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Morre Adib Jatene, médico e ex-ministro, aos 85 anos

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Segundo o Hospital do Coração, médico teve infarto agudo do miocárdio.
Um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Brasil, Jatene tinha 85 anos.

G1

Esposa, netas, filhas e o filho de Adib Jatene, Marcelo, que também é cardiologista, acompanham o velorio do ex-ministro no anfiteatro do Hospital do Coração, em São Paulo (Foto: Tahiane Stochero / G1)

Esposa, netas, filhas e o filho de Adib Jatene, Marcelo, que também é cardiologista, acompanham o velorio do ex-ministro no anfiteatro do Hospital do Coração, em São Paulo (Foto: Tahiane Stochero / G1)

Está sendo velado desde a manhã deste sábado (15) no anfiteatro do Hospital do Coração, em São Paulo, o corpo do médico e ex-ministro da Saúde Adib Jatene. Ele morreu na noite de sexta-feira (14), aos 85 anos. Segundo o hospital, a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio. O enterro está marcado para esta tarde, às 17h, no Cemitério do Araçá, também na capital paulista.

Alexandre Padilha, que neste ano concorreu ao governo de São Paulo pelo PT e não se elegeu, lamentou a perda de Jatene.

“Perdemos uma das figuras mais humanas que eu conheci na minha vida. Adib era humano e respeitoso em defesa de suas opiniões, nas críticas, no cuidado com seus pacientes. Mas também quando brincava com suas engenhocas, ele gostava de criar peças, próteses e válvulas que salvaram muitas vidas”, disse Padilha ao G1. “É uma das mentes mais humanas que já vi. O professor Adib Jatene era mais do que tudo especialista em gente”.

O secretário  de Saúde do estado de SP, David Uip, lembrou do perfil acadêmido e de pesquisador de Jatene. “É uma perda enorme, de um professor de medicina, como ele gostava de ser chamado, de um pesquisador, descobridor de técnicas e materiais, um dos maiores gestores públicos que este país ja teve. Para mim, uma perda pessoal também porque tínhamos um convívio desde o início da faculdade de medicina, convivência que continuou [ao longo dos anos]. É uma perda para aqueles que acreditam na boa medicina e na boa saúde pública”

Eduardo Jorge, médico sanitarista que foi candidato à presidência pelo PV, também esteve presente. “O doutor Adib é a maior figura da saúde brasileira nos últimos 50 anos, com certeza. E ao mesmo tempo uma pessoa de sentimento em relação ao Brasil, ao seu povo, de humanismo, como todo médico deve ser, mas no caso dele foi excepcional. Quantas vezes o doutor Adib foi na praça, nas igrejas, nas manifestações públicas conversar com o povo de São Paulo. Era impressionante o carinho dele com o povo brasileiro”.

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, também falou sobre os valores de Jatene. “Para a colonia sírio-libanesa, nós perdemos um dos nossos maiores representantes. Desde pequeno ouço meus pais falarem da trajetória de Jatene, de décadas de espírito público, honradez, retidão, compromisso com a saúde, um dos maiores cardiologistas do mundo, foi um homem que projetou o nome do Brasil internacionalmente,uma pessoa que vai fazer falta pelo legado e pelo que reprrsenta para o Brasil”, disse Haddad.

Miguel Jorge, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, lembrou a última vez que esteve com Jatene. “Eu acho que fui um dos últimos pacientes dele. Em junho eu vim aqui no Hcor com um exame que eu tinha feito, pedi para ele olhar e ele ligou para a secretária pedindo para arrumar um apartamento [quarto de internação]. Eu fiquei uma semana. Ele era assim, uma figura, um grande amigo, foi uma perda enorme. Tenho uma relação especial com ele, porque nós dois somos descendentes de libaneses”, falou.

Paulo Skaf, empresário, e ex-candidado pelo PMDB ao governo de São Paulo, lembrou que falava sempre com Jatene. “O doutor Adib Jatene era membro do nosso conselho estratégico da Fiesp e quando debatíamos assuntos ligados à energia, educação, desenvolvimento e emprego ele observava muito e com o mesmo brilhantismo, inteligência e equilíbrio que ele se destacou na medicina, opinava em diversos assuntos. Além de brilhante médico, que salvou muitas vidas, era equilibrado e muito inteligente, tinha todo o bom senso para analisar as questões com uma grande preocupação com as pessoas”, falou Skaf.

A presidente Dilma Rousseff e o Ministério da Saúde divulgaram notas de pesar.

Em 22 de setembro deste ano, Jatene havia sido internado também após sofrer um infarto. Em maio de 2012, o médico já havia sido internado com dores no peito e passado por um cateterismo. No procedimento, ele precisou colocar um stent (prótese metálica para a desobstrução de artérias).

Jatene era diretor-geral do HCor e um dos pioneiros da cirurgia do coração no Brasil. Ele deixa quatro filhos – os também médicos Ieda, Marcelo e Fábio, além da arquiteta Iara – e a mulher Aurice Biscegli Jatene.

Adib Jatente em foto de janeiro de 2011 (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

Adib Jatene em foto de janeiro de 2011 (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

Médico e ministro
Acriano de Xarupi, Jatene era filho de um seringueiro libanês e de uma dona de armarinho. Quando criança, a família se mudou para Uberaba, em Minas Gerais, e, depois, para São Paulo. Na capital paulista, estudou na Universidade de São Paulo (USP), formando-se aos 23 anos pela Faculdade de Medicina. A residência e pós-graduação foram feitas no Hospital das Clínicas da mesma faculdade, sob a orientação do professor Euríclides de Jesus Zerbini (1912-1993), pioneiro dos transplantes de coração no país.

Com mais de 20 mil cirurgias no currículo, se destacou também por ter sido o primeiro a realizar a cirurgia de ponte de safena no Brasil e por ter inventado aparelhos e equipamentos médicos. Em Uberaba (MG), lecionou Anatomia Topográfica da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Neste período, construiu seu primeiro modelo de coração-pulmão artificial. Em São Paulo, trabalhou no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e como cirurgião no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde.

Na política, apesar de não ter se filiado a partidos, atuou como secretário estadual da Saúde de São Paulo (1979-1982), no governo de Paulo Maluf, e duas vezes como ministro, na mesma área, nas gestões Fernando Collor (1992, por oito meses) e Fernando Henrique Cardoso (1995-1996, por 22 meses). No governo de FHC, criou a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), para ajudar a financiar a saúde brasileira, e deu continuidade ao projeto dos medicamentos genéricos e ao programa de combate à Aids. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e autor e co-autor de cerca de 700 trabalhos científicos publicados na literatura nacional e internacional.

Dono de uma coleção particular de quadros, com obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tarsila do Amaral, presidiu o conselho deliberativo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Secretário da Saúde lamenta
Por meio de nota, o secretário de Estado de Saúde de São Paulo, David Uip, disse que a “perda do professor e ministro Adib Jatene é motivo de absoluta tristeza” e que “a saúde pública está em luto”. O secretário ainda destacou o papel de Jatene “para a consolidação do SUS em São Paulo e no Brasil”.

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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio

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A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.

A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre

Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.

“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

O coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem da Sesacre, Jhonatan Paiva, representou o Acre no Seminário. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.

Qualificação das informações

Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.

Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.

“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.

Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.

Tecnologia e inteligência de dados

As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.

Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Apresentação aborda os desafios do feminicídio no Acre e discute o papel das mídias e dos serviços de saúde na análise e enfrentamento da violência contra mulheres durante o Seminário. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant

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A Prefeitura de Rio Branco entregou, no início da noite da última sexta-feira (6), a primeira etapa das obras de modernização e revitalização do Calçadão da Benjamin Constant. A intervenção urbanística integra um conjunto de investimentos que busca transformar e valorizar a região central da capital acreana.

O projeto faz parte de um pacote de obras que inclui ainda a construção do Mercado Municipal Elias Mansour, a Orla da Cadeia Velha, a reforma do Terminal Urbano e a construção de um edifício garagem. As intervenções têm como objetivo tornar o centro mais moderno, organizado e atrativo para moradores, visitantes e comerciantes.

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Já avançamos com obras importantes e vamos revitalizar toda essa região, fortalecendo o comércio e valorizando um dos espaços mais tradicionais da cidade”, afirmou o prefeito (Foto: Val Fernandes/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, destacou que a revitalização integra um amplo projeto de requalificação da área central da cidade.

“Estamos trabalhando para deixar Rio Branco com cara de capital. Já avançamos com obras importantes e vamos revitalizar toda essa região, fortalecendo o comércio e valorizando um dos espaços mais tradicionais da cidade”, afirmou.

Durante o evento, o gestor também confirmou o início da segunda etapa da obra, que dará continuidade às melhorias estruturais no local, ampliando as condições de mobilidade, acessibilidade e organização do espaço destinado aos comerciantes e à população.

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 O Centro é histórico e agora ganha uma estrutura mais moderna e organizada”, destacou o vice-prefeito Alysson Bestene (Foto: Val Fernandes/Secom)

O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou que os investimentos tornam o centro mais atrativo e impulsionam a economia local.

“É uma obra que beneficia diretamente a população e os comerciantes. O centro é histórico e muito movimentado, principalmente em datas importantes do comércio, e agora ganha uma estrutura mais moderna e organizada”, destacou.

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“Estamos finalizando a primeira fase e iniciando a segunda etapa, que seguirá até a esquina do Mercado Elias Mansour”, explicou o secretário-adjunto Paulo Araújo (Foto: Val Fernandes/Secom)

De acordo com o secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Paulo Araújo, nesta primeira etapa foram investidos cerca de R$ 704 mil, com previsão de aproximadamente R$ 1,8 milhão para a conclusão total do projeto.

“Estamos finalizando a primeira fase e iniciando a segunda etapa da obra, que seguirá até a esquina do Mercado Elias Mansour”, explicou.

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Tráfego no local será permitido apenas para carga, descarga e emergências (Foto: Val Fernandes/Secom)

O secretário-adjunto também informou que o projeto trouxe mudanças importantes para a mobilidade e organização do espaço. “O tráfego no local será permitido apenas para carga, descarga e emergências. Também estamos implantando ciclovia em toda a extensão e padronizando os boxes comerciais para melhorar a estrutura do calçadão”, completou.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas e fortalece debate sobre futuro do movimento junino no Acre

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Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas/Foto: Cedida

Por Dry Alves

Representantes de quadrilhas juninas de municípios do Alto Acre participaram, neste fim de semana, da Escuta Regional do Alto Acre, etapa do 1º Fórum Estadual do Movimento Junino, realizada no Centro Cultural Sebastião Dantas, em Brasiléia. O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos para o fortalecimento do São João acreano.

A atividade faz parte de um ciclo de escutas que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ouvir diretamente as quadrilhas e coletivos culturais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas, organização do movimento e perspectivas para o crescimento das festas juninas no Acre.

Durante o encontro, participaram representantes de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, entre eles integrantes das quadrilhas Junina Tradição e Arriba Saia, que apresentaram sugestões e compartilharam experiências sobre a realidade do movimento junino no interior.

Segundo a presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Lene dos Santos, o momento foi marcado por contribuições importantes para o futuro do segmento.

“A respeito da escuta do Alto Acre, foi uma riqueza de experiências. Mesmo com a participação de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, os integrantes contribuíram muito falando sobre como está o nosso movimento e sobre as necessidades que ainda existem”, destacou.

Lene ressaltou ainda que, apesar do apoio cultural existente nos municípios da região, os grupos apontaram a necessidade de mudanças em alguns critérios e parâmetros utilizados nas competições.

“Eles trouxeram muitas ideias e também falaram sobre mudanças que precisam acontecer nos parâmetros de julgamento. Foi um diálogo muito rico, porque mostra que o movimento está pensando no seu próprio crescimento”, explicou.

O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos/Foto: Cedida

Entre as sugestões apresentadas durante a escuta, uma proposta ganhou destaque entre os participantes: a realização do Festival Estadual de Quadrilhas de forma rotativa nos municípios, e não apenas na capital.

“Uma das ideias que apareceu tanto no Baixo Acre quanto agora no Alto Acre é que o estadual seja rotativo, que aconteça também nos municípios. Isso mostra como o movimento está se organizando e pensando em crescer em todas as regiões”, afirmou.

A presidente da Liquajac também destacou o espírito de cooperação entre os grupos juninos da região, que buscam fortalecer o movimento coletivamente.

“Eu percebi uma coisa muito rica: os grupos se ajudam mutuamente para crescer e chegar bem preparados para o estadual. O sonho de muitos deles também é chegar ao nacional, e isso fortalece ainda mais o movimento”, disse.

Outro ponto levantado durante o encontro foi o alto custo das produções juninas, especialmente figurinos e cenários, que exigem investimentos cada vez maiores.

“Hoje estamos em um patamar muito alto em relação aos figurinos e às produções, mas os custos são muito elevados. O poder público ainda não chegou nem perto de uma média de sustentabilidade que ajude a manter esse nível através de projetos ou políticas de apoio”, ressaltou.

A próxima etapa do fórum já tem data marcada. A Escuta Regional do Purus, que reúne representantes de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira, será realizada nos dias 13 e 14 de março, em Sena Madureira, com programação das 18h às 22h e das 8h às 19h.

A próxima etapa do fórum já tem data marcada/Foto: Divulgação

Para Lene dos Santos, o fórum tem se mostrado fundamental para identificar desafios e construir soluções coletivas para o futuro das quadrilhas juninas no estado.

“Essas escutas são importantes porque fazem a gente refletir. Às vezes achamos que está tudo certo, mas quando ouvimos os grupos percebemos que ainda há muitas coisas para melhorar. Tenho certeza de que esse fórum vai trazer mudanças positivas para o crescimento de todo o movimento junino”, concluiu.

O 1º Fórum Estadual do Movimento Junino conta com apoio institucional do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), e é contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura).

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