Cotidiano
No 1º mês de ação contra incêndios, multas no AC, RO e AM chegam a R$ 18 milhões, diz Exército
Outros 719 focos de incêndio foram combatidos pelas Forças Armadas; 53 pessoas foram presas. Operação Verde Brasil está prevista para terminar em outubro.

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, Rondônia teve um aumento de 370% de focos de calor neste mês de agosto, se comparado ao mesmo mês em 2018.
G1.com - RO
O Exército Brasileiro (EB) divulgou, nesta quarta-feira (25), que foram aplicados pouco mais de R$ 18 milhões em multas em Rondônia, Acre e Sul do Amazônas durante o primeiro mês de atuação das Forças Armadas na Operação Verde Brasil 17, que objetiva frear as queimadas na região. No total, 53 pessoas foram presas por crimes ambientais.
O balanço geral da operação foi divulgado na última segunda-feira (23). Na ocasião, o Ministério da Defesa disse que aplicou R$ 36,3 milhões em multas por irregularidades cometidas na Amazônia.
O uso das Forças Armadas na região da Floresta Amazônica foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro por meio do decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) publicado em 24 de agosto, no auge da crise com as queimadas na Amazônia. No último dia 20 de setembro, o governo decidiu prorrogar até o dia 24 de outubro a atuação das Forças Armadas na região.
Nos primeiros 30 dias da ação:
- 438 metros cúbicos de madeira foram apreendidos;
- 325 hectares de mata foram protegidos;
- 719 focos de incêndio foram combatidos;
- 17 acampamentos foram achados em área não autorizada;
- 68 munições foram apreendidas;
- Outros 6 caminhões, 4 tratores, 2 barcos, 4 veículos leves, 17 motocicletas, 6 motosserras, 2 máquinas de mineração, 4 bombas elétricas, 22 armas branca e 2 geradores foram apreendidos
O Exército apontou, também, que houve “diminuição dos focos de calor em cerca de 40% no Estado de Rondônia e de 32% no Acre, se compararmos com o ano passado, de acordo com os dados disponíveis no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)”.

Reforço é para combater queimadas na região Norte. — Foto: MP-RO/Divulgação
No dia 23 de agosto, o governo de Rondônia iniciou uma operação conjunta para prevenir e combater os incêndios florestais nos 52 municípios do estado. Até aeronaves foram autorizadas para controlar as queimadas.
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, Rondônia teve um aumento de 370% de focos de calor neste mês de agosto, se comparado ao mesmo mês em 2018.
A corporação aponta ainda que 75% dos incêndios acontecem em seis municípios ao norte do estado, como Porto Velho, Cujubim, Candeias do Jamari, Nova Mamoré, Machadinho do Oeste e Buritis.
Segundo o poder executivo, para combater as queimadas foi deflagrada a Operação Jequitibá, realizada através de uma parceria entre Corpo de Bombeiros, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Prev Fogo/Ibama.
Concentração de fumaça
Por causa do aumento do número de queimadas, Porto Velho é um dos municípios que foi mais atingidos pela fumaça. A capital passou a ficar encoberta pela fumaça no começo de agosto.
Segundo as autoridades, a poluição no ar comprometeu a saúde da população, devido ao monóxido de carbono (CO) concentrado na fumaça.
O Hospital Infantil Cosme e Damião, que atende a todo o estado, informou que foram realizados 120 atendimentos de crianças com problemas respiratórios de 1 a 10 de agosto. Já até o dia 20, na última terça-feira, eram 380 atendimentos.
Fogo visto do espaço
A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagens que mostram pontos de queimadas e a concentração de fumaça em Rondônia.

Fumaça de queimadas sobre a Amazônia — Foto: Aqua/Nasa/Reprodução
Em entrevista à TV Globo, o chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas da Nasa, Douglas Morton, explicou que as queimadas ocorrem principalmente em decorrência do desmatamento da floresta.
Morton – que estuda a Amazônia há quase 20 anos – afirma que o desmatamento voltou a patamares do início da década de 2000. Segundo o representante da Nasa, as imagens de satélite mostraram padrões muito semelhantes aos registrados entre 2001 e 2003.
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PM reconhece dívida de R$ 24 mil com o Saerb referente a aumento de mais de 300% na conta de água
Valor inclui serviços prestados antes da vigência do contrato formal; corporação afirma que não houve alteração significativa no fluxo de pessoal que justificasse a elevação do consumo
Uma dívida de R$ 24.134,44 ao Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), referente aos meses de março a setembro de 2025, foi reconhecida pela Polícia Militar do Acre (PM-AC) na última segunda-feira (23), em publicação feita no Diário Oficial do Estado (DOE).
A PM informou que fez a negociação para manter o serviço no prédio da Patrulha Maria da Penha. Contudo, destacou que, anteriormente, buscou esclarecer junto ao Saerb os motivos pelos quais houve o aumento de mais de 300% nas cobranças em relação à média histórica do local.

Dívida é referente aos serviços de saneamento de água e esgotamento sanitário prestados a uma unidade vinculada ao Prédio da Patrulha Maria da Penha. Foto: captada
“Ressalta-se que, no período, não houve alteração significativa no fluxo de pessoal ou nas rotinas operacionais ou administrativas que justificasse tal elevação no consumo”, complementou a corporação.
Conforme o documento publicado no DOE, o valor da dívida também inclui os juros, a multa e as correções monetárias da unidade consumidora. Além disso, o documento destaca que o débito é referente aos serviços prestados antes da vigência do contrato formal da instituição.
O documento, assinado pela comandante-geral da PM, coronel Marta Renata Freitas, e pelo presidente do Saerb, Enoque Pereira, também reconhece que os serviços prestados foram fornecidos de forma adequada pela autarquia.
Formalização da dívida
“O Reconhecimento de Dívida em apreço possui caráter definitivo e irretratável, não implicando em novação ou transação e com vigência imediata”, diz o texto do DOE.
A dívida foi reconhecida por meio de um Termo de Reconhecimento de Dívida. O valor deve ser pago em uma única parcela, em até 20 dias após a assinatura do termo, instrumento que firma um acordo entre o credor e o devedor e formaliza uma promessa de pagamento.

O documento, assinado pela comandante-geral da PM, e pelo presidente do Saerb, também reconhece que os serviços prestados foram fornecidos de forma adequada pela autarquia. Foto: captada
Leia nota da PM-AC
A Polícia Militar informa que mantém tratativas junto ao Serviço de Água e Esgoto (SAERB) em razão de variações observadas nos valores das faturas dos últimos seis meses, que apresentaram aumento superior a 300% em relação à média histórica.
Ressalta-se que, no período, não houve alteração significativa no fluxo de pessoal ou nas rotinas operacionais ou administrativas que justificasse tal elevação no consumo.
Diante dessa situação, foram realizadas tentativas de diálogo e solicitação de esclarecimentos junto ao órgão responsável, com o objetivo de melhor compreender os critérios adotados na cobrança.
Considerando a necessidade de continuidade do serviço de fornecimento e a transição do exercício financeiro de 2025 para 2026, foi iniciado o processo de reconhecimento de dívida, procedimento previsto no ordenamento jurídico e indispensável para viabilizar o empenho e a garantia orçamentária necessários à quitação de débitos junto ao poder público.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a transparência, a boa gestão dos recursos públicos e a manutenção do diálogo institucional.
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DNIT executa prolongamento de 70 metros em ponte sobre o Rio Tarauacá na BR-364
Obra responde a mudanças no curso do rio e deve garantir estabilidade da estrutura; previsão é liberar um lado da ponte em meados de abril
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa, nesta quarta-feira (25), obras de prolongamento da ponte sobre o Rio Tarauacá, localizada no km 535 da BR-364/AC, no município de Tarauacá, no interior do Acre. A intervenção tem caráter estratégico para assegurar a estabilidade da estrutura diante das mudanças no curso do rio.
Segundo a equipe técnica do DNIT, a obra responde às características naturais dos rios da região, que apresentam constantes mudanças de traçado. Com o deslocamento do leito do Rio Tarauacá ao longo dos anos, o aterro de encabeçamento da ponte passou a ser atingido, o que exigiu uma solução definitiva de engenharia para garantir a continuidade do tráfego.
A analista de infraestrutura e fiscal do contrato, engenheira Karla Costa Alves, explicou a situação:
“Estamos em uma região onde os rios ainda estão em formação e os meandros mudam com frequência. Nesse caso, o rio deixou de fazer a curva e passou a seguir em linha mais reta, atingindo o aterro da cabeceira. Ao longo dos anos foram adotadas soluções paliativas, mas chegou um momento em que foi necessário intervir de forma definitiva. O prolongamento da ponte permite acompanhar essa nova configuração do rio e garantir a segurança da estrutura.”
A solução técnica adotada prevê o prolongamento da ponte em 70 metros, divididos em dois segmentos de 35 metros cada. A execução inclui a implantação de novos pilares, execução de laje de transição e recomposição do aterro.
As etapas de fundação e superestrutura já foram concluídas. Atualmente, a obra está na fase de mesoestrutura, com a concretagem do tabuleiro em andamento.
Os serviços seguem o planejamento executivo com controle tecnológico rigoroso. O processo inclui verificação do abatimento do concreto, moldagem de corpos de prova para ensaios de resistência e acompanhamento contínuo das equipes técnicas.
A previsão é de que um dos lados da ponte seja liberado ao tráfego até meados de abril, em substituição à travessia provisória, que opera com passagem alternada de veículos. A conclusão total da obra está prevista para o final de maio, conforme as condições logísticas e operacionais da região.
Importância estratégica
O superintendente regional do DNIT no Acre, engenheiro Ricardo Araújo, destacou a importância da intervenção:
“Essa ponte é fundamental para a integração do Acre. Estamos falando de um ponto essencial da BR-364, que garante a ligação do Vale do Juruá com a capital, Rio Branco, e com o restante do país. A integração do estado passa diretamente por essa rodovia, e assegurar a estabilidade dessa travessia significa manter o fluxo de pessoas e da produção regional. É uma obra que vai além da engenharia, é uma garantia de mobilidade e desenvolvimento para toda a região.”

O processo inclui verificação do abatimento do concreto, moldagem de corpos de prova para ensaios de resistência e acompanhamento contínuo das equipes técnicas. Foto: captadas
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Manutenção no sistema pode afetar abastecimento de água em Brasiléia e Epitaciolândia
A Coordenação do Serviço de Água e Esgoto do Acre (SANEACRE) de Brasileia e Epitaciolândia informou que o sistema de abastecimento de água nos municípios da fronteira está passando por um período de manutenção.
De acordo com o órgão, os serviços têm como objetivo corrigir falhas e melhorar a eficiência da rede, evitando novas interrupções no fornecimento.
Por conta dos trabalhos, o abastecimento poderá sofrer interrupções temporárias, com alguns bairros podendo ficar sem água por até dois ou três dias. A orientação é para que a população faça uso consciente da água e adote medidas de racionamento durante a execução dos serviços.
Segundo o coordenador regional do Saneacre, Jorge Saady, a intervenção é necessária para garantir melhorias no sistema.
“Esse é um período necessário de manutenção no sistema de abastecimento. A gente sabe dos transtornos que podem acontecer, inclusive com a possibilidade de alguns bairros ficarem até dois ou três dias sem água, e por isso pedimos a compreensão da população. É importante que cada morador faça o uso consciente da água e adote medidas de racionamento durante esse período. Essas intervenções estão sendo realizadas justamente para melhorar a qualidade do abastecimento, ampliar a capacidade do sistema e evitar interrupções inesperadas no futuro. A nossa equipe está trabalhando para que tudo seja normalizado o mais breve possível”, destacou.
Os trabalhos devem seguir até a primeira semana de abril, com equipes atuando nos dois municípios.
A expectativa é que, após a conclusão das intervenções, o sistema opere com mais estabilidade e ofereça um abastecimento mais eficiente para a população.

Coordenador regional do Saneacre, Jorge Saady – Foto: Eldson Júnior

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