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Israel bombardeia o sul de Gaza após ameaças de terroristas do Hamas contra reféns
Extremistas disseram que nenhum dos israelenses mantidos em cativeiro sairá ‘vivo’ se não forem atendidas ‘exigências’

Bombardeio na cidade de Khan Younis, localizada no sul de Gaza
MAHMUD HAMS/AFP – 11.12.2023
A Faixa de Gaza é palco de intensos combates e bombardeios nesta segunda-feira (11), um dia após o grupo terrorista Hamas ter advertido que nenhum dos reféns capturados em Israel sairá “vivo” se suas exigências quanto à libertação de prisioneiros palestinos não forem atendidas.
Ataques aéreos poderosos atingiram o centro e o leste de Khan Younis, a grande cidade no sul do território, onde milhares de civis se refugiaram após terem fugido dos combates que se intensificam no norte.
O Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas desde 2007, informou que pelo menos 32 corpos foram levados para o Hospital Naser nesta cidade nas últimas 24 horas.
O ministério também destacou que houve “dezenas” de mortes em todo o território, incluindo na cidade de Gaza e no campo de refugiados de Jabalia, no norte do enclave, bem como nos campos de Nuseirat e Maghazi, no centro.
A Jihad Islâmica, outro grupo terrorista que atua em Gaza, afirmou que um de seus combatentes fez explodir uma casa onde havia soldados israelenses que procuravam a entrada de um túnel subterrâneo.
O Exército israelense, por sua vez, relatou o lançamento de foguetes de Gaza em direção a Israel.
Israel bombardeia o pequeno enclave desde 7 de outubro, em resposta ao ataque perpetrado pelo Hamas contra seu território, no qual os terroristas mataram 1.200 pessoas, em sua maioria civis, e sequestraram cerca de 240, segundo autoridades israelenses.
Paralelamente aos bombardeios, Israel, que prometeu “aniquilar” o Hamas, realiza operações terrestres no enclave desde 27 de outubro.
Segundo o Hamas, classificado como grupo terrorista pela União Europeia, Israel e Estados Unidos, cerca de 18 mil pessoas morreram em Gaza desde o início da guerra, a maioria delas civis.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu aos terroristas do Hamas neste domingo (10) que larguem as armas e afirmou que houve muitas rendições nos últimos dias.
“A guerra continua, mas é o começo do fim do Hamas”, declarou o premiê em comunicado.
Seu conselheiro de segurança nacional afirmou que o Exército havia matado cerca de 7.000 terroristas durante os combates, que se concentram atualmente no sul do território.
O Exército anunciou hoje que 101 soldados israelenses haviam morrido desde o início da ofensiva terrestre.
Israel afirma que ainda há cerca de 137 reféns retidos em Gaza. Um cessar-fogo de sete dias, que entrou em vigor em 24 de novembro, permitiu a troca de dezenas de reféns por centenas de prisioneiros palestinos.
Mas o Hamas declarou no domingo que nenhum dos que ainda estão retidos sairá “vivo” de Gaza “sem uma troca e uma negociação e sem atender às exigências” da organização extremista islâmica.
O Catar, o principal mediador entre as duas partes, assegurou que os esforços por uma nova trégua e mais libertações de reféns continuavam, mas os bombardeios israelenses estavam “reduzindo” as chances.
A Assembleia-Geral da ONU se reunirá nesta terça-feira (12) para discutir a situação em Gaza, depois que os Estados Unidos vetaram na última sexta-feira (8) uma resolução para um novo cessar-fogo.
A reunião pode terminar com um comunicado escrito, segundo fontes diplomáticas. O projeto de texto, ao qual a AFP teve acesso neste domingo, retoma em grande parte a resolução para pedir um novo cessar-fogo, vetada na sexta-feira pelo Conselho de Segurança.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, mais uma vez rejeitou um cessar-fogo.
“Com o Hamas ainda vivo, ainda intacto e […] com a intenção declarada de repetir [o dia] 7 de outubro uma e outra vez, perpetuaria simplesmente o problema”, declarou no domingo à ABC News.
O político americano ressaltou, no entanto, que Washington estava “muito, muito consciente do terrível custo humano” do conflito.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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