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Brasil

Julho registra temperatura média mais alta da história 

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Termômetros registraram temperatura média de 22,8ºC

Alta temperatura em São Paulo

Por Eduardo Cupertino

Mesmo no inverno, os termômetros brasileiros registraram um mês quente com as temperaturas mais altas dos últimos 61 anos.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que a temperatura média do mês de julho chegou a 22,8ºC, um aumento de 0,82 grau acima da média histórica registrada em 2015, fazendo de julho de 2022 o mais quente que se tem registro na história do Brasil para o período.

A meteorologista do Inmet Danielle Barros explica que, nos últimos anos, o país tem registrado invernos mais quentes.

“A gente está tendo invernos mais quentes, principalmente nos últimos 10 anos. Isso aí pode estar relacionado muito à persistência de massas de ar quente sobre a região central. O que é comum, mas elas estão mais frequentes. Aumento também das áreas mais desmatadas que estão levando pouca chuva para região central nessa época do ano”, afirmou.

Mas esse evento não está restrito ao Brasil. A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha, por exemplo, que fica no lado norte do hemisfério terrestre, também registrou recorde em julho ao atingir uma temperatura média de 25,6°C. Os países do Hemisfério Norte estão no verão.

Outro caso foi no Reino Unido, com o registro da temperatura mais alta de sua história. Segundo o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, os termômetros de Londres marcaram 40,2ºC.

Para agosto, a meteorologista do Inmet também prevê temperaturas altas. “Eu acredito que as temperaturas em agosto possam ser acima da média, mas não tanto quanto essas de julho. Foi um mês atípico.”

 

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Brasil

Viana levará a Toffoli insatisfação da CPMI do INSS com o STF

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Reprodução Metrópoles
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O presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que levará ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), toda uma insatisfação do colegiado com o que os parlamentares classificam como interferência da Corte nos trabalhos do Legislativo.

Como exemplo, Viana citou, em entrevista ao Acorda Metrópoles, nesta terça-feira (3/3), a concessão de habeas corpus a pessoas convocadas para prestar esclarecimentos à comissão, o que, segundo o senador, tem atrapalhado o desenvolvimento das investigaçoes da CPMI e atrasado as conclusões.

Viana declarou que permitir que os investigados não sejam obrigados a comparecer à CPMI atrapalha a atuação do Senado e deslegitima a comissão em relação à população.

“Os habeas corpus concedidos no ano passado nos prejudicaram muito. Uma interferência do Supremo. Alguns ministros entenderam claramente a Constituição e cumpriram a Constituição Federal [ao decidir que] a pessoa pode comparecer e fica em silêncio naquilo que pode prejudicá-la nas investigações. Isso é um direito da pessoa. Agora, dar um habeas corpus, como o [ministro Flávio] Dino deu, para uma pessoa não ser obrigada a ir, qual é o sentido disso?”, questionou.

O presidente da CPMI ainda ressaltou que não quer fomentar uma “disputa entre Poderes”, mas destacou: “Nós queremos ser respeitados”.

Na tarde desta terça, Viana se reúne com o ministro e afirmou que vai tratar o tema com o magistrado, com a intenção de que a convocação feita ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja mantida e ele compareça à CMPI nesta quinta-feira (5/1).

Viana também solicitará a Toffoli as provas obtidas através da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro, ora sob guarda da presidência do Senado, por ordem do ministro, sejam devolvidas à CPMI.

Depoimento de Vorcaro

Nessa segunda-feira (2/2), Viana já havia solicitado a Toffoli que Vorcaro, seja “obrigado” a comparecer à comissão para prestar depoimento.

Em documento encaminhado ao ministro na última quinta-feira (29/1), o parlamentar alega que “o depoimento do sr. Vorcaro, como testemunha, é de grande relevo para o colegiado, uma vez que, na condição de presidente da instituição financeira e sob este ponto de vista, poderá esclarecer quanto à contratação dos empréstimos, montantes”.

O presidente da CPMI também pediu a Toffoli: “Que determine a compulsoriedade do comparecimento de Vorcaro, garantidos todos os direitos constitucionais e que autorize o transporte do depoente para Brasília para prestar depoimento no dia e hora marcados”.

Atualmente, o banqueiro, que ganhou destaque devido a fraudes bancárias envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. cumpre prisão domiciliar, após uma decisão de Toffoli. Além da prisão, o ministro também estabeleceu que Vorcaro use tornozeleira eletrônica.

O requerimento pede o comparecimento de Vorcaro na comissão que investiga o escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

CPMI do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Produção industrial do Brasil recua 1,2% em dezembro, diz IBGE

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Sérgio Lima/CNI
Imagem colorida de equipamento da indústria

A produção industrial do Brasil ficou recuou 1,2%, na passagem de novembro para dezembro de 2025. Em novembro, o índice havia ficado estável. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3/2).

Em comparação com dezembro de 2024, a indústria avançou 0,40 % na produção. Em 2025, acumulou alta de  0,40%.

O IBGE destacou que a produção industrial está  0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). No entanto, encontra-se 16,3% acima do nível recorde de maio de 2011.

As quatro grandes categorias econômicas e a maior partedos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção:

  • bens de capital (8,3%)
  • bens intermediários (1,1%)
  • bens de consumo duráveis (4,4%)
  • bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,7%)

O que é a produção industrial

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Em março de 2023, o índice passou por reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Captura de Maduro completa 1 mês: veja o que mudou na Venezuela

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Na imagem, Maduro aparece com uniforme presidiário • XNY/Star Max/GC Images

Na madrugada de 3 de janeiro, bombardeios em Caracas e em cidades próximas à capital venezuelana acordaram a população.

Importantes instalações militares, como o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota foram alvos dos ataques simultâneos, iniciados cerca das duas da manhã do horário local.

Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a operação de grande escala e a captura do líder do regime chavista Nicolás Maduro.

Preso com sua esposa, Cilia Flores, Maduro foi retirado de Caracas, levado para Nova York e apresentado ao tribunal dois dias depois, sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Ambos se declaram inocentes.

Na Venezuela, a ação norte-americana e a pressão de Trump têm, desde então, reorientando a política e a economia do país vertiginosamente.

No mesmo dia em que Maduro foi levado à Justiça americana, sua então vice, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina.

Nos dias seguintes, Trump fez diversas declarações e insinuações de que controlava o governo e o petróleo venezuelanos.

Paralelamente, Caracas voltou a enviar petróleo para os EUA e anunciou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que regula a extração e comércio do petróleo, para abrir aumentar a participação de empresas estrangeiras na exploração.

Até então, para extrair petróleo na Venezuela, as companhias precisavam fazer joint ventures com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), que deveria ter maioria acionária e controlar a produção, comercialização e repasse dos lucros.

Com a mudança na lei, as empresas estrangeiras poderão atuar no país por sua conta e risco.

A Casa Branca, por sua vez, anunciou que reabrirá sua embaixada em Caracas, fechada desde a ruptura de relações diplomáticas entre os países, em 2019. O governo Trump também designou uma nova representante dos EUA para a Venezuela, Laura Dogu.

Em meados de janeiro, Rodríguez se reuniu em Caracas com o diretor da CIA, John Ratcliffe. Nesta segunda (2), ela se reuniu com Dogu.

Outra mudança significativa foi a soltura de centenas de presos por razões políticas a partir de 8 de janeiro. De acordo com a organização Foro Penal, 344 presos por motivos políticos foram soltos desde então.

O chavismo fala em mais de 600 libertados, mas sem revelar os nomes dos beneficiados pela medida.

Adicionalmente, na semana passada, a presidente interina da Venezuela pediu ao Legislativo a aprovação de uma lei de anistia geral de presos políticos. Segundo o Foro Penal, ainda existem 678 presos políticos na Venezuela, entre eles 58 estrangeiros.

Veja o que aconteceu desde a captura de Nicolás Maduro:

3 de janeiro – Trump confirma ataques simultâneos na Venezuela e captura de Nicolás Maduro. Ele também publica uma foto de Maduro com os olhos e ouvidos cobertos, aparentemente algemado.

5 de janeiro – Maduro e sua esposa, Cília Flores, são apresentados a um tribunal de Nova York sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Eles se declaram inocentes. No mesmo dia, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, toma posse como presidente interina.

6 de janeiro – Após Trump dizer em entrevista à NBC News que é ele quem está no comando da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma que “nenhum agente externo” está governando o país.

7 de janeiro – Casa Branca afirma que decisões das autoridades interinas da Venezuela continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos, e anuncia início da comercialização de petróleo venezuelano e controle da receita da venda pelos EUA.

8 de janeiro – Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela anuncia que país libertará número significativo de presos.

9 de janeiro – Trump afirma que cancelou um segundo ataque à Venezuela após “cooperação” das autoridades locais. O republicano também afirmou que definirá quais empresas petrolíferas investirão no país. Venezuela anuncia o início de um processo para restabelecer as relações diplomáticas com os EUA, e uma equipe do Departamento de Estado chega a Caracas para avaliar reabertura de embaixada.

11 de janeiro – Trump publica imagem dizendo que é o presidente interino da Venezuela.

12 de janeiro – Delcy Rodríguez reafirma que seu governo é quem manda no país.

13 de janeiro – ONG Foro Penal contabiliza 57 solturas desde 8 de janeiro.

14 de janeiro – Pelo menos 15 jornalistas são soltos na Venezuela em onda de libertação de presos políticos.

15 de janeiro – Delcy Rodríguez propõe reforma da Lei de Hidrocarbonetos para atrair investimentos de empresas estrangeiras para a exploração de campos petrolíferos. No mesmo dia, ela se reúne com o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Caracas.

17 de janeiro – ONG Foro Penal afirma que 139 presos políticos foram soltos.

19 de janeiro – Aliado de Maduro, o ministro do Interior Diosdado Cabello nega ter conversado secretamente com os EUA antes dos ataques à Venezuela e da captura de Maduro.

20 de janeiro – Após receber a medalha do Prêmio Nobel da Paz de María Corina Machado, com quem se reuniu, Trump diz querer a líder opositora “envolvida” no processo de transição da Venezuela.

22 de janeiro – EUA nomeiam uma nova representante diplomática para a Venezuela. Trata-se de Laura Dogu, que inicialmente estará sediada na Colômbia. Genro de Edmundo González é solto, em meio às libertações de presos políticos.

23 de janeiro – Trump diz que EUA começarão a perfurar petróleo na Venezuela “em breve”. Nafta americana começa a chegar ao país.

26 de janeiro – Após afirmar estar farta das ordens de Washington, Delcy Rodríguez volta a dizer que a Venezuela não está subordinada aos EUA, e que não teme manter relações respeitosas com o país.

29 de janeiro – Trump diz que EUA vão reabrir espaço aéreo da Venezuela para voos comerciais e revoga ordem que proibia companhias aéreas americanas de voar para o país. Legislativo da Venezuela aprova reforma que abre setor de petróleo a empresas estrangeiras. Projeto ainda precisa de ratificação final dos deputados.

30 de janeiro – Delcy Rodríguez anuncia lei de anistia geral para presos por motivos políticos e o fechamento do Helicóide, prisão que virou ícone de denúncia de torturas.

02 de fevereiro – Delcy Rodríguez se reúne com nova representante diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela. Organização Foro Penal contabiliza a soltura de 344 presos políticos desde 8 de janeiro e afirma que 687 ainda aguardam libertação.

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