Acre
Pacientes renais e transplantados levam “bolo” de gestores do governo em reunião para tratar falta de medicamentos
Por Ray melo
Os pacientes renais crônicos e transplantados levaram um bolo dos representantes da Secretária de Saúde do Acre (Sesacre) numa reunião que deveria acontecer na tarde de terça-feira (28) para debater a falta de medicamentos para evitar a rejeição de órgãos e vagas para realizar as sessões de hemodiálise no Hospital das Clínicas.
A informação é do presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e e Transplantados do Acre (Apartac), Vanderli Ferreira, que acompanhado de pacientes que precisam da mediação para evitar a rejeição de órgãos esperaram, mas os representantes da Secretaria de Saúde do governo do Acre não apareceram.
“Mais uma vez nos reunimos para lutar pelo direito a vida. Nos dirigimos ao Hospital das Clínicas para uma reunião que deveria acontecer às 15 horas – compromisso firmado pelos representantes da Sesacre, do gabinete do governador e a gestora do HC, mas no local recebemos a notícia que a reunião não iria acontecer”, diz Vandeli.
Segundo ele, a justificativa foi que os gestores não poderiam comparecer porque estariam resolvendo outros problemas. “Será que esses problemas eram mais importantes que uma vida que está em risco por falta de medicamentos para rejeição de órgão e de vagas para fazer hemodiálise?”, questiona Vanderli ferreira.
O dirigente da Apartac afirma que os pacientes renais crônicos e transplantados foram abandonados pelo poder público. “Estamos em um estado sem administração e omisso, que está matando pessoas todos os dias nos hospitais. Quero aqui perguntar: cadê nossos representantes na AleacC, na Câmara Federal, e Senado?”
Para Vanderli, a Justiça “botou uma venda nos olhos e faz vista grossa para esse problema gravíssimo onde uma criança perde seu rim transplantado por falta de medicamentos. O sentimento de impotência é grande estamos abandonados por todos os poderes. Nossa constituição não vale mais nada”, finaliza.
Procurada, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) diz que está acompanhando de perto os serviços de Nefrologia e que a reunião só foi desmarcada porque um dos participantes não poderia comparecer ao encontro. Além disso, nega que o presidente da Apartac, Vanderli Ferreira, foi avisado antecipadamente do cancelamento.
Em nota de imprensa, a Sesacre informou que pasta acreana está tentando viabilizar uma saída junto ao MS. Mas a situação ainda não tem data para ser resolvida. Enquanto isso pacientes vivem um drama diário sem as doses necessárias. Os medicamentos, enviados ao Acre pelo Ministério da Saúde (MS), também estão faltando em outros estados do País.
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Acre
Presidente do MDB no Acre confirma vinda de Baleia Rossi para selar aliança com Mailza Assis
Presidente estadual Vagner Sales afirma que conversas estão adiantadas e que líder nacional virá ao estado para confirmar apoio

Vagner Sales afirma que líder nacional do partido virá ao estado anunciar apoio à pré-candidata do PP ao governo. Foto: captada
O presidente estadual do MDB no Acre, Vagner Sales, anunciou nesta terça-feira (20) que o presidente nacional do partido, deputado Baleia Rossi (MDB/SP), virá ao estado em breve para oficializar a aliança do MDB com a vice-governadora Mailza Assis (PP), pré-candidata ao governo do Acre nas eleições de 2026. Segundo Sales, as tratativas estão “bastante adiantadas” e o anúncio depende apenas da confirmação final do PP.
“O MDB continua em diálogo com a candidata a governadora Mailza Assis e as discussões estão bastante adiantadas. Logo teremos um anúncio importante”, afirmou. Ele ressaltou que a decisão agora está nas mãos do PP e de Mailza, que devem acertar as reivindicações do MDB.
A movimentação reforça a articulação iniciada em dezembro, quando o governador Gladson Cameli (PP) se reuniu com Baleia Rossi em Brasília. A aliança também encerra a expectativa do Republicanos, que tem o senador Alan Rick como pré-candidato, de contar com o apoio do MDB. Internamente, o partido defende que a decisão leve em conta a formação de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

O governador Gladson Cameli (PP) se reuniU pessoalmente com Baleia Rossi, em Brasília, no último dia 10 de dezembro do ano passado. Foto: captada
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Acre
Acre lidera ranking nacional de feminicídios em 2025, com maior taxa proporcional do país
Estado registrou 14 assassinatos de mulheres, alta de 75% sobre 2024; taxa de 1,58 por 100 mil habitantes é a mais elevada entre todas as unidades federativas

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos.
O Acre liderou a taxa proporcional de feminicídios no Brasil em 2025, com 1,58 casos por 100 mil habitantes – a maior do país. Em números absolutos, foram 14 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero ou doméstica, um aumento de 75% em relação a 2024, quando ocorreram oito mortes. O estado igualou os picos históricos registrados em 2016 e 2018, que também contabilizaram 14 feminicídios cada.
Desde 2015, quando a lei do feminicídio foi sancionada, o Acre acumula 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023. Em nível nacional, 2025 foi o ano mais letal desde a criação da legislação, com 1.470 feminicídios registrados – uma média de quase quatro mortes por dia. O dado supera o recorde anterior, estabelecido em 2024, e reforça a urgência de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.
Comparativo nacional:
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Acre: 14 casos (taxa de 1,58/100 mil) – maior proporção do país
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Amapá: 9 casos
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Roraima: 7 casos
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Brasil: 1.470 feminicídios em 2025 (recorde desde 2015)
Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios – a marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior são apontadas como fatores agravantes.
Ações em curso:
A Secretaria de Segurança do Acre intensificar a fiscalização eletrônica de medidas protetivas e ampliar campanhas de conscientização em parceria com o Ministério das Mulheres. O Estado deve instalar mais Delegacia da Mulher no interior e criar um comitê interinstitucional para monitorar casos de alto risco.
O recorde nacional de feminicídios em 2025 (1.470 casos) coincide com o aumento de 75% no Acre, indicando que a violência de gênero escalou mesmo após uma década da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – sinal de que a legislação sozinha não basta sem políticas de prevenção e proteção efetivas.

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior do estado são apontadas como fatores agravantes.
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Acre
Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul
Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via
Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.
Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.
Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.
Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.



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