Acre
Oposição do Acre comete os mesmos erros e Operação Buracos atinge Marcus Viana
Publicado
8 anos atrásem
Por
Alexandre Lima
Os dois lados da política acreana, cada a um a seu modo e estratégia, precisam juntar os cacos para ir à eleição de outubro. É um ano agitado nos contextos da política nacional e local.
Em entrevista ao ac24horas, o cientista político Nilson Euclides da Silva, professor da Universidade Federal do Acre, analisa os prós e contras vividos nos dois principais grupos da política do Acre, que disputam este ano o comando do Palácio Rio Branco.
Em uma leitura isenta e sem qualquer comprometimento com oposição ou situação, Nilson Euclides avalia os erros dos líderes da oposição e do governo, seus desafios e estratégias.
Leia abaixo:
Confusão política na oposição
– Impressiona como depois de duas décadas de disputas com o PT a oposição liderada pelo PSDB e MDB ainda não entendeu como se joga esse jogo. A vaidade e o despreparo (pra dizer o mínimo) das principais lideranças da oposição é algo pra ser estudado. Eles não conseguem construir o mínimo de consenso, não entenderam a importância que a retirada deste grupo político que governa o Estado há quase vinte anos representa para o futuro desta população. Pessoas morrendo à míngua nos corredores de hospitais, centenas de jovens assassinados nas periferias da capital enquanto os gênios petistas insistem nesse blá..blá.. que foi do governo da floresta, do primeiro mandato de Jorge Viana a essa piada de “Governo parceiro e povo empreendedor”. E o que os outros gênios (esses da oposição) fazem? Ficam arengando uns com os outros, brigando pra ver quem é o mais estúpido a ponto de jogar fora uma chance real de voltar a governar o Acre. A oposição não entendeu que o compromisso é com a população que anseia por mudanças. Esse eleitor que espera a cada nova eleição apenas uma chance de votar em um projeto que possa tirar o Acre desse arremedo de projeto político em que se transformou o governo petista. Essa briga de egos e a disputa do poder pelo poder que caracteriza o grupo político que faz oposição ao PT dos irmãos Viana. Chame de amadorismo, incompetência, falta de compromisso com o povo acreano, enfim os adjetivos são vários para classificar as trapalhadas.
Márcio Bittar, sua candidatura ao Senado e o MDB
– O Márcio tinha uma bem encaminhada eleição para o Senado, mas acho que ele não digeriu muito bem o fato de não ser ele o candidato ao governo.
Acho que agora não tem outro jeito ou o MDB perde a vaga para o Ney Amorim.
O Márcio agiu como um amador. A vaidade falou mais forte. Isso ocorre porque o Gladson não tem personalidade forte, comando. Sabe aquela coisa de ser amado e temido, mas se tiver de escolher é melhor ser temido que amado pelos súditos.
Candidaturas de Ulysses e Gladson e os eventuais prejuízos para a oposição
– E o Ulysses vai ser candidato do quê? Com que partido? O menino da Gazeta já passou a rasteira no Bocalom com o apoio de um dos políticos mais ficha suja do nordeste para viabilizar seu nome como vice do Gladson? Se isso ocorreu de fato fica ainda mais claro como essa oposição é frágil e carente de liderança. Com o apreço que tenho pelo Rick, mas ele ainda não tem estatura política nem voto suficiente para impor o seu nome na chapa do Gladson. Isso reforça o provérbio popular de que em terra de cego quem tem um olho é rei. O trágico desta história é que a cada novo membro que aporta nessa balsa da oposição faz com que ressalte a mediocridade dos nomes que a conduzem. Trágico…trágico…
Os efeitos da Operação Buracos na candidatura de Marcus Viana
– A próxima pesquisa deverá mostrar uma caída nas intenções de votos para o Marcus Alexandre. A FPA já sabe disso, e é visível que o cafezinho matinal que era costumeiro no dia a dia do prefeito diminuiu na proporção que o número de buracos aumenta na cidade. Afinal, “você pode enganar algumas pessoas durante um certo tempo, mas é impossível enganar todos o tempo todo”. Os números da última pesquisa que foi feita o ano passado não se repetirão, principalmente na capital. Isso, não significa que a candidatura do Marcus esta inviabilizada, mas demonstra que existem fissuras no casco da Nau petista. A tese da colina em torno da candidatura do petista que eu usei quando analisei os números da pesquisa feita no final do ano passado apresenta para a candidatura de Gladson um caminho que pode levá-lo à vitória. Isto se o Bittar e os especialistas que o cercam não fizerem mais estragos na sua campanha. Enfim, esta caminhada do herdeiro político dos Cameli rumo ao governo terá que ser construída com um bom discurso e um plano de governo que se diferencie do que a população tem visto nas últimas eleições.
Emylson Farias, o calcanhar de Aquiles da chapa majoritária da FPA?
– Existem algumas situações em que o erro é tão evidente que você diz: ou eles são uns gênios ou completos idiotas. Prefiro esperar o resultado das eleições para decidir sobre esta questão. Mas, esta é uma decisão que demonstra que este governo não tem muita consideração ou responsabilidade com esta população sofrida do Acre e nenhum respeito pela oposição.
O melhor vice para Gladson
– É verdade que a oposição nos últimos anos não conseguiu construir ou viabilizar um nome com força suficiente para se consolidar no imaginário político do eleitor. Insistiram em um discurso de oposição em que o ódio pelo PT e a briga de oligarquias deu o tom da disputa. Pouca racionalidade e muita paixão foi a pedra e toque nos últimos vinte anos de disputa eleitoral entre estes dois grupos políticos. Antigas lideranças do PMDB e do PSDB não foram capazes de compreender o momento político que viviam, e com isso atrasaram em pelo menos uma década a renovação dos seus quadros. Acho que A Deputada Eliane Sinhazique poderia (se bem orientada) ocupar este lugar. Mas, o que Gladson precisa entender é que o seu nome é forte o suficiente para bancar uma candidatura ao Executivo Estadual. Forte a ponto dele poder escolher um vice que apenas não atrapalhe e não queira brilhar mais do que ele. O Jorge Viana soube como poucos fazer isso.
Fonte: ac24horas.com - Luciano Tavares
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Acre
Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional
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4 horas atrásem
23 de março de 2026Por
Da Redação
Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado
No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.
O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.
De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.
O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.
No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.
Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.
Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.
Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.
O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.
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Acre
Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre
Publicado
4 horas atrásem
23 de março de 2026Por
Da Redação
Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais
A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.
O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.
Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.
A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.
Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.
Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.
As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.
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Acre
Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
Publicado
12 horas atrásem
23 de março de 2026Por
Da Redação
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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