Conecte-se conosco

Brasil

Passando pelo Acre: Brasil autoriza permanência definitiva a 44 mil refugiados haitianos

Publicado

em

Visto pode ser pedido em até um ano a registrados na PF e no Conare.
Assinatura de acordo ocorreu no Ministério do Trabalho nesta quarta.

G1

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala durante solenidade de assinatura de acordo que concede visto permanente a refugiados haitianos (Foto: Alexandre Bastos/G1)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala durante solenidade de assinatura de acordo que concede visto permanente a refugiados haitianos (Foto: Alexandre Bastos/G1)

O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira (11) a concessão de visto de residência permanente a 43,7 mil haitianos que vivem no Brasil. O documento assegura o benefício aos imigrantes com registro junto à Polícia Federal ou ao Comitê Nacional para Regugiados (Conare). A solicitação do visto deve ocorrer em até um ano.

A assinatura do acordo contou com a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do trabalho, Miguel Rosseto, e do embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Cherubin, que disse estar satisfeito com a medida do governo brasileiro.

Segundo Cardozo, 2 mil haitianos entraram no país por via terrestre apenas em fevereiro de 2015. O ministro afirmou que o Brasil sempre acolheu os imigrantes “de braços abertos, na forma que a nossa lei estabelece”.

Cardozo diz que o acordo assinado nesta quarta favorece o combate ao preconceito e busca integrar os imigrantes de modo definitivo à sociedade brasileira. “Inauguramos uma nova página. Nós nos adequamos à nova realidade. Os haitianos aqui contribuirão com nosso país, serão bem recebidos e teremos a alegria deste povo irmão incorporado à nossas vidas.”

O ministro Miguel Rossetto declarou que o ato é um compromisso de acolhimento. “A história do Brasil é repleta de exemplos de receptividade a estrangeiros. Este país é uma nação aberta”, afirmou.

A entrada de haitianos no Brasil ganhou força depois que um terremoto devastou o país caribenho em 2010, matando cerca de 300 mil pessoas. A maior parte dos haitianos chega pela cidade de Brasiléia, no Acre.

Para chegar até ao território brasileiro, os haitianos geralmente saem da capital do país, Porto Príncipe, e vão de ônibus até Santo Domingo, capital da República Dominicana. Lá, compram passagem de avião até o Panamá e depois seguem de avião ou de ônibus para Quito, no Equador.

Por terra, vão até a cidade peruana de Tumbes e passam por Piura, Lima, Cusco e Puerto Maldonado até chegar a Iñapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil (AC), por onde passam até chegar a Brasiléia.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Bocalom apresenta projeto que transforma resíduos madeireiros em casas do 1001 Dignidades

Publicado

em

A iniciativa, fruto da parceria entre a Prefeitura de Rio Branco e a AgroCortex, consolida-se como um exemplo de solução integrada para desafios ambientais e sociais enfrentados pelo município.

Uma equipe de auditoria da empresa Ecolance esteve na manhã desta segunda-feira (2), na Prefeitura de Rio Branco para avaliar o projeto de crédito de carbono desenvolvido pela empresa AgroCortex e conhecer de perto a parceria firmada com o Executivo municipal, voltada a ações sociais e ambientais.

A auditora responsável pelo trabalho, a engenheira florestal Tamires Lima, explicou que a visita integra o processo de auditoria do projeto de carbono da AgroCortex, que possui avaliação de padrão internacional. A agenda incluiu reunião com o prefeito Tião Bocalom e visitas técnicas, com o objetivo de compreender, na prática, como funciona a parceria entre a empresa e o poder público municipal.

Entre as ações destacadas está a doação de madeira proveniente de resíduos da indústria madeireira da AgroCortex, utilizada pela Prefeitura de Rio Branco na construção de casas populares do Projeto 1001 Dignidades. O material, que anteriormente seria descartado e queimado, passou a ser reaproveitado na construção de moradias destinadas, principalmente, a famílias ribeirinhas afetadas anualmente pelas enchentes do Rio Acre e dos igarapés que cortam a cidade.

Segundo a auditora, o contato direto com a gestão municipal foi fundamental para compreender a realidade local e contribuir para a qualidade do processo de auditoria. Para ela, a reutilização de resíduos madeireiros na construção de habitações representa uma solução sustentável, que gera benefícios ambientais e impacto social positivo para a população mais vulnerável do município.

“Hoje vim realizar a auditoria do projeto de carbono da AgroCortex. Conversei com o prefeito e conheci a parceria existente, em que a empresa faz a doação de madeira de resíduos da indústria para a construção de casas populares. É um processo muito importante, principalmente para atender pessoas que sofrem perdas todos os anos com as enchentes”, explicou Tamires Lima.

O prefeito Tião Bocalom destacou a importância da visita dos auditores, responsáveis pela avaliação internacional do projeto, e ressaltou que o encontro foi uma oportunidade de apresentar a realidade amazônica e demonstrar que a preservação ambiental deve caminhar junto com a valorização do ser humano.

“Mais uma vez tivemos a oportunidade de dialogar com auditores internacionais e mostrar que aqui na Amazônia existem pessoas que precisam ter qualidade de vida. Nessa parceria com a AgroCortex, mostramos que a madeira que antes seria queimada, gerando impactos ambientais, está sendo transformada em moradia social”, afirmou o prefeito.

Durante a visita, foi apresentado aos auditores o projeto que transforma resíduos madeireiros em habitações populares, unindo sustentabilidade ambiental e responsabilidade social. A iniciativa, fruto da parceria entre a Prefeitura de Rio Branco e a AgroCortex, consolida-se como um exemplo de solução integrada para desafios ambientais e sociais enfrentados pelo município.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Apoio à Mailza: MDB quer vaga na chapa majoritária e apoio para eleger deputados

Publicado

em

O presidente estadual do MDB, Vagner Sales, disse que a sigla quer participar da chapa majoritária

Vagner disse que a ajuda do governo não está voltada apenas para a conquista de uma vaga na chapa majoritária. Foto: captada 

Ao confirmar a ida do MDB para a base de apoio à pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao Governo em 2026, o presidente da executiva estadual do partido, Vagner Sales, disse em entrevista ao jornal ContilNet, nesta segunda-feira (3), que a sigla quer participar da composição da chapa majoritária, com indicação ao cargo de vice ou com uma candidatura ao Senado.

Informações coletadas por nossa reportagem junto a fontes palacianas indicam que o Governo deve oferecer apoio ao MDB, especificamente, na consolidação e vitória da chapa de deputados federais que o partido pretende formar.

“Estou trabalhando essa situação de aliança com os dirigentes políticos do PP, na pessoa do governador Gladson, da vice-governadora Mailza e dos secretários de articulação política. Como presidente do MDB, considero que estou falando como quem realmente decidiu essa aliança”, afirmou o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul.

Vagner disse que a ajuda do governo não está voltada apenas para a conquista de uma vaga na chapa majoritária.

“Nosso pleito é público, queremos uma vaga na chapa majoritária e ajuda para fazermos uma chapa de deputados federais competitiva. Não existe essa discussão de apenas termos ajuda na chapa proporcional”, acrescentou.

Por fim, Sales afirmou que o anúncio da aliança será feito com a presença do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, no Acre, com data ainda a ser confirmada.

“O resto é esperar o anúncio da aliança pelo nosso presidente Baleia Rossi, que vem ao Acre”, finalizou.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Acre e Amapá são os estados com menos notas falsas apreendidas no país, segundo Banco Central

Publicado

em

Foram recolhidas apenas 199 cédulas falsas no Acre em 2024; São Paulo lidera com 149,2 mil unidades, correspondendo a 34% do total nacional

Em 2024, o Acre e o Amapá foram os estados com menor número de notas falsas retidas no Brasil, de acordo com levantamento do Banco Central divulgado pelo jornal Estadão. O Acre teve apenas 199 cédulas falsificadas recolhidas, enquanto o Amapá registrou 264 unidades. Segundo o BC, os baixos volumes estão relacionados ao menor contingente populacional e à circulação reduzida de dinheiro físico nesses estados.

Em contraste, São Paulo liderou o ranking, com 149,2 mil cédulas falsas apreendidas – o equivalente a 34% do total nacional e a R$ 27,7 milhões em valor nominal. Em seguida aparecem Minas Gerais (56,3 mil notas, 13% do total), Rio de Janeiro (39,5 mil, 9%) e Rio Grande do Sul (28,6 mil, 7%).

As cédulas falsas são identificadas por três vias principais: suspeita em transações bancárias, detecção pelos próprios bancos durante processamento de depósitos e apreensão por órgãos policiais. Após recolhidas, elas passam por análise técnica, que serve de subsídio para aprimoramento das medidas de segurança e para o desenvolvimento de novas cédulas. Em seguida, são arquivadas, podendo ser utilizadas como prova em processos criminais contra falsificadores.

Comentários

Continue lendo