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Mulher que deu à luz em calçada tem alta do Hosmac e bebê segue em abrigo à espera de decisão judicial

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Bebê segue no Educandário Santa Margarida  — Foto: Reprodução

Bebê segue no Educandário Santa Margarida — Foto: Reprodução

Por Iryá Rodrigues, g1 AC

A mulher que entrou em trabalho de parto e deu à luz uma menina em frente à Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, recebeu alta do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac). A informação foi confirmada ao g1 pela direção da unidade, que não deu detalhes sobre o dia que ela deixou o hospital e nem se foi acompanhada por algum familiar.

Já a bebê Vitória, como foi registrada ainda enquanto estava na maternidade, continua no Educandário Santa Margarida.

Segundo a coordenação do abrigo, o estudo social feito com os tios que manifestaram interesse em ficar com a menina foi concluído há cerca de duas semanas e remetido à Justiça. Agora, ela aguarda decisão judicial para saber se vai continuar em abrigo ou se vai poder ser entregue aos cuidados dos tios.

A menina foi levada da maternidade para o abrigo no dia 28 de janeiro, após decisão da 2ª vara da Infância e Juventude.

“Ela está conosco ainda, está muito bem de saúde, se alimenta bem. Mas, esses processos são um pouco demorados e não dependem de nós. Dependem, sobretudo, do judiciário, nós fazemos a guarda, mas quem faz todo esse trâmite legal de liberação ou não, destinação da criança, é o judiciário, a Vara da Criança. Essa parte do estudo social foi feita e entregue à Justiça e estamos no aguardo”, disse o coordenador de Planejamento do abrigo, Eduardo Vieira.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) afirmou que não é possível repassar informações sobre o caso por estar em segredo de Justiça.

Casal de tios disse que quer ficar com a menina que está instalada no Educandário Santa Margarida — Foto: Reprodução

Internação em hospital de saúde mental

 

A mãe da criança tem transtornos mentais e foi internada no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) no dia 28 de janeiro, quando foi transferida da maternidade.

Em entrevista ao g1 no dia 31 de janeiro, a direção do hospital afirmou que a mulher tinha um quadro delirante, mas não repassou mais informações por conta do sigilo médico-paciente.

Abertura de sindicância

 

Após o ocorrido, a Maternidade Bárbara Heliodora abriu uma sindicância e afastou de forma temporária o servidor que recebeu o caso inicialmente. Na época, apesar de afirmar que não houve em nenhum momento negativa de atendimento por parte da profissional, a diretoria afirmou, em entrevista no dia 31 de janeiro, que era preciso averiguar todos os fatos.

O Ministério Público do Acre chegou a abrir investigação para verificar se houve negligência no atendimento à grávida. Em nota, o procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento defendeu que houvesse uma apuração rigorosa do caso.

Nesta segunda-feira (18), a diretora da unidade, Laura Pontes, afirmou que foi concluída a sindicância, que realmente ficou constatado que não houve negligência no atendimento, mas o servidor foi remanejado para um setor administrativo por questão de segurança.

“Apuramos nas câmeras que não houve nenhum tipo de descaso, mas por medidas de segurança, uma vez que ele recebeu algumas ameaças, ele foi afastado temporariamente e agora retornou para outro setor interno, e não mais no acolhimento”, disse Laura.

O Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), órgão auxiliar no MP-AC, também acompanhou a mãe. “Se trata de uma paciente com transtornos mentais e com problemas decorrentes do consumo abusivo de álcool e, por isso, será necessário inseri-la na rede de saúde mental”, informou a nota.

Bebê nasceu em calçada

O caso da mulher que deu à luz uma menina em frente à maternidade de Rio Branco chocou a população da capital. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrava a bebê no chão da calçada chorando enquanto a mulher está de pé ao lado.

Um morador que passava pelo local presenciou a cena e disse que chegou a pedir ajuda no hospital, mas que funcionários da recepção se negaram.

O homem, que preferiu não ser identificado, disse que a mulher chegou a tentar atendimento na maternidade, mas não conseguiu. Ela então desceu as escadas da unidade de saúde e, próximo ao estacionado, o bebê acabou nascendo. Essa versão é negada pela direção do hospital.

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Polícia Civil cumpre mandado de busca em casa de servidor da Sesacre por suspeita de desvio de medicamentos

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Ação nesta quarta (21) ocorreu no bairro Universitário, em Rio Branco, e no almoxarifado da Sesacre; já são cinco mandados cumpridos na operação

A Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um servidor terceirizado da Sesacre, no bairro Universitário, em Rio Branco. Foto: captada 

A Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpriu, nesta quarta-feira (21), um mandado de busca e apreensão na residência de um servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), no bairro Universitário, em Rio Branco, como parte das investigações sobre desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede pública estadual.

A equipe também esteve no almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Sesacre, setor onde o servidor atua, com autorização da própria secretaria. A ação integra uma força-tarefa criada a pedido do secretário de Saúde e que já executou cinco mandados judiciais.

O objetivo da investigação, que segue em andamento, é identificar todos os envolvidos no esquema e apurar o destino final dos medicamentos desviados. A Sesacre tem colaborado com as diligências, reforçando o compromisso de transparência e combate a irregularidades.

Detalhes da operação:
  • Local da busca: Residência do servidor e almoxarifado da DAF/Sesacre;

  • Cooperação institucional: A Sesacre autorizou a diligência em suas dependências;

  • Contexto: Investigação mais ampla, iniciada há meses a pedido do secretário de Saúde e conduzida por uma força-tarefa da PCAC;

  • Número de mandados: Esta é a quinta ordem judicial cumprida no âmbito da apuração.

A Polícia Civil deve concluir a análise dos materiais apreendidos e pode pedir novas buscas ou prisões. Foto: captada 

Objetivo das investigações:
  • Identificar todos os envolvidos no suposto esquema criminoso;

  • Apreender provas materiais e documentais;

  • Apurar o destino final dos medicamentos desviados.

Impacto no serviço público:

O desvio de insumos prejudica o atendimento em hospitais e unidades básicas, especialmente de medicamentos de alto custo para tratamentos crônicos e oncológicos. A Polícia Civil deve concluir a análise dos materiais apreendidos e pode pedir novas buscas ou prisões. O Ministério Público do Acre (MPAC) acompanha o caso e pode oferecer denúncia criminal.

A investigação foi solicitada pelo próprio secretário de Saúde, sinalizando um esforço interno de combate à corrupção em um setor historicamente vulnerável a desvios – o que pode abrir precedente para apurações semelhantes em outras pastas.

A ação também ocorreu no almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Sesacre, setor onde o servidor atua. Foto: captada 

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Acre tem segunda maior incidência de dengue do país, com taxa quatro vezes acima da média nacional

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Estado registra 354 casos prováveis e coeficiente de 40,2 por 100 mil habitantes; maioria das vítimas é parda e está na faixa de 20 a 49 anos

Dados do Ministério da Saúde até 17 de janeiro apontam estado atrás apenas do Tocantins; não há óbitos registrados, mas cenário exige alerta

O Acre é o segundo estado com maior incidência de dengue do país, segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde referentes à segunda semana epidemiológica de 2026 (encerrada em 17 de janeiro). O estado registra 354 casos prováveis da doença e coeficiente de incidência de 40,2 casos por 100 mil habitantes, atrás apenas do Tocantins.

Não há óbitos confirmados no estado, mas a taxa acreana é quase quatro vezes maior que a média nacional, de 10,5 casos por 100 mil habitantes. O cenário reforça a necessidade de intensificar ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, especialmente no período chuvoso, quando a proliferação do vetor aumenta.

Segundo o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, 90,96% dos casos ocorreram em pessoas pardas, refletindo o perfil demográfico local. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos (87 casos), seguida por adultos de 30 a 49 anos. Crianças e adolescentes também registram transmissão ativa, com 17 casos em bebês menores de 1 ano e 22 entre 5 e 9 anos.

Os números mostram leve predominância em mulheres (53,95%). Em todo o Brasil, há 22.318 casos prováveis e 21 óbitos em investigação. A situação reforça a necessidade de intensificar ações de controle do Aedes aegypti no estado, principalmente no período chuvoso.

Perfil epidemiológico no estado:
  • Gênero: 53,95% mulheres, 46,05% homens

  • Raça/cor: 90,96% pardos (322 casos)

  • Faixa etária mais afetada: 20 a 29 anos (87 casos), seguida por 40 a 49 anos (57) e 30 a 39 anos (51)

  • Crianças e adolescentes: 17 casos em menores de 1 ano; 22 entre 5 e 9 anos

Comparativo nacional:
  • Média Brasil: incidência de 10,5 por 100 mil hab

  • Acre: 40,2 por 100 mil hab – quase quatro vezes acima da média

  • Total nacional: 22.318 casos prováveis e 21 óbitos em investigação

Fatores de risco locais:
  • Período chuvoso intenso (dezembro a março) favorece criadouros do mosquito;

  • Falta de saneamento básico em áreas periféricas e comunidades ribeirinhas;

  • Acúmulo de lixo e entulho em terrenos baldios urbanos.

A população é orientada a eliminar recipientes com água parada e a buscar unidades de saúde ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo e manchas vermelhas.

A concentração de casos na população parda reflete a realidade demográfica do Acre, mas também evidencia a desigualdade no acesso a medidas preventivas, como telas em janelas e repelentes, geralmente menos disponíveis em comunidades de menor renda.

Estado registra 354 casos prováveis e coeficiente de 40,2 por 100 mil habitantes; maioria das vítimas é parda e está na faixa de 20 a 49 anos. Foto: captada 

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Justiça determina uso de tornozeleira e cumprimento de pena a vereador condenado por estupro

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A decisão judicial também repercute diretamente na esfera política. Com base no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, o juiz decretou a suspensão automática dos direitos políticos do condenado enquanto perdurarem os efeitos da condenação criminal

O despacho foi assinado pelo juiz Manoel Simões Pedroga, titular da Vara Única da Comarca de Bujari, no âmbito do processo de execução penal. Foto: captada 

A Justiça do Acre deu início, no dia 12 de janeiro, à execução da pena imposta ao vereador de Bujari, Elias Daier Gonçalves, filiado ao Republicanos. Ele foi condenado a oito anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, e a decisão ocorreu após o trânsito em julgado da sentença, que tornou definitiva a condenação.

O despacho foi assinado pelo juiz Manoel Simões Pedroga, titular da Vara Única da Comarca de Bujari, no âmbito do processo de execução penal. Diante da inexistência de colônia agrícola ou industrial no município, o magistrado determinou que a pena seja cumprida em regime semiaberto harmonizado.

Entre as medidas impostas ao condenado estão o recolhimento domiciliar durante o período noturno, a obrigatoriedade de permanecer em casa aos domingos e feriados, a proibição de frequentar bares ou locais considerados inadequados, além da exigência de exercer atividade lícita. Elias Daier também não poderá se ausentar da comarca sem autorização judicial.

A Justiça ainda determinou o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, conforme previsto na Lei de Execução Penal, em razão da gravidade do crime. O vereador foi intimado a comparecer, no prazo máximo de 24 horas, à Unidade de Monitoramento Eletrônico para a instalação do equipamento e para ser formalmente cientificado das regras do cumprimento da pena.

A decisão judicial também repercute diretamente na esfera política. Com base no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, o juiz decretou a suspensão automática dos direitos políticos do condenado enquanto perdurarem os efeitos da condenação criminal. Em função disso, foi encaminhado ofício à Câmara Municipal de Bujari comunicando a situação e determinando a adoção das providências legais para a declaração da perda do mandato e a convocação do suplente.

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) também foi notificado para registrar a suspensão dos direitos políticos de Elias Daier no cadastro eleitoral. A sentença condenatória transitou em julgado no dia 15 de outubro de 2025.

Foi encaminhado ofício à Câmara Municipal de Bujari comunicando a situação e determinando a adoção das providências legais para a declaração da perda do mandato e a convocação do suplente. Foto: captada 

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