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Mulher resgatada diz à polícia que marido a amarrou e a obrigou a morar dentro da mata no Acre

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Caso aconteceu na terça-feira (4) em Cruzeiro do Sul. O resgate foi feito pelo Grupo de Operações Especiais da PM.

Mulher resgatada diz à polícia que marido a amarrou e a obrigou a morar dentro da mata no Acre — Foto: Asscom/PM

Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar na comunidade Morada Nova, no Rio Paraná dos Mouras, em Rodrigues Alves, após uma denúncia de que ela havia sido sequestrada por seu marido, que estava em posse de um facão e uma espingarda. O caso chegou à polícia nessa quarta-feira (5).

“Os familiares não sabiam se ela estaria viva ou morta. A guarnição adentrou uma região de mata fechada, onde moradores indicaram ser o local que o homem teria levado sua companheira e, após três horas de caminhada, a vítima foi encontrada com vida. Segundo ela, seu marido teria lhe amarrado e queria obrigá-la a morar com ele dentro da mata”, segundo a nota da Polícia Militar.

O Grupo de Operações Especiais encaminhou a vítima à delegacia de Polícia Civil, porque, segundo os policiais, ela estava bastante abalada.

O delegado de Rodrigues Alves, José Obetânio dos Santos, informou que o caso está sendo investigado com cautela para que todas as providências sejam tomadas. A mulher está com medida protetiva contra o homem.

“Fica em local distante, então já pedi para ouvir algumas pessoas e estamos tomando todas as medidas para que o inquérito fique completo”, disse.

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Projeto Artesanato Florestal fortalece economia sustentável e gera renda com apoio do Programa REM

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O artesanato produzido a partir de sementes, fibras, madeira e látex da floresta tem ganhado cada vez mais espaço dentro e fora do Acre. Peças como biojoias, gamelas, esculturas, bolsas e cestarias carregam identidade cultural e conhecimento tradicional das comunidades amazônicas.

Esse potencial vem sendo fortalecido pelo Projeto Artesanato Florestal, executado pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), que tem contribuído para ampliar mercados, qualificar produtores e gerar renda para famílias que vivem da floresta. A iniciativa integra as ações do Programa REM Acre – Fase 2 e apresenta resultados expressivos em todo o estado.

De acordo com a nota técnica “Resultados dos avanços no Projeto do Artesanato Florestal através do recurso financeiro do Programa REM Acre – Fase 2”, elaborada pela equipe da Unidade de Coordenação do Programa REM (UCP), a iniciativa tem consolidado o artesanato de base florestal como uma alternativa econômica sustentável para comunidades tradicionais, extrativistas e agricultores familiares.

Artesãos do Acre expõem produtos de base florestal no espaço Vitrine do Salão do Turismo, no Rio de Janeiro, com apoio do Programa REM Acre – Fase 2. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O investimento total no projeto é de aproximadamente R$ 1,19 milhão, com mais de 90% dos recursos já executados, demonstrando eficiência na gestão e na implementação das ações. Os recursos do Programa REM Acre permitiram estruturar capacitações técnicas, fortalecer a organização produtiva dos artesãos e ampliar o acesso a mercados regionais e nacionais.

Entre os principais avanços está a qualificação de artesãos para o uso de resíduos provenientes do manejo florestal sustentável, especialmente na produção de peças em madeira, como gamelas e objetos utilitários. As capacitações incluíram ainda noções de design, identidade territorial e melhoria da qualidade produtiva, contribuindo para o aumento da competitividade do artesanato acreano.

Para o diretor de Turismo e coordenador do Programa REM na Sete, Jackson Viana, o apoio financeiro do programa tem sido decisivo para fortalecer o setor.

“Graças ao recurso do Programa REM, nessa execução da fase 2, nós conseguimos alcançar resultados muito significativos com o desenvolvimento do artesanato, por meio da qualificação dos produtos que são produzidos por esses artesãos e também com a divulgação e a comercialização a nível nacional”, destacou.

Gamelas produzidas com madeira de reaproveitamento são apresentadas por artesão acreano. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O projeto também ampliou significativamente o acesso a mercados. Com apoio do Programa REM Acre – Fase 2, artesãos participaram de grandes feiras nacionais, como o Salão do Artesanato, a Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) e a Feira Nacional de Artesanato e Cultura do Ceará (Fenacce), alcançando volumes expressivos de vendas. Essa inserção contribuiu diretamente para o aumento da renda das famílias envolvidas e para a projeção do Acre como referência em artesanato florestal sustentável.

Os dados apresentados na nota técnica indicam que, ao longo dos últimos anos, a comercialização em feiras nacionais movimentou valores expressivos. Em 2019, por exemplo, a arrecadação aproximada chegou a R$ 1,34 milhão. Mesmo durante o período de restrições sanitárias em 2020, o projeto manteve participação em eventos, registrando cerca de R$ 240 mil em vendas. Nos anos seguintes, os resultados voltaram a crescer, mantendo patamar próximo de R$ 900 mil anuais em feiras nacionais.

Em 2025, a participação dos artesãos acreanos em feiras nacionais continuou gerando resultados expressivos. De acordo com os dados apresentados, o maior volume de vendas foi registrado na Fenearte, em Pernambuco, com R$ 409.811,00 em comercialização de produtos. Em seguida aparece o Salão do Artesanato, em São Paulo, que movimentou R$ 117.008,00, e a Fenacce, no Ceará, com R$ 89.668,00 em vendas.

Os números evidenciam o potencial competitivo do artesanato acreano em grandes eventos nacionais e reforçam a importância das feiras como estratégia de acesso a mercados, geração de renda e valorização dos produtos produzidos a partir da sociobiodiversidade amazônica.

Valores arrecadados por meio da venda com artesanatos nas feiras nacionais no ano 2025 pelos beneficiários do Programa REM Acre. Fonte: Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete)

“Com a divulgação, a comercialização a nível nacional, garantida pelo Programa REM, levando artesanatos do Acre para vender nas feiras, nós sempre estivemos dentro dessas feiras, na posição de primeiro, segundo, terceiro lugar no ranking nacional, os produtos acreanos, sendo entre os mais vendidos”, ressaltou Jackson.

Outro destaque do diagnóstico é o crescimento do número de artesãos beneficiados pelo projeto. Em 2019, cerca de 46 produtores participavam das ações. Em 2025, esse número chegou a 375 artesãos, evidenciando a ampliação do alcance territorial da iniciativa.

A participação feminina também se destaca. A maior parte dos beneficiários do projeto é formada por mulheres, o que reforça o papel do artesanato como instrumento de autonomia econômica, inclusão social e valorização do trabalho feminino nas comunidades amazônicas.

A diversidade dos produtos comercializados reflete a riqueza cultural e ambiental do Acre, incluindo biojoias em sementes, peças decorativas e utilitárias em madeira, artesanato indígena, produtos em látex natural e itens têxteis confeccionados com fibras vegetais. Essa produção alia identidade cultural, conservação ambiental e geração de renda.

“A gente vê como muito positivo os avanços que tivemos, e o que precisamos agora é qualificar cada vez mais e produzir cada vez mais produtos a partir de matéria-prima da própria floresta, para que a gente consiga ter uma economia que seja sustentável e que traga um retorno de geração de emprego e renda para essas comunidades”, pontuou o diretor.

Produtos do artesanato florestal acreano expostos no Salão do Turismo destacam a diversidade, a identidade cultural e o potencial econômico da produção sustentável. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Além dos impactos econômicos, o Projeto Artesanato Florestal contribui diretamente para as políticas de redução do desmatamento e valorização da floresta em pé. Ao transformar resíduos florestais e produtos não madeireiros em bens de alto valor agregado, a iniciativa reduz a pressão sobre novos desmatamentos e fortalece um modelo de desenvolvimento de baixo carbono no estado.

Os resultados demonstram que o artesanato florestal vem se consolidando como um ativo econômico, social e cultural, reafirmando o compromisso do Acre com o desenvolvimento sustentável, a valorização dos saberes tradicionais e a conservação da Amazônia.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Gefron prende liderança do Comando Vermelho no bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul

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Suspeito exercia papel de comando na facção e impunha medo na comunidade; com ele foi encontrada pequena quantidade de skank

O suspeito exercia papel de comando dentro da facção criminosa, influenciando atividades ilegais e impondo medo à comunidade local. Foto: captada 

Na tarde desta sexta-feira (13), uma ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultou na prisão de um homem apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região do bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

Segundo informações repassadas pela corporação, o suspeito exercia papel de comando dentro da facção criminosa, influenciando atividades ilegais e impondo medo à comunidade local. Durante a abordagem, os policiais encontraram com o homem uma pequena quantidade de skank, droga derivada da maconha.

A prisão é considerada estratégica para enfraquecer a atuação da organização criminosa no município, que enfrenta desafios relacionados ao crime organizado e à intimidação de moradores.

Denúncias

O tenente Fabrício Machado, coordenador do Gefron, destacou que a população ainda demonstra receio em denunciar atividades criminosas, mas reforçou que há canais seguros para colaborar com as autoridades. Um número foi disponibilizado para denúncias anônimas: (68) 99910-2174.

A operação faz parte de um esforço integrado das forças de segurança para combater o avanço de facções criminosas no interior do Acre, onde o isolamento geográfico e a falta de infraestrutura em algumas regiões dificultam o trabalho policial e favorecem a atuação de grupos ilegais.

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Forças de segurança recapturam foragido e prendem liderança do Comando Vermelho em Cruzeiro do Sul

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Operação do Gefron no bairro Miritizal prende três homens; líder da facção exercia papel de comando e impunha medo na comunidade local

Com o líder da facção, os policiais encontraram uma pequena quantidade de skank, droga derivada da maconha. Foto: captada 

Na manhã desta sexta-feira (13), uma ação coordenada pelas forças de segurança resultou na recaptura de um foragido do Presídio Manoel Neri da Silva, localizado no bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Durante a operação, além do fugitivo, outras duas pessoas foram presas.

De acordo com informações do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), um dos detidos é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região, exercendo papel de comando dentro da facção criminosa e impondo medo à comunidade local. O terceiro preso seria um comparsa direto desse líder, acusado de dar suporte às atividades ilícitas do grupo.

Com o líder da facção, os policiais encontraram uma pequena quantidade de skank, droga derivada da maconha.

As buscas

A recaptura ocorre mais de uma semana após a fuga de seis detentos do presídio Manoel Neri da Silva, registrada no dia 1º de março. Na ocasião, os presos aproveitaram o horário de visitas e uma forte chuva para escapar do bloco 8 da unidade prisional, utilizando ferros retirados das paredes e uma corda artesanal feita com camisetas.

Horas após a fuga, Anderson Galvão da Silva foi recapturado em uma área de mata nas proximidades do presídio. No último domingo (8), uma semana após o ocorrido, cinco detentos ainda permaneciam foragidos. A nova recaptura nesta sexta-feira reduz para quatro o número de foragidos.

Os detentos que ainda não foram recapturados são:

  • Tiago Gomes da Silva

  • Messias Cavalcante Pedrosa

  • Bruno do Nascimento Monteiro

  • Antônio da Silva e Silva

Taisson Gomes de Souza, que também estava foragido, foi recapturado nesta operação.

Reforço no combate ao crime organizado

Segundo o Gefron, a operação representa um avanço no combate às organizações criminosas que atuam no interior do Acre, onde o receio da população em denunciar ainda é um desafio para as autoridades.

O presídio Manoel Neri da Silva não possui muro, o que facilita esse tipo de evasão. As buscas têm contado com apoio integrado das polícias Civil, Penal e Militar, do Gefron e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que chegou a utilizar um helicóptero nas diligências.

A população pode contribuir com denúncias anônimas sobre o paradeiro dos foragidos por meio do telefone 190.

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