Acre
Jarbas Soster divulga prova que Dom Porquito reconhece dívida e pede CPI para investigar a Anac
Gina Menezes
O empresário Jarbas Soster, diretor-presidente da empresa M.S.M Industrial Pedra Norte, que move na Justiça acreana processos para receber débitos milionários de empresas fruto de parcerias público-privadas, como Peixes da Amazônia e Dom Porquito, voltou a desmentir o presidente desta última empresa citada.
Jarbas afirma que o empresário Paulo Santonyo está agindo de má fé para protelar pagamento da dívida e salientou, em postagem na internet, que a Agência de Negócios do Acre (Anac), que fomenta as empresas parcerias público-privadas (PPP), deveria ser submetida a análise de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) urgentemente para saber onde e de que forma o dinheiro dos acreanos está sendo investido.
Após divulgar detalhes do processo judicial e dos acordos homologados na Justiça onde a Dom Porquito reconhece a dívida, tempos antes da mesma empresa ingressar com ação judicial afirmando não ser legítimo o protesto do título feito pela Pedra Norte, Jarbas fez uma longa publicação sobre a necessidade de se saber da real saúde financeira das empresas que são financiadas com recursos públicos e que preferem usar de má fé e argumentos infundados para dar calote em fornecedor.
“A Dom Porquito descumpriu dois acordos judiciais de prazo de pagamento, sendo que o último acerto de prorrogação de prazo, fui a pedido de sua Excelência, o governador do Acre, até Xapuri em voo fretado pago pelo erário, onde aterrissamos na pista de Xapuri e de lá continuamos em veículos até a Dom Porquito e depois a casa do senhor Paulo, acionista e administrador, para um almoço com diversas pessoas dentre elas assessores do gabinete. Tivemos longa conversa com o governador e o senhor Paulo, para que concedêssemos mais prazo, já que havia vencido. Acordamos a pedido também de sua excelência e concedemos novo prazo que encerrou em final de setembro de 2017. Assim, não há de que se falar de não conhecer dos acordos firmados em conversa e posterior homologação em juízo. Responderá pela litigância de má fé.”, diz.
Jarbas também afirma que não é apenas a direção da Dom Porquito que falta com a transparência necessaria.
“A Agência de Negócios do governo do Acre tem que ser submetida a uma Comissão Parlamentar de Inquérito urgente. Precisamos saber quais os critérios usados para investir o dinheiro publico. Porque os balanços e as de demonstrações contábeis do Peixe da Amazônia não foram e não são publicados no Diário Oficial do Estado do Acre como prevê a lei das Sociedades Anônimas? Como essa empresa estava de vento em popa e do nada aparece falida? O que aconteceu com dinheiro que entrou na empresa? Por que o último diretor pediu demissão e agora dá expediente no gabinete do da Casa Civil? Pra onde foi o dinheiro apurado das vendas, já que era o melhor negócio do Acre?”, questiona o empresário.
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Acre
Diretoria do Sinjac visita repórter cinematográfico Jailson Fernandes após alta médica
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) realizou, na tarde desta quinta-feira, 15, uma visita ao repórter cinematográfico Jailson Fernandes, em sua residência, em Rio Branco. O encontro teve caráter solidário e marcou o retorno do profissional para casa após receber alta médica na última terça-feira, 13, quando deixou o Pronto-Socorro depois de um período de internação que mobilizou amigos, colegas de profissão e a sociedade.
O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, destacou a importância do apoio coletivo no momento delicado enfrentado por Jailson. Segundo ele, a mobilização em torno do profissional demonstra a força da categoria e o espírito de união entre os trabalhadores da Comunicação. Cordeiro ressaltou ainda que o sindicato acompanha de perto situações como essa e reforçou o compromisso da entidade com a valorização e o bem-estar dos jornalistas e profissionais da área.
Visivelmente emocionado, Jailson Fernandes agradeceu o carinho recebido desde o início do problema de saúde. Logo após sair da unidade hospitalar, ele gravou um vídeo no qual fez questão de agradecer pelas orações, mensagens de apoio e, principalmente, pelas doações de sangue, que foram fundamentais para o sucesso do tratamento.
O repórter cinematográfico destacou que a corrente de solidariedade formada em seu favor acabou beneficiando também outros pacientes atendidos pelo sistema de saúde. “Esse gesto não foi só por mim, ajudou muita gente que também precisava”, enfatizou.
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Acre
Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta
Previsão inclui até 50 mm de chuva e ventos de 60 km/h; estado pode ter alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia

O alerta, classificado como Perigo Potencial, começou a valer às 9h15 e segue até 23h59. De acordo com o Inmet, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Foto: captada
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta-feira (16). O aviso, válido das 9h15 até 23h59, prevê precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo acumular 50 mm ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.
Embora classificado como perigo potencial de baixo a moderado, o órgão alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia, especialmente em áreas mais vulneráveis.
O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas de propaganda e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com a Defesa Civil (193) ou Corpo de Bombeiros.
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Acre
Diferença de R$ 2 no litro do combustível leva brasileiros a abastecer na Bolívia e causa filas em Cobija
Motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia cruzam a fronteira em massa para comprar combustível mais barato; cidadãos pandinos reclamam de logística afetada

O movimento intenso de veículos brasileiros em busca de combustível mais barato é um fenômeno recorrente na fronteira, se intensificando nos últimos dias. Foto: captada
A diferença nos preços dos combustíveis entre o departamento de Pando, na Bolívia, e as cidades acreanas de Epitaciolândia e Brasiléia tem causado um aumento expressivo nas filas dos postos de abastecimento em Cobija. Com o preço mais baixo do lado boliviano, motoristas brasileiros estão atravessando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios econômicos e logísticos na região.
Cidadãos pandinos manifestaram preocupação com a demora no abastecimento, já que as empresas locais não estavam preparadas para a alta repentina na demanda. Alguns bolivianos têm protestado contra os atrasos, que alteraram toda a logística de distribuição de combustível na cidade.

Preço mais baixo em Pando atrai motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia; movimento intenso pressiona postos e gera atrasos no atendimento. Foto: captada
A diferença de até R$ 2 por litro nos preços dos combustíveis entre o Acre e o departamento boliviano de Pando tem levado motoristas brasileiros a cruzarem a fronteira em massa para abastecer em Cobija. Com valores significativamente mais baixos do lado boliviano, o movimento intenso de veículos com placas do Brasil tem pressionado a infraestrutura local, causado filas e exposto as disparidades de preços na região.
O fenômeno, que se intensificou nos últimos dias, gerou atrasos no atendimento e uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios logísticos e econômicos para as cidades de Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija. A demanda repentina por combustível na Bolívia também tem gerado preocupação entre cidadãos pandinos, que enfrentam dificuldades para abastecer seus próprios veículos.

Brasileiros estão cruzando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que impõe novos desafios econômicos e logísticos para a região. Foto: captada
Governo boliviano diz que fim de subsídio a combustíveis reduziu contrabando para países vizinhos
O governo da Bolívia afirmou nesta semana que o fim do subsídio estatal aos combustíveis, por meio do Decreto Supremo 5.503, já trouxe resultados iniciais positivos, com redução do contrabando para países vizinhos e queda de 30% nas importações de combustível nos últimos dois dias.
Segundo o ministro dos Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, em áreas fronteiriças como no departamento de Pando/Cobija e Potosí, as filas nos postos diminuíram porque “as pessoas não precisam mais competir com aqueles que contrabandeavam combustível para fora do país”. Já o ministro da Economia, Gabriel Espinoza, destacou que a medida corrigiu uma distorção em que “os benefícios do subsídio estavam concentrados em poucos setores e alimentavam o contrabando”.

Ministros afirmam que importações caíram 30% e filas em postos de fronteira diminuíram; medida visa conter fuga de recursos e estabilizar economia. Foto: captada
As declarações foram dadas separadamente antes de reuniões marcadas para última segunda-feira, dia 12, com representantes do setor de transportes. A decisão do governo visa, segundo Medinaceli, “estabilizar a economia, conter a fuga de recursos e garantir uma utilização mais eficiente dos fundos públicos”.




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