Acre
Nélson Sales critica paternalismo intervencionista do governo e defende liberdade aos produtores
O deputado estadual Nélson Sales (PP) criticou nesta quarta-feira (24) mais uma ação intervencionista e atabalhoada do governo do Estado em tentar promover a agricultura beneficiando empresas ou grupos. A reclamação do deputado progressista é com relação a compra de mudas de abacaxi junto a empresas a ser realizada pela Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).
Sales destacou ser favorável a todo e qualquer tipo de apoio para os produtores rurais, notadamente os agricultores familiares, mas ressaltou ser um política mais consistente aquela que permite a independência dos produtores, sejam de matrizes ou do produto final. “Não é a distribuição das mudas, mas a forma como o governo faz que sempre mantém o produtor preso e dependente deste sistema”, destacou.
Conforme processo de licitação divulgado nesta quarta-feira no Diário Oficial do Estado do Acre (DOE), o Governo do Estado do Acre por intermédio da Seaprof pretende contratar pessoa jurídica para aquisição de mudas de abacaxi e de uma cultivar específica (RBR-1). O processo está cadastrado como “Pregão Nº 028/2018-CPL 03”.
“Ao invés de cadastrar produtores interessados em fornecer as mudas e apenas certificar sua qualidade e procedência, fazendo os recursos circularem diretamente para a comunidade, o governo vai contratar uma empresa para isso, concentrando o dinheiro. As escolas compram diretamente dos produtores e porquê produtores não podem comprar uns dos outros? Quem vai ganhar com isso?”, questionou o parlamentar.
As mudas adquiridas pelo Estado vão ser utilizadas na “implantação do Projeto de Incentivo à Produção de Abacaxi no Estado do Acre, a fim de elevar a produção de abacaxi para autossuficiência do município de Cruzeiro do Sul”.
Para o deputado Sales, a lógica está invertida e o Estado continua a se meter onde não deve: “Por que o governo não apoia os produtores para estes se cadastrarem no Banco da Amazônia, receberem os financiamentos para a agricultura familiar [Pronaf] e a Emater apenas cadastra, acompanha e certifica os fornecedores de muda? Não é melhor dar independência e capacitar os produtores?”
ASSECOM- Nélson Sales
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Acre
Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco
Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.





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