Acre
“Nosso governo está precisando de diplomatas não de talibãs”, diz Moisés Diniz ao se referir ao secretário de comunicação de Sebastião
“Saiu do tom as declarações do secretário de comunicação do governo do Acre”, disse Moisés Diniz (PCdoB) ao se reportar sobre as acusações do gestor numa suposta sabotagem no caso dos tapurus nas marmitas servidas no setor de nefrologia na sexta-feira (15), no Hospital das Clínicas do Acre.
Segundo o comunista, as colocações do secretário de comunicação atenta contra a liberdade de expressão. “O nosso governo está bem, anunciou uma coletiva e pode ter certeza que se houver culpado será descoberto, mas o que a imprensa tem a ver com isso?”, questiona Moisés Diniz.
O parlamentar complementa afirmando que o governo precisa de diplomatas. “Nosso governo está precisando de diplomatas não de talibãs, nosso governo precisa de diplomatas para dialogar com a população. O nosso governo é muito operativo, de muito empenho”, destaca.
O comunista afirma que foi criado um cabo de guerra entre imprensa e governo. “Se houve um problema isolado, se não fosse algo vinculado a comida, eu diria parafraseando Drummond: no meio do caminho tem um tapuru, tem um tapuru no meio do caminho. Criaram uma guerra desnecessária”.
Moisés Diniz não acreditar que os funcionários da cozinha do HC teriam qualquer envolvimento no caso dos tapurus. “Quem faz a comida jamais entregaria uma comida com tapurus”. O deputado disse ainda, que malandragens são mais suscetíveis nos poderes do que na imprensa e no meio social.
“Quem faz malandragem é a política, a elite, parte do judiciário, parte do executivo e parte do legislativo. “Pode ter ocorrido um erro, e o papel do governo é descobrir o erro e mostrar a solução. Quero fazer um pronunciamento em favor da liberdade de imprensa, que tem que ser combatida com argumentos. Viva a liberdade de expressão”, finaliza Moisés Diniz.
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Acre
Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro
Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

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Acre
Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre
Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.


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