Sindepac informou que desconhece qualquer tipo de adulteração nos postos do estado e que há uma fiscalização rigorosa.

Médico diz que precisou trocar o motor do carro por causa de gasolina adulterada — Foto: Arquivo pessoal
Por Alcinete Gadelha

O médico legista Paulo Jesus César teve um baita prejuízo ao encontrar pelo menos 3 litros de água misturada à gasolina do carro dele, que só descobriu o que estava acontecendo quando se deslocava de Rio Branco para o interior do estado, no dia 21 de fevereiro.

A assessoria de comunicação do Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac) informou que o sindicato desconhece qualquer tipo de adulteração nos postos do estado e que há uma fiscalização rigorosa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério Público Estadual (MPE) e pelo Órgão de Defesa e Proteção ao Consumidor (Procon).

Além disso, a assessoria informou ainda que o motorista que se sentiu prejudicado pode ir ao posto e solicitar o teste e acrescentou que não é possível a mistura de água com gasolina.

“Abasteci em três postos diferentes, em um deles coloquei R$ 150 de gasolina e o carro começou a falhar e apresentar problemas antes de chegar em Senador Guiomard”, contou.

O médico disse que chamou o mecânico e ele disse que eu tinha queimado a junta do motor. “Ele disse que só podia ser uma coisa e tirou a gasolina, e tinha mais de três litros de água dentro”, diz.

César diz que não sabe em qual posto ocorreu o problema porque sempre abastece em três lugares diferentes e lamenta por pagar por um produto caro e não conseguir se deslocar para onde deseja sem encontrar problemas.

“Para finalizar a história, tive que gastar R$ 11,8 mil porque tive que comprar um motor zero. O outro não presta mais. Meu carro é de 2017, é novo nunca deu problema porque só rigoroso, a manutenção dele”, lamenta.

Prejuízo foi de R$ 11 mil — Foto: Arquivo pessoal

O dono da oficina que fez o conserto no carro do médico, Marcos Luna, disse que tanto é possível ver a olho nu a adulteração, como também é utilizado um aparelho de scanner que é possível constatar se o combustível tem alguma substância que foi acrescentada de forma irregular.

“A gente tem uma máquina de limpeza e colhemos também um pouco da gasolina e vê a olho nu mesmo, a gente coloca em um vaso transparente porque a água separa da gasolina”, informou.

O dono da mecânica diz ainda que é comum a chegada de carros com esse tipo de problema.

“Chega bastante carro aqui com gasolina adulterada. Às vezes, os clientes dizem que está tudo bem e abastecem e chega com o veículo falhando e é preciso fazer limpeza, trocar vela. Quase toda semana, chega carro com esses problemas. Gasolina aqui, além de ser caro tem essas coisas”, afirma.

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