Acre
Mais de 150 pessoas fizeram cirurgia bariátrica em menos de quatro anos no Acre, aponta Saúde
Segundo dados da Divisão de Doenças Crônicas da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), somente este ano, 10 pessoas já fizeram o procedimento.
Antes da cirurgia, paciente obeso passa por acompanhamento, de ao menos dois anos, para tentar reduzir o peso sem o procedimento.

Hospital das Clínicas do Acre fez mais de 150 cirurgias bariátricas de 2015 a maio de 2018, segundo Saúde (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Com Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco
Mais de 150 pessoas obesas passaram pela cirurgia bariátrica no Acre entre o ano de 2015 e o mês de maio de 2018.
Segundo dados da Divisão de Doenças Crônicas da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), somente este ano, 10 pessoas já fizeram o procedimento.
Em 2015 foi o ano que mais foi feita a cirurgia no estado, com 64 casos. Já em 2016, o número caiu para 50 e 2017 para 32 procedimentos. As cirurgias são feitas no Hospital das Clínicas do estado.
A técnica da divisão, Ramaica Farias informou que a pessoa com sobrepeso ou obesidade deve ser acompanhada pela equipe da Atenção Básica por ao menos dois anos. Isso é para redução e controle da alimentação, com adoção de hábitos mais saudáveis.
“Caso após esse período o usuário não obtenha o resultado esperado, é encaminhado para o serviço de bariátrica do Hospital das Clínicas do Acre, onde é realizado o pré-operatório, cirurgia e pós-operatório”, explicou a técnica.
O atendimento da Atenção básica, de acordo com Ramaica, é feito de forma individualizada e em grupo de apoio.
A Sesacre, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco, também está capacitando os profissionais de saúde da Unidade de Referência de Atenção Primária (URAP) Roney Meireles.
A ideia é que o local se torne referência para atendimento primário e acompanhamento da pessoa com sobrepeso e obesidade.
“Existe a linha de cuidado de tratamento do sobrepeso e obesidade da região do Baixo Acre e Purus construída. Esse processo de capacitação é para que ocorra a implementação dessa linha de cuidado, que significa todas as ações e serviços que esse usuário vai percorrer ao procurar os serviços de saúde”, informou Ramaica.

‘Nunca foi minha primeira opção’
Após uma verdadeira luta contra a balança durante toda a vida, a publicitária Fernanda Ramalho, de 35 anos, resolveu fazer a cirurgia bariátrica. Segundo ela, essa nunca foi a primeira opção.
Fernanda já tinha tentado de várias formas emagrecer, tanto com acompanhamento médico, como sozinha. E na última tentativa, chegou a perder 37 quilos com a dieta low carb, mas acabou decidindo pela cirurgia depois que começou a ter pressão alta.
“Sempre fui gorda. Durante toda minha vida vivi em função de engordar, emagrecer e engordar. É muito triste, acabei deixando de viver momentos incríveis porque eu só conseguia me preocupar com isso. Já tentei muitas dietas, mas com o tempo, sempre recuperava o peso”, conta.
A publicitária já chegou a pesar 140 quilos. A cirurgia foi feita no último dia 22 e em oito dias, ela conta que já perdeu 10 quilos. Ela conta que com a dieta low carb amadureceu a forma como lida com a comida e com o corpo.
“Passei de setembro a março lendo artigos médicos sobre a cirurgia, conversando com pessoas que já fizeram a cirurgia. E começou a maratona de exames de sangue, de imagem, cardiológicos, pulmonar, endoscópicos e psicólogo. Os exames são importantes para saber se meu corpo aguentaria uma cirurgia de redução”, lembra.
O procedimento cirurgia, segundo Fernanda, foi um sucesso e ela se recupera. Ela afirma que não se arrepende da decisão.
“Tudo que vivi antes me preparou. Já não preciso mais do remédio para pressão. É um alívio muito grande e um sacrifício que vale muito a pena, porque é por mim, pela minha saúde. Vai me garantir qualidade de vida, autoestima e longevidade. A obesidade tira tudo isso da gente”, conclui.
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PF deflagra operação contra desmatamento ilegal de 379 hectares em assentamento do Incra em Cruzeiro do Sul
Área pública foi desmatada para arrendamento irregular a pecuaristas; prejuízo ambiental é estimado em R$ 2,19 milhões

A investigação, realizada com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), identificou a destruição de mais de 379 hectares de floresta pública sem autorização dos órgãos ambientais. Foto: captada
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a Operação Mata Arrendada II para combater o desmatamento ilegal e a ocupação irregular de terras em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na zona rural de Cruzeiro do Sul, no Acre. A investigação, realizada com apoio do Ibama, identificou a destruição de mais de 379 hectares de floresta pública sem autorização ambiental.
Segundo a PF, a área desmatada estava sendo utilizada para o arrendamento ilegal de lotes destinados à criação de gado, prática incompatível com a finalidade social do assentamento. O prejuízo ambiental foi estimado em R$ 2,19 milhões, e a Justiça Federal autorizou o sequestro de bens dos investigados no mesmo valor.

Polícia Federal solicitou à Justiça o sequestro de bens dos investigados no valor correspondente ao prejuízo estimado. A medida foi autorizada pelo Juízo de Garantias da Justiça Federal em Cruzeiro do Sul. Foto: captada
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de sequestro de valores. Os investigados poderão responder por crimes ambientais como desmatamento ilegal, destruição de floresta especialmente protegida, impedimento da regeneração natural e grilagem de terras públicas.
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Acre
TCE-AC analisa mais de 200 licitações em 2025 e contribui para economia de R$ 31,7 milhões aos cofres públicos
Tribunal emitiu 179 alertas em 210 processos avaliados, gerando redução média de 7,3% nos valores; pregão eletrônico foi a modalidade mais fiscalizada

Através do sistema LICON, o TCE emitiu 179 alertas aos gestores, apontando inconsistências antes da formalização dos contratos. Em 31 casos, os processos foram considerados regulares e arquivados. Foto: captada
Andréia Oliveira
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), por meio da Secretaria de Controle Externo e da 6ª Coordenadoria de Controle Externo (6ª COECEX), realizou ao longo de 2025 um amplo trabalho de análise prévia de processos licitatórios, utilizando o Sistema LICON como ferramenta estratégica de controle preventivo.
Ao todo, foram 210 análises prévias, sendo 102 referentes a entidades estaduais e 108 a entidades municipais, abrangendo diferentes modalidades de licitação. O pregão eletrônico concentrou a maior parte dos processos avaliados, seguido por adesões a atas de registro de preços, concorrências, dispensas de licitação, inexigibilidades, credenciamentos e seleção de consultores.
Segundo a secretária de Controle Externo do TCE-AC, Fernanda Leite Santana, a atuação antecipada do Tribunal tem papel fundamental para o aprimoramento da gestão pública. “A análise prévia realizada por meio do Sistema LICON reforça a atuação preventiva do Tribunal de Contas, permitindo que eventuais inconsistências sejam identificadas antes da formalização das contratações. Esse modelo fortalece a segurança jurídica dos gestores, qualifica os processos licitatórios e contribui diretamente para a boa governança e para o uso mais eficiente dos recursos públicos”, destacou.

A Corte analisou 210 processos que somavam R$ 3,08 bilhões em valores previstos, emitindo 179 alertas a gestores sobre inconsistências e levando à revisão de preços em R$ 439 milhões. Foto: captada
Como resultado das análises técnicas, o Tribunal emitiu 179 alertas aos jurisdicionados, orientando gestores quanto a inconsistências identificadas nos procedimentos. Desse total, 31 processos foram considerados em conformidade e tiveram a análise arquivada. A atuação do TCE-AC também resultou na abertura de uma denúncia e duas inspeções, reforçando o caráter fiscalizador e pedagógico da Corte de Contas.
A auditora-chefe da 6ª Coordenadoria de Controle Externo do TCE-AC e coordenadora do Sistema LICON, Maria Letícia Lima, ressaltou os impactos concretos da atuação preventiva. “O LICON tem se consolidado como uma ferramenta estratégica de controle externo, pois possibilita uma atuação técnica, orientadora e tempestiva. Os resultados alcançados em 2025 demonstram que a atuação preventiva do Tribunal não apenas corrige falhas, mas induz melhorias na gestão e gera economia real para o erário, promovendo maior eficiência e transparência nas contratações públicas”, afirmou.
Impacto financeiro e economicidade
Os processos analisados em 2025 representaram um montante global de R$ 3,08 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 439 milhões tiveram as cotações de preços reavaliadas pelos jurisdicionados após a emissão dos alertas pelo Tribunal.
A reavaliação resultou em uma economia média de 7,3%, o que corresponde a cerca de R$ 31,7 milhões economizados, evidenciando o impacto direto da atuação preventiva do TCE-AC na racionalização dos gastos públicos e na proteção do erário.
Os dados reforçam a importância do controle externo exercido de forma antecipada, que busca corrigir falhas antes da contratação, orientar os gestores públicos e promover maior eficiência, transparência e legalidade nos processos licitatórios, especialmente no segundo semestre de 2025.
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Governo registra avanço para a diversidade religiosa e passa a contar com orçamento próprio incluído no Plano Plurianual
O ano de 2026 se inicia, no Acre, com um marco para a política de promoção da diversidade religiosa desenvolvida pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). Pela primeira vez, o setor passa a contar com orçamento próprio, incluído nas metas do Plano Plurianual (PPA), fortalecendo ações voltadas à valorização, ao respeito e ao combate à intolerância religiosa em todo o estado.
A iniciativa começa a ser implementada com atividades voltadas à promoção da igualdade, ampliando o alcance das políticas.

A relevância dessa medida também é reafirmada na celebração do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, na mesma semana do Dia do Católico e do Dia do Evangélico no estado.
A vice-governadora Mailza Assis, que também responde pela pasta da SEASDH, destaca: “Essa conquista do orçamento é muito mais do que um avanço administrativo. É um compromisso com as pessoas. Significa dizer que o Estado está olhando para cada cidadão, respeitando sua fé, sua crença e sua forma de viver”.
Mailza reforça ainda que o objetivo é garantir respeito, diálogo e dignidade. “É construir um Acre mais justo, onde a diversidade religiosa seja reconhecida como parte da nossa história e da nossa identidade”, destaca.
Para a chefe da Divisão de Promoção da Igualdade Racial e Diversidade Religiosa da SEASDH, Nilcéia Santos, a disponibilidade orçamentária representa “um passo fundamental, que permite ampliar o campo de atendimento, tanto na capital quanto nos municípios, fortalecendo a política de promoção da diversidade religiosa em todo o estado”.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE



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