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Ministério Público Federal do Paraná destruiu cópias de sistemas da Odebrecht

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O Ministério Público Federal do Paraná destruiu, em maio de 2022, com aval do juiz Luiz Antonio Bonat, sete discos rígidos com as cópias dos sistemas “MyWebDay” e “Drousys”, do chamado “setor de operações estruturadas da Odebrecht”.

Por: conju.com.br (consultor Juridico)

Os pedidos e a autorização para a exclusão das informações constam nos autos do processo do acordo de leniência da construtora, que estavam em sigilo até terça-feira (16/5). O material voltou a ficar em segredo de justiça na quarta-feira (17/5), por solicitação de uma das partes.

Em outubro de 2021, o MPF do Paraná solicitou a “exclusão dos dados de storage em que armazenada a cópia dos sistemas da Odebrecht”. O argumento foi o de que o material, que cabia em sete discos rígidos de oito terabytes, ocupava muito espaço em hardware.

“Referido material atualmente ocupa hardware com elevada capacidade de processamento e armazenamento que, por consequência, deixa de ser disponibilizado para outras relevantes atuações do MPF”, diz a solicitação, que leva a assinatura dos procuradores Roberson Pozzobon e Monique Checker.

Dois meses depois, em dezembro de 2021, Bonat, que sucedeu Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, deu autorização. Ele entendeu não haver “qualquer óbice à exclusão, por definitivo”, da cópia do “sistema de contabilidade paralela da Odebrecht” e que o material tinha “pouca utilidade enquanto não indexado”.

Se o pedido era de exclusão dos dados, para que os HDs fossem utilizados para armazenar informações de outras “relevantes atuações” do MPF, o destino do equipamento foi outro.

Em maio de 2022, o grupo ligado à extinta “lava jato” de Curitiba informou no processo que os sete discos rígidos foram “sanitizados” com a utilização de uma “furadeira de bancada”, de modo que as informações gravadas “ficaram irrecuperáveis”. Os HDs foram “encaminhados ao setor de descarte de recicláveis”.

Ou seja, o órgão pediu a exclusão do material para ter mais espaço de hardware, mas acabou destruindo o hardware que armazenava as informações, segundo os documentos acessados pela revista eletrônica Consultor Jurídico.

ConJur entrou em contato com o MPF no Paraná sobre a destruição do material. Em nota, o órgão disse que “os dados do Sistema Drousys não foram deletados da base de dados do MPF, mas passaram a ser centralizados na Procuradoria Geral da República – PGR”. “Assim, os dados referidos permanecem nos arquivos da instituição e podem ser acessados pelas demais unidades do órgão, mediante requisição à PGR.”

Dúvidas sobre documentos
As informações que estavam em posse do MPF no Paraná foram extraídas em 2018 de uma cópia da Polícia Federal. Há dúvidas sobre a integridade do material. Como revelou a ConJur em fevereiro de 2020, por exemplo, Peritos da PF admitiram que os documentos podem ter sido adulterados.

Os arquivos foram utilizados para sustentar que a construtora doou R$ 12 milhões a Lula como forma de suborno. A quantia seria utilizada para a compra do terreno do Instituto Lula.

O Ministério Público Federal afirma que os arquivos utilizados na denúncia contra o petista foram copiados diretamente dos sistemas “MyWebDay”. No entanto, antes de ser enviado às autoridades, o material  teria ficado em posse da construtora por quase um ano.

O período, segundo a defesa de Lula, foi utilizado para adulterar os arquivos. A entrega dos dados ocorreu após a empresa assinar um acordo de leniência com o Ministério Público.

Além da admissão da PF, o perito Cláudio Wagner, contratado pela defesa do petista, também apontou problemas nos dados. O laudo concluiu não haver comprovação de que os documentos vieram diretamente dos servidores da Odebrecht e, por isso, não podem ser usados como evidência em processos.

Em junho de 2021, o então ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, declarou a imprestabilidade do material em processos contra o Lula.

Na decisão, Lewandowski cita um diálogos entre procuradores dando conta de que os arquivos copiados da Odebrecht foram levados para perícia em sacolas de supermercado.

Processo 5020175-34.2017.4.04.7000

 

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Analistas crêem que cenário político real vem depois do Carnaval; Alan perderá o conforto e Senado consolidará segundo

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O cenário atual tem uma paisagem imexível: a direita e centro-direita, mesmo com divisões internas, dificilmente darão fôlego a uma terceira via ou ao campo progressista

A grande comparação a ser feita é com o pleito de 2022: se Gladson venceu no primeiro turno com 56,64% dos votos, a fragmentação atual sugere que a sucessão de 2026 dificilmente se resolverá sem um segundo turno. Foto: captada 

Redação AcreNews

O Acre tem um analista político para cada esquina e, apesar de tudo, não dá pra dispensar tudo o que se fala. A razão é simples: o que a maioria prevê é muito parecido com a opinião de gente profissional, como comunicadores políticos e gente com mandato. A maioria acredita, por exemplo, que o verdadeiro cenário político vai se revelar ainda esse mês de fevereiro, sobretudo após o Carnaval. O eleitor estará mais disposto a responder a verdade nas pesquisas.

É provável que em outubro tenhamos poucas surpresas. Em relação à disputa pelo Governo, o que deve acontecer é o senador Alan Rick (Republicanos) passar a ser seguido mais de perto, deixando a zona de conforto sob a qual vem há dois anos. O cenário atual tem uma paisagem imexível: a direita e centro-direita, mesmo com divisões internas, dificilmente darão fôlego a uma terceira via ou ao campo progressista.

Os números para o Governo As pesquisas de intenção de voto realizadas na virada do ano consolidam o senador Alan Rick como o nome a ser batido. Com índices que flutuam entre 40% e 44% nas sondagens estimuladas, Rick capitaliza sua forte presença nas redes sociais e sua base conservadora. Seus principais desafiantes, no momento, lutam para romper a barreira dos 30%:

  • Tião Bocalom (PL): O prefeito de Rio Branco aparece com cerca de 24%, tentando nacionalizar a disputa com o apoio da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

  • Mailza Assis (PP): A atual vice-governadora, que deve assumir o comando do estado em abril — caso Gladson renuncie para concorrer ao Senado —, soma aproximadamente 15% a 18%. Sua força reside na máquina estatal e no apoio direto de Cameli.

  • Thor Dantas (PSB): Representando a esquerda, o médico infectologista aparece com 5%, buscando unificar o campo progressista em torno de uma pauta social.

Senado: Um “campo de guerra” entre caciques Se o governo parece ter um favorito, o Senado é um “campo de guerra” entre caciques. Em 2026, o Acre renovará duas cadeiras, e o governador Gladson Cameli lidera a corrida com folga, registrando 42% de preferência em alguns cenários. Gladson aposta na alta aprovação da sua pessoa.

A “segundona” é disputada por:

  • Marcio Bittar: Pré-candidato à reeleição, detém 24% das intenções.

  • Jorge Viana: Principal nome da oposição, flutua entre 17% e 24%.

  • Jéssica Sales: Nome forte no Juruá, mantém média de 14%.

  • Mara Rocha: Sempre um nome forte no Vale do Acre.

Projeções finais

O panorama revela um Acre profundamente alinhado ao conservadorismo, onde a disputa interna da direita — entre a aliança de Alan Rick e o PP de Gladson/Mailza — definirá o tom da campanha. A grande comparação a ser feita é com o pleito de 2022: se Gladson venceu no primeiro turno com 56,64% dos votos, a fragmentação atual sugere que a sucessão de 2026 dificilmente se resolverá sem um segundo turno.

A projeção para os próximos meses indica que a “janela partidária” e a desincompatibilização de Gladson em abril serão os catalisadores para novas alianças. Se Alan Rick mantiver o fôlego, o desafio de Mailza será provar que a “continuidade” é mais segura que a “renovação” personificada pelo senador e pastor Alan Rick.

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Editais de credenciamento para a Comic Nerd 2026 já estão disponíveis

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), e a Associação dos Nerds do Acre (Anac Nerd) anunciam a abertura de 16 editais de credenciamento para a Comic Nerd 2026. Os chamamentos públicos regulamentam a participação de competidores, expositores, artistas, empreendedores, voluntários e prestadores de serviços no evento geek (termo utilizado para definir apaixonados por tecnologia, cultura pop, jogos eletrônicos e de tabuleiro), que será realizado nos dias 30 e 31 de maio, em Rio Branco, com o tema Gerações.

As publicações têm como finalidade organizar, democratizar e dar transparência ao processo de participação na ação de economia criativa. A ideia é estabelecer critérios técnicos, prazos, etapas de seleção e regras. A partir dos chamamentos, os interessados podem se credenciar para concursos culturais, competições de jogos, espaços comerciais, apresentações artísticas e apoio ao evento. A iniciativa amplia o acesso às oportunidades geradas pela programação oficial.

Entre as modalidades previstas de competições estão concursos de cosplay (hobby – atividade de lazer – em que pessoas se vestem e atuam como personagens fictícios de animes, jogos, filmes e séries) nacional, estadual, infantil e pet; competições de dança, como K-pop e Just Dance; torneios de e-sports de vários jogos de sucesso, além da arena retrô e gincanas temáticas. Os editais também contemplam credenciamento para expositores, lojistas, profissionais da imprensa, praça de alimentação, equipe de produção, voluntariado e espaços de inovação e networking, para ampliar o alcance econômico e cultural.

Editais têm como finalidade organizar, democratizar e dar transparência ao processo de participação no evento. Foto: Raylanderson Frota/Secom

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do endereço eletrônico https://linktr.ee/anacnerdsb, conforme as orientações específicas de cada edital. O link também está disponível nos canais oficiais da Seict e da Anac Nerd nas redes sociais. As etapas classificatórias das competições de cosplay serão desenvolvidas em ambiente digital, o que permite a participação de interessados de todo o Acre. As finais serão realizadas durante os dias do evento.

De acordo com o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, os editais consolidam a Comic Nerd como instrumento de política pública para fortalecer a economia criativa e atrair a atenção de maior número de jovens para a área, ao gerar perspectiva de trabalho formal. “Os chamamentos organizam o evento, garantem segurança jurídica e ampliam o acesso. A Comic Nerd é uma plataforma de oportunidades para quem empreende, cria e trabalha com cultura, tecnologia e inovação”, afirma.

Já o presidente da Anac Nerd, Hecton Magalhães, destaca que o credenciamento é o principal caminho para integrar a programação oficial e aproveitar as possibilidades que o evento proporciona nas áreas cultural e, principalmente, comercial. “Todos os interessados precisam acessar os editais para entender onde podem atuar e como participar. É assim que garantimos diversidade, qualidade e representatividade de diferentes gerações dentro do evento”, completa.

Publicações regulamentam participação em concursos de cosplay (acima), competições de jogos eletrônicos e outros. Foto: Raylanderson Frota/Secom

A organização reforça que cada edital possui regras próprias, com prazos de inscrição, documentos necessários para a habilitação e critérios técnicos de seleção. Os itens devem ser atentamente consultados pelos interessados no endereço eletrônico disponibilizado. Ainda conforme a Seict e a associação, apenas os inscritos no período estabelecido em cada chamamento poderão participar da Comic Nerd 2026, que terá entrada solidária com a doação de um quilo de alimento não perecível.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Defesa alega que Bolsonaro piorou na prisão e pede domiciliar ao STF

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Bolsonaro deixa DF Star após bateria de exames

A defesa de Jair Bolsonaro (PL), protocolou, nesta quarta-feira (4/2), um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que seja concedida a prisão domiciliar ao ex-presidente.

Os representantes do ex-presidente alegam que Bolsonaro apresentou piora no quadro clínico nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos e crise de soluços acentuada.

“Requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos, a fim de viabilizar a apresentação de parecer pelo assistente técnico da defesa e, por consequência, a análise da necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”, diz a defesa.

Prisão na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou no dia 15 de janeiro a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha.

A Papudinha abriga alojamento para presos – que costumam ser militares – e locais para descanso dos PMs que estão em serviço.

A PMDF recebeu, em junho de 2025, uma emenda parlamentar de R$ 500 mil para obras de melhoria dos alojamentos onde ficam os policiais que estão trabalhando. No que se refere à reforma do espaço destinado aos presos, a última ocorreu em 2020.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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