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Ministro da Justiça diz que PF encontrou vestígios humanos no local da busca por Dom e Bruno

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, afirmou nesta quarta-feira, 15, que a Polícia Federal encontrou “remanescentes humanos” no local em que estavam sendo feitas do paradeiro do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno PereiraEm rede social, Torres escreveu que estavam sendo feitas escavações no local. Mais cedo, a PF havia se deslocado para a a região acompanhada por um dos suspeitos pelo desaparecimento de Phillips e Pereira.

Em depoimento na Câmara, o ministro havia anunciado que o caso “parece que está esclarecido”. A declaração foi dada em audiência pública na Comissão de Direito Humanos e Minorias da Câmara, onde também apresentou informações sobre o assassinato de Genivaldo de Jesus Santos por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em maio passado.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) também afirmou que o desaparecimento poderia ser desvendado “nas próximas horas”. “Tudo indica”, afirmou o chefe do Executivo em cerimônia no Palácio do Planalto para sanção de projetos de lei. Uma coletiva de imprensa foi convocada pela Polícia Federal às 20h30 (no horário de Brasília; 18h30 no horário de Manaus) para esclarecimento acerca das investigações.

Um dos suspeitos preso foi levado pela Policia Federal para indicar o local aonde está o indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips Foto: Wilton Junior/Estadão

© Fornecido por EstadãoUm dos suspeitos preso foi levado pela Policia Federal para indicar o local aonde está o indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips Foto: Wilton Junior/Estadão

Ao comentar o caso de desaparecimento no Vale do Javari (AM), Torres disse que não poderia apresentar mais informações porque o caso está em andamento. Segundo o ministro, a pasta da Justiça deu “a devida importância ao caso” e estaria “muito perto” de elucidar eventuais crimes. No entanto, como mostrou o Estadão, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) demorou cinco dias para ordenar o envio de apenas seis agentes da Força de Segurança Nacional para ajudar com as buscas na região.

“Nós não estamos procurando duas pessoas que se afogaram no Lago Paranoá de Brasília, é uma região extremamente inóspita, é um mundo à parte Uma região extremamente longe, até os profissionais que vão nessas buscas têm que ter cuidado, tem horário”, afirmou Torres. “Então, nós estamos falando de um lugar que pouquíssimos aqui sabem do que nós estamos falando. Não adianta ficar perguntando onde está fulano, onde está sicrano. Nós estamos lá. O estado brasileiro está com investimento gigantesco”, completou

A Polícia Federal (PF), subordinada ao Ministério da Justiça, chegou a desmentir as informações supostamente atribuídas às famílias das vítimas de que os corpos de Phillips e Pereira teriam sido encontrados. Nesta quarta, a corporação prendeu o segundo suspeito de envolvimento com o desaparecimento e o levou à área de buscas no rio Itaquaí. Os agentes envolvidos na investigação não quiseram confirmar se o homem detido revelou informações úteis para a investigação.

Ainda nesta quarta-feira, a PF deve divulgar resultado de testes de DNA feitos em vestígios humanos que foram encontrados durante as investigações. Parentes de Pereira e Phillips cederam amostras para comparação.


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Governo Lula decide enviar ao Congresso projeto de lei próprio sobre fim da escala 6×1

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BRASÍLIA – O governo Lula bateu o martelo e decidiu enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, de acordo com fontes do Planalto. Segundo integrantes do governo, o envio do projeto deve ocorrer nos próximos dias.

Dois fatores contribuíram para a tomada da decisão, afirmam auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro deles é a percepção, dentro do governo, de que a matéria está tendo uma tramitação lenta na Câmara.

Atualmente, a discussão principal sobre o fim da escala 6×1 ocorre no âmbito de uma proposta de emenda à Constituição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Em fevereiro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu encaminhar a medida para a Comissão de Constituição e Justiça, em uma tentativa de dar protagonismo para o Congresso.

Desde o começo, porém, a tramitação mais demorada de uma PEC provocou críticas de governistas. Além da CCJ, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial. Por isso, havia um temor de que esse cronograma jogasse o tema para depois das eleições, o que atrapalharia os planos do governo de usar a medida como bandeira eleitoral.

O projeto de lei com urgência constitucional obrigaria os deputados a se debruçarem sobre a proposta em até 45 dias, sob risco de travar a pauta da Casa. O Senado teria o mesmo prazo.

Outro fator que pesou foi que o projeto de lei abre possibilidade para veto presidencial, algo que não ocorre com a PEC, que é promulgada pelo Congresso. Com isso, o Planalto teria a palavra final sobre o texto.

Apesar de a decisão ter sido tomada, auxiliares de Lula defendem que o governo procure Motta antes de encaminhar formalmente o projeto de lei. O objetivo é minimizar o potencial mal-estar que será criado com o envio da proposta.

Motta já declarou publicamente que deseja votar a PEC em maio. Pelo cronograma desenhado pelo relator da proposta na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), a última audiência pública sobre o tema ocorre nesta terça-feira, 7, com a participação de representantes de confederações setoriais.

A seguir, Azi elaboraria seu relatório, que ainda teria um pedido de vista antes de ser votado. Se aprovado, o texto seguiria para a comissão especial, que analisa o mérito.

O projeto de lei com urgência constitucional, se enviado na próxima semana, poderia ser votado até meados de maio na Câmara e antes do recesso parlamentar no Senado. Isso daria tempo para o governo usar como bandeira em sua campanha, e também atenderia os parlamentares interessados em pegar carona na popularidade do tema.

Além da PEC, a Câmara também debate o tema em um projeto de lei da deputada Daiana Santos (PC do B-RS), que tramita na Comissão de Trabalho. A proposta, no entanto, também enfrenta resistência.

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Segundo Confederação Nacional do Comércio (CNC) vendas de Páscoa devem movimentar R$ 25 milhões no Acre

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Projeção da Confederação Nacional do Comércio representa 0,7% do total nacional estimado em R$ 3,4 bilhões; alta do cacau e endividamento das famílias podem influenciar consumo

O gasto médio deve ficar em até R$ 100, com preferência por produtos locais e alternativas mais baratas

Páscoa deve movimentar R$ 25 milhões no comércio acreano, aponta CNC

O estado do Acre movimentará cerca de R$ 25 milhões nas vendas de Páscoa em 2026, o equivalente a aproximadamente 0,7% do total nacional estimado em R$ 3,4 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que divulgou os dados nesta quarta-feira (1º).

O desempenho ocorre em um cenário de forte pressão de custos, com o cacau — principal insumo do chocolate — registrando alta de até 37% no mercado internacional. Ainda assim, o gasto médio por família no país deve ficar em torno de R$ 280.

A valorização do cacau também impactou a indústria nacional, com aumento de 14,9% nos custos para marcas brasileiras. Esse avanço limitou uma queda maior dos preços ao consumidor, mesmo com a valorização de 11% do real frente ao dólar no período. Outros itens tradicionais da data também ficaram mais caros: o bacalhau subiu 7,7% e a alimentação fora do domicílio, 6,9%.

Impacto no Acre

No Acre, a movimentação financeira se concentra principalmente em Rio Branco e não se restringe aos ovos de chocolate, incluindo também pescados e refeições fora de casa. Embora o volume absoluto seja menor em relação a estados mais populosos, o impacto proporcional é relevante para o comércio local.

A movimentação financeira se concentra principalmente em Rio Branco e não se restringe aos ovos de chocolate, incluindo também pescados e refeições fora de casa. Foto: captada 

A projeção nacional é a mais elevada desde 2021, período de retomada após a pandemia, indicando crescimento nominal das vendas. No entanto, ao descontar a inflação dos alimentos, o avanço real é mais moderado, pressionado pelo encarecimento dos produtos sazonais.

Consumo mais seletivo e endividamento

Entre famílias com renda de até três salários mínimos, a tendência é de consumo mais contido. O gasto médio deve ficar em até R$ 100, com preferência por produtos locais e alternativas mais baratas — reflexo direto da perda de poder de compra.

De acordo com o assessor da presidência da Federação do Comércio do Acre, Egídio Garó, apesar da projeção positiva, o resultado final pode variar. O elevado nível de endividamento das famílias no estado é um fator de risco. Por outro lado, setores como supermercados, docerias e bombonieres mantêm expectativa de aumento nas vendas.

O cenário combina crescimento em valor total, impulsionado por preços mais altos, com consumo mais seletivo — uma tendência que também se reflete no Acre.

Assessor da presidência da Federação do Comércio do Acre, Egídio Garó. Foto: captada 

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Gasolina comum chega a R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre

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Aumento reflete cenário internacional e custos logísticos em região isolada; valor já está entre os mais altos do estado e pressiona custo de vida da população

O aumento expressivo reflete os impactos do cenário internacional. Foto: captada 

Preço da gasolina dispara no interior do Acre e ultrapassa R$ 11 em Marechal Thaumaturgo

O preço da gasolina comum disparou no interior do Acre e já atinge valores entre R$ 10,50 e R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo. O aumento expressivo reflete os impactos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis, especialmente em regiões mais isoladas, onde os custos logísticos elevam ainda mais o valor final ao consumidor.

No município, que enfrenta dificuldades históricas de acesso e abastecimento, o preço da gasolina já figura entre os mais altos do estado, pressionando o custo de vida da população e afetando diretamente setores como transporte e comércio.

No interior do Acre e já atinge valores entre R$ 10,50 e R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo. Foto: captada 

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