Márcio Bittar *

Protagonista do período mais corrupto da história nacional, o PT nega, todos os dias, o discurso que adotava durante o tempo em que era oposição. Embora fizesse da moralidade sua principal bandeira, bastou apoderar-se da estrutura do governo para que vários de seus integrantes passassem a agir sem o menor respeito à ética, recorrendo a qualquer método para manter-se no poder.

Antigos desafetos, como  Sarney, Collor, Narciso Mendes e Osmir Lima, antes acusados como responsáveis por todas as mazelas do Brasil e do Acre, tornaram-se aliados próximos e representantes dos ideais republicanos.

O partido, que se especializou em lançar acusações, ainda que sem provas, contra os adversários políticos, tão logo assumiu o poder buscou a partidarização dos órgãos governamentais como forma de acomodar os aliados de ocasião, inchando secretárias e ministérios, inclusive com pessoas investigadas por práticas de corrupção.

A verdade é que o PT transformou o fisiologismo em um estado de arte, onde obras malfeitas, produzidas por amigos do poder, são inauguradas sem qualquer questionamento, pensões para ex-governadores são defendidas com sofreguidão. Não há limites nem respeito com o dinheiro público.

Quando membros do partido são flagrados em atividades ilegais, o PT utiliza-se do surrado discurso de perseguição política. Nos últimos dias, por exemplo, o Superintendente do INCRA no Acre foi pego fazendo campanha partidária utilizando a estrutura pública. Diante das provas cabais a saída encontrada pelo partido foi negar, como se a população acreana fosse incapaz de perceber a ilicitude cometida.

Dentro do poço de insensatez em que mergulhou o PT, o ilícito, o crime só ocorre quando é praticado por outras siglas partidárias, pois na sua cartilha, o broche com a estrela vermelha é um salvo-conduto que isenta seus militantes de qualquer pecado.

* Marcio Bittar é Deputado Federal pelo PSDB/AC, Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados e Presidente da Executiva Estadual do PSDB/AC

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