Acre
Menina de 11 anos entrega filha recém-nascida à família de padrasto
Garota diz não sentir ‘nada’ pela filha.
Padrasto continua em presídio no município de Cruzeiro do Sul (AC).
G1/AC
A menina de 11 anos, abusada sexualmente pelo padrasto, decidiu entregar a filha, que nasceu no dia 3 de setembro, para a mãe do abusador, que vive na zona rural de Cruzeiro do Sul (AC). De acordo com o Conselho Tutelar, a decisão foi tomada pela família da menor que alegou não ter condições financeiras para sustentar a bebê. A menina ficou apenas uma semana com a recém-nascida.
Ao G1, a menina garantiu não ter nutrido qualquer sentimento pela filha, mas disse que pretende visitar a bebê na casa da avó e acompanhar seu crescimento. “Eu não senti nada diferente não quando a vi. Vou continuar vendo ela, a avó dela não vai ser contra eu ir vê-la, só que não tem como eu criar”, declarou a menor.
A pré-adolescente encontra-se aos cuidados de uma tia que mora na área urbana da cidade, enquanto se recupera da cirurgia cesariana, mas deve retornar para a casa da mãe, na Comunidade Lagoinha, zona rural do município. A tia da jovem, que prefere não se identificar, afirma que a bebê foi entregue com o consentimento da garota e da mãe dela.
“Essa decisão foi tomada por ela, ninguém levou a criança daqui obrigada não, jamais eu deixaria isso acontecer. Ela não conseguia cuidar, e a mãe dela não tem condição financeira para cuidar dessa criança, porque já tem quatro filhos para sustentar. Como ela (a avó paterna) se comprometeu em criar, a família entregou a guarda, pois ela vai fazer o melhor”, acredita a tia.
Preso na penitenciária de Cruzeiro do Sul, o padrasto confessou os abusos e reconheceu a paternidade. Segundo a conselheira tutelar, Régia Santana, quando o caso veio à tona, foi descoberto que a garota não tinha registro de nascimento e nunca havia frequentado a escola. A documentação foi regularizada e a partir do próximo ano, ela deve iniciar seus estudos.
Um exame de DNA ainda será realizado para comprovar a paternidade da criança, que deve receber também o nome do pai na certidão de nascimento.
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Acre
Bocalom confirma conversas sobre possível acordo do PL para apoiar Alan Rick na disputa pelo governo
Em meio a articulação entre Republicanos e PL que favorece Alan Rick, prefeito de Rio Branco afirma que projeto pessoal não tem volta e que “única alternativa” é buscar outro caminho; senador Márcio Bittar não se manifesta

Acho que não tem momento melhor do que esse que estou vivendo na minha vida para ser governador, devido ao trabalho em Acrelândia e ao trabalho em Rio Branco”, disse. Foto: captada
Com Matheus Mello
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), afirmou nesta quinta-feira (12) que, se não houver espaço no Partido Liberal para sua pré-candidatura ao governo do Acre, a única alternativa será deixar a legenda. A declaração ocorre em meio à repercussão de um possível acordo entre as executivas nacionais do PL e do Republicanos para viabilizar a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao Palácio Rio Branco.
“Eu fiquei sabendo dessas conversas. O Márcio não me ligou, ninguém me ligou. Estou sabendo. Evidentemente que nós temos um projeto, que é ser governador. Acho que não tem momento melhor do que esse que estou vivendo na minha vida para ser governador, devido ao trabalho em Acrelândia e ao trabalho em Rio Branco”, declarou Bocalom.
O prefeito disse que “já colocou [seu] nome” e que seguirá lutando pela viabilidade da candidatura. “Se houver problema com o PL, vamos ter que achar outro caminho, não tem jeito, mas espero que não tenha problema”, completou.
Nos bastidores, a articulação entre Republicanos e PL é atribuída ao senador Alan Rick, que, em tese, mantém conversas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — pré-candidato da legenda à Presidência. A proposta de Rick envolve, entre outros pontos, entregar ao PL seu primeiro suplente, Gemil Junior, para compor a bancada bolsonarista no Senado em troca do apoio à sua candidatura.
A cúpula do PL em Brasília, no entanto, ainda avalia o cenário com pesquisas nacionais. Segundo informações publicadas pelo jornal ac24horas, “o PL nacional, pelo que apurou, não tem interesse político-eleitoral em lhe dar legenda”. O senador Márcio Bittar (PL), principal liderança da sigla no Acre, não se manifestou publicamente sobre o caso.
Bocalom oficializou sua pré-candidatura ao governo no dia 19 de janeiro. O gestor lidera o índice de rejeição entre os pré-candidatos, com 29,5%, segundo pesquisa Data Control divulgada nesta semana. Alan Rick aparece à frente nas intenções de voto (35,3%), seguido por Mailza Assis (PP), com 18,3%, e Bocalom, com 18% — empate técnico com a vice-governadora.
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Acre
TJAC funcionará em regime de plantão durante o Carnaval

FOTO: ASCOM
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) funcionará em regime de plantão entre segunda e quarta-feira, 16 a 18 de fevereiro, em razão do feriado de Carnaval. Nesse período, não haverá atendimento presencial nas unidades do Judiciário, sendo analisadas apenas medidas consideradas urgentes.
De acordo com TJAC, com a suspensão das atividades regulares, os prazos processuais ficam interrompidos e voltam a correr após o período de plantão. No site do TJAC está disponível a lista com as servidoras e os servidores designados para atuar nesses dias.
Também haverá plantão com suporte na área tecnológica em caso de intercorrências nos sistemas de tramitação de processos.
Durante o plantão judiciário poderão ser apreciados pedidos de liminar em mandados de segurança e habeas corpus, solicitações de liberdade provisória, sustação de ordem de prisão, entre outras medidas que demandem urgência.
Os atendimentos presenciais serão retomados na quinta-feira, 19, das 7h às 14h.
Com informações do TJAC
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Acre
Prefeitura realiza operação “De Volta para Casa” e encerra assistência às famílias atingidas por enxurradas em Rio Branco
Ação da Defesa Civil marca fim do acompanhamento emergencial após cheia do Rio Acre; órgão alerta para risco de novos eventos no período chuvoso

Foto: Defesa Civil Municipal
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Defesa Civil Municipal, realiza nesta quinta-feira, 12, a operação “De Volta para Casa”, destinada às famílias que haviam sido deslocadas para residências de parentes ou amigos em razão das enxurradas e do transbordamento do Rio Acre.
De acordo com o município, a ação foi concentrada exclusivamente nesta data por questões logísticas. Com isso, a Defesa Civil conclui o ciclo de acompanhamento e apoio prestado às famílias atingidas pelos eventos climáticos recentes na capital.
A operação marca o encerramento da assistência emergencial iniciada após a elevação do nível do Rio Acre e os registros de enxurradas em diferentes bairros da cidade. Durante o período crítico, equipes atuaram no monitoramento de áreas de risco, no suporte às famílias desalojadas e na prestação de auxílio humanitário.
Apesar da finalização desta etapa, a Defesa Civil alerta que o risco de novos transbordamentos ou enxurradas permanece, especialmente diante das condições climáticas típicas do período chuvoso.


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