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Acre

Mãe contesta versão da PM e afirma que criança de 7 anos pegou chocolate sem pagar em supermercado

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Meninos ficaram mais de duas horas na delegacia; ECA não prevê condução de crianças a unidades policiais; empresa nega má conduta e diz que adolescente foi o responsável pelo furto

Por conta do caso, a mulher afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por constrangimentos

Criança de 7 anos e irmão de 13 são levados à delegacia por chocolate de R$ 4,49; mãe reclama

A mãe do menino de 7 anos que foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla) junto com o irmão, de 13, após denúncia de furto de chocolate em um supermercado na última terça-feira (31), em Rio Branco, contou que os filhos ficaram mais de duas horas na unidade até serem liberados. A identidade da mulher não será divulgada para preservar as crianças. Além disso, ela afirmou que precisou esperar a troca de plantão na unidade para poder levar os filhos embora.

A mulher contesta a versão inicial da Polícia Militar (PM-AC). Segundo ela, não foi o adolescente quem furtou o produto, mas sim a criança de 7 anos, que pegou o doce após o irmão ter feito uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.

Posição da empresa e da PM

A empresa negou suposta má conduta e se colocou à disposição das autoridades. “A empresa reafirma seu compromisso com o respeito, a dignidade e a inclusão, e lamenta a tentativa de difamar sua imagem com informações que não encontram respaldo nos fatos apurados até aqui”, enfatiza a publicação.

Conforme a Polícia Militar, funcionários do estabelecimento perceberam, por meio do monitoramento de segurança, que o adolescente consumiu o item sem pagar. Em nota divulgada na quinta-feira (2), a corporação voltou a afirmar que o adolescente foi o responsável pelo furto e destacou que todos os protocolos legais foram seguidos.

O que diz o ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica possíveis infrações cometidas por adolescentes como ato infracional, não como crime. Além disso, o código não prevê condução de crianças a delegacias. O caso segue sendo discutido nos meios jurídicos e de defesa dos direitos da infância.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica possíveis infrações cometidas por adolescentes como ato infracional, não como crime. Foto: captada

 

Contudo, a mulher contesta essa versão e alega que, na verdade, foi a criança de 7 anos quem pegou o doce após o irmão, de 13, fazer uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.

“Quando eu cheguei lá, as crianças já estavam detidas. Soube de uma pessoa lá no local que eles [filhos] estavam na mesma sala que os outros presos estavam. Antes, o policial já tinha dito para mim que eles estavam lá dentro, e que seriam liberados no intervalo de troca de delegado”, relatou.

A mulher ouviu do filho mais velho que, após serem abordados por seguranças do supermercado por conta do chocolate, um cliente que estava no local se ofereceu para pagar pelo doce e resolver a situação, mas que os funcionários não aceitaram.

“Ele fala que disseram: ‘Você é um neguinho sem vergonha, deixe de mentira, isso é costume de vocês fazerem isso no mercado’. Meu filho nunca tinha pegado nada de ninguém, foi a primeira vez que ele fez isso. Eu não tô passando a mão, porque sei que o que ele fez foi errado, pegou o chocolate, foi roubo, isso tá errado”, denunciou.

Por conta do caso, a mulher também afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por temer constrangimentos. Ela procurou auxílio jurídico e pretende pedir, na Justiça, as imagens da abordagem aos filhos no supermercado.

“Eu já entrei com ação, já fui com a advogada, que vai entrar com ação, porque pelo que tá passando, uma criança de sete anos não vai poder ficar sem estudar, e ele não quer mais ir pra escola. Não quer de jeito nenhum”, disse.

A mãe do menino de 7 anos que foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla) junto ao irmão, de 13, após denúncia de furto de chocolate. Foto: captada 

Contudo, a mulher contesta essa versão e alega que, na verdade, foi a criança de 7 anos quem pegou o doce após o irmão, de 13, fazer uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.

“Quando eu cheguei lá, as crianças já estavam detidas. Soube de uma pessoa lá no local que eles [filhos] estavam na mesma sala que os outros presos estavam. Antes, o policial já tinha dito para mim que eles estavam lá dentro, e que seriam liberados no intervalo de troca de delegado”, relatou.

A mulher ouviu do filho mais velho que, após serem abordados por seguranças do supermercado por conta do chocolate, um cliente que estava no local se ofereceu para pagar pelo doce e resolver a situação, mas que os funcionários não aceitaram.

Valor do chocolate que teria sido pego pela criança e comprovante de pagamento da compra feita pelo adolescente. Foto: Arquivo cedido/Reprodução

“Ele fala que disseram: ‘Você é um neguinho sem vergonha, deixe de mentira, isso é costume de vocês fazerem isso no mercado’. Meu filho nunca tinha pegado nada de ninguém, foi a primeira vez que ele fez isso. Eu não tô passando a mão, porque sei que o que ele fez foi errado, pegou o chocolate, foi roubo, isso tá errado”, denunciou.

Por conta do caso, a mulher também afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por temer constrangimentos. Ela procurou auxílio jurídico e pretende pedir, na Justiça, as imagens da abordagem aos filhos no supermercado.

“Eu já entrei com ação, já fui com a advogada, que vai entrar com ação, porque pelo que tá passando, uma criança de sete anos não vai poder ficar sem estudar, e ele não quer mais ir pra escola. Não quer de jeito nenhum”, disse.

Nota da empresa

A Empresa informa que tomou conhecimento das alegações divulgadas e rechaça, de forma categórica, qualquer imputação de conduta racista, ofensiva ou discriminatória por parte de seus colaboradores.

Diante da gravidade do tema, a empresa instaurou imediatamente procedimento interno de apuração e, até o presente momento, não foi constatada qualquer evidência que confirme as acusações suscitadas.

Ressalta, ainda, que a atuação da equipe ocorreu dentro dos protocolos internos, com acionamento das autoridades competentes em razão de os menores estarem desacompanhados de responsáveis, sempre com foco na proteção e no encaminhamento adequado da situação.

A empresa reafirma seu compromisso com o respeito, a dignidade e a inclusão, e lamenta a tentativa de difamar sua imagem com informações que não encontram respaldo nos fatos apurados até aqui.

Reforçamos que seguimos à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários, certos de que os fatos serão devidamente apurados.

A Direção

Nota da Polícia Militar

A Polícia Militar do Estado do Acre informa que, na tarde do dia 31 de março de 2026, foi acionada via COPOM para atender a uma ocorrência de furto em um estabelecimento comercial localizado na Estrada do Calafate, em Rio Branco.

No local, a guarnição constatou que um adolescente havia sido detido por seguranças do supermercado após subtrair um produto alimentício (chocolate), conforme registrado no boletim de ocorrência . O adolescente estava acompanhado de uma criança, posteriormente identificada como tendo 7 anos de idade.

Diante da situação, e considerando que não havia responsável presente no momento, a equipe policial realizou contato com o COPOM, sendo informada de que a delegacia especializada encontrava-se fechada. Assim, foi orientada a condução do adolescente à Delegacia de Flagrantes (DEFLA).

Ressalta-se que a criança não era autora de ato infracional. Por esse motivo, a guarnição realizou tentativas de contato com seus responsáveis, inicialmente sem êxito, a fim de evitar que ela permanecesse desacompanhada. Diante disso, a criança foi levada junto aos policiais militares até a delegacia de flagrantes, onde permaneceu sob acompanhamento até que fosse possível o contato com a responsável legal.

Na unidade policial, a criança permaneceu em área restrita aos policiais militares, destinada à confecção de registros e procedimentos administrativos, não sendo colocada em contato com pessoas detidas ou em situação de custódia. Durante todo o período, a criança não foi tratada como autora de infração nem submetida a qualquer condição semelhante à de detidos.

Posteriormente, foi possível estabelecer contato com a responsável legal, que compareceu à delegacia, ocasião em que a criança lhe foi devidamente entregue. Quanto ao adolescente, este foi apresentado à autoridade policial competente, que adotou as providências de responsabilidade da Polícia Judiciária.

A Polícia Militar informa, ainda, que as circunstâncias do atendimento serão apuradas internamente, a fim de assegurar a legalidade dos procedimentos adotados.

Polícia Militar do Estado do Acre

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Acre

Bestene deixa presidência do Saneacre com um legado de obras e valorização do servidor

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Relatório de transição destaca obras, desafios e ações emergenciais em meio a períodos extremos de seca e pressão sobre o abastecimento

Ao deixar a presidência do Saneacre na última sexta-feira (3), José Bestene encerra um ciclo marcado por números expressivos, mas, sobretudo, por uma gestão em que prevaleceu a valorização dos seus colaboradores. Graças a eles, diz Bestene, o Saneacre saiu vitorioso em uma batalha silenciosa contra os efeitos da crise climática que atingiu o Acre nos últimos anos.

De acordo com o relatório de transição governamental , a gestão entre 2023 e 2025 foi atravessada por períodos críticos de estiagem severa, que comprometeram mananciais e exigiram respostas rápidas para evitar o colapso no abastecimento de água em diversas regiões do estado.

Nesse cenário adverso, a autarquia conseguiu implantar 37,7 quilômetros de rede de água, beneficiando cerca de 2.800 famílias. A perfuração de 16 novos poços, com destaque para municípios do interior como Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Mâncio Lima, foi uma das principais estratégias para garantir o fornecimento em áreas mais vulneráveis.

A crise climática também expôs fragilidades históricas da infraestrutura. Bestene apostou na recuperação de estruturas existentes, com a reforma de cinco Estações de Tratamento de Água (ETAs), além de unidades flutuantes fundamentais para captação em períodos de baixa dos rios. Ao mesmo tempo, três novas estações foram implantadas nos municípios de Xapuri, Acrelândia e Porto Acre.

Outro destaque foi a Estação de Tratamento de Esgoto da Redenção, que, com investimento superior a R$ 4 milhões, passou a atender cerca de 40 mil pessoas, um avanço importante em saneamento básico em meio a um contexto de pressão ambiental.

Para os próximos anos, ficaram encaminhados projetos estruturantes, como a ampliação de sistemas de abastecimento em seis municípios, com previsão de mais de R$ 52 milhões em investimentos via Novo PAC, além da expansão de redes e implantação de sistemas em áreas rurais.

Ao se despedir do Saneacre, Bestene deixa uma gestão que precisou equilibrar planejamento e emergência. Em meio à escassez hídrica e aos efeitos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas, sua passagem pela autarquia foi marcada pela tentativa de garantir o básico, ou seja, água chegando às torneiras, mesmo quando a natureza impunha limites.

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Acre

Jornalista Maria Cândida visita Parque Nacional Serra do Divisor, no Acre, e exalta “espetáculo” da natureza

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Com mais de 535 mil seguidores, ela mostrou o mirante da região após oito horas de barco pelo Rio Moa; destino é área de conservação federal com 843 mil hectares

Maria Cândida também comentou sobre a qualidade do ar no local. Foto: captada

Influenciadora mostra belezas do extremo oeste acreano e destaca qualidade do ar na floresta

A jornalista Maria Cândida, com mais de 535 mil seguidores no Instagram, publicou no último dia (3) registros de sua visita ao Parque Nacional Serra do Divisor, em Mâncio Lima, no extremo oeste do Acre, e mostrou o mirante da região em vídeo nas redes sociais.

Acompanhada por Miro, proprietário da Pousada do Miro – referência de hospedagem na área – e pelo barqueiro Antônio, a jornalista chegou ao local após oito horas de barco pelo Rio Moa.

A jornalista Maria Cândida,  com passagem no extremo oeste do Acre, e registrou a visita ao mirante da região. Parque Nacional Serra do Divisor, em Mâncio Lima. Foto: captada

“A gente sobe 8 horas de barco, chega até aqui o Toco da Serra”, disse Miro durante o vídeo. No mirante, Maria Cândida destacou a paisagem formada por montanhas, buritizais e a vista para a Cordilheira dos Andes, de onde é possível ver o ponto conhecido como “Peito de Moça”. “Olha que espetáculo, que lindo, muito lindo, a mata densa dá para ver”, afirmou.

Destino único e qualidade do ar

Miro ressaltou a singularidade do destino em comparação com outros pontos turísticos. “Acho que podem ter em outros lugares, mas não é que nem aqui. Não é que nem aqui o Acre”, declarou.

Maria Cândida também comentou sobre a qualidade do ar no local. “A gente não está acostumado com tanto oxigênio”, disse, ao descrever a sensação de estar no meio da floresta amazônica.

Acompanhada pelo proprietário da Pousada do Miro e pelo barqueiro Antônio, a jornalista chegou ao local após oito horas de barco pelo Rio Moa. Foto: captada

Parque de conservação federal

Na legenda do post, a jornalista informou que o Parque Nacional Serra do Divisor é uma área de conservação federal criada em 1989, com cerca de 843 mil hectares de floresta contínua, e que se hospedou na Pousada do Miro durante a visita.

Veja vídeo:

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Acre

Rio Juruá atinge 14,15 metros em Cruzeiro do Sul e afeta mais de 28 mil pessoas

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Defesa Civil já acolheu 233 pessoas em seis abrigos; sétimo ponto de apoio começa a funcionar neste sábado (4); prefeito Zequinha Lima acompanha ações de assistência

Nos locais onde as famílias permanecem em casa a prefeitura, com os parceiros, entrega água mineral nas casas

Cheia no Juruá atinge 33 bairros, comunidades e vilas; prefeitura amplia rede de abrigos

Com assessoria 

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá atingiu neste sábado (4) a marca de 14,15 metros e já afeta mais de 28 mil pessoas, distribuídas em 7.087 famílias de 33 bairros, comunidades e vilas.

A Prefeitura, por meio da Defesa Civil e com apoio de parceiros, já encaminhou 233 pessoas, de 50 famílias, para seis abrigos instalados em escolas das redes municipal e estadual. Ainda neste sábado, a Escola Municipal Terezinha Saavedra passou a funcionar como o sétimo abrigo aberto pela gestão municipal.

A gestão municipal e Defesa Civil segue em alerta, mantendo o monitoramento constante do nível do rio

Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral

As famílias acolhidas recebem atendimento social e de saúde, além de kits de limpeza e higiene. Também são oferecidas três refeições diárias, e cada família ocupa uma sala de aula nas unidades de ensino. Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral.

Nos abrigos, a Prefeitura oferece um ambiente digno e acolhedor. As famílias estão instaladas em salas de aula

O prefeito Zequinha Lima acompanha de perto as ações de apoio às famílias atingidas.

“Estamos acompanhando tudo de perto e dando todo o suporte necessário às famílias atingidas. Nossa equipe está no rio, nas ruas, nos bairros e também nas áreas mais afetadas, garantindo assistência, remoção segura e acolhimento digno nos abrigos. Mesmo nas regiões onde a água ainda não invadiu completamente as casas, muitas famílias já enfrentam a falta de energia e água, e, por isso, estamos levando suporte com água tratada. Nosso compromisso é não deixar ninguém desassistido”, destacou.

Equipes destacam a rapidez da elevação do nível do rio nas últimas semanas e reforçou o compromisso em garantir a segurança da população. Foto: captadas

As escolas utilizadas como abrigo são:

  • Escola Municipal Rita de Cássia
  • Escola Municipal Corazita Negreiros
  • Escola Municipal Padre Arnoud
  • Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo
  • Escola Estadual Madre Adelgundes Becker
  • Escola Municipal Marcelino Champagnat
  • Escola Municipal Terezinha Saavedra

Em anos anteriores, o Rio Juruá também registrou níveis elevados: em 2017, atingiu 14,24 metros; já em 2021, chegou a 14,36 metros.

 

O Rio está com 14,15 metros neste sábado, 4, e já afeta mais de 28 mil pessoas de 7.087 famílias em 33 bairros, comunidades e vilas de Cruzeiro do Sul. Foto: captada 

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