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Cotidiano

Marina Silva ignora reforma trabalhista em diretrizes

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Texto discorre explicitamente sobre reformas tributária, previdenciária e política

“Revogar, não. Mas eu vou corrigir os pontos draconianos, pode ter certeza”, afirmou sobre a reforma trabalhista a candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, neste mês, em entrevista.

Se no discurso a ex-senadora afirma repetidas vezes que irá mexer nas regras aprovadas pela gestão Temer, as diretrizes programáticas não dão certeza do que a ex-senadora pretende fazer com relação a um dos projetos mais polêmicos do atual governo.

O termo “reforma trabalhista” não aparece nenhuma vez ao longo das 61 páginas do documento divulgado pela campanha na terça-feira (14).

O mesmo texto discorre explicitamente sobre propostas da candidata para outras reformas, como a tributária, a previdenciária e a política.

Candidata Marina Silva. Foto: José Patrício/Estadão

Tampouco são citados os pontos que a presidenciável já afirmou em discursos e entrevistas que alterará.
Entre eles, estão a possibilidade de trabalho insalubre para gestantes e lactantes, o pagamento de honorários advocatícios por quem perder ação judicial e a permissão para que o o horário de almoço seja de 30 minutos.

“Isso não é modernizar, isso é voltar a relações pré-modernas de trabalho”, chegou a afirmar em entrevista em julho.

Em 2017, uma publicação no site da Rede Sustentabilidade também criticou o uso de intermitentes. “Na reforma trabalhista, é inadmissível ter trabalhadores que ficam em processo de espera, de forma intermitente, sendo convocados a qualquer momento pelo empregador, sujeito a pagar multa se não estiverem à disposição”, dizia o texto, assinado pela ex-senadora.

Apesar disso, nas diretrizes divulgadas, Marina cita propostas sobre emprego, mas não menciona diretamente a legislação trabalhista, como seus adversários.

O candidato do PDT, Ciro Gomes, por exemplo, é um dos que se diz contrário à reforma aprovada pelo Congresso e sancionada por Temer em julho de 2017.

Em seu programa de governo, há um tópico em que o pedetista defende a mudança das normas. “Revisão das atuais leis trabalhistas, de modo a adaptá-las às novas tendências do mercado de trabalho, alavancar o empreendedorismo, incentivar empresas e trabalhadores a realizar contratos de trabalho mais longos, estimular aumentos na produtividade e diminuir a insegurança jurídica”, diz o texto.

Já  o documento de Marina afirma, por exemplo, que a “criação de empregos dignos será o foco central de nossas políticas econômicas e sociais”. Para tanto, defende a diminuição dos custos de contratação do trabalho formal e “melhoria no ambiente de negócios, reduzindo a insegurança jurídica”.

A reforma trabalhista é uma das medidas mais polêmicas encampadas pelo governo Temer. Segundo pesquisa Datafolha de maio de 2017, a 64% dos brasileiros afirmaram que a mudança na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) beneficia mais empresários que trabalhadores.

A campanha da candidata afirma que o tema não foi tratado porque foram divulgadas apenas as diretrizes e não o programa completo.

Segundo a equipe, Marina já tem se posicionado de “forma contundente” sobre os pontos que deverão ser revistos, e outros serão analisados em um eventual governo da Rede.

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Frota de veículos no Acre cresce 4,9% em 2024, com destaque para aumento de motocicletas

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Dados do IBGE mostram que motos lideram expansão (+5,2%), seguida por carros (+2,8%); transporte coletivo registra leve queda

O crescimento da frota foi impulsionado principalmente pelo aumento das motocicletas, que passaram de 148.034 em 2023 para 155.673 em 2024 – um acréscimo de 5,2%. Foto: internet 

O Acre registrou um aumento na frota de veículos em 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número total de veículos passou de 350.273 em 2023 para 367.440 em 2024, um crescimento de aproximadamente 4,9%. O aumento reflete o avanço da motorização no estado.

O crescimento da frota foi impulsionado principalmente pelo aumento das motocicletas, com um acréscimo de 5,2%. O dado reforça a popularização desse meio de transporte no estado, especialmente entre trabalhadores que atuam como entregadores e profissionais autônomos, além de moradores de regiões mais afastadas dos centros urbanos.

Os carros também tiveram crescimento significativo. Já os caminhões tiveram um aumento mais discreto, por outro lado, a quantidade de ônibus apresentou uma leve redução, caindo de 1.440 para 1.429 veículos. Veja números abaixo.

Frota veicular no Acre em números (2023-2024)

Principais destaques
1. Motos lideram crescimento
  • 155.673 unidades em 2024 (+7.639 em um ano)
  • Fator: demanda por entregas (apps), custo-benefício e mobilidade em áreas periféricas
2. Carros mantêm trajetória de alta
  • 107.216 automóveis (+2,8%)
  • Reflexo do acesso a financiamentos e necessidade de transporte familiar
3. Transporte coletivo encolhe
  • Frota de ônibus cai 0,8% (1.429 veículos)
  • Tendência preocupa especialistas em mobilidade urbana
Análise do cenário
  • Motorização acelerada: Crescimento acima da média nacional (3,7% em 2023, segundo Denatran)
  • Desafios:
    • Pressão sobre infraestrutura viária
    • Aumento de acidentes (motos representam 60% das ocorrências no estado)
    • Necessidade de políticas para transporte público
Próximos passos
  • Detran-AC prepara campanha para direção segura de motociclistas
  • Prefeituras estudam incentivos à renovação da frota de ônibus
  • Sindicatos alertam para custos de manutenção em estradas

Dados completos: IBGE – Pesquisa Frota Veicular 2024

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Hospital do Câncer do Acre fica sem morfina oral após problemas em licitação; Saúde iniciou novo processo

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Saúde do Acre informou que iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante

Em nota, o governo informou que já iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante e aguarda a entrega dos medicamento. Foto: internet 

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou nessa terça-feira (1º) que está sem morfina oral na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em Rio Branco. A falta do medicamento foi causada por problemas na licitação.

Em nota, o governo informou que já iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante e aguarda a entrega dos medicamento.

Ainda conforme a gestão, nenhum paciente ficou desassistido porque a unidade disponibiliza a ‘morfina injetável para garantir o controle da dor quando necessário, assim como outras alternativas terapêuticas para aqueles pacientes’.

“A gestão estadual reafirma seu compromisso com a assistência oncológica e está atuando para normalizar o abastecimento o mais breve possível’, disse a nota assinada pelo secretário de Saúde Pedro Pascoal.

Veja nota da Saúde na íntegra

“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), esclarece que a falta temporária da morfina oral na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ocorreu devido ao fracasso do medicamento na licitação.

Diante disso, a Sesacre imediatamente iniciou um novo processo de aquisição diretamente com o fabricante, e aguarda a entrega dos medicamentos. Importante ressaltar que nenhum paciente ficou desassistido, pois a morfina injetável segue disponível no hospital para garantir o controle da dor quando necessário, assim como outras alternativas terapêuticas para aqueles pacientes.

A gestão estadual reafirma seu compromisso com a assistência oncológica e está atuando para normalizar o abastecimento o mais breve possível.

Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon
Secretário de Estado de Saúde do Acre.”

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Empresa acreana leva cupuaçu em pó para a Índia

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A Alimento Instantâneo da Amazônia (AIA), empresa acreana conhecida pelo sucesso na produção de tacacá, açaí e cupuaçu em pó, levou amostras do cupuaçu em pó para a Índia. O produto, prático e com validade de um ano, pode ser utilizado no preparo de sucos, cremes e vitaminas.

Nas redes sociais, o pesquisador e idealizador dos produtos, Daniel Alves Figueiredo, compartilhou sua experiência ao levar o item para o país asiático.

“Nossa viagem à Índia foi muito interessante. Chegando lá, os indianos prepararam um creme de cupuaçu delicioso e adoraram o sabor. Foi um grande sucesso!”, afirmou.

Os estudos para transformar alimentos amazônicos em pó tiveram início em 2013, durante o doutorado de Figueiredo na Universidade Federal do Acre (UFAC).

O primeiro produto desenvolvido foi o tacacá em pó, que rapidamente conquistou o público. Em seguida, a empresa lançou o vatapá em pó e, mais recentemente, o açaí e o cupuaçu.

Segundo a AIA, os produtos em pó preservam até 90% da similaridade com o sabor original. Para alcançar esse resultado, os alimentos passam por processos de liofilização ou criodessecação, técnicas que envolvem o congelamento e a remoção da umidade sob vácuo, mantendo as características essenciais dos ingredientes.

A inovação destaca o potencial da gastronomia amazônica e oferece aos consumidores uma forma prática e versátil de apreciar os sabores típicos da região.

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