A ansiedade afeta mais de 19 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse cenário, a campanha Janeiro Branco chama a atenção para a importância do cuidado com a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos, tornando-se fundamental no enfrentamento dos sofrimentos psíquicos.
Além de promover o diálogo sobre o tema, a campanha contribui para o reconhecimento de sinais que muitas vezes passam despercebidos, como mudanças de comportamento, isolamento social e sintomas físicos sem causa aparente.
Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa tem a missão de oferecer acompanhamento psicológico a crianças e adolescentes de até 17 anos e 6 meses que enfrentam transtornos mentais graves e persistentes (Foto: Secom)
Recentemente inaugurado, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa tem a missão de oferecer acompanhamento psicológico a crianças e adolescentes de até 17 anos e 6 meses que enfrentam transtornos mentais graves e persistentes, como depressão grave, crises de agressividade intensa e outros sofrimentos psíquicos.
A unidade se destaca pelo acolhimento qualificado, realizado por uma equipe multiprofissional, e está localizada ao lado da UBS Maria Barroso, na Avenida Sobral, no bairro Ayrton Senna.
Com encerramento do Janeiro Branco, é preciso reforçar que o cuidado com a saúde mental não se limita apenas ao mês alusivo. (Foto: Secom)
À frente do serviço, a coordenadora do CAPSi, Kelly Albuquerque, destaca que o cuidado com a saúde mental vai além das campanhas pontuais.
“Embora campanhas como o Janeiro Branco ampliem a visibilidade sobre a saúde mental, o cuidado e as ações de orientação e prevenção realizadas pelo município e pelas instituições ocorrem de forma contínua, ao longo de todo o ano. Por isso, é fundamental buscar apoio e identificar precocemente sinais de sofrimento, como mudanças de comportamento, isolamento social, sensação de coração acelerado, perda de produtividade entre adultos trabalhadores e baixo rendimento escolar entre crianças”, explicou.
A psicóloga do CAPSi, Kátia Freitas, reforça a importância de compreender as emoções como parte do processo de cuidado. (Foto: Secom)
Entre as famílias já atendidas está a de Marly de Carvalho, cuidadora e mãe de R.C., que percebeu mudanças no comportamento da filha, consideradas um sinal de alerta para a busca por acompanhamento especializado.
“Tudo começou quando minha filha passou a ficar muito ansiosa, nervosa e trêmula. Cheguei a levá-la para uma consulta médica. O doutor prescreveu a medicação, citalopram, e explicou que o ideal seria procurar um psicólogo. Agora, minha expectativa é que, a cada vinda aqui, ela saia melhor, que seja um atendimento proveitoso. É isso que eu espero”, relatou.
Integrado às atividades do CAPSi, o Grupo Classificando Emoções, formado por 10 adolescentes, desempenha um papel estratégico no cuidado em saúde mental, especialmente para jovens que enfrentam dificuldades para compreender os próprios sentimentos nessa fase do desenvolvimento.
A psicóloga do CAPSi, Kátia Freitas, reforça a importância de compreender as emoções como parte do processo de cuidado.
“Nosso objetivo é ajudar crianças e adolescentes a compreender que irão conviver com diversas emoções ao longo de toda a vida e que elas nem sempre são apenas negativas. Muitas vezes, as emoções nos preparam para situações que vivenciamos ao longo do nosso percurso. Além disso, trabalhamos estratégias para que consigam se regular e se estabilizar emocionalmente, já que, quando não se entende o que se sente, esses sentimentos acabam sendo potencializados, desorganizados e gerando sofrimento”, explicou.
Com cerca de 400 atendimentos mensais, o CAPS Samaúma II é referência na Rede de Atenção Psicossocial do município para o público adulto. (Foto: Secom)
Com cerca de 400 atendimentos mensais, o CAPS Samaúma II é referência na Rede de Atenção Psicossocial do município para o público adulto. Vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, a unidade desenvolve grupos terapêuticos e ações de cuidado integral que impactam diretamente a vida dos assistidos.
Moradora do bairro Vitória, Marinês Gomes participa dos grupos terapêuticos e relata como o acompanhamento dos profissionais contribuiu para sua trajetória de cuidado e bem-estar.
Em 2025, o CAPS Samaúma II atendeu, em média, 5 mil pessoas, realizando mais de 17 mil procedimentos. (Foto: Secom)
“Faço tratamento para depressão e ansiedade, e o que a gente mais precisa nesses momentos é acolhimento. No grupo ‘50 Mais’, participo de palestras, rodas de conversa e oficinas de costura e bordado, o que para mim é muito gratificante. Sou acompanhada por uma psicóloga e um psiquiatra há dois anos. O CAPS é vida, amor e família”, afirmou.
Entre os grupos terapêuticos desenvolvidos na unidade está o Grupo Essência, coordenado pela terapeuta sistêmica Camila Fonseca.
Em 2025, o CAPS Samaúma II atendeu, em média, 5 mil pessoas, realizando mais de 17 mil procedimentos, entre atendimentos em psicoterapia de grupo, sessões de auriculoterapia, atendimento domiciliar na atenção primária, entre outros serviços.
As ações realizadas diariamente reforçam o cuidado integral oferecido aos assistidos, consolidando a unidade como espaço de referência para pessoas que enfrentam depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.
Com o encerramento do Janeiro Branco, é preciso reforçar que o cuidado com a saúde mental não se limita apenas ao mês alusivo. Os espaços de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento psicológico ofertados na rede municipal seguem disponíveis durante todo o ano, garantindo atendimento contínuo e humanizado à população de Rio Branco.
Acidente ocorreu no bairro Dom Giocondo; vítima foi levada ao pronto-socorro e está estável
Um acidente de trânsito envolvendo um caminhão e uma motocicleta deixou Jairiane Lima de Oliveira, de 32 anos, ferida, e o filho dela, de 14 anos, com escoriações, na tarde desta sexta-feira (20), no cruzamento das ruas Minas Gerais e Pernambuco, no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco.
Segundo testemunhas, mãe e filho trafegavam em uma motocicleta Honda CG 160 Titan branca, no sentido centro–bairro, quando um caminhão Ford Cargo branco, que seguia pela rua Pernambuco, acessou a rua Minas Gerais. No momento da conversão, a motocicleta colidiu na lateral e na parte frontal do caminhão, ficando parcialmente sob o veículo.
O motorista do caminhão permaneceu no local e relatou que teria recebido passagem de um carro para entrar na via. De acordo com a versão apresentada, a motociclista, que vinha logo atrás desse automóvel, tentou realizar uma ultrapassagem no instante em que o caminhão fazia a manobra.
Com o impacto, Jairiane sofreu fratura fechada na perna direita, corte na boca e diversas escoriações pelo corpo. O adolescente teve apenas ferimentos leves.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enviou uma ambulância de suporte avançado. Após ser estabilizada no local, a mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável. O filho não precisou de atendimento médico e acompanhou a mãe até a unidade.
Policiais militares do Batalhão de Trânsito isolaram a área para a perícia, registraram o Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) e, após os procedimentos, os veículos foram removidos.
O mercado de trabalho do Acre encerrou o quarto trimestre com um dos melhores resultados da última década, atingindo uma taxa de desocupação de 6,4%, figurando em uma das menores já registradas desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, em 2012. O desempenho reforça o avanço da ocupação no estado e evidencia a força da economia local na geração de oportunidades.
Desempenho reforça o avanço da ocupação no estado e evidencia a força da economia local na geração de oportunidades. Foto: Shutterstock
O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 20, é um dos menores já registrados desde o início da série histórica, em 2012, e representa uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando melhora consistente no mercado de trabalho acreano.
O levantamento também mostra diferenças importantes entre grupos populacionais. Entre os homens, a taxa de desocupação ficou em 5,7%, enquanto entre as mulheres chegou a 7,9%. Na análise por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional para pessoas pardas (6,7%) e acima para brancos (4,2%) e pretos (10,4%).
Governador acredita que obras movimentam o mercado. Foto: José Caminha/Secom
O nível de escolaridade segue sendo um fator determinante para o acesso ao emprego. Pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa de desocupação (9,1%). Já entre aqueles com nível superior incompleto, o índice foi de 5,5%, praticamente o mesmo observado para quem possui ensino superior completo.
Os dados reforçam a tendência de fortalecimento do mercado de trabalho no Acre, que vem apresentando melhora gradual nos últimos trimestres e ampliando o número de pessoas ocupadas em diferentes setores da economia.
A taxa de informalidade no Acre alcançou 45,2% no quarto trimestre, o que corresponde a 146 mil pessoas ocupadas sem vínculo formal. O indicador considera empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, além de empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.
Entre os empregados do setor privado no estado, 59,1% tinham carteira de trabalho assinada no período, mostrando um avanço da formalização, mas ainda com espaço para crescimento. O percentual de trabalhadores por conta própria chegou a 18,7% da população ocupada, reforçando o peso desse grupo na dinâmica do mercado de trabalho acreano.
No mesmo trimestre, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 2.964. Em relação ao trimestre anterior, não houve variação estatisticamente significativa, quando o valor era de R$ 2.813. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 9,8%, frente aos R$ 2.699 registrados anteriormente.
A massa de rendimento real habitual, estimada em R$ 936 milhões, apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior (R$ 914 milhões) e crescimento na comparação com o quarto trimestre de 2024, quando somava R$ 832 milhões.
Governador destaca avanços importantes com análise desses números. Foto: José Caminha/Secom
O governador do Acre, Gladson Camelí, afirmou que os números divulgados pelo IBGE reforçam a resiliência do mercado de trabalho acreano e mostram que o estado segue avançando na geração de renda. Segundo ele, a queda na desocupação e a estabilidade dos rendimentos indicam que “o Acre está consolidando um ambiente mais favorável para quem busca oportunidades e para quem empreende”.
O chefe do Executivo destacou que a informalidade ainda é um desafio, mas ressaltou que o governo tem atuado para ampliar a formalização e fortalecer pequenos negócios.
“Quando vemos que 45% da nossa população ocupada ainda está na informalidade, entendemos que há um caminho importante a percorrer. Mas também reconhecemos que mais de 59% dos trabalhadores do setor privado já têm carteira assinada, e isso mostra que estamos avançando na direção certa”, afirmou.
Ele também comentou o aumento do rendimento médio e da massa salarial. De acordo com o governador, esses indicadores revelam que mais famílias estão conseguindo melhorar sua renda.
“O crescimento do rendimento e da massa salarial significa mais dinheiro circulando, mais consumo e mais dignidade para a população. É esse ciclo positivo que queremos fortalecer”, disse.
O governador concluiu dizendo que os dados reforçam a necessidade de continuar investindo em qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e políticas de inclusão produtiva, para que o Acre siga reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades.
Avanços expressivos na área de infraestrutura vêm sendo consolidados para melhorar as condições de vida da população de todo o estado do Acre. Exemplo disso é a construção de novas moradias. O governador Gladson Camelí, assinou nesta sexta-feira, 20, na Praça da Juventude Hilton Carvalho, em Tarauacá, o contrato de execução para a construção de 50 unidades habitacionais isoladas de interesse social (HIS), marcando mais um avanço significativo na política estadual de habitação.
Governador assinou a autorização nesta sexta-feira. Foto: Diego Silva/Secom
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), integra as ações estratégicas do governo voltadas à redução do déficit habitacional e à promoção da dignidade social. O empreendimento está inserido no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV/FNHIS), vinculado ao Termo de Compromisso nº 974078/2024/MCidades.
O investimento total é de R$ 8.653.294,70, sendo R$ 6.500.000,00 provenientes de repasse do governo federal e R$ 2.153.294,70 de contrapartida do governo do Estado, reafirmando a atuação integrada entre as esferas federal e estadual. Cada unidade habitacional possui valor de R$ 173.065,89.
Objetivo principal do investimento é reduzir o déficit habitacional local e promover o acesso à moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social. Foto: Diego Silva/Secom
“Cidadania é o que buscamos levar às pessoas. Estamos expandindo as unidades habitacionais para o interior, que antes estavam concentradas apenas em Rio Branco. Em Tarauacá, assinamos mais um compromisso, com investimento de quase R$ 8 milhões para beneficiar 50 famílias. Já realizamos assinaturas em outros municípios e, na próxima semana, teremos novas agendas. O trabalho continua. Eu e a vice-governadora Mailza Assis seguimos unidos para diminuir as desigualdades no nosso estado”, enfatizou Camelí.
“Este contrato representa a soma de recursos do governo estadual e do governo federal. As parcerias são essenciais, pois a união é importante para reduzir o tempo de espera das pessoas, diminuir as dificuldades e garantir a cidadania”, frisou Camelí. Foto: Diego Silva/Secom
De acordo com Camelí, a iniciativa compõe o compromisso de entregar, até o fim da gestão, 2.700 novas unidades habitacionais construídas em quase todos os municípios do Acre, com investimento de R$ 394 milhões, provenientes de diferentes fontes e sempre com contrapartida do Estado. O governador também ressaltou a execução de obras estruturantes, a reforma de prédios públicos e a contratação de mais de 8 mil servidores por concurso, além do impacto positivo na geração de empregos e no fortalecimento da economia.
“Vamos entregar até o final do nosso governo 2.700 novas unidades habitacionais. São R$ 394 milhões investidos para reduzir desigualdades, gerar empregos e melhorar a infraestrutura do Acre”, afirmou.
Assinatura de contrato contemplará 50 unidades habitacionais em Tarauacá. Foto: Diego Silva/Secom
A vice-governadora Mailza Assis esteve presente na solenidade e destacou a relevância da iniciativa para as famílias do município: “A realização do sonho da casa própria é algo almejado por muitos. Ao mesmo tempo em que cumprimos nossos compromissos, também concretizamos o desejo de diversas famílias de terem sua moradia, garantindo mais dignidade. Essa ação é fruto da parceria entre o governo federal, o governo estadual e o Município, que reconhecem a necessidade de Tarauacá e das famílias que mais precisam desse apoio”, afirmou.
União entre o governo do Estado e o Município fortalece as políticas públicas e garante avanços concretos para quem mais precisa. Foto: Diego Silva/Secom
As unidades habitacionais terão área total de 51,82m² e área útil de 45,77m², distribuídas em sala, cozinha, dois quartos, banheiro, varanda e área de serviço. O projeto foi desenvolvido conforme as normas técnicas vigentes, priorizando conforto, acessibilidade, segurança e funcionalidade.
Além da construção das moradias, o projeto contempla infraestrutura urbana completa, incluindo pavimentação, drenagem pluvial, implantação de redes de água e esgoto, calçadas acessíveis e sinalização viária. As intervenções garantem condições adequadas de habitabilidade, promovendo integração ao tecido urbano e melhoria da qualidade de vida dos futuros moradores.
O secretário de Estado de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, ressaltou que o planejamento técnico foi estruturado com responsabilidade social e foco na efetividade da política pública.
“Essas unidades são frutos de planejamentos que antecedem as assinaturas e execuções, respeitando padrões de qualidade e garantindo acessibilidade. Estamos priorizando famílias que realmente necessitam, levando moradia adequada, segurança jurídica e estabilidade para quem vive em situação de vulnerabilidade”, destacou.
Egleuson Santiago: “A política habitacional do Estado vem sendo fortalecida por meio de parcerias estratégicas e investimentos contínuos”. Foto: Diego Silva/Secom
O público-alvo do programa contempla pessoas com deficiência, famílias com integrantes acometidos por doença crônica incapacitante para o trabalho, idosos, mulheres amparadas por medida protetiva com base na Lei Maria da Penha, famílias residentes em áreas de risco ou insalubres, oriundas de assentamentos irregulares, além de pessoas em situação de rua.
Participação popular reforça a importância da iniciativa e o compromisso conjunto em garantir mais dignidade às famílias acreanas. Foto: Diego Silva/Secom
A iniciativa reafirma o compromisso do governo do Estado do Acre com a promoção da cidadania e com a construção de oportunidades, transformando investimentos em benefícios concretos para a população.
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