Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.
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Acre
Morre aos 99 anos o empresário Milton Lucena, que trouxe a Coca-Cola para o Acre
Figura marcante no comércio local, Lucena construiu trajetória de mais de sete décadas e deixa legado de incentivo ao empreendedorismo

Após a confirmação da morte, amigos e conhecidos utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lembrar a importância de Lucena para o comércio local. Foto: captada
O empresário Francisco Milton Lucena morreu aos 99 anos, deixando uma trajetória marcada pela atuação no comércio e pelo incentivo ao empreendedorismo no Acre. Conhecido no meio empresarial pela postura firme nos negócios, ele se tornou uma figura lembrada por colegas e familiares após a confirmação de sua morte.
Ao longo da carreira, Lucena construiu reputação de comerciante que valorizava acordos firmados e relações de confiança. Entre empresários que conviveram com ele, era comum a referência à ideia de que a palavra dada tinha peso decisivo nas negociações.
Contribuições ao comércio regional
Uma das contribuições mais lembradas de sua trajetória foi a participação na chegada de produtos que se tornaram populares no mercado regional. Entre eles está a introdução da marca Coca-Cola no estado, além da comercialização das bolachas Papaguara, produtos que ganharam espaço no comércio principalmente entre as décadas de 1970 e 1980.
Homenagem em vida
Em 2021, o empresário recebeu uma homenagem pública feita por seu neto, Wagner Lucena, que destacou a trajetória familiar e o perfil empreendedor do avô. Na mensagem, ele ressaltou o papel de Milton como chefe de família e a dedicação ao trabalho ao longo da vida.
Repercussão
Após a confirmação da morte, amigos e conhecidos utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lembrar a importância de Lucena para o comércio local.
Milton Lucena deixa familiares e um legado ligado ao desenvolvimento do comércio acreano.

Conhecido no meio empresarial pela postura firme nos negócios, ele se tornou uma figura lembrada por colegas e familiares após a confirmação de sua morte. Foto: captada
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Acre
Volume de serviços no Acre despenca 20,8% em janeiro, maior queda do país, aponta IBGE
Estado registra retração expressiva enquanto setor nacional cresce 0,3%; na comparação anual, recuo é de 9,4%

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE, indicam que o estado teve uma das maiores quedas do país no primeiro mês do ano. Foto: captada
O volume de serviços no Acre apresentou uma das maiores quedas do país no primeiro mês de 2026, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (13).
Na comparação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, considerando a série com ajuste sazonal, o setor registrou um recuo expressivo de 20,8%. No mesmo período, o resultado nacional apontou crescimento de 0,3%, com o setor igualando o patamar recorde da série histórica.
O desempenho também foi negativo na comparação anual. Em relação a janeiro de 2025, o volume de serviços no Acre apresentou queda de 9,4%, enquanto o Brasil registrou alta de 3,3% no indicador — o 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação.
Acumulados
Com o resultado, o estado também inicia o ano com diminuição de volume nos acumulados. Segundo o levantamento, o setor apresenta queda de 9,4% no acumulado de 2026 até janeiro e recuo de 0,7% nos últimos 12 meses.
Desempenho contrastante com o país:
- Acre: Queda de 20,8% (dez/25 → jan/26);
- Brasil: Alta de 0,3% no mesmo período;
- Diferença: 21,1 pontos percentuais abaixo da média nacional.

Em relação a janeiro de 2025, o volume de serviços no Acre apresentou queda de 9,4%, enquanto o Brasil registrou alta de 3,3% no indicador. Foto: captada
Comparação anual também negativa:
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Janeiro 2026 x Janeiro 2025: Recuo de 9,4% no Acre (ante alta de 3,3% no Brasil);
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Acumulado 2026 (até janeiro): Queda de 9,4%;
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Últimos 12 meses: Retração de 0,7%.
Cenário nacional:
Em nível nacional, o setor de serviços segue em trajetória de crescimento e permanece 20,1%acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.
O avanço observado no país foi impulsionado principalmente pelos segmentos de outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). Já o grupo de serviços prestados às famílias apresentou redução de 1,2% no início do ano.
De acordo com o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, “o resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nível mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como o agenciamento de espaços de publicidade, os serviços de TI, os financeiros auxiliares e atividades de correio”.
O setor de serviços no Brasil segue aquecido:
Patamar pós-pandemia: 20,1% acima de fevereiro/2020;
Segmentos em alta: Outros serviços, informação/comunicação e transportes;
Destaque negativo: Serviços prestados às famílias apresentaram redução.

Em nível nacional, o setor de serviços segue em trajetória de crescimento e permanece 20,1% acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Foto: captada
Possíveis causas no Acre:
Embora o IBGE não aponte fatores específicos para a queda no estado, especialistas locais sugerem:
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Redução do poder de compra da população;
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Menor demanda em setores como turismo e eventos;
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Impactos de enchentes na logística e comércio regional.
O que dizem os números:
A retração coloca o Acre em posição delicada dentro da economia regional, exigindo atenção de políticas públicas para reaquecer o setor, especialmente em segmentos como:
- Serviços profissionais e administrativos;
- Transporte e armazenagem;
- Serviços de informação e comunicação.
Em 12 estados, a PMS mostrou taxas positivas em janeiro na série com ajuste sazonal. São Paulo (1,6%) exerceu o impacto mais importante na taxa do mês, com Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%) a seguir. As principais influências negativas vieram do Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%).
Na comparação com janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 estados. As perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%) . O Acre, com queda de 9,4%, figura entre os estados com pior desempenho no período.

O avanço observado no país foi impulsionado principalmente pelos segmentos de outros serviços, informação e comunicação e transportes. Foto: captada
A PMS do IBGE é a principal pesquisa sobre o comportamento do setor de serviços no país, abrangendo desde pequenos negócios até grandes empresas. Os dados de janeiro acendem alerta para a economia acreana no início de 2026.
Fonte: IBGE – Pesquisa Mensal de Serviços (janeiro/2026)
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Acre
Ricco Transportes paralisa 31 linhas de ônibus em Rio Branco a partir de sábado (14)
Empresa alega desequilíbrio econômico-financeiro e divulga lista com itinerários suspensos; usuários devem ficar atentos às mudanças

De acordo com a empresa, a paralisação se deve ao fato de um desequilíbrio econômico-financeiro causado por uma conjuntura multifatorial que vem impactando a operação do sistema. Foto: captada
A empresa Ricco Transportes, que opera o sistema de transporte coletivo em Rio Branco, comunicou por meio de suas redes sociais a paralisação de 31 linhas de ônibus na capital acreana a partir do sábado (14) e com prazo indeterminado para retomada dos serviços.
De acordo com a empresa, a suspensão dos serviços ocorre devido a um desequilíbrio econômico-financeiro provocado por uma conjuntura multifatorial que vem impactando a operação do sistema de transporte coletivo na capital acreana.
“Em razão de um desequilíbrio econômico-financeiro decorrente de uma conjuntura multifatorial que vem impactando a operação de transporte coletivo, a RICCO TRANSPORTES informa que 31 linhas serão paralisadas a partir do dia 14 de março”, diz trecho do comunicado.
Linhas paralisadas
Confira abaixo todas as linhas que deixarão de operar:
| Linha | Itinerário |
|---|---|
| 101 | Santa Inês |
| 102A | Taquari / Praia do Amapá |
| 105 | Amapá |
| 106 | 6 de Agosto / Judia |
| 107 | Recanto dos Buritis |
| 108 | Polo Belo Jardim |
| 109 | Polo Benfica |
| 113 | Jacarandá |
| 114 | Ramal Bom Jesus |
| 115 | Ramal Castanheira |
| 117 | Belo Jardim I |
| 118 | Belo Jardim II |
| 119 | Ramal do Canil |
| 134 | Baixa Verde |
| 205 | Irineu Serra |
| 303 | Bahia / Carandá |
| 304 | Aeroporto Velho / Cabreúva |
| 381 | Transacreana KM 58 / 44 e 25 |
| 382 | Polo Wilson Pinheiro / Transacreana KM18 |
| 384 | IFAC / Transacreana |
| 402 | Floresta / Shopping |
| 701 | São Francisco / Placas |
| 702A | Apolônio Sales / Mangueira |
| 702B | Apolônio Sales / Apadeq |
| 703 | Wanderley Dantas / Café Contri |
| 705 | Quixadá |
| 706 | Panorama |
| 708 | Apolônio Sales / Altamira |
| 801 | Morada do Sol / Tropical / Cohab do Bosque |
| 803 | Manoel Julião |
| 805 | Aviário / Cadeia Velha |
Orientações aos usuários
A Ricco Transportes orientou os usuários a verificarem se utilizam alguma das linhas afetadas e recomendou atenção às mudanças no sistema de transporte público da cidade.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre alternativas operacionais, substituição das linhas ou prazo para retomada dos serviços.

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