Acre
Pacientes de Brasiléia e Sena podem morrer por falta de transporte para hemodiálise no Hospital das Clínicas
Luciano Tavares
A Secretaria de Saúde do Acre cancelou o transporte de pacientes que sofrem com doença renal crônica que moram em Brasiléia e Sena Madureira e fazem tratamento semanal no setor de Nefrologia do Hospital das Clínicas do Acre, em Rio Branco. A denúncia é do presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Acre (Apartac), Vanderli Ferreira. “Não trouxeram o pessoal na terça, de Brasiléia. E na sexta-feira passada parece que o prefeito conseguiu um carro para trazer o pessoal. São pacientes que correm risco de morrer”.
De acordo com o presidente da Apartac, a medida da Sesacre prejudica 16 pacientes de Brasiléia e outros seis de Sena Madureira.
O ac24horas conversou com o secretário de Saúde, Gemil Júnior, e com os prefeitos de Sena Madureira, Mazinho Serafim (PMDB), e de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT). Há um jogo de empurra-empurra entre o Estado e os Municípios.
Gemil Júnior disse que o Estado não é obrigado a disponibilizar transporte para esses pacientes e que esse serviço é um dever das prefeituras. “A obrigação do Estado é acolher. É oferecer estrutura física como a gente já faz. Mas o traslado a obrigação é totalmente das prefeituras. Nós já estávamos ajudando o HC. Não tenho mais como arcar com esse transporte. Vamos comunicá-los que isso é dever dos Municípios. Não tenho como atender isso aí mais”, disse o secretário.
Já o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, afirmou que Gemil está mentindo e que é sim dever dele o transporte porque as prefeituras não têm condições para arcar com esse tipo de despesa.
“É mentira desses caras aí. Isso é de média e alta complexidade. Isso é onda dele. É mentira. Ele quer empurrar a obrigação do Estado para o Município. Esse governo quer empurrar o que ele tem que fazer para os Municípios. Nossa obrigação aqui é com a baixa complexidade.”
Fernanda Hassem só não chamou Gemil de mentiroso como fez Mazinho, mas também afirmou que o Estado é quem tem a obrigação de disponibilizar o transporte.
“Nós já fazemos o transporte segunda, quarta e sexta. Toda semana. O Estado nas terças, quintas e sábados. Estou indo a Rio Branco exatamente para ajustar alguns detalhes. É interessante que o secretário ajuste esse calendário. Eu não fui informada formalmente sobre esse assunto”, disse Fernanda afirmando que os Municípios não possuem condições financeiras para pagarem pelo serviço.
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Acre
Rio Envira permanece acima da cota de transbordamento e mantém Feijó em alerta
Nível do manancial marcou 12,01 metros nesta quarta-feira (14); duas famílias foram retiradas de áreas alagadas

O rio Envira permanece acima da cota de transbordamento no município de Feijó e segue mantendo autoridades e moradores das áreas ribeirinhas em estado de alerta. De acordo com o Informativo Hídrico divulgado pela Defesa Civil Municipal nesta quarta-feira (14), às 6h, o nível do rio foi registrado em 12,01 metros.
Apesar da leve redução em relação à medição do dia anterior, quando o manancial atingiu 12,39 metros, o rio continua acima da cota de transbordamento, fixada em 12 metros, e bem acima da cota de alerta, que é de 11 metros. O cenário ainda é considerado preocupante pela Defesa Civil.
O transbordamento ocorreu na tarde de terça-feira (13), causando alagamentos em áreas ribeirinhas e em bairros mais baixos da cidade. Em decorrência da cheia, duas famílias precisaram ser retiradas de suas residências e encaminhadas para locais seguros.
A Defesa Civil de Feijó informou que mantém o monitoramento permanente do comportamento do rio e equipes de prontidão para agir em caso de nova elevação do nível ou necessidade de novas remoções. O órgão destacou ainda que o nível máximo histórico do rio Envira no município é de 14,54 metros, o que reforça o estado de atenção enquanto o manancial permanecer acima das cotas de segurança.
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Acre
Polícia Civil cumpre novos mandados e encontra depósito clandestino de medicamentos em Rio Branco
Em mais um desdobramento das investigações sobre o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde, a Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpriu, nesta quarta-feira, 14, dois mandados de busca e apreensão em Rio Branco.
Um dos locais inspecionados fica na região da Gameleira, onde a equipe policial localizou mais um depósito clandestino utilizado para o armazenamento irregular de medicamentos oriundos da rede pública de saúde. De acordo com a investigação, a autoridade policial trabalha com a hipótese de que o local seja de responsabilidade do mesmo idoso de 74 anos que já vinha sendo investigado desde a semana passada por envolvimento no esquema. O segundo alvo da operação foi uma clínica que presta serviços de saúde, pois os proprietários do estabelecimento são investigados sobre a hipótese de crime de receptação de medicamentos.
A ação faz parte de uma investigação mais ampla, iniciada há alguns meses a pedido do secretário de Estado de Saúde, e conduzida por meio de uma força-tarefa da Polícia Civil. Com os mandados cumpridos nesta quarta-feira, já são cinco ordens judiciais executadas no âmbito da apuração, que busca identificar todos os envolvidos no esquema criminoso, bem como o destino final dos medicamentos desviados.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, destacou a importância do trabalho investigativo e o compromisso da instituição com a defesa da saúde pública. “Estamos tratando de um crime extremamente grave, que atinge diretamente a população que depende do sistema público de saúde. A Polícia Civil está atuando de forma firme e contínua para identificar todos os responsáveis, desarticular esse esquema criminoso e garantir que os culpados sejam responsabilizados na forma da lei. Esse é um trabalho técnico, sério e que seguirá até o completo esclarecimento dos fatos”, afirmou o delegado-geral.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. A Polícia Civil reforça que denúncias podem contribuir de forma decisiva para o avanço das apurações, através do 181.
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Acre
Rio Juruá registra nível quase quatro metros acima do registrado no mesmo período de 2025 em Cruzeiro do Sul
Manancial atingiu 11,37 metros nesta quarta-feira (14); Defesa Civil alerta para tendência de elevação nos próximos dias devido às chuvas no alto curso do rio

O rio Juruá atingiu a marca de 11,37 metros em Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (14), nível quase quatro metros acima do registrado na mesma data do ano passado, quando o manancial marcava 7,71 metros.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, desde o início de janeiro deste ano já foram registrados 190 milímetros de chuva no município. Segundo o representante do órgão, Iranilson Nunes, a tendência é de elevação do nível do rio nos próximos dias, em razão do volume de chuvas concentrado no alto curso do Juruá.
Iranilson informou que, no município de Porto Walter, o rio já apresenta elevação significativa após um período de chuvas intensas, com registros de precipitação ao longo de praticamente 24 horas.
“Recebemos a informação de que, em Porto Walter, o rio começou a subir. Ontem choveu praticamente o dia inteiro e, consequentemente, o nível do rio aumentou naquela região. Esse volume de água costuma influenciar Cruzeiro do Sul cerca de dois dias depois”, explicou.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e mantém atenção aos próximos boletins hidrológicos.


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