Conecte-se conosco

Brasil

Marina Silva volta a criticar projeto que dificulta novas lengendas

Publicado

em

A ex-senadora Marina Silva, que tenta criar o partido Rede Sustentabilidade, voltou a criticar neste sábado o projeto de lei que dificulta o surgimento de novas legendas. “A intenção deles é nos inviabilizar”, disse ela em após um giro por Belo Horizonte para coletar assinaturas para a formalização da Rede.

“Com certeza dificulta se o número for mudado”, disse ela referindo-se à proposta de elevar de 500 mil para 1,5 milhão o número de assinaturas necessárias para a criação de um partido.

“A minha preocupação maior é com essa atitude de desrespeito para com a democracia em que nós temos várias medidas que vão na direção de subtrair as conquistas democráticas que tivemos, como por exemplo, a lei que muda o processo de criação de partidos, no caso negando tempo de TV e fundo partidário, que é uma forma de barrar a multiplicidade de partidos”, disse ela.

Lideranças da Rede estipularam como meta coletar até o fim deste mês 300 mil assinaturas. Querem reunir ao todo 550 mil para chegar até outubro com apoio suficiente para pedir o registro do partido. Isso se as regras não forem mudadas.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta semana liminar que suspendeu a tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei. A iniciativa pôs mais combustível no ambiente de desacordo entre o STF e o Congresso.

O projeto conta com o apoio de lideranças do PT. Críticos do texto dizem que o governo e seus aliados são favoráveis ao projeto para impedir a criação de partidos que venham a se colocar no campo da oposição nas eleições de 2014.

Embora não se apresente como candidata a presidente, Marina aparece como uma das prováveis adversárias da presidente Dilma Rousseff no próximo ano – caso a Rede realmente seja criada.

Para Marina, “medidas com o sentido de eliminar do caminho aqueles que pensam diferente nunca foi a cultura democrática dos partidos de tradição de esquerda e de centro-esquerda”. No entanto, disse ela, “esse princípio democrático que achávamos intransponível está sendo ultrapassado”.

A ex-senadora comparou as restrições às novas legendas em debate no Congresso com as dificuldades que o PT teve de se firmar.

“Quando organizamos o Partido dos Trabalhadores na década de 80 também existiam forças que queriam nos abafar exatamente porque tinham medo de ideias novas”, disse.

Marina volta às ruas de Belo Horizonte no domingo para mais uma rodada de coleta de assinaturas.

(Marcos de Moura e Souza)

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Pedro Longo oficializa filiação ao MDB e terá pré-candidatura a deputado federal chancelada por Baleia Rossi

Publicado

em

Parlamentar destacou trajetória histórica do partido na redemocratização do país; sigla aposta em protagonismo na bancada federal

O deputado Pedro Longo oficializou sua entrada no MDB nesta quarta-feira (25). A filiação ocorreu na capital federal e contou com o aval direto do presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (SP), que chancelou a pré-candidatura de Longo à Câmara dos Deputados.

Ao optar pela legenda, Longo destacou a trajetória histórica do partido no cenário brasileiro.

“A história do MDB se confunde com a luta pela democratização do Brasil, em episódios marcantes como as campanhas pela anistia, em prol das eleições diretas e pela convocação da constituinte”, relembrou o parlamentar, pontuando o simbolismo dos 60 anos da agremiação.

Baleia Rossi não poupou elogios ao novo correligionário, enfatizando que a chegada de Longo qualifica o quadro emedebista no estado.

“O MDB do Acre e o Diretório Nacional ficam honrados em receber um líder respeitado, com uma bonita história de vida, agora disposto a vir para Brasília para bem representar o povo acreano”, afirmou o dirigente nacional.

Expectativas para 2026

Para Rossi, a engenharia política que está sendo montada no Acre deve garantir um desempenho acima da média nas urnas. Ele acredita que o partido retomará o protagonismo histórico na bancada federal, elegendo nomes de peso que resgatem a tradição de representatividade do MDB acreano no Congresso Nacional.

Cenário eleitoral

Com o prazo de filiações se aproximando do fim, o tabuleiro político para 2026 começa a se definir com clareza. A chapa do MDB surge como uma das mais robustas para a Câmara Federal, rivalizando em competitividade com a recém-anunciada federação União Progressista. Ambos os blocos caminham alinhados ao projeto político liderado pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Irã confirma “troca de mensagens” com os EUA, mas nega negociações

Publicado

em

Em entrevista à emissora estatal IRIB, chanceler iraniano afirmou que a mudança de tom de Washington equivale a um reconhecimento de fracasso

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, questionou os apelos dos EUA por negociações, afirmando que a mudança de tom de Washington equivale a um reconhecimento de fracasso após ter exigido anteriormente a “rendição incondicional”.

“Os americanos não disseram ‘rendição incondicional’?”, questionou Araghchi em uma entrevista transmitida nesta quarta-feira (25) pela emissora estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting ).

“Então, por que estão falando em negociação agora?”, acrescentou.

O chanceler acrescentou que “o fato de estarem falando em negociação agora é exatamente uma admissão de derrota”.

Araghchi também disse que os EUA enviaram diversas mensagens a Teerã nos últimos dias por meio do que ele descreveu como “países amigos”, mas ressaltou que essas comunicações não configuram negociações.

“O fato de mensagens estarem sendo enviadas e de respondermos com advertências ou declararmos nossas posições não é o que chamamos de negociação ou diálogo; é uma troca de mensagens”, enfatizou.

“Nessas mensagens, ideias foram levantadas e transmitidas às autoridades superiores, e se for necessário tomar uma posição, elas a anunciarão”, concluiu Araghchi.

A Casa Branca, por sua vez, afirmou que as negociações com o Irã estão avançando rapidamente, mesmo após Teerã não ter aceitado imediatamente um plano de 15 pontos para encerrar a guerra.

Anteriormente, Araghchi citou uma reportagem da NBC News que afirmava que o presidente Donald Trump estava assistindo a vídeos selecionados que destacavam ataques bem-sucedidos dos EUA.

O ministro das Relações Exteriores denunciou a “venda” diária da guerra ao público americano e até mesmo ao próprio presidente.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Iraque autoriza grupo apoiado pelo Irã a responder a ataques

Publicado

em

Anúncio ocorre após ataque que atingiu um quartel-general das Forças de Mobilização Militar e matou 15 combatentes

O Conselho de Segurança Nacional do Iraque autorizou as Forças de Mobilização Popular (PMF) — grupo de milícias xiitas apoiadas pelo Irã — a exercer o direito de autodefesa e a responder a ataques contra suas posições.

A autorização vem após o ataque que atingiu um quartel-general das Forças de Mobilização Militar nesta terça-feira (24) e matou 15 combatentes nesta terça-feira (24).

As PMF tem acusado os Estados Unidos e Israel pelos ataques das últimas semanas. Agora, as retaliações pode desencadear um ciclo de ataques e contra-ataques com os EUA, à medida que o conflito regional se intensifica.

Um alto funcionário de segurança iraquiano, que falou à CNN sob condição de anonimato, afirmou que a ordem de retaliação pode arrastar o Iraque para um confronto mais amplo e enfraquecer ainda mais a estabilidade na região.

Sem citar diretamente o ataque desta terça-feira, o conselho afirmou que as instituições de segurança do Iraque, incluindo as PMF, estão cumprindo suas funções de acordo com a Constituição e a lei para manter a estabilidade em todo o país.

O comunicado descreveu as PMF como um dos pilares do sistema de segurança nacional do Iraque, destacando que seus integrantes devem atuar estritamente dentro do marco legal.

A reunião ocorreu em meio ao que o governo chamou de “ataques injustificados e graves violações da soberania iraquiana”, incluindo bombardeios que atingiram quartéis-generais.

O conselho ordenou que as forças iraquianas enfrentassem ataques contra quartéis das PMF e outras formações das forças armadas, “por todos os meios possíveis”, citando o direito de resposta e de autodefesa.

As PMF, conhecidas em árabe como Hashd al-Shaabi, são um grupo guarda-chuva composto majoritariamente por facções paramilitares xiitas que foram formalmente integradas às forças de segurança do Iraque e incluem vários grupos alinhados ao Irã.

Grupos armados apoiados por Teerã lançaram ataques contra bases americanas no Iraque e contra a embaixada dos EUA durante a guerra.

Os ataques contra o quartel-general das PMF representam um desafio político para o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, que busca manter o apoio tanto dos EUA quanto das facções no país de maioria xiita.

Os EUA mantêm uma presença influente em Bagdá desde a invasão de 2003 que derrubou o ditador Saddam Hussein, um muçulmano sunita, substituindo-o por governos liderados por xiitas e alinhados ao Irã.

Comentários

Continue lendo