Brasil
Morre o ator Paulo Goulart aos 81 anos
Ator batalhava contra um câncer na região dos pulmões e morreu em um hospital em São Paulo
Paulo Goulart morreu aos 81 anos após uma batalha contra um câncer na região pulmonar. Ele estava internado no Hospital São José, em São Paulo. A luta contra a doença começou em outubro de 2012, quando o ator descobriu o câncer e iniciou sessões de quimioterapia.
Goulart era casado com a atriz Nicette Bruno. “Ela está arrasada”, disse um amigo da família. O ator deixa três filhos, as atrizes Beth Goulart e Bárbara Bruno, e o diretor e dançarino Paulo Goulart Filho, que completa 49 anos nesta quinta-feira (13). No Facebook de Paulo Filho, mensagens de pêsames e de parabéns se alternam.
Biografia
Paulo Afonso Miessa ficou conhecido pelo nome artístico, Paulo Goulart. O ator nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em 9 de janeiro de 1933 e iniciou a carreira ainda na adolescência. Em 1952, estreou na televisão na novela “Helena”, mesmo ano em que conheceu Nicette Bruno, com quem casou-se em 26 de fevereiro de 1954. No cinema, estreou em 1954 na comédia “Destino em Apuros”.
O ator destacou-se por atuações em novelas como “Roda de Fogo” (1986), “O Dono do Mundo” (1991), Éramos Seis (1977), entre outras. Em 2011 atuou em “Morde e Assopra” e fez uma participação no seriado “Louco por Elas” em 2012. Nas telonas, “Gabriela, Cravo e Canela” (1983), “O Grande Momento” (1958) e o filme mais recente é de 2012, “O Tempo e o Vento”.
Antes de se tornar ator, Paulo Goulart cursou Química Industrial para ter uma alternativa de emprego caso a carreira artística não vingasse.
O ator passou pela TV Excelsior e entre os anos de 1950 e 1960 atuou no cinema. Goulart também passou pela TV Tupi e atuou em novelas do SBT, como “As Pupilas do Senhor Reitor” (1995) e “O campeão” (1996), da Bandeirantes.
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Nasa lança a primeira missão lunar tripulada em meio século
Quatro astronautas decolaram da Flórida nesta quarta-feira (1ª) na missão Artemis 2, da Nasa, em uma viagem de 10 dias de alto risco ao redor da Lua que marca o passo mais ousado dos Estados Unidos para o retorno de humanos à superfície lunar nesta década antes do primeiro pouso tripulado da China.
O foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa, acoplado à cápsula da tripulação Orion, ganhou vida pouco antes do pôr do Sol no Centro Espacial Kennedy para levar sua primeira tripulação de três astronautas norte-americanos e um canadense ao espaço, em uma subida estrondosa que deixou para trás uma imponente coluna de um espesso vapor branco.
A tripulação da Artemis 2, composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, preparou-se para uma expedição de quase 10 dias ao redor da Lua, levando-os mais longe no espaço do que os humanos jamais foram.
Após quase três anos de treinamento, eles são o primeiro grupo a voar no programa Artemis da Nasa, uma série de missões multibilionárias criada em 2017 para construir uma presença de longo prazo dos EUA na Lua a partir da próxima década.
O lançamento constitui um marco importante de mais de uma década para o foguete SLS da agência espacial dos EUA, entregando aos seus principais contratantes, Boeing e Northrop Grumman, a validação de que o sistema de 30 andares de altura pode transportar com segurança seres humanos para o espaço. A Nasa depende cada vez mais de foguetes mais novos e baratos da SpaceX de Elon Musk e de outros.
Construída para a Nasa pela Lockheed Martin, a cápsula Orion, da tripulação, vai se separar do estágio superior do SLS após 3 horas e meia de voo na órbita da Terra.
A tripulação vai assumir, então, o controle manual da Orion para testar sua direção e manobrabilidade em torno do estágio superior separado, tentando o primeiro de dezenas de testes planejados durante a missão.
A missão Artemis 2 é uma etapa inicial do principal programa lunar dos EUA, que tem como meta o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4.
A Nasa corre para realizar a descida lunar — o primeiro desde a última missão Apollo em 1972 — enquanto a China expande seu próprio programa com um pouso tripulado na Lua planejado para 2030.


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