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Líder do PT reage à desaprovação de Lula: “A culpa é nossa”
Lindbergh Farias admitiu que governo tem culpa na alta da desaprovação de Lula (PT), mas defende que há margem para mudar cenário

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) fez um mea culpa e afirmou que o governo tem responsabilidade sobre a alta na reprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2/4), a rejeição à gestão do petista chegou a 56%, pior índice desde o início do mandato.
“Nós não somos daqueles que olham uma pesquisa e ficamos chorando. A gente só acha injusto com as entregas do governo. E a culpa é do povo? Não, a culpa é nossa. Tem de fazer mais disputa, não é só comunicação, é política. Hoje, a disputa acontece no dia a dia, nas redes, na sociedade. Então, é nosso desafio. Eu posso dizer que tenho plena confiança e convicção de que a gente vai virar esse jogo”, destacou Lindbergh ao Metrópoles.
Num momento de aumento da reprovação desde 2024, o presidente Lula trocou o chefe da Comunicação do governo em janeiro. A tese do Planalto é de que o governo trabalha bem, mas não comunica.
Quem assumiu a Secom foi o marqueteiro Sidônio Palmeira, com expectativa de apresentar resultados na avaliação do Planalto. Questionado se a mudança não surtiu efeito, Lindbergh alega que é preciso mais tempo.
“Em relação à comunicação, acho que vai melhorar. Sidônio entrou há pouco tempo. Isso aqui foi um ciclo de queda. Nas nossas pesquisas, já há estancamento. [A má avaliação] veio daquele episódio do Pix e do aumento do preço dos alimentos. Então, a gente tem convicção de que dá para virar perfeitamente e disposição de lutar para isso”, ressaltou o líder do PT.
O parlamentar faz referência à crise causada pela mudança nas regras do Pix, que entraram em vigor em janeiro e caíram após forte campanha da oposição, que alardeava possibilidade de taxação. A alta nos alimentos, por sua vez, continua puxando a inflação para cima, e o governo procura maneiras de contornar esse problema.
“O governo tem muita entrega, nós estamos com um desemprego mais baixo desde 2012, nós tiramos 24 milhões de pessoas da miséria, aumento da renda, então há um problema aqui. O farmácia popular [dá] remédio de graça para danado, mas tem gente que não está associando ao presidente Lula”, disse o deputado.
“Luta”
Lindbergh insistiu que o governo tem margem para melhorar a avaliação e chegar competitivo para buscar a reeleição de Lula na eleição de 2026. O petista chegou a recordar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou em 2022 com altos índices de desaprovação, com 66% no Ipespe (fevereiro de 2022) e 56% no PoderData (maio de 2022).
“Bolsonaro chegou a ter 53% de ruim e péssimo em dezembro de 2021 à beira da eleição e tivemos uma disputa apertada. Então o governo, quando entra em ação, mostrando o que está fazendo, as suas realizações têm uma grande força. E todos nós estamos com vontade de ir para a luta”, concluiu Lindbergh.
Fonte: Metrópoles
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De olho no Planalto, Romeu Zema marca data de saída do governo de MG

Gabriel Foster/Metrópoles
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), já tem data marcada para deixar o cargo: 22 de março, um domingo. A renúncia se dará duas semanas antes do prazo final de desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro. Zema é pré-candidato à Presidência da República.
A saída abrirá caminho para que o governador mineiro possa rodar o país para tornar seu nome mais conhecido. O plano de seu entorno é fazer um evento de despedida da gestão, com a passagem do cargo ao vice-governador mineiro, Mateus Simões (PSD), que é pré-candidato à sucessão de Zema.
Embora esteja sendo cobiçado para posto de vice em uma chapa da direita, o governador de Minas Gerais nega a possibilidade.
Na segunda-feira (12/01), o político negou a chance de ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma chapa presidencial e disse que seguirá com sua candidatura até o fim.
“Eu sou pré-candidato [à Presidência], como já aconteceu o lançamento no ano passado e continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, disse a jornalistas.
Zema lançou sua pré-candidatura em 16 de agosto de 2025. Na ocasião, aproveitou para criticar o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Até os 53 anos a minha vida foi empreender e eu sempre tomei até aversão à política, mas aí veio a crise da Dilma, tive que reduzir o quadro da empresa e aquilo me fez ficar indignada, e em Minas foi pior ainda com o governo Pimentel. E foi neste momento que veio o convite do partido Novo”, disse à época do lançamento.
Antes de lançar sua pré-candidatura, Zema avisou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre sua escolha. O governador de Minas é aliado de Bolsonaro e apoiou a decisão do clã bolsonarista de lançar Flávio.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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STJ nega acesso a extradição de suspeito de movimentar R$ 1,2 bilhão

Felipe Menezes/Metrópoles
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou pedido de liminar para acesso a procedimento de extradição de um homem acusado de ser operador financeiro em esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado a organizações criminosas. O pedido negado foi apresentado pela defesa de um dos réus que estaria morando em Omã, na Península Arábica.
O homem foi denunciado no âmbito da Operação Alcaçaria, deflagrada em outubro de 2024. A apuração aponta a existência de uma rede de operadores financeiros a serviço de diversas organizações criminosas em todo o país.
De acordo com informações da Polícia Federal e da Receita Federal, ao longo dos anos de 2021 e 2024, o grupo teria movimentado ao menos R$ 1,2 bilhão por meio de depósitos em espécie em contas de empresas de fachada, registradas em nome de sócios “laranjas”.
Os valores foram transferidos para contas bancárias de empresas de fachada, distribuídas em três camadas, com a finalidade de dificultar o rastreamento.
A última camada envolvia empresas de comercialização de criptoativos e de câmbio que disponibilizavam esses recursos aos destinatários finais, muitas vezes localizados em outros países como: Paraguai, Colômbia e Bolívia.
Parte dos recursos era convertida em criptoativos, enviada a carteiras no exterior e, posteriormente, transformada em dólares para o pagamento de fornecedores de drogas e armas.
Prisão preventiva
No caso do réu com pedido de extradição, a prisão preventiva foi decretada em setembro de 2024. A denúncia foi recebida dezembro do mesmo ano. Contudo, na resposta à acusação, a defesa informou que ele estaria em Omã, no Oriente Médio, fato que motivou a instauração de procedimento para a extradição.
Apesar de conceder acesso à defesa a todos os procedimentos criminais relacionados aos fatos a ele imputados, o juízo de primeiro grau negou o pedido de acesso ao incidente de extradição, que é o processo legal formal pelo qual um país pede a outro a entrega de um indivíduo que se encontra em seu território.
Posteriormente, ao analisar um habeas corpus, esta posição foi mantida por maioria em julgamento colegiado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).
Para o TRF3, o sigilo do incidente foi decretado com o objetivo de assegurar a efetividade das diligências. O tribunal ressaltou que o procedimento pode conter informações sensíveis sobre as medidas adotadas para a localização do paciente, de modo que o acesso da defesa, nesse momento, poderia frustrar seu objetivo.
Não há urgência
A defesa recorreu ao STJ ao alegar que não haveria justificativa para proibir o acesso ao procedimento extradição à defesa, pois este não teria qualquer relação com diligência investigatória em curso. Alegou, ainda, que o direito deferido de consulta aos autos se estenderia aos incidentes relacionados à ação penal principal.
Ao negar a liminar, o presidente do STJ destacou que, na hipótese em questão, não há ilegalidade manifesta nem situação de urgência apta a justificar o deferimento do pedido liminar. O mérito do recurso habeas corpus será analisado pela Sexta Turma, sob a relatoria do ministro Og Fernandes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Lei do Descongela: entenda retroativo a servidor, suspenso na pandemia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto de lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos congelados a servidores públicos de entes federativos que decretaram estado de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (13/1).
A Lei Complementar nº 226, conhecida como Lei do Descongela, se refere a diferentes benefícios, como anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes ao quadro de pessoal, correspondentes ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 — quando ficaram retidos.
Durante a pandemia, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de cerca de R$ 60 bilhões a estados e municípios para compensar os impactos econômicos da pandemia, pelo Programa de Enfrentamento ao Coronavírus. Em contraponto, Bolsonaro congelou os adicionais salariais de servidores públicos.
A sanção da lei — que foi aprovada em 16 de dezembro pelo Senado Federal — destaca que o pagamento é autorizado desde que seja respeitada a “disponibilidade orçamentária própria” dos entes federativos.
Ou seja, para que os valores sejam pagos, o estado, o município ou o Distrito Federal precisa ter decretado calamidade pública durante a pandemia e dispor de recursos para custear os benefícios, sem gerar novas despesas e dentro do teto de gastos.
A lei sancionada não estabelece prazo para a adoção da medida, que passa a valer a partir desta terça. A mudança valerá para os servidores públicos efetivos e para os empregados públicos contratados por meio de vínculo CLT.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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