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Inscrições para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios encerram neste sábado

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No Acre, duas histórias de empreendedorismo e protagonismo feminino inspiram negócios com liderança feminina
As inscrições para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN) encerram neste sábado (31). Idealizada pelo Sebrae, a iniciativa reconhece e valoriza o trabalho de mulheres empreendedoras com capacidade de inovação, visão de futuro, estratégia e gestão empresarial que, com seus negócios, geram impacto social e econômico em suas respectivas regionais.
Os negócios inscritos devem se enquadrar em uma das quatro categorias: “Pequeno Negócio”, “Microempreendedora Individual (MEI)”, “Produtora Rural”, “Ciência e Tecnologia (proprietárias de empresas de base tecnológica)” e “Negócios Internacionais (proprietárias de empresas que já exportam)”.
O prêmio é composto por etapas estaduais, regionais e nacional. Na primeira fase, serão selecionadas até três vencedoras de cada categoria, sendo os 1º lugares de cada categoria (até cinco candidatas por estado e no Distrito Federal. As vencedoras seguem para a fase regional, de caráter eliminatório, quando as mais bem avaliadas serão escolhidas por região (Norte, Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).
Cada região terá apenas uma candidatura por categoria indicada para disputar a fase nacional, totalizando até 25 candidaturas para a grande final.
Em 2024, o PSMN completa 20 anos de história e de contribuição para o trabalho de mulheres de todo o país. No Acre, duas histórias de empreendedorismo e protagonismo feminino que participam da premiação, inspiram outros negócios com liderança feminina a buscar por reconhecimento.
Bogeaglam: empreendedorismo e representatividade
A empreendedora Vitória Bogea, de 22 anos, atua há mais de 8 anos na área da maquiagem e participa da edição 2024 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Jovem, iniciou a carreira atendendo em domicílio, onde desenvolveu as habilidades técnicas de seu trabalho e o relacionamento com os clientes.
Sendo a primeira mulher trans a participar da premiação na etapa estadual, a maquiadora se sente honrada de ocupar esse espaço. “Para mim, é uma honra ter essa participação e é uma forma de mostrar que com determinação e paixão pelo que fazemos, podemos romper barreiras, alcançar nossos objetivos e inspirar outras pessoas da comunidade trans que desejam empreender”.
Em 2020, a oportunidade de trabalhar em parceria com um salão abriu novas oportunidades. “Foi nesse momento que descobri minha paixão pela área de beleza capilar. A partir disso, recebi treinamento e me tornei uma especialista em tratamento capilar, o que elevou meu conhecimento sobre cuidados e produtos de alta qualidade”, destaca a empreendedora.
Vitória Bogea diz que participar da premiação é uma oportunidade incrível e ressalta a importância do Sebrae. “Participar de premiações como essa é uma oportunidade incrível para mulheres empreendedoras, porque ele não só reconhece o esforço e dedicação de mulheres que lutam por seus sonhos, mas também dá visibilidade ao trabalho que elas realizam, além de oferecer oportunidades de aprendizado e crescimento profissional que são essenciais para o desenvolvimento de qualquer negócio”.
L’atelier du Piano: empreendedorismo feminino através da música
Monelyze Andrade, empresária de 47 anos, fundou há 25 anos a primeira escola de piano do estado do Acre, a L’atelier du Piano. A pianista começou a dar aulas em casa em 1998, e em 1999 inaugurou a primeira escola.
De acordo com Monelyze Andrade, o empreendimento começou simples, com uma pequena recepção e dois pianos, mas que logo nos primeiros meses, viu a necessidade de aprimorar seu negócio. “Eu ministrava as aulas sozinhas, mas logo vi a necessidade de contratar mais uma professora para me ajudar. E foi assim que começou. Desde então eu vejo que nós passamos por muitas transformações, aprimoramento no nosso ensino, a criação de uma equipe de profissionais e hoje nós temos uma equipe grande, com 13 pessoas trabalhando e quase 150 alunos”.
A pianista e empreendedora destaca que o Sebrae foi fundamental para o desenvolvimento do seu negócio, por meio das capacitações e meios de ensino, e ressalta a importância de premiações que exaltem o empreendedorismo feminino.
“Eu vejo a diferença que essa premiação faz, porque ela reconhece a força que uma empresa gerenciada por uma mulher tem. Com a L’atelier, eu formei as minhas 3 filhas e consigo empregar outras mulheres,” afirma.
Sobre as inscrições no PSMN
As inscrições irão até o dia 31 de agosto. No site oficial do prêmio, as empreendedoras devem preencher o formulário de inscrição e encaminhar um vídeo curto de apresentação. Para mais informações e acesso ao tutorial com dicas de produzir o vídeo, acessehttps://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/empreendedorismofeminino/premiomulherdenegocios

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Mais de 230 denúncias de violência no Acre em 2026 ocorreram dentro de residências, aponta Ministério das Mulheres

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Dados de janeiro e fevereiro revelam que 151 casos foram na casa da vítima e 72 em residências compartilhadas com agressores; vítimas são responsáveis por 177 registros

Dados de janeiro e fevereiro mostram que 151 casos aconteceram na casa da vítima e 72 em residências compartilhadas com o agressor; ambiente doméstico concentra maior parte dos registros. Foto: captada 

Mais de 230 denúncias de violência registradas no Acre em 2026 aconteceram dentro de residências, segundo dados de atendimentos divulgados pelo Ministério das Mulheres, referentes ao período de 1º de janeiro a 21 de fevereiro de 2026. Desse total, 151 casos ocorreram na casa da própria vítima e 72 em residências onde vítima e suspeito moram juntos, reforçando que a maior parte das ocorrências acontece no ambiente doméstico.

Os registros mostram que outros cenários aparecem com números bem menores. Foram contabilizadas três denúncias em ambientes de lazer ou esporte, três na casa do suspeito, duas em via pública, duas na casa de familiares e duas em ambientes virtuais, como redes sociais. Também houve um caso em estabelecimento comercial, um no transporte público e um registro sem local informado.

Ao todo, o sistema contabiliza 233 protocolos de atendimento no Acre em 2026. Apenas nos dois primeiros meses do ano foram registrados 164 casos em janeiro e 74 em fevereiro, indicando maior concentração de denúncias no início do ano.

Os dados também revelam que a maior parte das denúncias é feita pela própria vítima. Foram 177 registros realizados diretamente por quem sofreu a violência, enquanto 61 foram feitos por terceiros, como familiares, amigos ou testemunhas.

O retrato da violência doméstica

Dos 233 protocolos de atendimento contabilizados no período:

  • 151 casos ocorreram na casa da própria vítima;

  • 72 casos aconteceram em residências onde vítima e suspeito moram juntos;

  • Apenas 10 registros ocorreram fora do ambiente domiciliar.

Quem denuncia

O levantamento também revela o perfil de quem faz os registros:

  • Própria vítima: 177 denúncias (76%)
  • Terceiros (familiares, amigos ou testemunhas): 61 denúncias (24%)
Dados do Acre (01/01 a 21/02/2026):
  • Total de denúncias: 233
  • Casos em residências: 223 (95,7%)
  • Principal local: Casa da vítima (151)
  • Denúncias feitas pela vítima: 177
  • Média mensal: 116,5 casos

Os números acendem um alerta para as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica no Acre. Em menos de dois meses, 223 mulheres sofreram agressões dentro do que deveria ser seu lugar mais seguro — suas próprias casas. O poder público e a sociedade seguem desafiados a frear essa estatística.

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Câmara aprova PEC da Segurança Pública que pode ampliar recursos e fortalecer combate ao crime no Acre

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Texto recebeu 487 votos favoráveis e segue para o Senado; proposta constitucionaliza o Susp, amplia atuação da PRF e garante repasse contínuo a fundos de segurança

A aprovação da PEC pode representar mais recursos para políticas de segurança em Estados como o Acre. Foto: captada 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública foi aprovada na quarta-feira (4) pelo plenário da Câmara dos Deputados. O texto recebeu 487 votos favoráveis na primeira sessão e 461 na segunda. Em seguida, será avaliado pelo Senado Federal. A PEC confere status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei em 2018.

Segundo especialistas, a aprovação da PEC pode representar mais recursos para políticas de segurança em estados como o Acre, incluindo cursos de aperfeiçoamentos, armas e melhores condições de trabalho para os agentes de segurança.

Avanço para o pacto federativo

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a aprovação da PEC representa uma etapa crucial para a segurança pública no país.

“Sem dúvidas é um avanço para fortalecer o pacto federativo em prol do combate ao crime organizado. Com o reconhecimento constitucional do Sistema Único de Segurança Pública, temos uma espécie de ‘SUS da Segurança Pública’, que vai ampliar nossas capacidades e capilaridade no alcance das políticas públicas, tornando a temática uma política de Estado e não de governo”, afirmou.

O ministro também destacou o avanço da agenda legislativa de segurança pública no Congresso Nacional.

“Conseguimos uma vitória muito importante. Aprovamos a PEC da Segurança Pública apenas uma semana após a aprovação da Lei Antifacção. Esses dois diplomas legais constituem um marco fundamental para que possamos adotar, a partir de então, muitas iniciativas estruturantes na segurança pública. Teremos bastante trabalho. Isso foi o coroamento de uma iniciativa relevante do governo, que contou com um diálogo fecundo com o Parlamento, e a população brasileira será beneficiária desse esforço.”

A PEC da Segurança Pública promove alterações nas atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foto: art

Articulação institucional

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a articulação institucional que viabilizou a aprovação da proposta. Ao se dirigir a Wellington Lima, ele enfatizou o trabalho conjunto entre o governo federal e o Congresso Nacional.

“Ministro, nós estamos muito satisfeitos com essa vitória, que é fruto da iniciativa do presidente Lula, do trabalho coordenado por Vossa Excelência no MJSP e de toda a equipe, em um diálogo institucional”, disse.

O secretário de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto, também comentou o esforço de articulação política. “Não foi apenas uma vitória na Câmara. Em uma semana, aprovar a Lei Antifacção e também, no primeiro turno, a PEC da Segurança é um feito inacreditável de articulação e diálogo entre os partidos, uma tarefa de mestre”, disse, dirigindo-se ao ministro.

Principais mudanças

A PEC da Segurança Pública promove alterações nas atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em relação à PF, o texto reforça a competência da instituição para atuar no combate a crimes ambientais e a delitos praticados por organizações criminosas e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional, quando houver necessidade de repressão uniforme.

No caso da PRF, a atuação foi ampliada, permitindo que a corporação também exerça atividades de policiamento em ferrovias e hidrovias federais, além das rodovias.

A proposta também inclui as guardas municipais no rol de órgãos que integram o sistema de segurança pública previsto na Constituição, em consonância com entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro ponto é a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). A medida garante repasse contínuo e estável de recursos, que serão compartilhados de forma justa entre todos os entes da Federação, além de proibir o contingenciamento.

O texto reforça a competência da instituição para atuar no combate a crimes ambientais e a delitos praticados por organizações criminosas e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional. Foto: captada 

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Irmãos são presos com drogas durante ação da ROTAM em casa abandonada em Rio Branco

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Polícia encontrou papelotes de skunk, porções de cocaína e dinheiro; suspeito confessou que vendia entorpecentes no local

Dois irmãos foram presos por policiais militares da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (ROTAM), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), durante uma ação realizada na noite desta sexta-feira (6), em uma casa abandonada localizada no bairro Geraldo Fleming, em Rio Branco.

Os detidos foram identificados como Gleison Silva dos Santos, de 19 anos, e Luciane Silva dos Santos, de 26.

Segundo informações da Polícia Militar, a guarnição realizava patrulhamento de rotina na região quando foi abordada por um morador, que preferiu não se identificar por medo de represálias. O denunciante relatou que o imóvel abandonado vinha sendo utilizado há alguns meses como ponto de comercialização de entorpecentes.

Durante a revista pessoal em Gleison, os policiais encontraram 38 papelotes de skunk, três trouxinhas aparentando ser cocaína e R$ 270 em dinheiro no bolso traseiro da roupa. Questionado sobre o material, ele confessou que estava comercializando drogas no local e afirmou que iniciou a atividade criminosa por estar desempregado.

Na sequência, os militares realizaram buscas nas proximidades do imóvel abandonado e localizaram cerca de 100 gramas de skunk enterradas no quintal baldio da residência.

Enquanto a ocorrência ainda estava em andamento, Luciane Silva dos Santos chegou ao local e se apresentou como irmã de Gleison. Durante consulta nominal, os policiais constataram que Gleison possuía um mandado de prisão em aberto. Também foi identificado um possível mandado de prisão preventiva contra Luciane, expedido pela Comarca de Boca do Acre, no Amazonas.

Diante dos fatos, os dois foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, onde permaneceram à disposição da Justiça.

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