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Liga Acreana de Capoeira realiza eleição e define sua nova diretoria para o triênio 2025/2028

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A eleição foi conduzida por uma comissão eleitoral presidida pelo senhor Ozéias da Silva Figueiredo, conhecido como Mestre Caboquinho, ex-presidente da Liga Acreana de Capoeira

 

Por Ithamar Souza

Pela primeira vez, em 24 anos de existência, a Liga Acreana de Capoeira realizou uma eleição que não foi por aclamação. Neste pleito eleitoral, a instituição contou com duas chapas: uma composta por todos os membros do Grupo Cordão de Ouro, e a outra liderada pelo Mestre Caju, com apoio de outros grupos que integram a Liga.

A eleição foi conduzida por uma comissão eleitoral presidida pelo senhor Ozéias da Silva Figueiredo, conhecido como Mestre Caboquinho, ex-presidente da Liga Acreana de Capoeira. Ele foi auxiliado pelo secretário Adalcides Adalci Nunes de Amorim, conhecido como Mestrando Tainhas, e contou com o apoio técnico do senhor George “Nego”, presidente da UMARB (União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco).

Desta vez, de fato, houve uma eleição formal. A Chapa 1 foi composta por José Carlos Oliveira Cavalcante (presidente), Átila Amaral Santos (vice-presidente), Edmilson Costa de Souza (secretário) e Erica da Costa Carvalho (tesoureira). Já a Chapa 2 apresentou Eduardo Nonato de Freitas (presidente), Denilson da Silva Cosme (vice-presidente), Clemilda Duarte do Nascimento (secretária) e Gilson Robes Pereira da Silva (tesoureiro). A votação durou cerca de três horas, e logo foi anunciado o nome do novo presidente, uma vez que a Chapa 1 venceu com ampla vantagem.

A votação teve início às 9h e terminou às 12h, com participação expressiva. A Chapa 1, liderada pelo Mestre Caju, foi eleita com 98 votos válidos, enquanto a Chapa 2 obteve apenas 22 votos. Ao todo, 160 pessoas estavam aptas a votar, mas apenas 120 capoeiristas compareceram para eleger o novo presidente para o triênio 2025–2028.

A Liga Acreana de Capoeira foi criada em 2001 e teve como primeiro presidente o senhor Francisco Alexandre Almeida da Silva, aclamado naquele ano e reeleito por aclamação, permanecendo no cargo até 2006. O segundo presidente foi o senhor Ithamar da Silva Souza, conhecido como Mestrando Malvado, também aclamado em 2009 e reeleito, permanecendo até 2015. O terceiro presidente foi o senhor Francisco Nogueira de Queiroz, o Mestre Pavão, aclamado em 2015 e com mandato até 2018. O quarto presidente foi o Mestre Caboquinho, que assumiu em 2022 e comandou a entidade até 2025.

O novo presidente, José Carlos Oliveira Cavalcante, o Mestre Caju, deve permanecer no cargo até 2028, quando novas eleições deverão ser convocadas. Um novo formato de pleito deverá ser organizado para que os capoeiristas escolham seu próximo representante. Vale destacar que a Liga dá um exemplo para outras entidades gestoras do esporte e da cultura, que muitas vezes não têm a capacidade ou a disposição de realizar eleições democráticas, pois seus dirigentes se comportam como donos das instituições.

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Acre tem segunda maior incidência de dengue do país, com taxa quatro vezes acima da média nacional

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Estado registra 354 casos prováveis e coeficiente de 40,2 por 100 mil habitantes; maioria das vítimas é parda e está na faixa de 20 a 49 anos

Dados do Ministério da Saúde até 17 de janeiro apontam estado atrás apenas do Tocantins; não há óbitos registrados, mas cenário exige alerta

O Acre é o segundo estado com maior incidência de dengue do país, segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde referentes à segunda semana epidemiológica de 2026 (encerrada em 17 de janeiro). O estado registra 354 casos prováveis da doença e coeficiente de incidência de 40,2 casos por 100 mil habitantes, atrás apenas do Tocantins.

Não há óbitos confirmados no estado, mas a taxa acreana é quase quatro vezes maior que a média nacional, de 10,5 casos por 100 mil habitantes. O cenário reforça a necessidade de intensificar ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, especialmente no período chuvoso, quando a proliferação do vetor aumenta.

Segundo o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, 90,96% dos casos ocorreram em pessoas pardas, refletindo o perfil demográfico local. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos (87 casos), seguida por adultos de 30 a 49 anos. Crianças e adolescentes também registram transmissão ativa, com 17 casos em bebês menores de 1 ano e 22 entre 5 e 9 anos.

Os números mostram leve predominância em mulheres (53,95%). Em todo o Brasil, há 22.318 casos prováveis e 21 óbitos em investigação. A situação reforça a necessidade de intensificar ações de controle do Aedes aegypti no estado, principalmente no período chuvoso.

Perfil epidemiológico no estado:
  • Gênero: 53,95% mulheres, 46,05% homens

  • Raça/cor: 90,96% pardos (322 casos)

  • Faixa etária mais afetada: 20 a 29 anos (87 casos), seguida por 40 a 49 anos (57) e 30 a 39 anos (51)

  • Crianças e adolescentes: 17 casos em menores de 1 ano; 22 entre 5 e 9 anos

Comparativo nacional:
  • Média Brasil: incidência de 10,5 por 100 mil hab

  • Acre: 40,2 por 100 mil hab – quase quatro vezes acima da média

  • Total nacional: 22.318 casos prováveis e 21 óbitos em investigação

Fatores de risco locais:
  • Período chuvoso intenso (dezembro a março) favorece criadouros do mosquito;

  • Falta de saneamento básico em áreas periféricas e comunidades ribeirinhas;

  • Acúmulo de lixo e entulho em terrenos baldios urbanos.

A população é orientada a eliminar recipientes com água parada e a buscar unidades de saúde ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo e manchas vermelhas.

A concentração de casos na população parda reflete a realidade demográfica do Acre, mas também evidencia a desigualdade no acesso a medidas preventivas, como telas em janelas e repelentes, geralmente menos disponíveis em comunidades de menor renda.

Estado registra 354 casos prováveis e coeficiente de 40,2 por 100 mil habitantes; maioria das vítimas é parda e está na faixa de 20 a 49 anos. Foto: captada 

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Justiça determina uso de tornozeleira e cumprimento de pena a vereador condenado por estupro

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A decisão judicial também repercute diretamente na esfera política. Com base no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, o juiz decretou a suspensão automática dos direitos políticos do condenado enquanto perdurarem os efeitos da condenação criminal

O despacho foi assinado pelo juiz Manoel Simões Pedroga, titular da Vara Única da Comarca de Bujari, no âmbito do processo de execução penal. Foto: captada 

A Justiça do Acre deu início, no dia 12 de janeiro, à execução da pena imposta ao vereador de Bujari, Elias Daier Gonçalves, filiado ao Republicanos. Ele foi condenado a oito anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, e a decisão ocorreu após o trânsito em julgado da sentença, que tornou definitiva a condenação.

O despacho foi assinado pelo juiz Manoel Simões Pedroga, titular da Vara Única da Comarca de Bujari, no âmbito do processo de execução penal. Diante da inexistência de colônia agrícola ou industrial no município, o magistrado determinou que a pena seja cumprida em regime semiaberto harmonizado.

Entre as medidas impostas ao condenado estão o recolhimento domiciliar durante o período noturno, a obrigatoriedade de permanecer em casa aos domingos e feriados, a proibição de frequentar bares ou locais considerados inadequados, além da exigência de exercer atividade lícita. Elias Daier também não poderá se ausentar da comarca sem autorização judicial.

A Justiça ainda determinou o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, conforme previsto na Lei de Execução Penal, em razão da gravidade do crime. O vereador foi intimado a comparecer, no prazo máximo de 24 horas, à Unidade de Monitoramento Eletrônico para a instalação do equipamento e para ser formalmente cientificado das regras do cumprimento da pena.

A decisão judicial também repercute diretamente na esfera política. Com base no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, o juiz decretou a suspensão automática dos direitos políticos do condenado enquanto perdurarem os efeitos da condenação criminal. Em função disso, foi encaminhado ofício à Câmara Municipal de Bujari comunicando a situação e determinando a adoção das providências legais para a declaração da perda do mandato e a convocação do suplente.

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) também foi notificado para registrar a suspensão dos direitos políticos de Elias Daier no cadastro eleitoral. A sentença condenatória transitou em julgado no dia 15 de outubro de 2025.

Foi encaminhado ofício à Câmara Municipal de Bujari comunicando a situação e determinando a adoção das providências legais para a declaração da perda do mandato e a convocação do suplente. Foto: captada 

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Polícia Civil realiza atendimento especial para idosa de 105 anos na zona rural de Cruzeiro do Sul

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Os servidores do Instituto de Identificação se deslocaram até a residência da centenária para garantir o atendimento, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a cidadania e a inclusão social

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou que ações como essa demonstram o papel social da instituição. Foto: captada 

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, realizou na última terça-feira, 20, um atendimento especial em domicílio, para confecção da Carteira Identidade Nacional (CIN) destinado à senhora Nazaré Carvalho de Amorim, de 105 anos. A ação ocorreu na Comunidade Sacado do São Luiz, zona rural de Cruzeiro do Sul, em uma localidade de difícil acesso, que exigiu deslocamento por estrada de terra e até o uso de embarcação para que a equipe pudesse chegar ao local.

Mesmo diante dos desafios logísticos, os servidores do Instituto de Identificação se deslocaram até a residência da centenária para garantir o atendimento, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a cidadania e a inclusão social, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade ou com mobilidade reduzida.

O diretor do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, Júnior César da Silva, destacou a importância do atendimento humanizado e do esforço da equipe.

“Nosso trabalho vai além da emissão de documentos. Quando atendemos uma pessoa com 105 anos, em uma comunidade de difícil acesso, estamos garantindo dignidade, respeito e o direito básico à identificação civil. A equipe não mediu esforços para chegar até a dona Nazaré e cumprir essa missão”, afirmou.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou que ações como essa demonstram o papel social da instituição. “A Polícia Civil do Acre tem o compromisso de estar presente onde o cidadão precisa, seja na área urbana ou nas regiões mais afastadas. Esse atendimento à dona Nazaré simboliza nosso cuidado com as pessoas, especialmente com aquelas que mais necessitam da atuação do Estado”, destacou.

A filha da centenária, Neli Carvalho de Amorim, agradeceu emocionada pela iniciativa da Polícia Civil e pelo atendimento prestado à mãe. “Para nós foi uma grande alegria e um alívio. Minha mãe não tem condições de se deslocar até a cidade, e ver a equipe chegar até aqui, enfrentando estrada ruim e até rio, mostra um cuidado que a gente não esquece. Somos muito gratas por esse gesto de respeito e humanidade”, relatou.

A ação ocorreu na Comunidade Sacado do São Luiz, zona rural de Cruzeiro do Sul, em uma localidade de difícil acesso. Foto: captada 

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