Brasil
Palmeiras destrói vantagem do São Paulo, faz 4 a 0 e leva o Paulistão
Tricolor havia vencido jogo de ida por 3 a 1, mas não suportou a pressão no Allianz Parque e viu o rival levantar o 24º título estadual
Danilo, do Palmeiras, cabeceia sozinho para marcar o primeiro gol do jogo no Allianz Parque. Foto: EDU GARCIA/R7
Mais um na prateleira
O Paulistão 2022 é o quinto título do Palmeiras com Abel Ferreira. O técnico português, que assumiu a equipe em novembro de 2020, já levou o time a nove decisões, tendo conquistado também duas Libertadores (2020 e 2021), Copa do Brasil (2020) e Recopa Sul-Americana (2022).
Além de impedir o bicampeonato do Tricolor, que venceu no ano passado justamente em cima do Verdão, a conquista palmeirense deste domingo também evita que o rival empate em número de títulos — o São Paulo segue com 22.
A taça inédita de Abel também adia o primeiro título de Rogério Ceni como treinador do clube em que é ídolo e multicampeão como jogador.
90 minutos em 30
Como esperado, o decisivo confronto no Allianz Parque começou em ritmo forte. O Palmeiras tentava pressionar, e o São Paulo buscava encaixar um contra-ataque rápido para ampliar a boa vantagem da primeira partida.
A pressão alviverde deu resultado, e a vantagem construída pelo Tricolor em 90 minutos no Morumbi foi por terra antes dos 30’.
Aos 21’, após jogada ensaiada no escanteio, Scarpa cruzou e Danilo apareceu sozinho na pequena área para cabecear: 1 a 0 Verdão.
Depois, aos 27’, Veiga cruzou forte na área, a bola foi rebatida pela zaga e sobrou para Zé Rafael, que dominou e bateu rasteiro e cruzado. A bola ainda pegou na trave antes de entrar: 2 a 0 (no placar agregado, 3 a 3).
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Palmeiras ainda teve chances de fazer o terceiro. Uma delas em cobrança de escanteio de Gustavo Scarpa, que quase fez um gol olímpico.
Polêmica e VAR
Com apenas 7 minutos, antes mesmo dos gols, veio a primeira polêmica. Danilo chegou batendo e a bola explodiu na marcação são-paulina dentro da área. O lance foi muito parecido com o de Marcos Rocha, no lance que originou o primeiro gol do Tricolor no jogo de ida. O VAR (árbitro de vídeo) chamou Raphael Claus para conferência, mas, dessa vez, o árbitro de campo manteve sua interpretação na hora do lance: nada de pênalti.
O VAR voltou a aparecer ainda no primeiro tempo. Logo após o segundo gol palmeirense, Raphael Claus foi chamado novamente para checar uma falta em Calleri no início da jogada, antes do gol de Zé Rafael. Mais uma vez, Claus manteve a decisão de campo e confirmou o gol palmeirense.
Raphael Veiga se estica para fazer o terceiro gol do Palmeiras no começo do segundo tempo Foto: EDU GARCIA/R7
Raphael Veiga se estica para fazer o terceiro gol do Palmeiras no começo do segundo tempo
EDU GARCIA/R7 (3.4.2022)
Saída pela direita
Para o segundo tempo, Rogério Ceni tentou amenizar a situação colocando o zagueiro Arboleda no lugar do lateral-esquerdo Welington. Por aquele setor, Dudu deitou e rolou no primeiro tempo.
O plano era esse, mas, na prática, foi por ali que o Palmeiras voltou a marcar. E logo aos 2 minutos. Dudu arrancou em contra-ataque, deixou Diego Costa para trás e cruzou rasteiro para Raphael Veiga. De carrinho ele fez o terceiro do Alviverde: 3 a 0.
Tudo ou nada
Os três gols de diferença no placar vieram muito cedo. A partir do gol de Veiga, o São Paulo precisou entrar no jogo e buscar o gol a qualquer custo. Ceni mexeu outra vez. Colocou Luciano e Nikão. Mas a verdade é que o Palmeiras, desde o apito inicial, dominava a partida.
O domínio alviverde se manteve. O Tricolor não assustava a defesa, que, tirando o jogo de ida no Morumbi, foi vazada apenas quatro vezes.
Aos 35’, Raphael Veiga acabou com a esperança são-paulina. Gabriel Veron encontrou o meia entrando na área, deu lindo passe e só esperou Veiga tocar na saída de Jandrei para fechar o placar em 4 a 0.
A partir do quarto gol, o jogo estava definido. Luciano se irritou, mas a confusão foi controlada. O apito final deu início à festa alviverde. Uma festa que só começou no Allianz Parque e que já se repetiu, só neste ano, duas vezes: nas conquistas da Copinha e da Recopa Sul-Americana.
FICHA TÉCNICA
Palmeiras 4 x 0 São Paulo
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data e hora: domingo (3), às 16h
Público e renda: 31.836 torcedores / R$ 2.772.491,61
Arbitragem: Raphael Claus
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back
VAR: Thiago Duarte Peixoto
Cartões amarelos: Gustavo Gómez, Raphael Veiga e Wesley (Palmeiras); Luan e Luciano (São Paulo)
Cartão vermelho: Rafinha, aos 44’/2ºT (São Paulo)
Gols: Danilo aos 21’/1ºT, Zé Rafael aos 27’/1ºT, e Raphael Veiga aos 2’/2ºT e aos 35’/2ºT (Palmeiras)
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Jorge, aos 11’/2ºT); Danilo, Zé Rafael, Gustavo Scarpa (Wesley, aos 39’/2ºT) e Raphael Veiga; Dudu (Mayke, aos 39’/2ºT) e Rony (Gabriel Veron, aos 34’/1ºT). Técnico: Abel Ferreira.
SÃO PAULO: Jandrei; Rafinha, Diego Costa, Léo e Welington (Arboleda, no intervalo); Pablo Maia, Rodrigo Nestor (Nikão, aos 27’/2ºT), Igor Gomes e Alisson (Patrick, aos 37’/2ºT); Éder (Luciano, aos 9’/2ºT) e Calleri. Técnico: Rogério Ceni.
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Brasil registra recorde de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas por dia
Foram 1.470 casos no ano, contra 1.464 em 2024, a maior marca até então. Tipificação foi criada em 2015, quando ocorreram 535 mortes – crescimento de 316% em 10 anos

Ao longo do ano, o Brasil registrou uma série de casos de feminicídio que expõem a violência extrema sofrida por mulheres, muitas vezes dentro de relações afetivas marcadas por ameaças. Foto: art
O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
Os números devem crescer mais, com os dados de dezembro do estado de São Paulo, que ainda não foram atualizados na base do governo federal. As estatísticas são computadas pelos governos estaduais e enviadas pelo governo federal, que as divulga.
Mesmo sem os números do último mês de 2025, São Paulo é o estado com mais casos, com 233. Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104) aparecem na sequência.
Quantidade de vítimas de feminicídio por UF em 2025
Brasil registra recorde histórico de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas por dia no país

Fonte: Sinesp • PB e SP não haviam enviado dados de dez/2025
Alta de 316% em uma década
A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015.
Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública
A alta é constante desde que o crime passou a ser registrado dos homicídios.
Ao todo, 13.448 mulheres foram mortas em dez anos pelo fato de serem mulheres, o que representa uma média de 1.345 crimes por ano.
São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) lideram as estatísticas. Roraima (7), Amapá (9) e Acre (14), registraram os menores números.
Em relação à taxa de mortes por 100 mil habitantes, Acre (1,58), Rondônia (1,43) e mato Grosso (1,36) têm os maiores números. Já Amazonas (0,46,), Ceará e São Paulo (ambos com 0,51) apresentam as menores taxas.
Especialista cita outros crimes para aumento nos feminicídios
Diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Samira Bueno aponta que os números de feminicídios ainda são subestimados. Para ela, ainda não é possível afirmar que há consolidação do tipo penal do feminicídio, o que interfere nos registros oficiais.
Isso ocorre porque o feminicídio pode ser registrado como homicídio, apesar de indícios apontarem para um crime de ódio contra a mulher por ser mulher. Samira aponta que há estados em que os feminicídios representam de 40% a 60% de todas as mortes de mulheres, enquanto em outros, variam de 15% a 20%.
“Se estamos diante de um recorde, esse número muito elevado, fato é que ele ainda é subestimado e, na prática, é maior do que podemos mensurar”, diz Samira.
Ela elenca que pesquisas recentes feitas pelo Fórum apontam para aumento generalizado de tipos de violências cometidas contra mulheres, como perseguições, espancamentos e estrangulamentos — tipos de crimes que podem culminar, no futuro, em feminicídios.
“Quando a gente junta os registros, os boletins de ocorrência e soma a outras evidências, a gente percebe que muito provavelmente estamos diante, de dato, de um aumento na violência contra a mulher”, afirma a especialista.
Mudança no código penal
Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que aumenta a pena para feminicídio e para crimes cometidos contra a mulher.
A nova lei prevê que condenados por assassinato contra mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero terá pena mínima de 20 anos, e máxima de 40 anos.
Antes, a lei previa que o feminicídio deveria ser punido com prisão de 12 a 30 anos.
As penas serão aumentadas em 1/3 caso a vítima estivesse grávida ou nos três meses após o parto, bem como quando as vítimas forem menores de 14 anos ou maiores de 60. A pena também será aumentada em 1/3 caso o crime tenha sido cometido na presença de filhos ou pais da vítima.
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Homem é esfaqueado seis vezes ao tentar devolver acessório de motocicleta em Rio Branco
Vítima foi atacada no bairro Vitória após desentendimento envolvendo venda parcelada de uma moto; suspeito fugiu
Josias dos Santos Matias, de 27 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na tarde desta terça-feira (20), após ser atingido por seis golpes de faca na Travessa Boa Sorte, no bairro Vitória, na parte alta de Rio Branco. O ataque ocorreu no momento em que a vítima tentava devolver um acessório de motocicleta ao suspeito.
De acordo com informações repassadas por Josias à polícia, ele havia vendido uma motocicleta de forma parcelada a um homem identificado como Matheus Estevão da Rocha. O comprador, no entanto, pagou apenas a primeira parcela e deixou de quitar as demais.
Na segunda-feira (19), diante da inadimplência, Josias retomou o veículo, que estava equipado com um escapamento novo. O acessório foi solicitado de volta pelo comprador.
Já na tarde desta terça-feira, ao se dirigir à residência de Matheus para devolver o escapamento, Josias foi surpreendido pelo suspeito, que estava armado com uma faca. Durante a agressão, a vítima foi atingida com dois golpes nas costas, um no abdômen, um próximo ao olho direito e outro na cabeça. Após o crime, o autor fugiu do local a pé.
Mesmo ferido, Josias conseguiu correr até a casa de familiares e pedir ajuda. A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Uma ambulância de suporte avançado prestou os primeiros atendimentos, estabilizou a vítima e a encaminhou ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.
Policiais militares do 3º Batalhão realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi localizado. O caso será inicialmente apurado pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e, posteriormente, investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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Fiéis celebram Dia de São Sebastião com missas, procissões e show nacional em Xapuri
Padroeiro de Xapuri e forte devoção em Rio Branco, data marcou encerramento de programação religiosa e cultural que atraiu romeiros e visitantes

A data é marcada pelo encerramento de uma extensa programação religiosa e cultural nas duas cidades, com missas, procissões e atividades abertas ao público. Foto: captada
Nesta terça-feira (20), católicos de Xapuri e Rio Branco celebram o Dia de São Sebastião, padroeiro do município do interior acreano e uma das tradições religiosas mais arraigadas também na capital. A data encerrou uma extensa programação que combinou fé e cultura, com missas, procissões e atividades abertas ao público.
Em Xapuri, as festividades começaram na última sexta (16) e incluíram uma inovação neste ano: na noite de segunda (19), o cantor nacional Wanderley Andrade fez um show de cerca de 2h30, animando o público em um evento considerado atípico para o período do novenário. A apresentação foi marcada pela forte interação e animação, conforme destacou a organização local.
Na capital, a paróquia dedicada ao santo também realizou celebrações especiais, reforçando a tradição centenária de devoção a São Sebastião no estado. A programação religiosa e cultural mobilizou moradores, romeiros e visitantes de outras regiões do Acre e do país.
Programação de São Sebastião de Xapuri
Dia 20/01 (terça-feira):
- 14h – Santo terço, no interior da igreja
- 15h – Missa Solene em honra a São Sebastião
- 16h30 – Grande procissão pelas ruas e benção solene
- 18h – Jantar comunitário, quermesse e leilão
- 21h – Show católico (após a procissão) com Padre Erenildo, no Palco Principal
- 23h55 – Fim das atividades

Nesta terça-feira (20), a programação em Xapuri segue com as celebrações e a tradicional procissão, que marca o encerramento da festa. À noite, está previsto um show católico com o padre Erenildo. Foto: captada















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