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Inteligência Artificial: Uma opinião de alguém interessado pelo tema

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Ferramentas como o ChatGPT, da OpenAI, são exemplos perfeitos de como a IA está ao alcance de todos, transformando desde pequenas interações até processos complexos.

Além disso, acredito que a IA não apenas substituirá certas funções, mas também tornará muitas atividades mais produtivas e eficientes

Por Emilker Gabriel

Nossa sociedade está passando por uma constante evolução, especialmente no que diz respeito à tecnologia. Nesse contexto, é impossível ignorar o crescimento exponencial de algo que já faz parte do cotidiano de inúmeras pessoas, independentemente da faixa etária ou classe social: a inteligência artificial.

Não é exagero dizer que a IA mudou completamente o cenário tecnológico em que vivemos. O que antes parecia coisa de filme de ficção científica, hoje é uma realidade palpável e acessível. Essa acessibilidade, na minha opinião, é o que tem impulsionado sua popularidade. Ferramentas como o ChatGPT, da OpenAI, são exemplos perfeitos de como a IA está ao alcance de todos, transformando desde pequenas interações até processos complexos.

Para ilustrar essa popularização, quero compartilhar uma experiência pessoal: minha mãe, que sempre foi resistente a novas tecnologias, passou a usar algumas dessas ferramentas há alguns meses. O mais interessante é que, agora, ela frequentemente me pede dicas para melhorar seu desempenho ao utilizá-las. É incrível perceber como algo que antes parecia exclusivo de um público mais técnico ou jovem agora faz parte da vida de pessoas que, até pouco tempo atrás, nem imaginavam interagir com uma inteligência artificial.

Como acadêmico de Direito, auxiliar administrativo, designer gráfico e, claro, um apaixonado por tecnologia, tenho observado de perto o impacto da IA em diferentes áreas. No design gráfico, por exemplo, as ferramentas de geração de imagem têm simplificado significativamente o meu trabalho, permitindo que eu foque mais na parte criativa e menos em tarefas repetitivas. É como se eu tivesse um assistente virtual sempre disponível para transformar ideias em imagens.

No entanto, nem tudo é visto de forma positiva. Tenho lido diversos artigos que retratam a inteligência artificial como uma ameaça iminente ao mercado de trabalho, afirmando que ela será responsável por uma grande taxa de desemprego. Entendo essa preocupação, mas acredito que esse tipo de visão é, muitas vezes, exagerado. Sim, é verdade que alguns empregos vão desaparecer, mas não podemos ignorar o outro lado da moeda: muitos novos empregos irão surgir. Profissões que nem imaginamos hoje poderão ser criadas, e setores inteiros serão transformados.

Além disso, acredito que a IA não apenas substituirá certas funções, mas também tornará muitas atividades mais produtivas e eficientes. Imagine, por exemplo, um advogado utilizando ferramentas de IA para analisar centenas de documentos em questão de minutos, ou um médico recebendo diagnósticos preliminares baseados em algoritmos avançados. Isso não diminui a importância do profissional, mas o torna mais eficiente, permitindo que ele foque no que realmente importa: o contato humano, a tomada de decisões estratégicas e a criatividade.

A inteligência artificial, gostemos ou não, já está moldando o futuro. Para mim, a questão não é se devemos aceitá-la ou rejeitá-la, mas sim como podemos nos adaptar a essa nova realidade. Aqueles que não se capacitaram para esse novo cenário correm o risco de ficar para trás. Por outro lado, aqueles que souberem aproveitar as oportunidades podem se destacar e contribuir para uma sociedade mais inovadora e eficiente.

No final das contas, a IA não é o vilão ou o herói dessa história; é uma ferramenta. Cabe a nós decidir como usá-la e quais caminhos queremos trilhar com ela ao nosso lado.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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