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Acre

Níveis de rios do Acre estão abaixo da média para janeiro, diz Defesa Civil

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Mesmo após o início do período chuvoso, os rios acreanos estão, em sua maioria, com nível abaixo do esperado para o mês de janeiro.

rio-tarauacáA comparação, feita pela Defesa Civil estadual, toma por base as medições feitas no mesmo período do ano passado. De acordo com o órgão,  a diferença pode chegar a mais de 8 metros.

O Rio Envira, no município de Jordão apresentou a maior diferença do estado. Nesta segunda-feira (25) ele, que estava com 13,25 metros no mesmo dia em 2015, estava com com 5,38 metros. Já o Rio Iaco está com 8,14 metros, uma diferença de 7,69 metros em relação ao registrado no ano anterior, 15,83 metros.

O Rio Acre, que teve uma cheia histórica em 2015, também está com nível considerado baixo nos municípios que banha, 3,11 metros em Brasileia e 5,04 metros em Xapuri.

Segundo  o coronel Carlos da Costa, a a quantidade de chuvas está abaixo da média para o período.”Os rios estão todos abaixo das médias do ano passado, mas estão dentro da normalidade pois os níveis oscilam muito, “afirma

Rio Tarauacá
Com poucas chuvas no final de semana, o Rio Taraucá registrou 5,26 metros de profundidade nesta segunda (25).  De acordo com a coordenadora da Defesa Civil de Tarauacá, Raimunda Alves, a média esperada para essa época do ano é acima dos 7 metros.

Segundo ela, a balsa da unidade de saúde da cidade precisa ser empurrada para não encalhar no rio. “Por ser um barco grande, está havendo dificuldade para passar. De vez em quando encalha e é preciso empurrar, mas o atendimento está normal”, explica.

Raimunda recorda que esta situação é comum de acontecer nos meses de julho e agosto e afirma que dos 287 milímetros de chuva esperados para este mês, choveram apenas 258 mm. “Está abaixo do normal, mas o nosso medo é que quando dá um tempo com muito sol aqui, logo vem muita chuva também”, comenta.

Na capital situação é considerada normal
O Rio Acre também está abaixo da média esperada para este período. Segundo o  coordenador da Defesa Civil em Rio Branco, coronel George Santos, o rio atingiu 7,74 metros na manhã desta segunda (25).

De acordo com o coordenador, no mesmo período de 2015 a média era de 12,84 metros, mas que apesar da medida, a situação é de normalidade. “Está um pouco abaixo da média, que é de 10 metros, mas está tranqüilo. Tem chovido menos esse mês, só choveu 45% da chuva prevista para o mês”, afirma.

O coronel Batista reforça que a Defesa Civil do Estado está monitorando a situação.” Estamos   monitorando a quantidade de chuvas e a cota dos rios todos os dias e com planos de contingência prontos”, afirma.

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Acre

Bestene deixa presidência do Saneacre com um legado de obras e valorização do servidor

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Relatório de transição destaca obras, desafios e ações emergenciais em meio a períodos extremos de seca e pressão sobre o abastecimento

Ao deixar a presidência do Saneacre na última sexta-feira (3), José Bestene encerra um ciclo marcado por números expressivos, mas, sobretudo, por uma gestão em que prevaleceu a valorização dos seus colaboradores. Graças a eles, diz Bestene, o Saneacre saiu vitorioso em uma batalha silenciosa contra os efeitos da crise climática que atingiu o Acre nos últimos anos.

De acordo com o relatório de transição governamental , a gestão entre 2023 e 2025 foi atravessada por períodos críticos de estiagem severa, que comprometeram mananciais e exigiram respostas rápidas para evitar o colapso no abastecimento de água em diversas regiões do estado.

Nesse cenário adverso, a autarquia conseguiu implantar 37,7 quilômetros de rede de água, beneficiando cerca de 2.800 famílias. A perfuração de 16 novos poços, com destaque para municípios do interior como Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Mâncio Lima, foi uma das principais estratégias para garantir o fornecimento em áreas mais vulneráveis.

A crise climática também expôs fragilidades históricas da infraestrutura. Bestene apostou na recuperação de estruturas existentes, com a reforma de cinco Estações de Tratamento de Água (ETAs), além de unidades flutuantes fundamentais para captação em períodos de baixa dos rios. Ao mesmo tempo, três novas estações foram implantadas nos municípios de Xapuri, Acrelândia e Porto Acre.

Outro destaque foi a Estação de Tratamento de Esgoto da Redenção, que, com investimento superior a R$ 4 milhões, passou a atender cerca de 40 mil pessoas, um avanço importante em saneamento básico em meio a um contexto de pressão ambiental.

Para os próximos anos, ficaram encaminhados projetos estruturantes, como a ampliação de sistemas de abastecimento em seis municípios, com previsão de mais de R$ 52 milhões em investimentos via Novo PAC, além da expansão de redes e implantação de sistemas em áreas rurais.

Ao se despedir do Saneacre, Bestene deixa uma gestão que precisou equilibrar planejamento e emergência. Em meio à escassez hídrica e aos efeitos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas, sua passagem pela autarquia foi marcada pela tentativa de garantir o básico, ou seja, água chegando às torneiras, mesmo quando a natureza impunha limites.

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Acre

Jornalista Maria Cândida visita Parque Nacional Serra do Divisor, no Acre, e exalta “espetáculo” da natureza

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Com mais de 535 mil seguidores, ela mostrou o mirante da região após oito horas de barco pelo Rio Moa; destino é área de conservação federal com 843 mil hectares

Maria Cândida também comentou sobre a qualidade do ar no local. Foto: captada

Influenciadora mostra belezas do extremo oeste acreano e destaca qualidade do ar na floresta

A jornalista Maria Cândida, com mais de 535 mil seguidores no Instagram, publicou no último dia (3) registros de sua visita ao Parque Nacional Serra do Divisor, em Mâncio Lima, no extremo oeste do Acre, e mostrou o mirante da região em vídeo nas redes sociais.

Acompanhada por Miro, proprietário da Pousada do Miro – referência de hospedagem na área – e pelo barqueiro Antônio, a jornalista chegou ao local após oito horas de barco pelo Rio Moa.

A jornalista Maria Cândida,  com passagem no extremo oeste do Acre, e registrou a visita ao mirante da região. Parque Nacional Serra do Divisor, em Mâncio Lima. Foto: captada

“A gente sobe 8 horas de barco, chega até aqui o Toco da Serra”, disse Miro durante o vídeo. No mirante, Maria Cândida destacou a paisagem formada por montanhas, buritizais e a vista para a Cordilheira dos Andes, de onde é possível ver o ponto conhecido como “Peito de Moça”. “Olha que espetáculo, que lindo, muito lindo, a mata densa dá para ver”, afirmou.

Destino único e qualidade do ar

Miro ressaltou a singularidade do destino em comparação com outros pontos turísticos. “Acho que podem ter em outros lugares, mas não é que nem aqui. Não é que nem aqui o Acre”, declarou.

Maria Cândida também comentou sobre a qualidade do ar no local. “A gente não está acostumado com tanto oxigênio”, disse, ao descrever a sensação de estar no meio da floresta amazônica.

Acompanhada pelo proprietário da Pousada do Miro e pelo barqueiro Antônio, a jornalista chegou ao local após oito horas de barco pelo Rio Moa. Foto: captada

Parque de conservação federal

Na legenda do post, a jornalista informou que o Parque Nacional Serra do Divisor é uma área de conservação federal criada em 1989, com cerca de 843 mil hectares de floresta contínua, e que se hospedou na Pousada do Miro durante a visita.

Veja vídeo:

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Acre

Rio Juruá atinge 14,15 metros em Cruzeiro do Sul e afeta mais de 28 mil pessoas

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Defesa Civil já acolheu 233 pessoas em seis abrigos; sétimo ponto de apoio começa a funcionar neste sábado (4); prefeito Zequinha Lima acompanha ações de assistência

Nos locais onde as famílias permanecem em casa a prefeitura, com os parceiros, entrega água mineral nas casas

Cheia no Juruá atinge 33 bairros, comunidades e vilas; prefeitura amplia rede de abrigos

Com assessoria 

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá atingiu neste sábado (4) a marca de 14,15 metros e já afeta mais de 28 mil pessoas, distribuídas em 7.087 famílias de 33 bairros, comunidades e vilas.

A Prefeitura, por meio da Defesa Civil e com apoio de parceiros, já encaminhou 233 pessoas, de 50 famílias, para seis abrigos instalados em escolas das redes municipal e estadual. Ainda neste sábado, a Escola Municipal Terezinha Saavedra passou a funcionar como o sétimo abrigo aberto pela gestão municipal.

A gestão municipal e Defesa Civil segue em alerta, mantendo o monitoramento constante do nível do rio

Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral

As famílias acolhidas recebem atendimento social e de saúde, além de kits de limpeza e higiene. Também são oferecidas três refeições diárias, e cada família ocupa uma sala de aula nas unidades de ensino. Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral.

Nos abrigos, a Prefeitura oferece um ambiente digno e acolhedor. As famílias estão instaladas em salas de aula

O prefeito Zequinha Lima acompanha de perto as ações de apoio às famílias atingidas.

“Estamos acompanhando tudo de perto e dando todo o suporte necessário às famílias atingidas. Nossa equipe está no rio, nas ruas, nos bairros e também nas áreas mais afetadas, garantindo assistência, remoção segura e acolhimento digno nos abrigos. Mesmo nas regiões onde a água ainda não invadiu completamente as casas, muitas famílias já enfrentam a falta de energia e água, e, por isso, estamos levando suporte com água tratada. Nosso compromisso é não deixar ninguém desassistido”, destacou.

Equipes destacam a rapidez da elevação do nível do rio nas últimas semanas e reforçou o compromisso em garantir a segurança da população. Foto: captadas

As escolas utilizadas como abrigo são:

  • Escola Municipal Rita de Cássia
  • Escola Municipal Corazita Negreiros
  • Escola Municipal Padre Arnoud
  • Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo
  • Escola Estadual Madre Adelgundes Becker
  • Escola Municipal Marcelino Champagnat
  • Escola Municipal Terezinha Saavedra

Em anos anteriores, o Rio Juruá também registrou níveis elevados: em 2017, atingiu 14,24 metros; já em 2021, chegou a 14,36 metros.

 

O Rio está com 14,15 metros neste sábado, 4, e já afeta mais de 28 mil pessoas de 7.087 famílias em 33 bairros, comunidades e vilas de Cruzeiro do Sul. Foto: captada 

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