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Parlamentares e entidades reagem ao desfile de escola de samba de SP: ‘Demoniza a polícia’

Mariana Pekin – UOL
Escola de samba paulista ‘Vai-Vai’ desfilou na primeira noite do carnaval com um samba enredo em homenagem à cultura hip hop
Parlamentares e entidades ligados à área da segurança pública criticaram nesta segunda-feira (12) o desfile da escola de samba paulista “Vai-Vai” por apresentar fantasias de policiais com asas e chifres na cor vermelha. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) disse que o desfile “tratou com escárnio a figura de agentes da lei” e que o enredo da escola de samba “afronta” e “desrespeita” os profissionais da segurança.
“Com direito a chifres e outros itens que remetiam à figura de um demônio, as alegorias utilizadas na ala “Sobrevivendo no Inferno”, demonizaram a Polícia – algo que causa extrema indignação”, afirmou o Sindpesp em nota.
A agremiação desfilou no sábado (10) com o enredo chamado “Capítulo 4, Versículo 3 – Da rua e do povo, o hip hop: um manifesto paulistano”. O samba foi uma homenagem aos Racionais Mc’s, e a apresentação teve a presença de Mano Brown. As letras do grupo de rap procuram mostrar a desigualdade social do Brasil e aborda diversos temas, como o crime, injustiça social e violência policial.
Parlamentares ligados à ala da segurança pública também reagiram à apresentação. O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF), usou as redes sociais para compartilhar uma montagem com fotos do desfile. “A que ponto chegamos?”, escreveu.
O deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ) classificou o enredo da escola de samba como “lamentável”. “Ao invés de fazerem um desfile mostrando os agentes de segurança pública como heróis, fazem esse escárnio com esses heróis anônimos da sociedade”, disse. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) afirmou que a Vai-Vai “recheou de bandidolatria o seu desfile no Carnaval.”
O senador Jorge Seif (PL-SC) também disse nas redes sociais que as fantasias da escola de samba “demonizam a polícia e vitimizam os bandidos”. É um desrespeito com milhares de policiais que arriscam a própria vida para a nossa proteção”, escreveu o senador.
A Vai-Vai é a maior campeã do carnaval de São Paulo com 9 títulos como Cordão, 15 títulos do Grupo Especial e 10 vice-campeonatos.
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Chacina em MG: apuração tem reviravolta com soltura e novo suspeito

O avanço das investigações policiais trouxe uma reviravolta ao caso da chacina de três mulheres em uma padaria de Ribeirão das Neves (MG) em 4 de fevereiro. Um adolescente, ex-namorado de uma das vítimas, que havia sido apreendido como principal suspeito acabou sendo liberado e um cliente da padaria, de 30 anos, teria confessado o crime.
As vítimas da chacina foram , que chegou a ser socorrida após ser baleada, mas não resistiu aos ferimentos.
Elas foram mortas por uma pessoa que chegou de moto e estava de capuz. A primeira suspeita foi de crime passional e o adolescente foi apreendido, mas o Ministério Público acabou pedindo sua liberação, que foi atendida pela Justiça.
Isso aconteceu depois da prisão de Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, com uma arma de fogo calibre .380 no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Ele é o novo principal suspeito e teria, segundo a polícia mineira, confessado.
Ele era frequentador da padaria e a motivação do crime ainda não foi revelada na investigação. O suspeito não tem antecedentes criminais.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Ratinho Jr exalta escola cívico-militares em apoio a vice de Zema

O governador do Paraná e pré-candidato à Presidência, Ratinho Júnior (PSD), publicou, nesta quarta-feira (11/2), uma mensagem de apoio ao vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sobre a decisão acerca das escolas cívico-militares em Minas.
Nesta semana, Simões anunciou que vai implementar o projeto de escolas cívico-militares no estado, contrariando decisão judicial.
“O que o nosso Estado puder fazer para contribuir com os nossos irmãos mineiros, estaremos à disposição, amigo”, disse Ratinho Júnior, ressaltando que o Paraná tem 345 escolas cívico-militares.
Mateus Simões afirmou na segunda-feira (9/2) que não vai cumprir a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reestabeleceu a suspensão do programa.
O vice-governador deve assumir o Palácio da Liberdade em 22 de março, pois o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), vai deixar o cargo para concorrer às eleições presidenciais de 2026. Já Simões disputará para ser o sucessor de Zema em Minas.
O vice-governador afirmou que “respeita todos os poderes”, mas que não está submetido ao Judiciário.
Simões ainda cutucou o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a Corte interfere em outros poderes. “Se, infelizmente, o STF não encontra limites em Brasília, em Minas, o TCE vai começar a encontrar limites”.
Escola cívico-militar
O projeto de escolas cívico-militares em Minas Gerais envolve a Secretaria de Estado de Educação, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar de Minas Gerais.
Segundo o governo mineiro, trata-se de uma “proposta de gestão integrada, com foco primordial na promoção de valores cívicos, éticos e na organização do ambiente escolar”, e não militarizaria as escolas.
O governo estadual, em um material de perguntas e respostas sobre o projeto, afirma que os profissionais militares atuariam como “como colaboradores em atividades cívico-pedagógicas, focando no apoio à gestão e à convivência, sem assumir funções pedagógicas ou interferir no currículo”.
Em nota enviada ao Metrópoles, o TJMG disse que não faz juízo de valor sobre atos da Administração Pública.
“O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais preza e continuará a adotar como regra de conduta a harmonia e a independência entre os Poderes constituídos e, fora de suas atribuições institucionais, não faz juízo de valor sobre os atos da Administração Pública e de seus integrantes”, disse o órgão.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Grupo de senadores pede à PF acesso a dados sigilosos sobre o Master

Um grupo de parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reuniu, nesta quarta-feira (11/2), com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir a apuração de fraudes financeiras no Banco Master.
Os senadores que participaram da agenda integram um grupo de trabalho, criado pelo presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para acompanhar as investigações do caso.
No encontro, os parlamentares pediram acesso a dados de operações da PF que envolvem ou tenham conexão com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Renan disse que o grupo fará um pedido de informações sobre os casos, inclusive de dados sigilosos. Segundo ele, Rodrigues vai liberar o que for “possível”.
“Fizemos uma proveitosa reunião. Nosso objetivo como representantes é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que, em nenhuma hipótese, haja blindagem”, afirmou o senador.
O Banco Master é alvo de inquéritos na Polícia Federal por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional.
Uma das linhas de investigação trata da movimentação de cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares.
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro chegou a ser preso em uma das ações da PF. No mesmo dia da prisão, o Banco Central decidiu colocar o Master sob administração especial e decretar a liquidação extrajudicial da instituição.
A autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição. À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que o grupo tem se encontrado com autoridades para pedir o envio de informações sobre o Banco Master à CAE.
Participaram da agenda desta quarta: Renan Calheiros, Izalci Lucas, Margareth Buzetti (PP-MT), Esperidião Amin (PP-SC), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF) e Fernando Farias (MDB-AL).
Na última semana, membros da CAE também se reuniram com os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo.
Além da agenda com o diretor da Polícia Federal, o grupo também deve se reunir ainda nesta quarta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
“Decidimos visitar todos os órgãos. Exatamente para mostrar e solicitar que esses órgãos encaminharem informações do caso Master. Queremos saber se eles estão fazendo as investigações. Vamos solicitar informações”, disse o senador Izalci Lucas.
Segundo o senador, o colegiado tem “competência” para receber e analisar esses documentos. Ao longo dos trabalhos, o grupo da CAE deve convidar e convocar autoridades a depor sobre o Banco Master.
A expectativa é de que, na conclusão, o colegiado apresente um relatório com sugestões para melhorar a fiscalização de instituições financeiras.
“Do ponto de vista do Senado, nosso papel é fazer o aprimoramento da legislação, da fiscalização, compreender o papel da Comissão de Valores Mobiliários”, afirmou Renan.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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