Acre
Mazinho diz que nem os prefeitos do PT querem o Deracre nos ramais: “Come 70% do dinheiro”
“Eu, particularmente, prefiro que o dinheiro retorne para a União do que ficar nas mãos do Deracre”, diz prefeito de Sena Madureira
O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (PMDB), não vai aceitar que o Deracre administre uma verba no valor de quase 80 milhões de reais que será liberada este ano através de uma emenda de bancada para a recuperação de ramais.
Deste valor, o município de Sena Madureira deverá ser contemplado com R$ 5.600.000,00 (cinco milhões e seiscentos mil reais), o que, segundo o prefeito, é o suficiente para a prefeitura recuperar mil e oitocentos quilômetros de ramais.
“Se esse dinheiro for administrado pelo Deracre, eles só querem fazer pouco mais de 200 quilômetros, enquanto a prefeitura de Sena garante recuperar todos os ramais que cortam o municípios. O Deracre ‘come’ 70% dos recursos se ficar na mão dele”, denuncia o prefeito.
Serafim diz que 19 prefeitos, entre eles prefeitos do Partido dos Trabalhadores (PT), não aceitam o Deracre trabalhando na recuperação de ramais. “Nem os prefeitos do PT querem entregar esse dinheiro nas mãos do Deracre”, afirma.
Além disso, Mazinho diz que dia 20 os prefeitos irão se reunir em Brasília para debater sobre a liberação e o destino dos recursos que serão liberados para a recuperação de ramais em todos os municípios do Acre.
“Eu, particularmente, prefiro que o dinheiro retorne para a União do que ficar nas mãos do Deracre, que não mexe com ramal. Por que só agora, porque tem todo esse dinheiro, eles querem fazer ramal?”, questiona.
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Jovem morre após aplicação de medicamento em farmácia; família protesta nas ruas de Tarauacá e MP investiga
Mayko Oliveira França deixou três filhos pequenos. Após sentir tonturas, ele recebeu uma injeção aplicada por atendente de estabelecimento comercial; quadro se agravou e ele não resistiu
A morte do jovem Mayko Oliveira França, de 31 anos, em Tarauacá, mobilizou familiares e amigos que realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira, 30, em frente à Praça da Juventude. O grupo percorreu as proximidades do fórum e da delegacia da cidade cobrando justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
Segundo a mãe e a esposa de Mayko, ele deixou três filhos pequenos. A família afirma que o jovem, descrito como saudável, teria sido vítima de um possível erro no atendimento no interior da unidades de prestação de assistência farmacêutica.

Após a aplicação, o quadro clínico se agravou rapidamente. Nos dias seguintes, Mayko passou a apresentar dores intensas e complicações. Mesmo retornando ao local em busca de ajuda. Foto: captada
De acordo com informações encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Acre, Mayko procurou uma farmácia da cidade no dia 18 de março após sentir tonturas. Durante o atendimento, recebeu a recomendação para aplicação de um medicamento injetável, procedimento realizado por uma atendente do estabelecimento.
Após a aplicação, o quadro clínico se agravou rapidamente. Nos dias seguintes, ele passou a apresentar dores intensas e outras complicações. Mesmo retornando ao local em busca de ajuda, não houve melhora.
No dia 20 de março, já em estado crítico, Mayko foi levado ao Hospital Dr. Sansão Gomes. Profissionais da unidade teriam identificado indícios de possíveis irregularidades no atendimento inicial, levantando dúvidas sobre a forma como a medicação foi aplicada e a dosagem utilizada.


No último dia 20 de março, já em estado crítico, ele foi levado ao Hospital Dr. Sansão Gomes. Profissionais teriam identificado indícios de possíveis irregularidades no atendimento inicial. Foto: captada
O paciente apresentou sinais graves, incluindo comprometimento dos rins e outras complicações clínicas. Após ser estabilizado, foi transferido para Cruzeiro do Sul, mas não resistiu e morreu no mesmo dia.
O Ministério Público já abriu investigação para apurar as circunstâncias do caso. A família segue mobilizada em busca de justiça e cobra que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

O paciente apresentou sinais graves, incluindo comprometimento dos rins e outras complicações clínicas. Após ser estabilizado, foi transferido para Cruzeiro do Sul, mas não resistiu. Foto: captada
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Estudantes da UFAC levam análise econômica às ruas de Assis Brasil
Ação de extensão aproximou universidade da comunidade com dados sobre desenvolvimento local
Alunos do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Acre, campus de Assis Brasil, realizaram uma ação de extensão nas ruas do município com o objetivo de compartilhar conhecimentos acadêmicos com a população.
Durante a atividade, foram distribuídos panfletos com os principais resultados dos trabalhos desenvolvidos na disciplina de Macroeconomia II e no projeto de extensão “Análise Macroeconômica Comparativa: Estrutura Produtiva, Mercado de Trabalho e Desenvolvimento entre Assis Brasil (AC) e o Brasil”, coordenado pela professora Graziela Gomes Bezerra.
O estudo teve como foco comparar indicadores econômicos e sociais do município com o cenário nacional, utilizando dados macroeconômicos para avaliar aspectos como estrutura produtiva, mercado de trabalho e desenvolvimento social.
A iniciativa buscou aplicar, na prática, os conteúdos trabalhados em sala de aula, aproximando o conhecimento acadêmico da realidade local e promovendo o diálogo com a comunidade.
Ao todo, cinco trabalhos foram apresentados. Um dos estudos, desenvolvido pelas alunas Laisa Silva Cardilha e Andreiany da Silva Rodrigues Sales, com contribuições de Iraci Marques de Araújo, destacou desigualdades no acesso à educação, saúde e serviços sociais em Assis Brasil, apontando limitações no desenvolvimento do município em comparação com a média nacional.
A ação reforça o papel da universidade na produção e disseminação de conhecimento, contribuindo para a reflexão sobre os desafios e potencialidades da realidade local.






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