Acre
Investigação sobre falta de profissionais de saúde em presídios do AC é prorrogada por mais 90 dias
Denúncia foi feita em outubro de 2021 no site do MP-AC e relatou que não havia médicos, enfermeiros e outros profissionais nas unidades prisionais. Iapen-AC nega falta de assistência nas unidades prisionais.

As investigações sobre a falta de profissionais de saúde nos presídios do Acre foram prorrogadas por mais 90 dias pelo Ministério Público Estadual (MP-AC). Os trabalhos foram iniciados em outubro de 2021 quando uma denúncia anônima relatou que os presos estavam sem acesso aos serviços de saúde.
“Infelizmente, os seres humanos que estão lá, desprovidos de liberdade, não têm sequer o direito de um atendimento a saúde, quando necessário. Creio que todos que estão lá têm o direito à saúde, como prevê a legislação”, diz parte do relato do denunciante.
O MP-AC enviou um ofício solicitando ao Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) a a relação das unidades prisionais que possuem equipes de atenção básica prisional. É solicitado também quais profissionais e a especialidade, bem como a carga horário de trabalho de cada um que compõe a equipe.
O instituto tem 15 dias para enviar a relação solicitada e também o número de custodiados no estado. A direção do Iapen-AC negou que as unidades prisionais estejam sem profissionais de saúde. Na capital, o diretor-presidente, Arlenilson Cunha, disse que há 16 profissionais contratados por meio de um convênio com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre).
“Temos aí seis médicos, são três clínicos gerais, três especialistas: dois psiquiatras, um ginecologista; temos quatro técnicos de enfermagem, temos um fisioterapeuta, temos três dentistas. Então, hoje, o atendimento na unidade básica de saúde de Rio Branco é garantido todos os dias. Em Sena Madureira, a PNAISP [Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional] está ativa com atendimento médico duas vezes por semana e um técnico todos os dias na unidade prisional”, afirmou.
Cunha frisou ainda que em Tarauacá, no interior, há um médico que atende uma vez por semana e a unidade também conta com um técnico de enfermagem que fica no presídio de três a quatro vezes por semana. Em Cruzeiro do Sul, o médico consulta os presos duas vezes por semana e o profissional de enfermagem atende as demais demandas.
“Quanto a PNAISP hoje temos no Quinari [Senador Guiomard] e em Sena Madureira. Rio Branco não aderiu porque é facultado ao município à adesão, mas o atendimento está sendo garantido a todas unidades prisionais”, pontuou.
Notícia de Fato
A Notícia de Fato, como é chamado o procedimento, tramita na Promotoria de Justiça Especializada de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública. Segundo o denunciante, faltam médicos, enfermeiros, técnicos e até medicamentos nas unidades prisionais.
”Trata-se de Notícia de Fato instaurada pela Promotoria de Justiça Especializada do Controle Externo da Atividade Policial, em decorrência da manifestação recebida via formulário do site do Ministério Público, visando apurar a ausência de profissionais da saúde nas Unidades Prisionais do Estado do Acre, tais como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, o que estaria ocasionando a falta de assistência à saúde dos presos, com declínio de atribuições para esta especializada em 21/10/2021″, diz o MP-AC.
O órgão publicou no Diário Eletrônico dessa quarta-feira (16) a prorrogação da apuração.
Também na quarta foi enviado um ofício à Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp) solicitando ‘informações sobre a adesão do Estado do Acre à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), no âmbito do SUS, bem como os valores percebidos pelo Estado a título de incentivo financeiro de custeio mensal repassados pelo Ministério da Saúde, relativos aos últimos 12 meses’.
A Sejusp tem 15 dias para responder a solicitação. A secretária de Segurança Pública em exercício, delegada Márdhia El-Shawwa Pereira, disse que o documento foi enviado ao Iapen-AC para que os valores gastos sejam levantados e formalizar uma resposta. Ela negou que os presídios estejam desprovidos de profissionais de saúde.
“O que posso dizer é que não estão desassistidos na questão à saúde deles. Tem sim o PNAISP, o Ministério da Saúde repassa o dinheiro para a Sesacre e no interior repassa para os municípios, onde tem unidade prisional. Na capital, o município não quis aderir a esse convênio, foi feito um concurso ano passado pelo Iapen e foram contratados 16 profissionais da área da saúde, médicos, odontólogos, enfermeiros, fisioterapeutas. Então, dentro da própria unidade de saúde da capital, tem uma estrutura de UBS, onde são feitos os atendimentos”, frisou.
Comentários
Acre
Presidente do MDB no Acre confirma vinda de Baleia Rossi para selar aliança com Mailza Assis
Presidente estadual Vagner Sales afirma que conversas estão adiantadas e que líder nacional virá ao estado para confirmar apoio

Vagner Sales afirma que líder nacional do partido virá ao estado anunciar apoio à pré-candidata do PP ao governo. Foto: captada
O presidente estadual do MDB no Acre, Vagner Sales, anunciou nesta terça-feira (20) que o presidente nacional do partido, deputado Baleia Rossi (MDB/SP), virá ao estado em breve para oficializar a aliança do MDB com a vice-governadora Mailza Assis (PP), pré-candidata ao governo do Acre nas eleições de 2026. Segundo Sales, as tratativas estão “bastante adiantadas” e o anúncio depende apenas da confirmação final do PP.
“O MDB continua em diálogo com a candidata a governadora Mailza Assis e as discussões estão bastante adiantadas. Logo teremos um anúncio importante”, afirmou. Ele ressaltou que a decisão agora está nas mãos do PP e de Mailza, que devem acertar as reivindicações do MDB.
A movimentação reforça a articulação iniciada em dezembro, quando o governador Gladson Cameli (PP) se reuniu com Baleia Rossi em Brasília. A aliança também encerra a expectativa do Republicanos, que tem o senador Alan Rick como pré-candidato, de contar com o apoio do MDB. Internamente, o partido defende que a decisão leve em conta a formação de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

O governador Gladson Cameli (PP) se reuniU pessoalmente com Baleia Rossi, em Brasília, no último dia 10 de dezembro do ano passado. Foto: captada
Comentários
Acre
Acre lidera ranking nacional de feminicídios em 2025, com maior taxa proporcional do país
Estado registrou 14 assassinatos de mulheres, alta de 75% sobre 2024; taxa de 1,58 por 100 mil habitantes é a mais elevada entre todas as unidades federativas

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos.
O Acre liderou a taxa proporcional de feminicídios no Brasil em 2025, com 1,58 casos por 100 mil habitantes – a maior do país. Em números absolutos, foram 14 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero ou doméstica, um aumento de 75% em relação a 2024, quando ocorreram oito mortes. O estado igualou os picos históricos registrados em 2016 e 2018, que também contabilizaram 14 feminicídios cada.
Desde 2015, quando a lei do feminicídio foi sancionada, o Acre acumula 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023. Em nível nacional, 2025 foi o ano mais letal desde a criação da legislação, com 1.470 feminicídios registrados – uma média de quase quatro mortes por dia. O dado supera o recorde anterior, estabelecido em 2024, e reforça a urgência de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.
Comparativo nacional:
-
Acre: 14 casos (taxa de 1,58/100 mil) – maior proporção do país
-
Amapá: 9 casos
-
Roraima: 7 casos
-
Brasil: 1.470 feminicídios em 2025 (recorde desde 2015)
Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios – a marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior são apontadas como fatores agravantes.
Ações em curso:
A Secretaria de Segurança do Acre intensificar a fiscalização eletrônica de medidas protetivas e ampliar campanhas de conscientização em parceria com o Ministério das Mulheres. O Estado deve instalar mais Delegacia da Mulher no interior e criar um comitê interinstitucional para monitorar casos de alto risco.
O recorde nacional de feminicídios em 2025 (1.470 casos) coincide com o aumento de 75% no Acre, indicando que a violência de gênero escalou mesmo após uma década da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – sinal de que a legislação sozinha não basta sem políticas de prevenção e proteção efetivas.

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior do estado são apontadas como fatores agravantes.
Comentários
Acre
Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul
Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via
Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.
Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.
Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.
Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.


Você precisa fazer login para comentar.