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Peru pede ajuda mundial e oferece recompensa de US$ 30 mil para encontrar ex-presidente foragido

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Alejandro Toledo é acusado de receber US$ 20 milhões em propinas da Odebrecht.

No Peru, Ministério Público pediu a prisão preventiva de Alejandro Toledo (Foto: Karel Navarro/AP)

G1

O Peru colocou o ex-presidente Alejandro Toledo em sua lista de criminosos mais procurados nesta sexta-feira (10) depois que um juiz emitiu uma mandado internacional devido às alegações de que ele recebeu US$ 20 milhões em propinas da empreiteira brasileira Odebrecht.

O Ministério do Interior ofereceu o equivalente a US$ 30 mil por qualquer informação que leve à sua captura e pediu à Interpol para emitir um alerta vermelho rapidamente para ajudar a localizá-lo. De acordo com a imprensa peruana, que cita a Presidência do Conselho de Ministros, do governo, o alerta vermelho de captura da Interpol foi ativado em 190 países.

“Qualquer pessoa do mundo que puder nos ajudar a encontrá-lo pode reivindicar a recompensa”, disse o ministro do Interior peruano, Carlos Basombrio, à rede de televisão local Canal N. “O Peru não merece ver outro presidente fugir da justiça”, acrescentou Basombrio.

Toledo chegou ao poder denunciando a corrupção generalizada no governo de seu antecessor, Alberto Fujimori, que fugiu para o Japão em meio a um escândalo de corrupção de grande repercussão em 2000. Fujimori está cumprindo uma pena de 25 anos de prisão no Peru por corrupção e abusos de direitos humanos cometidos durante uma década de autoritarismo no comando do país.

Um juiz peruano expediu nesta quinta a ordem de prisão, nacional e internacional, do ex-presidente. Os procuradores alegam que Toledo fez um pacto com a Odebrecht para ajudar a construtora a obter dois contratos de rodovia lucrativos em troca de subornos, que pediu para serem depositados em contas de empresas em paraísos fiscais controladas por Maiman. Cerca de US$ 10 milhões em transferências da Odebrecht para as companhias de Maiman foram localizados. Maiman não respondeu a pedidos de comentários.

Toledo não foi condenado por nenhum crime, mas na quinta-feira um juiz determinou que os indícios descobertos até o momento justificam prendê-lo por até 18 meses enquanto acusações de tráfico de influência e lavagem de dinheiro são preparadas contra ele.

O ex-mandatário negou qualquer ilegalidade, e seu último paradeiro conhecido foi a França, que tem um tratado de extradição com Lima.
O advogado de Toledo, Heriberto Benítez, negou que seu cliente esteja foragido e disse à Reuters que estava esperando os resultados de um recurso. Benítez se recusou a dizer onde está Toledo, citando um acordo de confidencialidade entre ambos.

Sistema ‘vingativo’

Depois da decisão do juiz, tomada no final de quinta-feira, Benítez disse que iria recomendar a Toledo que não volte ao Peru por causa do sistema de justiça, que classificou de “vingativo”.

A ministra da Justiça, Marisol Perez Tello, garantiu que Toledo terá um julgamento justo.

Alguns peruanos vêm especulando que Toledo pode ter viajado para Israel, onde se acredita que um amigo de longa data, o empresário israelense Yosef Maiman, mora. Israel não assinou um tratado de extradição com o Peru.

Suborno na América Latina

A Odebrecht carrega uma dívida cada vez maior desde que seu envolvimento nos crimes apurados na operação Lava Jato veio à tona. Em dezembro, o grupo brasileiro reconheceu a prática de suborno na América Latina.

A Odebrecht admitiu o pagamento de US$ 29 milhões a funcionários peruanos em troca de contratos para obras no país entre os anos de 2005 e 2014, segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ).

No período, a construtora participou de mais de 40 projetos no Peru, que envolveram cerca de US$ 12 bilhões em gastos públicos durante os governos de presidentes Alejandro Toledo, Alan García e Ollanta Humala.

No relatório de administração da Odebrecht de 2016-2016, a empresa cita entre seus principais negócios obras dos projetos de Irrigação Olmos e Chavimochic, da Central Hidrelétrica Chaglla, da Vía de Evitamiento de Cusco e do Porto Matarani. A empresa também administra concessões de rodovias no Peru.

Depois dos brasileiros, os peruanos compõem a maior parte do quadro de trabalhadores da empresa. Dos 128 mil funcionários da empresa no grupo, cerca de 10 mil são peruanos.

Propina em 12 países

Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o “maior caso de suborno internacional na história”.
A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. Na Colômbia, a empresa admitiu ter pago mais de US$ 11 milhões em propina entre 2009 e 2014.

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Idoso é encontrado morto em estado de decomposição dentro de casa em Sena Madureira

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José Adolfo, de idade não divulgada, pode ter falecido na última sexta-feira (3); irmã estranhou ausência e acionou ajuda

A vítima, conhecida como Zé Adolfo, de aproximadamente 71 anos, foi localizada sem vida no banheiro da casa

A descoberta ocorreu após a ausência prolongada do idoso levantar preocupação. Segundo relatos da irmã, Raimunda Nonata

Um idoso foi encontrado morto dentro da própria casa no município de Sena Madureira, interior do Acre, em um caso que gerou comoção entre vizinhos e familiares nesta segunda-feira (6).

A vítima foi identificada como José Adolfo. O homem foi achado já em estado de decomposição, o que reforça a suspeita de que ele tenha falecido de causas naturais ainda na última sexta-feira (3), sem que ninguém percebesse de imediato.

A descoberta ocorreu após a ausência prolongada do idoso levantar preocupação. Segundo relatos da irmã, Raimunda Nonata, ela havia estado com ele dias antes e estranhou a falta de contato desde então.

O corpo estava no banheiro da residência, onde permaneceu por vários dias até ser localizado. A Polícia Militar foi acionada e realizou o isolamento do imóvel, permitindo o trabalho da perícia técnica da Polícia Civil, responsável por investigar as circunstâncias da morte.

O corpo foi encontrado pelo próprio irmão, que estranhou a falta de resposta ao chamá-lo e decidiu entrar no imóvel

 

Em apuração:
  • Confirmação da causa da morte por laudo pericial

  • Idade exata e demais dados da vítima

  • Possibilidade de morte natural ou intervenção de terceiros (ainda não descartada)

As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas e deverão ser apuradas após os trabalhos da perícia técnica. O caso será acompanhado pelas autoridades competentes. Foto: captada 

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Exército e Marinha dos EUA participaram de resgate de piloto no Irã

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Força Delta e SEALs atuaram em operação de dois dias com terreno hostil e perseguição iraniana para salvar piloto do jato F-15E

A elite da Força Delta do Exército e a Equipe SEAL Seis da Marinha dos Estados Unidos estavam entre as centenas de tropas de operações especiais e pessoal militar e de inteligência americano envolvidos no resgate do coronel da Força Aérea dos EUA no Irã, segundo uma fonte informada sobre o resumo executivo da operação de busca e resgate.

O oficial ferido foi finalmente resgatado após dois dias de operações arriscadas, depois que seu F-15E Strike Eagle foi abatido durante uma missão noturna no sudoeste do Irã.

O jato pertencia à 48ª Ala de Caça da Base Aérea Real de Lakenheath, em Suffolk, Inglaterra, disse a fonte.

Altos oficiais descreveram o esforço de resgate como uma das missões de busca e resgate em combate mais desafiadoras devido ao terreno, à perseguição hostil por parte dos iranianos e às complicações pós-resgate.

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Buscas nos escombros continuam horas após míssil atingir prédio em Israel

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Porta-voz do Corpo de Bombeiros afirma que cenário é complexo com quatro pessoas ainda desaparecidas

Equipes de emergência ainda faziam buscas nos escombros por desaparecidos na noite deste domingo (5), horas depois que um míssil um prédio de sete andares em Haifa, Israel.

“Este é um cenário muito complexo, com destruição em larga escala”, disse Ilan Ohana, porta-voz do Corpo de Bombeiros e Resgate do Distrito Costeiro de Israel, à CNN. “O prédio foi severamente danificado como resultado de um impacto direto que atingiu vários apartamentos.”

“Há 4 pessoas sem contato, uma gravemente ferida e sete levemente feridas até o momento. Ainda temos muito trabalho pela frente”, disse Ohana.

Mais cedo, neste domingo, Shevach Rothenshtrych, um paramédico do serviço nacional de emergência de Israel, o Magen David Adom (MDA), disse à CNN que os ocupantes do prédio informaram aos socorristas que “havia vítimas presas sob os escombros nos andares inferiores”.

Rothenshtrych afirmou que os trabalhadores do MDA tiveram que mover “grandes pedaços de concreto com as próprias mãos” após o ataque para resgatar um homem de 82 anos, levando-o a um hospital em uma ambulância pouco depois.

Vídeos e fotos do local mostram uma cena já familiar em Israel após um mês de troca de ataques com o Irã: fumaça subindo no horizonte; veículos de emergência amarelos ao redor do perímetro do desastre; bombeiros se movendo entre concreto destruído e vergalhões retorcidos, enquanto apagam os restos ainda fumegantes do prédio atingido.

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