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Irã: “Cortaram a internet para poder matar”, relatam moradores

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Protestos no país do Oriente Médio têm sido reprimidos pelas autoridades iranianas há várias semanas

Em meio a um apagão midiático provocado pelo corte da internet no Irã, a repressão do regime contém os protestos que se intensificaram nas últimas semanas. Em Kapiköy, na fronteira turco-iraniana, testemunhas descrevem a violência perpetrada contra os manifestantes e a crescente frustração da população iraniana.

Devido ao silêncio imposto ao país, a passagem de fronteira de Kapiköy, entre o Irã e a Turquia, tornou-se uma das poucas maneiras de obter informações em primeira mão sobre a situação no país.

Após várias semanas de protestos reprimidos brutalmente pelas forças de segurança, as autoridades iranianas conseguiram retomar o controle da situação. Uma calma frágil reina no país, onde policiais armados e a Guarda Revolucionária patrulham as principais vias, explica um iraniano de Teerã, que deixou o país nos últimos dias.

Embora as linhas telefônicas e o serviço de SMS tenham sido restabelecidos em todo o país na semana passada, o acesso à internet está cortado há dez dias. Apesar de alguns serviços digitais terem sido temporariamente restaurados no domingo (18/1), foram novamente desligados, de acordo com a organização de monitoramento NetBlocks.

“A internet voltará gradualmente a funcionar esta semana”, declarou nesta segunda-feira (19/1) Hossein Afshin, vice-presidente do Irã para Ciência, Tecnologia e Economia do Conhecimento, à televisão estatal em.

O posto de fronteira de Kapiköy, entre montanhas cobertas de neve e temperaturas que podem despencar para -10°C, é atravessado diariamente por centenas de pessoas: algumas são comerciantes de cidades do noroeste do Irã; outras são pequenos contrabandistas carregando, no máximo, três caixas de tabaco, uma lata de óleo de girassol ou outras mercadorias que pretendem revender ao chegar ao lado turco da fronteira. Dessa forma, conseguem sobreviver à grave situação econômica, que se deteriorou nos últimos meses, com os preços subindo cerca de 50% ao ano e a desvalorização da moeda nacional — dois fatores que desencadearam os protestos de 28 de dezembro.

Mas também há aqueles que deixam o país para embarcar em aviões para nações da União Europeia — já que voos partindo do Irã estão sendo cancelados — para encontrar acesso à internet e tranquilizar suas famílias no exterior ou simplesmente fugir da repressão.

“Morte a Khamenei!”

Na noite de 8 de janeiro, Zahra jantava em sua casa em Teerã com amigos quando perceberam que a conexão com a internet havia caído. Até aquele dia, protestos haviam eclodido por todo o país e, apesar dos tumultos e de algumas mortes, a repressão permanecia relativamente branda.

As autoridades pareciam ter feito vista grossa, mesmo quando os protestos passaram de reivindicações econômicas para políticas, com slogans como “Abaixo o ditador!” e “Morte a Khamenei!” — o Líder Supremo.

Até aquele dia, “eles cortavam a internet para poder matar impunemente”, conta Zahra, sem conter as lágrimas de raiva. Seu nome, assim como o de outros iranianos que aceitaram falar, foi alterado para protegê-los. Todos que ousam se manifestar vivem com medo de represálias que o regime de Teerã possa desencadear contra eles ou suas famílias.

Zahra e outros iranianos entrevistados pela RFI concordam que, desta vez, a repressão é diferente das ondas anteriores de protestos — como as de 2009, contra alegações de fraude eleitoral; as de 2019, contra o aumento dos preços dos combustíveis; ou as de 2022, após a morte de Mahsa Amini, resultado da violência da polícia da moralidade por supostamente não usar o hijab corretamente.

Desde aquela grande onda de protestos, embora o uso do hijab siga obrigatório, na prática tornou-se comum não cobrir a cabeça — e muitas mulheres não o fazem.

Desta vez, vários iranianos com quem a reportagem conversou afirmam conhecer pessoalmente uma vítima, o que dá a dimensão da repressão.

“Meus parentes, que moram no bairro de Tehranpars [na região metropolitana da capital], me contaram que, na sexta-feira, 9 de janeiro, havia corpos nas ruas. Um amigo de outro bairro me disse que passou horas procurando o corpo de um ente querido entre os muitos cadáveres no necrotério da capital. E outro amigo contou que, em sua cidade, todos têm um amigo ou parente que foi assassinado”, afirma Reza, morador de Teerã.

“Eles mataram tanta gente, o regime tem que cair”

Grupos de policiais armados, membros da Basij (milícia paramilitar) e da Guarda Revolucionária atacaram manifestantes em todo o país. “A polícia atacou as pessoas com armas de fogo e facas, prendendo e matando todos que conseguiam”, relata Ali, que participou de manifestações em uma cidade nos arredores da capital.

A repressão brutal também foi registrada em Tabriz, uma importante cidade no norte do Irã. Um morador descreveu a situação como “uma guerra”.

Um casal de Tabriz, ambos na casa dos sessenta anos, relatou os acontecimentos com terror nos olhos: “Espancamentos, tiroteios, inúmeras prisões”.

Prisões e mortes

As autoridades reconheceram pelo menos 3.000 prisões, mas organizações de direitos humanos acreditam que o número seja muito maior. De acordo com a ONG norueguesa Iran Human Rights (IHR), ao menos 3.428 manifestantes foram encontrados mortos, enquanto outras organizações estimam mais de 10 mil mortos — sem confirmação independente.

O governo iraniano também fala em mais de 3.000 mortes, mas afirma que seriam apoiadores da República Islâmica mortos por “terroristas” e vândalos que atacaram veículos, casas e mesquitas durante protestos supostamente orquestrados pelos Estados Unidos e Israel. “Essas histórias de apoio israelense são absurdas”, diz Ali. “Nós, que estamos nas ruas, somos todos iranianos. Eu mesmo vi a polícia destruindo carros com cassetetes para culpar os manifestantes.”

Os entrevistados pela RFI concordam que o regime perdeu toda a legitimidade. “Eles mataram tanta gente, o regime tem que cair”, diz Zeynab, embora tema não haver solução à vista: “O mundo nos abandonou”.

Leia mais reportagens como esta em RFI, parceira do Metrópoles.

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Senado aprova PL que aumenta licença-paternidade para até 20 dias

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Jefferson Rudy/Agência Senado
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O Senado Federalaprovou, nesta quarta-feira (4/3), o substitutivo do Projeto de Lei (PL) que aumenta a licença-paternidade no Brasil. O texto estabelece a ampliação gradual da licença, que poderá alcançar 20 dias até 2029. A proposta também prevê o pagamento de um salário-paternidade durante o período em que o pai estiver afastado do trabalho. A votação foi unânime e segue para a sanção presidencial.

“Nos pareceres da Câmara que aprovaram o substitutivo, consta, em síntese, que a regulamentação da licença-paternidade visa dar unidade e racionalidade ao tema, aproximando-a da licença-maternidade, com reforço da corresponsabilidade parental, da igualdade de gênero e da proteção integral à criança“, diz o relatório da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

A relatora fez pequenas alterações redacionais, como:

  • Eliminar redundâncias internas e harmonizar comandos com a técnica legislativa do próprio texto;
  • Uniformizar terminologia e efeitos jurídicos nos dispositivos que tratam de violência doméstica/abandono material, com coerência entre a disciplina trabalhista;
  • Explicitar, quando pertinente, a remissão a ato do Poder Executivo como instrumento de operacionalização administrativa, sem inovação material; e
  • Conferir clareza temporal ao art. 12 (que fixa, de forma escalonada, a duração da licença-paternidade e do salário paternidade em dez, quinze e vinte dias, condicionando o prazo máximo ao cumprimento de metas fiscais), por meio de datas certas para cada prazo, evitando leituras divergentes sobre o termo inicial.

Há também a previsão de que as microempresas e as pequenas empresas poderão receber reembolso do valor do salário-paternidade pago às empregadas que lhes prestem serviço.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 4 de novembro do ano passado. De acordo com o relator da proposta na Câmara, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), a regulamentação da licença-paternidade deve gerar impacto de R$ 3,3 bilhões em 2027, R$ 4,35 bilhões em 2028 e R$ 5,44 bilhões em 2029.

Segundo o parlamentar, entretanto, o efeito fiscal tende a ser neutro, pois os valores poderiam ser compensados por receitas previstas no projeto que instituiu o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp), aprovado pela Câmara em 29 de outubro.

Atualmente, trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos têm direito a cinco dias consecutivos de licença-paternidade a partir do nascimento ou da adoção da criança.

A proposta estabelece que a nova regra passe a valer em 1º de janeiro de 2027, com aplicação progressiva. Nos dois primeiros anos de vigência, o afastamento remunerado, com pagamento de salário-paternidade, será de 10 dias.

Entre o segundo e o terceiro ano, o período será ampliado para 15 dias, chegando a 20 dias a partir do quarto ano de implementação.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Câmara aprova em 2º turno PEC com repasse do lucro de bets à segurança

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Plenário da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4/3), em primeiro e segundo turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto ainda precisa passar por uma segunda votação no plenário, marcada para esta noite. Um dos pontos que chama a atenção é a previsão de repasse de parte dos lucros das empresas de apostas esportivas, as chamadas bets, para a área de segurança. Agora, a PEC vai ao Senado.

A proposta cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), estabelecendo um modelo de integração entre as forças de segurança da União, dos estados e do Distrito Federal. O texto determina que os órgãos atuem em regime de cooperação federativa, com foco na prevenção, investigação e execução penal, e prevê mecanismos como força-tarefa conjunta, interoperabilidade de sistemas e compartilhamento de informações.

Na prática, a medida transforma o Susp em uma estrutura permanente, com regras previstas na Constituição para coordenar a atuação das polícias e demais órgãos. O funcionamento do sistema deverá ser regulamentado por lei específica.

A aprovação teve sabor amargo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enviou o texto ao Congresso no início de 2025. O Executivo não conseguiu incluir a centralização das forças de segurança, ponto considerado prioritário pelo Planalto. Integrantes do governo avaliam que a versão aprovada descentraliza as ações e reduz a coordenação direta pela União.

Por outro lado, o relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), deixou de fora a redução da maioridade penal para 16 anos e a realização de um plebiscito em 2028 para tratar do tema, como defendiam governistas.

Bets

O texto estabelece que 30% do que já é arrecadado em impostos sobre apostas esportivas, as chamadas bets, será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

A medida não cria um novo imposto nem aumenta a cobrança. Atualmente, as empresas do setor pagam uma alíquota de 12% sobre a receita líquida, conhecida como GGR. O que muda é apenas a destinação de parte desse valor, que passará a reforçar o caixa da segurança pública.

O relator fixou, no entanto, que os 30% destinados ao fundo poderão sofrer deduções referentes a:

  • pagamento de prêmios aos apostadores vencedores;
  • recolhimento do Imposto de Renda incidente sobre as premiações;
  • despesas de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas de quota fixa, até o limite previsto em lei;
  • valores recuperados ou confiscados em razão da exploração ilegal das apostas de quota fixa, inclusive por meio de cooperação jurídica internacional;
  • outras fontes de receita que venham a ser definidas em lei.

Fundos de segurança

O texto determina que o Fundo Nacional de Segurança Pública priorize a transferência de recursos aos estados e ao Distrito Federal. Na prática, a mudança limita a margem da União para direcionar esses valores a políticas próprias ou a operações nacionais coordenadas pelo governo federal.

O parecer adota a mesma lógica para o Fundo Penitenciário Nacional. Pela proposta, a União deverá repassar automaticamente 50% dos recursos de cada um desses fundos aos estados e ao DF, sem necessidade de convênio ou acordo formal, já que a regra passa a ter status constitucional.

No caso do Fundo Penitenciário, ficam de fora apenas as verbas destinadas ao custeio e aos investimentos do órgão federal responsável pela política penitenciária.

A proposta também reserva 10% do Fundo Social do pré-sal, abastecido com recursos da exploração de petróleo e gás da camada do pré-sal, para os fundos de segurança, de forma escalonada de 2027 a 2029.

Sanções mais graves a organizações criminosas

A PEC determina que a lei deverá prever sanções mais gravosas e regime jurídico especial para integrantes e líderes de organizações criminosas de alta periculosidade, como facções, milícias privadas e grupos paramilitares. As punições deverão considerar o nível hierárquico dentro da organização e poderão incluir:

  • obrigatoriedade de prisão provisória ou definitiva em estabelecimento penal estadual ou federal de segurança máxima ou de natureza especial, inclusive com possibilidade de regime disciplinar diferenciado;
  • restrição ou vedação de progressão de regime;
  • restrição ou vedação de liberdade provisória, com ou sem fiança, inclusive em audiência de custódia;
  • impedimento de acordo de não persecução penal;
  • vedação de conversão da pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos;
  • restrição de suspensão condicional da pena e livramento condicional;
  • limitação de remição de pena e saída temporária;
  • imposição de medidas cautelares patrimoniais;
  • expropriação, sem indenização, de bens, direitos ou valores ligados à atividade criminosa, com destinação a fundo específico;
  • responsabilização civil, penal e administrativa de pessoas jurídicas envolvidas, sem prejuízo da punição individual de dirigentes;
  • previsão de meios e programas de proteção e compensação ao noticiante de atos ilícitos e seus familiares.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Ao menos 16 diretórios do MDB são contra aliança com Lula e jornal nacional inclui o Acre, citando Vagner Sales

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Representantes de 16 diretórios assinam manifesto direcionado ao deputado e presidente do partido, Baleia Rossi

A movimentação se antecipa a uma possibilidade de o partido ocupar a vice numa chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: captada 

Redação AcreNews

Ao menos 16 diretórios estaduais do MDB entregarão na noite desta 3ª feira (3.mar.2026) ao presidente nacional da sigla, deputado Baleia Rossi (SP), um manifesto em que solicitam a “independência” do partido na eleição presidencial. O ato que simboliza a entrega do documento será na sala da sigla na Câmara.

A movimentação se antecipa a uma possibilidade de o partido ocupar a vice numa chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral em 2026.

Defendemos a independência dos diretórios e do partido de modo geral na eleição presidencial, focando nossas ações prioritariamente nos processos eleitorais regionais e nas composições para as Casas Legislativas”, declaram em um trecho do manifesto.

Os signatários não citam a questão envolvendo o PT, mas declaram que assistem “ao aumento de especulações quanto ao posicionamento do MDB frente à disputa pela Presidência da República”. Dizem ainda estar seguros de que representam a “ampla maioria do partido, entre diretórios e lideranças”.

Eis quem assina o documento:
  • Vilmar Zanchin – deputado estadual e presidente do MDB no Rio Grande do Sul;

  • Carlos Chiodini – deputado federal e presidente do MDB em Santa Catarina;

  • Sérgio Souza – deputado federal e presidente do MDB no Paraná;

  • Rodrigo Arenas – presidente do MDB em São Paulo;

  • Washington Reis – presidente do MDB no Rio de Janeiro;

  • Ricardo Ferraço – vice-governador e presidente do MDB no Espírito Santo;

  • Waldemir Moka – presidente do MDB em Mato Grosso do Sul;

  • Janaína Riva – deputada estadual e presidente do MDB em Mato Grosso;

  • Daniel Vilela – vice-governador e presidente do MDB em Goiás;

  • Romero Jucá – presidente do MDB em Roraima;

  • Vagner Sales – presidente do MDB no Acre;

  • Alessandro Vieira – senador e presidente do MDB em Sergipe;

  • Alexandre Guimarães – deputado federal e presidente do MDB no Tocantins;

  • Newton Cardoso Júnior – deputado federal e presidente do MDB em Minas Gerais;

  • Acácio Favacho – deputado federal e presidente do MDB no Amapá;

  • Wellington Luiz – deputado distrital e presidente do MDB no Distrito Federal;

  • Ivete da Silveira – senadora do MDB por Santa Catarina;

  • Gabriel Souza – vice-governador do Rio Grande do Sul;

  • Ricardo Nunes – prefeito de São Paulo;

  • José Fogaça – ex-presidente nacional do MDB;

  • Alceu Moreira – deputado federal e presidente da FUG;

  • Kátia Lôbo – presidente do MDB Mulher;

  • Sebastião Melo – prefeito de Porto Alegre.

Leia o texto do manifesto na íntegra:

“Prezado Senhor Presidente Baleia Rossi,

Desde 1966, o DNA do MDB é o firme compromisso com a democracia, tanto interna quanto externamente. Esse compromisso implica o respeito à pluralidade de opiniões de nossos diretórios regionais, de nossas lideranças e, primordialmente, de nosso eleitor em cada rincão do País.

A trajetória do MDB é marcada pela construção de consensos por meio do amplo diálogo, com o objetivo de ser sempre o ponto de equilíbrio nas discussões e projetos de interesse do povo brasileiro. Nos últimos anos, observamos que o debate político tem sido dificultado por polarizações ideológicas e extremismos, atitudes que sempre rechaçamos.

Nossa história demonstra que os êxitos obtidos pelo partido se deram pela moderação, pelo bom senso e pelo respeito às diferenças.

No atual momento, com a proximidade do processo eleitoral, assistimos ao aumento de especulações quanto ao posicionamento do MDB frente à disputa pela Presidência da República. Como partido de maior inserção nacional, o MDB representa a diversidade de um Brasil continental e federativo, onde cada estado possui sua própria realidade social e política.

Dentro dessas premissas, e em respeito ao espírito democrático alicerçado na vontade de nossas bases, defendemos a independência dos diretórios e do partido de modo geral na eleição presidencial, focando nossas ações prioritariamente nos processos eleitorais regionais e nas composições para as Casas Legislativas.

Nós, signatários deste documento, temos a segurança de afirmar que representamos a ampla maioria do Partido, entre diretórios e lideranças. Confiantes em sua condução sempre serena e democrática do MDB, defendemos que nosso posicionamento seja tornado público pelos canais oficiais da sigla.”

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