Brasil
Marina rebate Gleisi sobre apagão e diz que governo busca ‘cabra expiatória’
Por Paulo Gama, da Folha
A ex-senadora Marina Silva (PSB) disse nesta quinta-feira (13) que o governo federal encontrou nela uma “cabra expiatória” para justificar o risco de falta de energia e que é uma “simplificação grotesca” a tentativa de responsabilizá-la pelo problema.
“Primeiro se nega o problema, depois minimiza, depois, quando as evidências colocam o problema e ninguém pode negar, se procura um bode expiatório, ou, agora, uma cabra expiatória.”
Marina faz referência a fala da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil, que, segundo o “Correio Braziliense”, disse que a possibilidade de restrição energética tem “grande contribuição da vice de Eduardo Campos”.
A petista atribuiu a Marina a redução no potencial de geração da energia de usinas hidrelétricas no Rio Madeira, durante o período em que a rival era ministra do Meio Ambiente.
“O que está sendo dito é que se o Lula não tivesse uma ministra que se preocupasse com índios, com unidades de conservação, com comunidades ribeirinhas, a gente poderia ter feito de qualquer jeito”, afirmou Marina.
Para a ex-senadora, “é uma simplificação grotesca dizer que uma pessoa, marginal no governo, é responsável por um apagão de energia”.

A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em São Paulo (Foto Danilo Verpa/Folhapress)
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Nasa lança a primeira missão lunar tripulada em meio século
Quatro astronautas decolaram da Flórida nesta quarta-feira (1ª) na missão Artemis 2, da Nasa, em uma viagem de 10 dias de alto risco ao redor da Lua que marca o passo mais ousado dos Estados Unidos para o retorno de humanos à superfície lunar nesta década antes do primeiro pouso tripulado da China.
O foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa, acoplado à cápsula da tripulação Orion, ganhou vida pouco antes do pôr do Sol no Centro Espacial Kennedy para levar sua primeira tripulação de três astronautas norte-americanos e um canadense ao espaço, em uma subida estrondosa que deixou para trás uma imponente coluna de um espesso vapor branco.
A tripulação da Artemis 2, composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, preparou-se para uma expedição de quase 10 dias ao redor da Lua, levando-os mais longe no espaço do que os humanos jamais foram.
Após quase três anos de treinamento, eles são o primeiro grupo a voar no programa Artemis da Nasa, uma série de missões multibilionárias criada em 2017 para construir uma presença de longo prazo dos EUA na Lua a partir da próxima década.
O lançamento constitui um marco importante de mais de uma década para o foguete SLS da agência espacial dos EUA, entregando aos seus principais contratantes, Boeing e Northrop Grumman, a validação de que o sistema de 30 andares de altura pode transportar com segurança seres humanos para o espaço. A Nasa depende cada vez mais de foguetes mais novos e baratos da SpaceX de Elon Musk e de outros.
Construída para a Nasa pela Lockheed Martin, a cápsula Orion, da tripulação, vai se separar do estágio superior do SLS após 3 horas e meia de voo na órbita da Terra.
A tripulação vai assumir, então, o controle manual da Orion para testar sua direção e manobrabilidade em torno do estágio superior separado, tentando o primeiro de dezenas de testes planejados durante a missão.
A missão Artemis 2 é uma etapa inicial do principal programa lunar dos EUA, que tem como meta o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4.
A Nasa corre para realizar a descida lunar — o primeiro desde a última missão Apollo em 1972 — enquanto a China expande seu próprio programa com um pouso tripulado na Lua planejado para 2030.

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