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No Acre, 15 mil mulheres moram sozinhas, diz levantamento do IBGE; homens são 25 mil
Orlando Sabino
No Acre, em 2023, 57,8% dos domicílios nas áreas urbanas tinham como fonte de abastecimento de água a rede geral, contra 6,3% nas rurais. Área rural do Brasil e do Norte são, percentualmente, mais atendidas pela rede geral de abastecimento de água que o Acre: 32,2% e 18,9%, respectivamente.
As informações são da Pnad Contínua: Características dos domicílios e moradores, divulgada no dia 20/12 pelo IBGE. Na tabela a seguir constam as distribuições percentuais das principais fontes de abastecimento de água dos domicílios para o Brasil, Região Norte e Acre.
39,4% dos domicílios rurais do Acre não possuem banheiro de uso exclusivo
Em 2023, 88,4% dos domicílios do Acre tinham banheiro de uso exclusivo. Na zona rural, somente 60,6%, tinham banheiro exclusivo. Conforme pode ser verificado na tabela a seguir, os indicadores dos domicílios com uso exclusivo de banheiro do Acre, são piores que os verificados pelas médias do Brasi e do Norte, tanto nas áreas urbanas como nas rurais. Os indicadores para Rio Branco apresentam dados próximos à realidade brasileira. Na capital, 97,3% dos domicílios totais, possuem banheiro de uso exclusivo.
Em matéria publicada no Valor Econômico do dia 16/12, indica que apesar de os dados de saneamento terem melhorado no país nos últimos anos, há ainda 14 municípios brasileiros em que mais da metade dos domicílios não possui banheiro. Um deles é o município acreano de Marechal Thaumaturgo, cuja parcela de domicílios sem nenhum banheiro alcançou 58,53%, conforme o censo de 2022.
69% dos domicílios rurais acreanos queimam seus lixos na propriedade
Conforme a tabela a segui, a principal destinação do lixo no Brasil é a coleta direta por serviço de limpeza, cujo percentual foi 85,5% em 2023. Em áreas rurais, 52,4% dos domicílios fazem queima dos resíduos na propriedade. No Norte esses percentuais são, respectivamente, 77% e 77,5%. No Acre, a coleta direta por serviço de limpeza, o percentual foi 67,8%. Em áreas rurais, 69% dos domicílios acreanos fazem queima dos resíduos na propriedade.
Na capital, Rio Branco, 88,7% destinam o lixo pela coleta direta por serviço de limpeza e somente 2,1% dos domicílios rurais queimam o lixo.
Em 2023 o Acre tinha mais de 88 mil pessoas com mais de 60 anos
A distribuição da população por grupos etários mostra uma tendência ao envelhecimento da população. Em 2012, a população com menos de 30 anos de idade no Acre era 61,9% do total, passando para 53,2%, em 2023. Já a população de 60 anos ou mais cresceu no período 2012-2023, passando de 6,4% a 9,8%. Entre os idosos, destaca-se a expansão da participação das pessoas de 65 anos ou mais, que atingiu 6,9% da população total em 2023 (62 mil pessoas).
Conforme o IBGE, a Região Norte teve a maior concentração populacional nos grupos mais jovens, com 41,8% de sua população com menos de 24 anos de idade em 2023. A maiores concentrações da população de 60 anos ou mais, por sua vez, ocorreram nas regiões Sudeste (17,6%) e Sul (16,8%), e a menor na Região Norte (10,6%).
Nos gráficos abaixo constam a distribuição percentual da população do Brasil e do Acre por 3 faixas etárias.
No Acre,15 mil mulheres moram sozinhas
No Acre, as unidades domésticas unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, tiveram crescimento no período, passando de 22 par a 41 mil, um crescimento de 86,4%, conforme a tabela a seguir.
Ainda em relação às unidades domésticas unipessoais, em 2012, as mulheres eram 7 mil das pessoas que moravam sozinhas, enquanto os homens eram 15 mil. Onze anos depois, em 2023, as mulheres já somavam 15 mil e os homens 25 mil. O crescimento das mulheres que moram sozinhas, no período, foi de 114,3% enquanto o dos homens foi de 66,7%.
Ao analisar o padrão etário das pessoas em arranjos unipessoais, em 2023, observou-se que 14,5% tinham 15 a 29 anos; 51,8% situavam-se na faixa de 30 a 59 anos; e 33,6% eram pessoas de 60 anos ou mais de idade.
Há marcantes diferenças entre homens e mulheres que moravam sozinhos quanto ao perfil etário em 2023: 57,7% dos homens em arranjos unipessoais tinham 30 a 59 anos, seguidos por aqueles de 60 anos ou mais (29,3%); e, entre as mulheres, a maioria também se situava na faixa de 30 a 59 anos de idade (42,1%). As de 60 anos ou mais de idade representavam 40,8%. Das mulheres que tinham entre 15 a 29 anos, 3 mil moravam sozinhas.
Os números trazem algumas caracterizações dos moradores do Acre e apresentam importantes informações sobre os arranjos domiciliares da sua população.
Espero que o Natal tenha sido de paz para todos os leitores. Que o ano novo possa ser repleto de realizações. Vamos gozar um breve período de férias com a família. Retornarem com a coluna em meados do mês de janeiro de 2025.
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Homem ferido no pé com tiro em Epitaciolândia praticamente se evade do hospital por medo
Homem não identificado deixou o local após três horas de observação; polícia não tem registro formal do caso
Epitaciolândia, AC – Um homem, ainda não identificado, foi atingido por um tiro no pé esquerdo na noite desta quinta-feira (3), no bairro José Hassem, em Epitaciolândia. Após ser socorrido pelo SAMU e levado ao Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, ele deixou o local, alegando temer uma possível invasão ao hospital.
Segundo informações preliminares, a vítima, que aparenta ter entre 30 e 40 anos, estava em estado estável e fora de perigo após o atendimento. No entanto, após cerca de três horas de observação, teria decido sair por conta própria, afirmando que se sentiria mais seguro em casa.
O incidente ainda não teria sido registrado no 5º Batalhão da Polícia Militar do Alto Acre nem na delegacia local. As circunstâncias do disparo permanecem obscuras: pode ter sido uma tentativa de homicídio ou um acidente durante o manuseio de arma de fogo.
As autoridades só poderão avançar nas investigações se o homem for localizado e prestar depoimento. Enquanto isso, o caso segue sem esclarecimentos, levantando dúvidas sobre possíveis ameaças ou conflitos não relatados.
A Polícia Civil e a PM devem intensificar buscas para identificar a vítima e apurar se houve crime ou negligência no uso de arma. A falta de registro formal dificulta a ação, mas testemunhas ou novas informações podem levar a uma denúncia.
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Aleac realiza sessão solene em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo
A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou, na manhã desta quinta-feira (3), uma sessão solene em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado anualmente em 2 de abril. A iniciativa foi proposta pelos deputados Luiz Gonzaga (PSDB) e Pablo Bregense (PSD), e reuniu autoridades, profissionais da área da saúde, representantes de entidades ligadas ao tema e familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007. Essa data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autismo é uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal; entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo.
Durante a solenidade, os participantes destacaram a importância da inclusão, do respeito e da garantia de direitos para pessoas autistas. Em seu discurso, o deputado Pablo Bregense (PSD), relembrou sua vivência como pai de uma criança autista e destacou a importância do debate sobre inclusão. “Me sinto honrado em presidir esta sessão solene em alusão ao Dia Mundial da Conscientização da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Me emociono muito ao olhar cada um de vocês que estão aqui, que são mães, que são pais, que são sofredoras, guerreiras”, disse.
O parlamentar enfatizou ainda que todos têm lugar de fala nesse debate e reforçou a necessidade de políticas públicas para garantir direitos às pessoas autistas. “Esta sessão é uma forma de dar visibilidade à causa e reforçar o compromisso do Parlamento acreano com as pessoas autistas e suas famílias. Precisamos avançar na implementação de políticas que assegurem dignidade e qualidade de vida a essas pessoas. Tudo que estiver ao alcance do Poder Legislativo para que a gente possa avançar neste sentido, nós vamos fazer”, afirmou o parlamentar.
A sessão também contou com relatos emocionantes de familiares e especialistas, que enfatizaram os desafios enfrentados no dia a dia e a necessidade de mais investimentos em saúde e educação para o público autista. Representantes de associações também usaram a tribuna para cobrar maior apoio do poder público e sensibilizar a sociedade sobre a importância da inclusão.
Heloneida da Gama, presidente da Associação Família Azul do Acre, fez um apelo emocionado por mais apoio às associações que atuam na causa do autismo, ressaltando a dificuldade de atender a todas as famílias que buscam ajuda. “Com 330 mil reais, conseguimos atender 110 crianças, adolescentes e adultos, pagando aluguel, energia e garantindo psicólogos, educador físico e até hidroginástica para 20 mães. Mas esse recurso vem apenas de alguns deputados e vereadores, quando deveria ser um compromisso de todos. O autismo não tem partido, não é uma questão política, é uma necessidade urgente. Se cada associação recebesse um aporte maior, poderíamos atender ainda mais famílias que hoje estão desamparadas”, destacou.
Além da questão do financiamento, Heloneida denunciou a falta de atendimento adequado para adultos autistas e a burocracia que impede diagnósticos e tratamentos rápidos. “O Hosmac não é porta de entrada para nós, porque lá tratam autismo como frescura. Enquanto isso, temos mães desesperadas, como uma que está há 15 dias trancada em casa com a filha de 17 anos, que precisa de uma consulta urgente e não consegue. A fila de espera é uma ‘caixa preta’, mas estimamos que existam cerca de 6 mil crianças e adolescentes aguardando atendimento. Até quando vamos continuar implorando por algo que é um direito básico? ”, questionou, pedindo celeridade e um compromisso real do poder público.
djayna Santos, autista, mãe de autistas e ativistas da causa autista e idealizadora do Movimento dos Autistas do Acre, falou da exaustão das famílias diante da falta de ações concretas e mencionou o ato realizado em frente à Aleac como forma de protesto. “Nós fizemos um ato lá na frente, nos juntamos para mostrar que estamos cansadas, sobrecarregadas, que não aguentamos mais. Estão vencendo a gente pelo cansaço, pelo esforço contínuo de cobrar que as autoridades façam, pelo menos, o mínimo. Não queremos apenas promessas ou projetos para o futuro. Queremos ações agora, porque daqui a dois anos, as filas de espera serão ainda maiores”, afirmou, reforçando a urgência de medidas efetivas para garantir os direitos das pessoas autistas.
Em seguida, a Dra. Rita de Cássia, Procuradora de Justiça e Coordenadora Geral do Grupo de Trabalho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Transtorno Espectro Autista, ressaltou a importância da conscientização e da educação sobre o autismo, compartilhando sua experiência pessoal ao descobrir que sua filha adulta faz parte do espectro autista.
“No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, nós não podemos deixar esse dia em branco. E isso é uma convocação, uma convocação de todas as instituições, de toda a sociedade, para nós construirmos juntos um mundo mais inclusivo. Só recentemente eu descobri que minha filha era autista. Eu era uma pessoa esclarecida, com nível superior, e eu não tinha ideia dessa especificidade da minha filha. A gente acha que é manha, né? A gente acha um monte de coisa”, relatou.
A procuradora também destacou as ações do Ministério Público do Acre, que desde 2022 mantém o Grupo de Trabalho sobre Transtorno do Espectro Autista, criado ainda na primeira gestão do procurador-geral Danilo Lovisaro. “Esse compromisso tem que ser traduzido em práticas, em ações, não é só discurso. Foi lançado o grupo de trabalho, e agora, em 2024, ele se tornou definitivo, fortalecendo a rede de apoio. Porque é educação, é saúde, é serviço social. É um problema complexo, e não se enfrenta problemas difíceis com soluções simples”, afirmou.
O advogado Thales Vinicius, também se emocionou ao falar sobre sua vivência como pai de José Henrique, um menino autista de 11 anos, e destacou a importância do apoio institucional e profissional às famílias atípicas. “Os desafios com o José são diários, e hoje, participar dessa sessão solene é muito importante. Quero agradecer a todos os profissionais que acompanham meu filho, como médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, e também reconhecer o trabalho da Associação de Ecoterapia Eu Acredito, que tem feito um trabalho tão bonito com as crianças”, afirmou.
Tales cumprimentou ainda a doutora Andressa, recém-empossada presidente da Comissão do Autismo na OAB, e destacou o compromisso da Assembleia Legislativa com a pauta da inclusão. “Eu espero que os nossos governantes possam trabalhar cada vez mais. Nós precisamos e merecemos esse apoio, é uma batalha árdua, mas, é linda demais. Com o apoio necessário, a gente consegue seguir em frente”, complementou.
Em sua fala, a neuropsicóloga Tatiane da Silva compartilhou sua jornada tanto como profissional quanto como mãe de uma criança autista. Em sua fala, ela ressaltou a importância do diagnóstico e do acesso às terapias. “Eu sei muito bem o sentimento de cada um aqui, porque também sou mãe de autista. Quando diagnostiquei minha filha, vi o quanto é difícil não ter respostas e buscar os melhores tratamentos. Foi isso que me motivou a me especializar, para entender e ajudar não só minha filha, mas outras famílias que passam pelo mesmo desafio”, afirmou.
Tatiane destacou ainda a iniciativa liderada pelo deputado Pablo Bregense para oferecer avaliações neuropsicológicas gratuitas a mais de 150 crianças, garantindo que elas tenham acesso a diagnósticos precisos e intervenções adequadas.
Já a Dra. Andressa Schulz, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/AC, destacou a urgência de transformar leis em ações concretas para garantir os direitos das pessoas autistas. “Existe lei, existem direitos, mas cadê a efetividade? Ano após ano, as mesmas demandas são apresentadas e pouco muda. Eu sou autista e sei das dificuldades que enfrentamos. Nossa deficiência é invisível, o autismo não tem uma ‘cara específica’, mas os desafios são reais e diários. Precisamos estimular o conhecimento e garantir que as pessoas autistas tenham o suporte adequado, sem barreiras ou preconceitos”, afirmou. Andressa também reforçou o compromisso da OAB com a causa e a necessidade de um esforço coletivo para que as políticas públicas saiam do papel.
Ao final da solenidade, o deputado Pablo Bregense reafirmou seu compromisso em continuar debatendo e apoiando iniciativas voltadas à causa do autismo, garantindo que o tema permaneça em pauta no Legislativo acreano.
O parlamentar também fez a apresentação de um material interativo e a distribuição do colar de girassol, símbolo de identificação para pessoas com deficiências ocultas. “Eu peço para vocês que, após a solenidade, fiquem só mais uns dez minutinhos, porque preparamos um material interativo que gostaríamos de entregar e lançar oficialmente. Também vamos fazer a distribuição do colar de girassol, uma iniciativa importante para a inclusão e identificação de pessoas com deficiências invisíveis”, destacou o parlamentar.
Textos: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Fotos e vídeos: Alexandre Lima e Hugo Costa
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Prefeitura de Brasileia inicia primeira operação tapa-buraco do ano
Com o início do verão amazônico, a prefeitura de Brasileia deu início nessa quarta-feira, 2, à primeira operação tapa-buraco de 2025, utilizando massa asfáltica para melhorar as condições de acesso e trafegabilidade de ruas e avenidas na cidade.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Obras, que busca garantir mais segurança e acessibilidade para motoristas e pedestres e, principalmente, para os estudantes que usam as vias urbanas para chegarem à escola.
“Queremos anunciar para nossa população de Brasileia que iniciamos o nosso tão esperado serviço tapa-buracos com massa asfáltica. E é só o começo desse trabalho que vai ter uma sequência. Já definimos as ruas, o nosso secretário já sabe quais são as ruas e vamos trabalhar porque essa operação é essencial para garantir trafegabilidade e o direito da população de Brasileia de ir e vir, em uma rua de acesso garantido”, afirmou o prefeito Carlinhos do Pelado.
Os trabalhos começaram pelos pontos mais críticos, como na rua 12 de outubro, no bairro Raimundo Chaar, que foi identificada por meio de vistorias técnicas e a pedidos da comunidade. Mas a operação será expandida nas próximas semanas também para outros pontos da cidade.
A gestão municipal segue empenhada em manter a qualidade das vias públicas e pede a colaboração e compreensão dos moradores com algum possível transtorno durante a execução do serviço e respeito às sinalizações onde as equipe e máquinas da prefeitura de Brasileia estiverem no local trabalhando.
O planejamento e investimento do Poder Executivo Municipal continuam também na manutenção da infraestrutura de ruas e ramais, garantindo melhores condições de tráfego e qualidade de vida para todos os brasileenses.
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