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Mais de 16 milhões de brasileiros estão filiados a partidos políticos; prazo para se filiar termina em 6 de abril para concorrer nas eleições de 2026

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Especialistas destacam que filiação é requisito essencial para disputar as eleições de outubro; regras estão previstas na Lei dos Partidos Políticos

Dos pouco mais de 155 milhões de eleitores brasileiros, 16.097.237 estão vinculados a alguma das 31 agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 10,2% do eleitorado nacional, que hoje está na casa dos 155,1 milhões de eleitores aptos a votar, conforme dados de outubro.

Filiados por partido

Segundo dados do TSE, os partidos com maior número de filiados no Brasil são:

Partido Número de filiados
MDB 2.103.558
PT 1.559.132
PP 1.439.975
PSDB 1.356.116
PSD 1.235.779
PL 1.035.488
UNIÃO 1.003.898
PDT 995.831
Republicanos 487.593
PSB 468.125
Fonte: TSE (atualização de março de 2026)
Os 7 maiores partidos políticos do Brasil, acima de um milhão de filiados e suas principais pautas.
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO (MDB)

Fundado em 1965, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) é um dos partidos mais tradicionais do Brasil. Inicialmente criado como oposição ao regime militar, o MDB se posiciona hoje como um partido de centro, buscando um equilíbrio entre o social e o econômico.

Número eleitoral: 15
Espectro político: Centro
Membros (2026): 2.103.558 filiados

Principais pautas:
  1. Fortalecimento da democracia: O MDB tem uma longa história de defesa das instituições democráticas e dos direitos civis.
  2. Desenvolvimento econômico com justiça social: O partido busca conciliar crescimento econômico com políticas de inclusão social.
  3. Reforma política: Defende mudanças no sistema político para torná-lo mais transparente e representativo.
  4. Investimento em infraestrutura: Apoia projetos que modernizam a infraestrutura do país, incluindo transporte e energia.
  5. Equilíbrio entre poderes: Promove a independência dos três poderes e a harmonia entre eles para fortalecer a governança.
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)

Fundado em 1980, o Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos mais influentes partidos políticos do Brasil. Suas origens estão nos movimentos sindicais, sociais e intelectuais, e o PT se posiciona como um partido de esquerda, focado em políticas de inclusão social e no fortalecimento do estado de bem-estar social.

Número eleitoral: 13
Espectro político: Centro-esquerda à esquerda
Membros (2026): 1.559.132 filiados

Principais pautas:
  1. Defesa dos direitos dos trabalhadores: O PT sempre esteve na linha de frente na luta pelos direitos trabalhistas e pela melhoria das condições de trabalho.
  2. Ampliação dos programas sociais: O partido é responsável pela criação e expansão de programas como o Bolsa Família, com foco na redução da pobreza.
  3. Educação e saúde públicas e gratuita:s Defende a universalização da educação, com ênfase no acesso gratuito e de qualidade para todos. Promove o fortalecimento do SUS e a ampliação do acesso aos serviços de saúde para toda a população.
  4. Reforma agrária e apoio à agricultura familiar: O PT apoia a redistribuição de terras e incentiva políticas que favorecem pequenos produtores rurais.
  5. Defesa da reforma tributária: O PT propõe uma reforma tributária que torne o sistema mais justo e progressivo, aumentando a tributação sobre as grandes fortunas e reduzindo o peso dos impostos sobre as camadas mais pobres da população.
PARTIDO PROGRESSISTA (PP)

O Partido Progressista (PP) é um partido de centro-direita que tem uma presença significativa em várias regiões do Brasil, especialmente no Sul, e defende políticas liberais na economia.

Número eleitoral: 11
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.439.975 filiados

Principais pautas:
  1. Incentivo ao agronegócio: O PP apoia o desenvolvimento do agronegócio como um pilar da economia brasileira.
  2. Defesa da propriedade privada: Assim como o PL, o PP considera a propriedade privada essencial para a liberdade individual.
  3. Conservadorismo social: Mantém uma postura conservadora em relação a temas como família, religião e moral.
  4. Políticas de infraestrutura: O partido apoia o investimento em infraestrutura, especialmente em áreas rurais e industriais.
  5. Reforma tributária: Defende uma reforma que simplifique o sistema tributário e reduza a carga sobre empresas e indivíduos.
PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB)

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 1988 e rapidamente se tornou um dos principais partidos de centro-direita no Brasil. O PSDB é conhecido por suas políticas econômicas liberais e pela defesa da modernização do Estado.

Número eleitoral: 45
Espectro político: Centro
Membros (2026): 1.356.116 filiados

Principais pautas:
  1. Privatizações e parcerias público-privadas: O PSDB defende a redução do tamanho do Estado, promovendo privatizações e parcerias para melhorar a eficiência dos serviços.
  2. Responsabilidade fiscal: O partido é firme na defesa do controle dos gastos públicos e do equilíbrio fiscal.
  3. Educação de qualidade com gestão eficiente: Propõe melhorias na gestão da educação pública, com foco em resultados e eficiência.
  4. Reforma administrativa: O PSDB apoia a reforma do serviço público, visando maior eficiência e menos burocracia.
  5. Abertura econômica: Defende a inserção competitiva do Brasil na economia global, promovendo comércio exterior e investimentos estrangeiros.
PSD (Partido Social Democrático)

O PSD foi fundado em 2011 e se posiciona como um partido de centro à centro-direita, buscando um equilíbrio entre políticas econômicas liberais e sociais.

Número eleitoral: 55
Espectro político: Centro à centro-direita
Membros (2026): 1.235.779 filiados

Principais pautas:
  1. Desenvolvimento econômico sustentável: O PSD apoia políticas que promovam o crescimento econômico com responsabilidade ambiental.
  2. Modernização da infraestrutura: Defende o investimento em infraestrutura, incluindo transporte, energia e saneamento, como base para o desenvolvimento.
  3. Gestão pública eficiente: Propõe a modernização da gestão pública, com foco na eficiência, transparência e controle dos gastos.
  4. Reformas estruturais: Apoia reformas tributária e administrativa para simplificar e tornar o sistema mais justo e eficiente.
  5. Incentivo à inovação e tecnologia: O PSD defende políticas que fomentem a inovação, o empreendedorismo e o uso de novas tecnologias no setor produtivo.
PARTIDO LIBERAL (PL)

Fundado em 1985, o Partido Liberal (PL) tem ganhado destaque recente, com Jair Bolsonaro, e se posiciona como um partido de direita, defendendo o liberalismo econômico e valores conservadores.

Número eleitoral: 22
Espectro político: Direita à extrema direita
Membros (2026): 1.035.488 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da intervenção do Estado na economia: O PL acredita em um mercado livre, com pouca interferência estatal.
  2. Defesa da propriedade privada: Considera a propriedade privada um direito fundamental que deve ser protegido.
  3. Conservadorismo social: Promove políticas que protejam valores tradicionais e a moralidade pública.
  4. Segurança e ordem pública: Defende políticas de segurança mais rígidas, com apoio a penas mais severas para crimes graves.
  5. Livre mercado e empreendedorismo: Incentiva a liberdade econômica e o empreendedorismo como motores para o desenvolvimento econômico.
UNIÃO BRASIL

O União Brasil é resultado da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). Posiciona-se como um partido de direita, com foco em políticas econômicas liberais e valores conservadores.

Número eleitoral: 44
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.003.898 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da carga tributária: Defende a diminuição dos impostos para estimular o crescimento econômico.
  2. Liberdade econômica: Apoia medidas que incentivem o empreendedorismo e a iniciativa privada.
  3. Defesa dos valores tradicionais: Promove políticas alinhadas com os valores conservadores, como a defesa da família e da religião.
  4. Segurança pública: Prioriza políticas que reforcem a segurança e combatam a criminalidade, com apoio a uma atuação mais firme das forças policiais.
  5. Desburocratização: Trabalha pela simplificação dos processos burocráticos que impactam cidadãos e empresas, tornando o Estado mais ágil e eficiente.
A importância da educação politica para cidadania

Esses são apenas alguns dos principais partidos políticos do Brasil e suas pautas, que refletem diferentes perspectivas sobre como o país deve ser governado. Entender essas propostas é essencial para qualquer cidadão que deseja participar ativamente da vida política do país, seja votando, seja se engajando em debates e discussões sobre o futuro do Brasil.

Neste ano, mais de 160 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger:
  • presidente da República;
  • 27 governadores;
  • 54 senadores (2/3 do total);
  • 513 deputados federais;
  • deputados estaduais e distritais (o número varia conforme o estado).

O primeiro turno da eleição será no dia 4 de outubro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Novidade: o presidente eleito tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores tomarão posse no dia seguinte, em 6 de janeiro.

Título eleitoral
  • O prazo para tirar ou regularizar o título é 6 de maio. A mesma data vale para quem precisa transferir o domicílio eleitoral e atualizar informações de cadastro. Esses serviços podem ser feitos em qualquer unidade da Justiça Eleitoral ou pela internet
Convenções partidárias
  • No Brasil, quem quer disputar as eleições precisa se filiar a partido político e ser escolhido nas convenções das siglas. Estas convenções serão entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026.
Registro de candidatos
  • Uma vez definidos os candidatos, a Justiça Eleitoral vai receber os registros dos nomes escolhidos até 15 de agosto.
Propaganda eleitoral
  • A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto de 2024. Isso vale para a campanha nas ruas e na internet. No rádio e na TV, a propaganda começa 35 dias antes da antevéspera do pleito.
Registro de partidos e federações
  • Até seis meses antes da eleição, no começo de abril, partidos e federações que vão apresentar candidatos devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Filiação

Os partidos políticos podem estabelecer, nos respectivos estatutos, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na Lei. Mas atenção: eles não podem ser alterados no ano da eleição. A filiação é considerada aprovada com o atendimento dessas regras.

Assim que deferido internamente o pedido de filiação, o partido deverá inserir os dados do filiado no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, que automaticamente enviará aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos.

A relação deve inclui os nomes de todos os filiados da legenda, assim como a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e as respectivas seções em que estão inscritos.

As direções nacionais dos partidos políticos também terão pleno acesso às informações dos filiados de cada agremiação, conforme a base de dados do cadastro eleitoral.

Dados de filiação partidária revelam baixa participação política de jovens e mulheres.

Fonte: TSE

Regras para filiação

A filiação a uma agremiação partidária é um dos requisitos previstos na Constituição Federal para que a candidata ou o candidato sejam eleitos. É necessário, ainda, ter nacionalidade brasileira, possuir alistamento eleitoral e domicílio na região de candidatura, entre outras exigências.

A Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) estabelece que só pode se filiar a uma sigla quem estiver em pleno gozo dos direitos políticos.

Prazo para filiação

Para concorrer nas eleições de 2026, a candidata ou o candidato deve estar filiado a alguma agremiação partidária até seis meses antes da data fixada para o pleito. Como as eleições estão marcadas para 6 de outubro, o prazo final para filiação é 6 de abril de 2026.

Janela partidária

A chamada “janela partidária” — período em que parlamentares podem trocar de partido sem risco de perda de mandato — vai até 3 de abril. Já os gestores públicos que pretendem disputar as eleições precisam se descompatibilizar dos cargos até 4 de abril.

Desfiliação e fidelidade partidária

A Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165/2015) instituiu a chamada “janela partidária”, um prazo de 30 dias que antecede a data-limite de filiação para concorrer à eleição, a fim de que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato.

A legislação estabelece regras para a desfiliação partidária. Parlamentares eleitos podem perder o mandato se deixarem o partido pelo qual foram eleitos, salvo nos casos previstos em lei, como:

  • Incorporação ou fusão do partido

  • Criação de nova legenda com desvio do programa partidário

  • Mudança substancial do programa partidário

A jurisprudência do TSE tem consolidado o entendimento de que a fidelidade partidária é um princípio fundamental para a estabilidade política e a representatividade democrática.

Em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Isso significa que vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, e deputados federais e estaduais naquela janela que ocorra seis meses antes das eleições gerais.

Perda de mandato

A legislação prevê ainda que o detentor de cargo eletivo que se desfiliar sem justa causa do partido pelo qual foi eleito perderá o mandato. As hipóteses de desfiliação devidamente justificada são: o desvio reiterado do programa partidário; a grave discriminação política pessoal; e a mudança de agremiação no período da chamada “janela partidária”. Ou seja, as mudanças de legenda que não se enquadrem nesses motivos podem levar à perda do mandato.

Estatística dos filiados

Cabe à Justiça Eleitoral disponibilizar eletronicamente aos órgãos nacional e estadual dos partidos políticos as informações dos filiados de cada legenda e que integram o cadastro eleitoral, como nome completo, sexo, número do título de eleitor e de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre outras.

Nos casos de mudança de partido de filiado eleito, a Justiça Eleitoral deverá intimar pessoalmente a agremiação partidária e dar-lhe ciência da saída do filiado. A partir daí, passam a ser contados os prazos para ajuizamento de eventuais ações. Quando houver mais de uma filiação, prevalecerá aquela mais recente, sendo que a Justiça Eleitoral determinará o cancelamento das demais.

Veja vídeo:

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Colisão entre motocicletas deixa quatro feridos em cruzamento movimentado de Rio Branco

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Vítimas foram socorridas pelo Samu e encaminhadas a unidades de saúde com ferimentos leves

Um acidente envolvendo duas motocicletas deixou quatro pessoas feridas na tarde desta quinta-feira (26), no cruzamento da Avenida Ceará com a Rua Manoel Rodrigues de Souza, em Rio Branco.

As motos envolvidas — uma Yamaha Factor branca e uma Honda Fan vermelha — eram conduzidas por motociclistas que atuam com transporte por aplicativo.

De acordo com informações apuradas, ambos seguiam no mesmo sentido, centro-bairro, pela Rua Manoel Rodrigues de Souza, quando o condutor da Factor, que trafegava pelo lado direito, acessou a Avenida Ceará após o sinal, com intenção de seguir em direção ao centro, provocando a colisão.

Com o impacto, os quatro ocupantes das motocicletas foram arremessados ao solo.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que passava pelo local no momento do acidente, prestou os primeiros socorros com a ambulância de suporte avançado. Uma unidade de suporte básico também foi acionada para reforçar o atendimento.

Duas vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da capital: Alisson Matos de Souza Santos, de 25 anos, com suspeita de fratura no punho e nos dedos, além de escoriações; e Evanilson da Silva Freitas, de 39 anos, com quadro de lombalgia.

Os dois passageiros, ambos menores de idade — uma adolescente de 13 anos e um jovem de 15 — foram levados à UPA Franco Silva, na região da Baixada da Sobral, apresentando escoriações.

Segundo as equipes médicas, todas as vítimas estão em estado de saúde estável.

O Policiamento de Trânsito não foi acionado para atender a ocorrência.

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Brasileiro é preso em Cobija e condenado a 3 anos de prisão em menos de 48 horas por furtos

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Acusado, que tem moradia em Epitaciolândia, foi reconhecido por vítimas e admitiu responsabilidade em procedimento abreviado; pena será cumprida na penitenciária Villa Busch

O diretor da Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC), coronel Carlos Pardo, detalhou em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (26) a prisão de um cidadão de nacionalidade brasileira ocorrida no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia. O brasileiro é acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana.

Reconhecimento pelas vítimas

Segundo a autoridade policial, as vítimas conseguiram reconhecer o sujeito como o autor dos furtos cometidos em residências da região. O brasileiro tem moradia na cidade de Epitaciolândia, no Acre, cidade gêmea de Cobija, na fronteira entre os dois países.

Condenação

Antes da coletiva, o réu se submeteu a um procedimento abreviado, no qual admitiu sua responsabilidade pelos crimes. Com base na legislação boliviana e com a atuação das autoridades do judiciário de Pando, foi determinada uma sentença de 3 anos de prisão pelos furtos cometidos.

O brasileiro deverá cumprir a pena na penitenciária de Villa Busch, localizada em Cobija. O caso reforça a atuação conjunta das autoridades bolivianas no combate aos crimes transfronteiriços na região da fronteira com o Acre.

A prisão ocorreu no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, após o brasileiro ser acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana. Foto: captada 

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Acre

Bocalom oficializa renúncia e define missão como “chamado de esperança”: “Não poderia ignorar uma missão”

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Ex-prefeito de Rio Branco entrega carta à Câmara e reforça propósito cristão e dever público para disputar governo do Acre nas eleições de 2026

A renúncia do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, oficializada nesta quinta-feira (26) após o envio de carta à Câmara de Vereadores, foi focada naquilo que o gestor classifica como uma decisão não apenas administrativa, mas resultado de um “chamado” que define como uma missão de esperança diante do momento vivido pelo país.

“Esta decisão é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Acre”, escreveu Bocalom, ao justificar a saída do cargo. No mesmo trecho, ele cita um cenário de insatisfação nacional, afirmando que “a indignação toma conta das ruas, dos lares e das instituições”.

Missão de esperança

A fala sugere que o agora ex-prefeito está decidido no novo caminho político, voltado à campanha de governo do Estado. Bocalom reitera que não poderia “ignorar uma missão”, que, segundo ele, tem como nome “ESPERANÇA”.

“Assumi a Prefeitura de Rio Branco em 1º de Janeiro de 2021, e desde então, trabalho com humildade e dedicação neste distinto cargo, pois honro e respeito a fé em mim depositada, acordando cedo e dormindo tarde em todos os 1.917 (mil novecentos e dezessete) dias do nosso compromisso enquanto gestores, e sinto, portanto, que chegou o momento de retribuir ainda mais ao Acre tudo aquilo que ele fez por mim e à minha família. É com esse espírito de serviço que deixo o cargo de prefeito, pois cuidar de Rio Branco e dos rio-branquenses tornou-se para mim um verdadeiro sacerdócio”, enfatizou no documento.

Propósito e fé

O conteúdo amplia o tom já observado em outros trechos da carta, marcada por referências à fé, propósito e dever público.

“Como todo bom cristão, todas as minhas ações e decisões sempre foram pautadas pelo meu íntimo relacionamento com Deus, e agradeço imensamente a Ele por proporcionar que o Espírito Santo me guiasse até aqui, e peço com veemência – confiante em sua luz – que Ele continue a clarear os meus passos e abençoar os meus propósitos, pois são nossas escolhas que definem os nossos caminhos, sendo a disciplina, a verdade e a servidão os ideais que iluminam os meus”.

Cenário político

Com a renúncia oficializada, o vice-prefeito Alysson Bestene (PP) assume o comando da Prefeitura de Rio Branco. Bocalom agora se dedica integralmente à pré-campanha ao governo do Acre pelo PSDB, partido ao qual se filiou recentemente após ser convidado a deixar o PL.

A saída do prefeito cumpre o prazo de desincompatibilização exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina que gestores do Executivo que pretendem concorrer às eleições devem se afastar dos cargos até o dia 4 de abril. Bocalom é um dos três principais pré-candidatos ao governo, ao lado da vice-governadora Mailza Assis (PP) e do senador Alan Rick (Republicanos).

A carta chegou ao Legislativo pelas mãos de Jorge Eduardo Bezerra, gestor da Sejur. Foto: captada 

Confira a carta na íntegra:

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1:7)

Senhor Presidente,

Como todo bom cristão, todas as minhas ações e decisões sempre foram pautadas pelo meu íntimo relacionamento com Deus, e agradeço imensamente a Ele por proporcionar que o Espírito Santo me guiasse até aqui, e peço com veemência – confiante em sua luz – que Ele continue a clarear os meus passos e abençoar os meus propósitos, pois são nossas escolhas que definem os nossos caminhos, sendo a disciplina, a verdade e a servidão os ideais que iluminam os meus.

Após mais de 5 anos à frente da Prefeitura de Rio Branco, venho tomar essa difícil decisão, consciente em minha mente e sincero em meu coração. Tenho a convicção de que a nossa amada Rio Branco é hoje uma cidade (com “c” de capital), muito mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva, com uma economia pujante e serviços públicos de qualidade. Ainda enfrentamos desafios, mas, se posso deixar o mandato com paz de espírito, é porque sei que o nosso vice-prefeito e meu grande amigo Alysson Bestene dará continuidade às políticas públicas exitosas desta nossa gestão e continuará construindo uma cidade onde todos possam viver com mais DIGNIDADE.

Sempre trabalhei em equipe, se fizemos muito e longe chegamos é porque sempre estive muito bem acompanhado. Agradeço a toda a minha família, em especial a minha rainha Beth Bocalom (in memoriam), a minha filha Luciana e as minhas amadas netas Isabella, Ana Luíza e Maria Rita, e a minha amada esposa e parceira de sonhos, Kelen Bocalom, a coluna forte de nosso lar. Deixo também meu fraternal abraço e sincero agradecimento ao meu leal time de secretários, parceiros dos triunfos que conquistamos e estendo a minha enorme gratidão a todos colaboradores de nossa Prefeitura, que diariamente se dedicam para que o nosso povo tenha uma vida melhor e para que as próximas gerações possam colher os frutos deste legado de transformações.

Agradeço profundamente a esta Câmara de Vereadores pela parceria institucional ao longo destes anos. Mesmo nos momentos mais difíceis, prevaleceu o compromisso com nosso povo. Destaco que a contribuição dessa casa está em todas as nossas realizações. Sou grato a todos os 17 (dezessete) nobres vereadores e vereadoras do meu primeiro mandato e aos 21 (vinte e um) membros desta legislatura, aonde enfrentamos diversos desafios, mas juntos sempre avançamos.

Recebo agora com responsabilidade e serenidade a um novo chamado, e com o sentimento de missão cumprida e eternamente grato pela oportunidade a nós concedida, atendendo a legislação vigente, apresento a renúncia ao cargo de prefeito, confiante de que o meu maior feito foi de que os rio-branquenses voltaram a sentir o orgulho e a alegria de serem rio-branquenses.

Rio Branco estará sempre em meu coração,

Rio Branco, 26 de março de 2026.

Tião Bocalom

Durante a leitura, o conteúdo chamou atenção pelo forte tom religioso, com referências à fé cristã e à condução espiritual das decisões tomadas por Bocalom ao longo de sua gestão. Foto: captada 

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