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Morador da Comunidade Bahia é resgatado de área isolada no Juruá Mirim após acidente com arma de fogo

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Nerinilton do Nascimento foi atingido na perna direita ao tropeçar e cair sobre a arma; transporte aéreo do Ciopaer foi decisivo para reduzir tempo de socorro de seis horas para minutos

Equipes do Ciopaer e do Samu no heliporto do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Foto: Secom

Vítima de ferimento acidental por arma de fogo é resgatada de área de difícil acesso no interior do Acre

Um morador da Comunidade Bahia, no Rio Juruá Mirim, foi resgatado no sábado (4) após sofrer um ferimento acidental por arma de fogo, em uma área de difícil acesso no interior do Acre. A vítima, identificada como Nerinilton do Nascimento, foi levada para atendimento no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul.

Segundo informações do resgate, o próprio paciente relatou que o acidente ocorreu enquanto ele saía para caçar. Durante o trajeto, ao tropeçar em um pedaço de madeira, caiu sobre a arma e acabou atingido na perna direita. Moradores da comunidade prestaram os primeiros auxílios e acionaram o socorro.

Após o resgate, Nerinilton foi encaminhado para Cruzeiro do Sul, onde uma ambulância já aguardava para levá-lo ao Hospital do Juruá. Foto: captada 

Operação aérea e atendimento rápido

A operação foi realizada por equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que se deslocaram até a localidade para realizar o atendimento inicial e o transporte aeromédico. No local, o paciente recebeu os primeiros cuidados de uma equipe composta por médico e enfermeiro antes de ser embarcado na aeronave.

De acordo com o médico João Bardi, a vítima apresentava sangramento ativo e ainda estava com o projétil alojado na lesão no momento do atendimento. Após o resgate, Nerinilton foi encaminhado para Cruzeiro do Sul, onde uma ambulância já aguardava para levá-lo ao Hospital do Juruá, unidade de referência na região.

Transporte aéreo foi determinante

Conforme a equipe médica, o uso do transporte aéreo foi determinante para a rapidez do atendimento, já que o deslocamento por via fluvial poderia levar cerca de seis horas.

No local, o paciente recebeu os primeiros cuidados de uma equipe composta por médico e enfermeiro antes de ser embarcado na aeronave. Foto: captada 

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Acre tem incidência de SRAG em nível de alerta, mas crescimento de casos mostra sinal de interrupção

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Boletim aponta circulação de VSR e rinovírus com tendência de aumento entre crianças; no país, influenza A segue em alta entre jovens, adultos e idosos

Apesar do cenário ainda exigir atenção, os dados indicam sinal de interrupção no crescimento dos casos 

Estado acompanha cenário nacional de atenção para síndromes respiratórias graves

O Acre está entre os estados com nível de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta ou risco, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (1º). Apesar do cenário ainda exigir atenção, os dados indicam sinal de interrupção no crescimento dos casos nas últimas semanas.

O levantamento mostra que diferentes vírus respiratórios seguem em circulação no estado, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus, que apresentam tendência de aumento, especialmente entre crianças.

No cenário nacional, o número de casos de influenza A continua em alta e tem sido uma das principais causas de SRAG, sobretudo entre jovens, adultos e idosos.

Situação no Acre

De acordo com a análise, o Acre apresenta:

– Nível de SRAG em alerta ou risco nas últimas semanas
– Sinal de interrupção do crescimento no longo prazo
– Aumento de casos associados ao VSR e ao rinovírus

Esses vírus têm sido responsáveis por parte significativa das internações por síndromes respiratórias no estado.

O levantamento mostra que diferentes vírus respiratórios seguem em circulação no estado do acre. Foto: captada 

Cenário nacional

Em todo o país, a maioria dos estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste apresenta crescimento de casos de SRAG.

Nas últimas quatro semanas analisadas, os principais vírus identificados foram:

– Rinovírus: 45,3% dos casos
– Influenza A: 27,4%
– Vírus sincicial respiratório: 17,7%
– Covid-19 (Sars-CoV-2): 7,3%
– Influenza B: 1,5%

Entre os óbitos, a influenza A aparece como principal causa, seguida por rinovírus e Covid-19.

Vacinação e cuidados

Diante do cenário, a recomendação é reforçar a vacinação contra a influenza, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes e profissionais da saúde e educação.

Além da vacinação, especialistas orientam:

– Uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração
– Higienização frequente das mãos
– Evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais

A vacinação contra a gripe segue disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) durante a campanha nacional.

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Governo do Acre cria programa “Rebanho Certo” para atualizar cadastro de bovinos e búfalos no estado

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Lei sancionada por Gladson Cameli visa preparar o Acre para a rastreabilidade individual de rebanhos, conforme exigências federais; texto foi publicado no DOE na véspera da transmissão de cargo

A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre

Nova legislação estabelece atualização cadastral obrigatória para pecuaristas acreanos

Um novo programa voltado à regularização do rebanho bovino e bubalino no Acre foi instituído por meio da Lei nº 4.782, sancionada pelo então governador Gladson Cameli e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira (2), na reta final antes da transmissão do cargo para a governadora Mailza Assis.

A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre, denominado Rebanho Certo/AC, com o objetivo de atualizar os dados quantitativos dos animais nas propriedades rurais e preparar o estado para a implementação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos, conforme diretrizes federais.

Como funciona o programa

A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). A adesão será voluntária, mediante solicitação do produtor rural, acompanhada de uma declaração de atualização cadastral com informações detalhadas sobre o rebanho.

O documento deverá conter identificação do produtor, código da propriedade, quantidade de animais por categoria, data e assinatura. Ao preencher a declaração, o produtor assume responsabilidade pelas informações prestadas.

Cruzamento de dados e fiscalização

Após o envio da declaração, o Idaf fará o cruzamento automático das informações com bases oficiais, incluindo Guias de Trânsito Animal (GTAs), registros de vacinação e dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Caso não sejam identificadas inconsistências, a declaração será homologada. No entanto, parte dos cadastros poderá passar por vistorias presenciais, seja por suspeita de irregularidades, pelo porte da propriedade ou por amostragem.

A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). Foto: captada 

Penalidades e regras

A lei prevê penalidades em casos de informações falsas ou recusa em permitir fiscalização. Nessas situações, o produtor poderá ser multado com acréscimo de 100% sobre o valor da penalidade e ficará impedido de aderir ao programa.

Também há previsão de responsabilização administrativa, civil e até penal, nos casos de fraude, podendo a conduta ser enquadrada como falsidade ideológica.

As informações coletadas serão integradas às bases oficiais do estado e deverão atender aos requisitos técnicos do plano nacional de identificação individual de bovinos e búfalos.

A lei já está em vigor desde a publicação e terá validade até 31 de dezembro de 2029. O governo também fica autorizado a editar normas complementares para a execução do programa.

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Acre registra queda de 90% nos focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026

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Dados do INPE mostram redução de 40 para apenas 4 ocorrências em um ano; 100% dos focos deste ano estão em áreas já desmatadas, sem registro em vegetação nativa

Estado teve apenas 4 focos de queimadas entre janeiro e março de 2026

O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados apenas 4 focos de queimadas no estado. No mesmo período de 2025, o número foi de 40 focos, o que representa uma redução de 90% em um ano.

Perfil das queimadas em 2026

Os dados mais recentes mostram que, em 2026, 100% das ocorrências foram registradas em áreas já desmatadas. Do total: 2 focos (50%) em áreas de desmatamento consolidado e 2 focos (50%) em áreas de desmatamento recente. Não houve registro de queimadas em áreas de vegetação nativa no período analisado.

No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. Foto: captada 

Comparativo com 2025

No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. A maior parte dos registros estava concentrada em: pequenas propriedades (22 focos – 55%), áreas sem Cadastro Ambiental Rural (CAR) (9 focos – 22,5%), médias propriedades (5 focos – 12,5%) e grandes propriedades (4 focos – 10%).

O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Foto: captada 

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