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Homem que matou companheira a facadas recebe alta de hospital e é encaminhado ao presídio
Crime ocorreu no dia 17 de agosto quando Maria Ivanilde da Silva foi atingida por golpes de facas desferidos pelo marido.

Antônio Uilamo Bezerra está na UTI do Pronto Socorro — Foto: Reprodução
Por Alcinete Gadelha
Nove dias depois de matar a companheira a facadas, o autônomo Antônio Uilamo Bezerra, foi levado ao Complexo Penitenciário de Rio Branco, nessa quinta-feira (26), após receber alta do Pronto-socorro, onde estava internado desde o dia do crime, no dia 17 agosto.
Bezerra esfaqueou Maria Ivanilde da Silva, de 44 anos, motivado por ciúmes das roupas usadas pela vítima, segundo informações iniciais das investigações. Ela ainda foi socorrida e levada em estado grave para o PS, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O crime ocorreu na Rua Santa Maria, no bairro João Eduardo II.
Após o crime, de acordo com a Polícia Militar, Bezerra desferiu vários golpes de faca nele mesmo e também ficou ferido e precisou de atendimento médico. Ele chegou a ficar na UTI depois de passar por cirurgia.
Ele foi preso na segunda-feira (23), quando ainda estava no hospital, segundo informou o delegado Ricardo Casas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.
“Ele está preso desde segunda. Ele cometeu o crime, instauramos o inquérito, representamos pela prisão dele, com base nas informações, depois de ouvir as testemunhas e a prisão foi decretada e cumprida na segunda-feira”, disse.
O delegado disse que agora resta apenas relatar o inquérito e encaminhar ao poder judiciário. “A gente entregou para o Iapen no mesmo dia.”
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) confirmou a condução do preso ao presídio nesta quinta. Agora, o autônomo fica à disposição da justiça. Ele deve ser indiciado por feminicídio.

Maria Ivanilde da Silva foi morta a facadas pelo marido – Foto: Reprodução
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Ainda conforme o delegado, as informações iniciais é que a motivação do crime tenha sido por ciúmes das roupas usadas pela vítima.
“A motivação foi uma discussão que iniciou entre o casal e evoluiu para uma briga. Na agressão física dele contra ela culminou nesse esfaqueamento e depois de esfaquear a vítima, ele tentou contra a própria vida dele, só que não foi bem sucedido”, disse o delegado.
Maria Ivanilde morreu na noite de terça-feira (17) no PS após ser atingida por golpes de faca pelo próprio marido, no início da noite. Ela foi socorrida e levada em estado grave ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos no abdômen e morreu ainda na terça. O crime ocorreu na Rua Santa Maria, no bairro João Eduardo II.
Após o crime, de acordo com a Polícia Militar, Bezerra desferiu vários golpes de faca nele mesmo e também ficou ferido e precisou de atendimento médico. Três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram encaminhadas ao local. A Polícia Civil também foi atender a ocorrência.
De acordo com um parente da família, que preferiu não se identificar, a filha de Ivanilde, de 19 anos, estava dentro da casa no momento do crime. A filha falou à polícia que o casal começou a discutir e Bezerra partiu para cima da mãe dela.
Vizinhos, ao ouvir os gritos da vítima, chamaram a polícia e o Samu. Ainda de acordo com os vizinhos, o casal parecia ser calmo e eles nunca tinham ouvido uma discussão na casa. A arma do crime foi achada na calçada ao lado da casa.
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Médico que cobrava por cirurgias do SUS é condenado a 10 anos

Um médico ortopedista foi condenado a dez anos de prisão por cobrar de pacientes procedimentos realizados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Toledo, no oeste do Paraná. A decisão foi proferida pela Justiça nesta terça-feira (10/2), após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR).
Segundo o MP, o médico exigiu e recebeu pagamentos de pacientes e familiares para fazer cirurgias pelo SUS. As cobranças ocorreram entre 2015 e 2017 e variavam de R$ 50 a R$ 200. Ao todo, 11 episódios foram enquadrados como crime de corrupção passiva.
De acordo com as investigações, os valores eram solicitados durante consultas ou no próprio ambiente hospitalar. O profissional alegava que o dinheiro seria destinado ao pagamento de anestesista ou de serviços supostamente não cobertos pelo SUS.
O Ministério Público afirma que muitos pacientes não tinham condições financeiras de arcar com as cobranças e chegaram a contrair dívidas para conseguir realizar os procedimentos médicos.
Além da pena de dez anos de reclusão em regime inicial fechado, o homem foi condenado a pagar 250 dias-multa. Cada dia-multa corresponde a meio salário mínimo vigente à época dos fatos apurados, podendo ultrapassar R$ 100 mil.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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