal” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso na força-tarefa. A investigação aponta que o Sicário exercia papel central na coordenação operacional de um grupo denominado “A Turma”. Eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas.

O homem tem uma extensa ficha criminal, com passagens por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito. Ele também já tinha sido investigado por estelionato e associação criminosa.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Datafolha: Lula tem 46% de rejeição contra 45% de Flávio Bolsonaro

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Carla Sena/ Arte Metrópoles
Lula x Flávio Bolsonaro

A primeira pesquisa do Instituto Datafolha em 2026, divulgada neste sábado (7/3), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% de rejeição, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A última pesquisa do instituto, realizada entre 2 e 4 de dezembro de 2025, foi divulgada um dia depois de o Metrópoles noticiar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Flávio como candidato do bolsonarismo nas eleições presidenciais de 2026. À época, foi mostrado que Lula era rejeitado por 44% e Flávio, por 38%.

Hoje, os rivais registram índices semelhantes de eleitores que afirmam não votar neles de forma alguma.

Depois deles, na lista de rejeição, aparecem Fernando Haddad com 27%; Ratinho Jr. com 19%; Tarcísio de Freitas, com 18%; Romeu Zema, com 17%; Eduardo Leite, com 15%; Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 14%; e Aldo Rebelo, com 12%.

O levantamento foi realizada entre 3 e 5 de março e entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 137 cidades brasileiras.

A margem de erro de dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o código BR-03715/2026.

2º turno

Sobre as intenções de voto, Lula aparece na frente em todas as possibilidades de primeiro turno. No entanto, a pesquisa mostra que Flávio teve um aumento na candidatura, e, no segundo turno, há uma disputa equilibrada entre os dois.

O filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro marca 43%, e Lula, 46%.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Brasil

Datafolha: Lula lidera os cenários de 1º turno, mas vantagem diminui

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Arte/Metrópoles sobre fotos de Vinícius Schmidt/Metrópoles
lulaflavio

A primeira pesquisa de 2026 do Datafolha, divulgada neste sábado (7/3), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando todos os cenários simulados para o 1º turno da eleição presidencial de 2026. Apesar da liderança, o levantamento aponta redução da vantagem do petista em relação às pesquisas anteriores, especialmente diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre terça-feira (3/3) e quinta-feira (5/3). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

Ao todo, o Datafolha simulou cinco cenários de 1º turno e sete possíveis disputas de 2º turno.

Lula lidera cenários de primeiro turno

Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece sempre na primeira colocação, com índices entre 38% e 39% das intenções de voto. Já Flávio Bolsonaro varia entre 32% e 34%, consolidando-se como principal adversário do presidente nas projeções.


No cenário considerado hoje mais provável pelo instituto, os números são os seguintes:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 38%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 32%
  • Ratinho Júnior (PSD): 7%
  • Romeu Zema (Novo): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Aldo Rebelo (DC): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 11%
  • Não sabem: 3%

Outras simulações apresentam pequenas variações, mas mantêm o mesmo padrão de liderança do presidente.

Cenário com Tarcísio e Ratinho Jr.

Em uma das simulações, que inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 39% das intenções de voto. Vale ressaltar que Tarcísio já anunciou que pretende disputar a reeleição no estado.

Nesse cenário, os resultados são:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 39%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 21%
  • Ratinho Júnior (PSD): 11%
  • Romeu Zema (Novo): 5%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Aldo Rebelo (DC): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 15%
  • Não sabem: 4%

Disputa com Caiado e Eduardo Leite

O levantamento também testou cenários com governadores do PSD.

Quando o candidato apresentado é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. Os demais resultados são:

  • Romeu Zema: 5%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Renan Santos: 3%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 12%
  • Não sabem: 3%

Já em um cenário com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o presidente aparece com 39%, contra 34% de Flávio Bolsonaro.

Os demais números são:

  • Romeu Zema: 4%
  • Eduardo Leite: 3%
  • Renan Santos: 3%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 12%
  • Não sabem: 3%

Entre os possíveis candidatos do PSD, Ratinho Júnior apresenta o melhor desempenho nas simulações, superando Caiado e Leite quando incluído nos cenários.

Veja cenários:

Cenário sem Lula

O instituto também simulou uma disputa considerada improvável, sem Lula como candidato do PT. Nesse caso, o nome testado foi o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece na frente, com 33% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 21%.

Os demais resultados são:

  • Ratinho Júnior: 11%
  • Romeu Zema: 5%
  • Renan Santos: 4%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 20%
  • Não sabem: 4%

Vantagem menor em relação a pesquisas anteriores

Embora lidere todas as simulações de primeiro turno, o levantamento indica redução da vantagem do presidente em relação aos adversários.

Nas projeções de segundo turno, por exemplo, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o petista tinha 51% contra 36% do senador. Já em julho de 2025, o presidente registrava 48%, enquanto o senador tinha 37%.

Mesmo com a redução da vantagem, Lula ainda venceria todos os adversários testados nas projeções de segundo turno.

Os cenários indicam os seguintes resultados:

  • Lula 46% x 43% Flávio Bolsonaro
  • Lula 45% x 41% Ratinho Jr.
  • Lula 46% x 34% Eduardo Leite
  • Lula 46% x 36% Ronaldo Caiado

Em uma simulação sem Lula, Flávio Bolsonaro venceria Fernando Haddad por 43% a 41%.

Já em um eventual segundo turno entre Haddad e Ratinho Jr., o levantamento aponta empate, com 40% das intenções de voto para cada candidato.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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