Brasil
Indústria do trigo diz que aumento do preço da farinha será inevitável com dólar alto
Além do fortalecimento mais acentuado do dólar frente ao real recentemente, o que amplia custos para um setor que importa parte de suas necessidades, a indústria de trigo do Brasil lida com uma safra de qualidade inferior em algumas áreas do país

A moeda norte-americana valia cerca de R$ 6,19 por volta das 15h50, um pouco abaixo das máximas históricas da semana passada, acima de R$ 6,26. Foto: internet
Com Abitrigo
A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) afirmou nesta segunda-feira (23) que a alta do dólar eleva custos nas importações, indicando que o aumento do preço da farinha “será inevitável”.
“O significativo aumento da cotação do dólar segue impactando diretamente a indústria moageira nacional”, afirmou a Abitrigo em nota.
Segundo o presidente-executivo da Abitrigo, embaixador Rubens Barbosa, esse movimento de alta no câmbio “teve e continuará tendo impacto no preço do trigo e da farinha”. A associação não indicou qualquer percentual de aumento.
O dólar havia subido quase 28% frente ao real no acumulado do ano até esta segunda-feira. A moeda norte-americana valia cerca de R$ 6,19 por volta das 15h50, um pouco abaixo das máximas históricas da semana passada, acima de R$ 6,26.
Além do fortalecimento mais acentuado do dólar frente ao real recentemente, o que amplia custos para um setor que importa parte de suas necessidades, a indústria de trigo do Brasil lida com uma safra de qualidade inferior em algumas áreas do país, após problemas com chuvas excessivas no Rio Grande do Sul.
Uma colheita reduzida no Paraná por outras intempéries também favorece o crescimento nas importações de trigo pelo Brasil em 2024, indicou a Abitrigo.
Importação deverá ter maior volume em 5 anos
De janeiro a novembro, o Brasil importou 6,1 milhões de toneladas de trigo, alta de 62% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do governo.
Já no ano-safra 2024/25 (agosto/julho), a importação do cereal pelo país deverá crescer quase 9% na comparação com o período anterior, para mais de 6 milhões de toneladas, o maior volume em cinco anos, em meio a problemas climáticos nos dois principais estados produtores de trigo do Brasil, estimou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no início do mês.
No mercado interno, base Paraná, o preço do trigo está em torno de R$ 1.400 a tonelada desde setembro, quando a cotação passou a cair do nível de mais de R$ 1.500 a tonelada, após a entrada da colheita no estado, segundo o indicador do Cepea/Esalq.
O Brasil, que ainda depende da importação de trigo para complementar sua produção interna, enfrentou um “cenário desafiador em 2024, marcado por volatilidade nas cotações internacionais, adversidades climáticas e uma expressiva redução na produção nacional”, segundo a associação.
“Esses fatores, combinados com a valorização do dólar, já estão sendo refletidos nos custos dos moinhos, aumentando a pressão sobre toda a cadeia produtiva e indicando que o aumento da farinha de trigo será inevitável”, de acordo com o comunicado.
Embora o Brasil seja um grande importador de trigo, também exporta alguns volumes, o que reduz os suprimentos internos.
“Mesmo com uma possível redução na cotação do dólar, as exportações do Rio Grande do Sul (cerca de 1,5 milhão de toneladas) já foram realizadas, e haverá a necessidade de importação de trigo pelo Paraná”, disse a Abitrigo.
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Homem não paga programa e foge pela janela do 3° andar de prédio

Um homem fugiu pela janela de um apartamento no terceiro andar de um prédio residencial após uma discussão na noite de domingo (8/2) em Maringá (PR). O momento da “fuga” foi registrado em vídeo e repercutiu no condomínio do prédio e nas redes sociais.
Segundo informações apuradas pela reportagem do GMC Online, parceiro do Metrópoles, o rapaz teria contratado um programa, mas, no momento do pagamento, não tinha dinheiro para quitar o valor combinado. Diante da situação, houve discussão e gritaria no interior do apartamento, o que alertou moradores do condomínio.
Leia a reportagem completa e veja o vídeo em GMC Online.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Carlos após visitar Bolsonaro: "Não sei de onde o velho tira forças"

Após visitar o pai, Jair Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) disse que o ex-presidente enfrentou uma noite difícil em razão de “condições crônicas de soluço”, que teriam persistido durante toda a madrugada desta quarta-feira (11/2). Bolsonaro encontra-se preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. “Não sei de onde o velho tira forças”, escreveu na rede social X.
Na publicação, Carlos demonstrou preocupação com o risco de broncoaspiração, mencionando a possibilidade de agravamento do estado de saúde do pai.
Carlos declarou que o pai está nessas condições há mais de seis meses. “Como filho, dói. Como brasileiro, inquieta. A sensação de impotência é grande, mas maior ainda é a convicção de que nenhum país se fortalece quando a covardia substitui o respeito às garantias constitucionais e à dignidade”, escreveu.
Ele também criticou as condições do ex-presidente no presídio. “A rotina imposta a ele e a outros presos políticos é desumana. Independentemente de posições ideológicas, o Brasil precisa reencontrar equilíbrio, serenidade e confiança nas instituições”, defendeu.
Por fim, o filho agradeceu pelas manifestações de apoio. “Eu sinceramente não sei de onde o velho tira forças. Mesmo diante das dificuldades, ele se mantém firme pelo que acredita e pelo Brasil que defende. Obrigado a todos pelas considerações e pelo carinho de sempre para com ele. Mais um dia que segue”, ressaltou.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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“Escala 6×1 pode provocar colapso econômico”, diz frente parlamentar

Em um manifesto divulgado nessa terça-feira (10/2), a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) do Congresso Nacional alerta que a PEC que propõe o fim da escala 6×1 pode provocar colapso econômico e social no Brasil.
O presidente da FPMAQ, deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), diz: “Estamos diante de uma discussão extremamente sensível. Um projeto que, em tese, nasce com a intenção de melhorar a vida do trabalhador pode, na prática, gerar efeito oposto: fechamento de empresas, perda de empregos e aumento da informalidade. Não podemos tratar um tema dessa magnitude com populismo ou pressa eleitoral”.
Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou o projeto da jornada 6×1, que estava parado, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Casa, para dar início à tramitação do texto.
Motta também afirmou que a proposta está entre as principais prioridades da Câmara para este ano e que a PEC deve ser votada até maio, no plenário da Casa.
A proposta, de autoria de Erika Hilton (PSol-SP), sugere a redução da jornada máxima para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho. Atualmente, a Constituição fixa o limite em 44 horas semanais, sem definir a divisão por dias.
Além disso, antes de enviar o texto, o dirigente da Casa apensou uma outra proposta, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ao texto.
Resistência
A proposta enfrenta resistência de parlamentares da oposição ao governo no Congresso Nacional. O principal argumento é o de que a proposta pode prejudicar empresários.
A tramitação do projeto também é vista como um gesto de Motta ao governo e pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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