“Falta ele descobrir que no Acre também nasce tomate, banana, batata, pepino alface, arroz, feijão e tudo o que se plantar”, alfinetou.

O deputado federal Marcio Bittar (PSDB), que deverá ser indicado por um grupo de 11 partidos da oposição para disputar o governo do estado, nas eleições deste ano, rebateu as críticas feitas pelo governador Tião Viana (PT) na semana passada, durante um ato da Caravana da Mudança, realizado na noite desta quinta-feira (20), no município de Sena Madureira.

Tião Viana disse que Bittar tinha vendido sua propriedade rural, localizada no quilômetro 23 da BR-364, sentido Sena Madureira a Rio Branco, porque nela só nascia carrapicho.

Bittar:“O que eles souberam fazer foi criar 32 secretarias e 26 autarquias para acomodar até gente que saiu recentemente da cadeia” /Foto: Agência CotilNet
Bittar:“O que eles souberam fazer foi criar 32 secretarias e 26 autarquias para acomodar até gente que saiu recentemente da cadeia” /Foto: Agência CotilNet

“Que bom o governador ter descoberto, depois de tantos anos, que nas minhas terras nasce carrapicho. Falta ele descobrir que no Acre também nasce tomate, banana, batata, pepino alface, arroz, feijão e tudo o que se plantar”, alfinetou.

Bittar disse que os produtores rurais nunca sofreram tantas perseguições, como durante os 16 anos em que o Partido dos Trabalhadores vem governando o Acre.

“O que eles souberam fazer foi criar 32 secretarias e 26 autarquias para acomodar até gente que saiu recentemente da cadeia”, disse o parlamentar, referindo-se ao arquiteto Wolvenar Camargo, nomeado como assessor especial do governo esta semana com salário de R$ 18 mil.

Marcio Bittar falou sobre a enchente do rio Madeira e de suas consequências. Para ele, a chuva que caiu sobre a BR-364 é um remédio amargo que vem servindo para a população do Acre fazer uma reflexão. “Será que precisamos do arroz e de outros produtos que vêm de fora?, Será que o nosso estado não seria capaz de produzir parte dos alimentos que consumimos?”

Marcio pediu ao governador Tião Viana que pare de querer mandar nas empresas privadas e que cuide mais de áreas como a saúde e a educação, esta última uma das piores do Brasil.

“O governo tem que incentivar, dar apoio aos homens e mulheres que têm vocação para gerar emprego e renda, não persegui-los”, frisou.

 

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